No dia 11 de novembro de 1962, numa sala de aula de Paris, o
doutor Jaques Lacan afirmava que a estrutura da angustia e a estrutura da
fantasia era exatamente a mesma. A ocorrência não deixa de surpreender a
próprios e estranhos. Mas se avançarmos um pouco no seu discurso ouviremos dizer
também que “a relação essencial da angústia é com o desejo do Outro” (Lacan, 14, 2005). O Grande Outro, aquele lugar desde
o qual o sujeito entende que é demandado a responder, a agir, a se comportar,
não diz o que exige e então surge o interrogante: Que queres? Que quer ele de mim? Que quer ele comigo? Como me quer ele?
Que quer ele a respeito deste lugar do eu? Lacan nos adverte que é na “relação
com o desejo e a identificação narcísica” (Lacan, 15, 2005) que aparece a função da
angústia.
Lacan, J. (2005). O Seminário 10 A Angustia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.
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