segunda-feira, 13 de julho de 2026

Filosofia da Ciência I, Angústia e repetição , curso do segundo semestre de 2026, na unicamp.

 

Disciplina: HF033- Filosofia da Ciência I 

Angústia e repetição 

Segundo semestre de 2026 

Dia e horário: segunda-feira de 14.00 horas a 18.00 horas 

Aceita alunos especiais 

Sala de aula no Centro de Lógica e Epistemologia (CLE) 

Professor: Daniel Omar Perez 


Programa: Esta disciplina está pensada no interior da área de filosofia da ciência, mais especificamente, dentro da filosofia da psiquiatria, psicologia e psicanálise. Procuramos refletir sobre as condições de possibilidade da experiência clínica. Do horizonte geral: Quais são os ingredientes e o funcionamento do dispositivo que permite a experiência clínica? À pergunta particular: Como podemos pensar a angústia como experiência dentro da clínica psicanalítica? Entendemos aqui nosso trabalho de filosofia da ciência a partir de uma orientação kantiana acerca do alcance da experiência e seus limites. A angústia foi pensada na história da medicina dentro da melancolia, ligada à teoria dos humores de Hipócrates até Galeno entrando no século XVIII. No século XIX europeu a angústia estava do lado da neurastenia. Foi Freud que isolou a experiência de angústia. A neurastenia seria o esgotamento da energia, enquanto a angústia, para Freud seria o acúmulo de energia. Decididamente, Freud em diálogo com Fliess (1897), de acordo com os dados clínicos, a angústia seria causada pela repressão sexual. No entanto, o caso do Pequeno Hans (1908) mostra algo que será elaborado quase vinte anos depois. Em Inibição, Sintoma e Angústia (1926), Freud determina que é a angústia que causa repressão. A retomada da experiência da angústia em psicanálise reformula sua concepção em 1963. Em O Seminário 10 A Angústia de Jaques Lacan avança na ideia de que angústia e desejo habitam a mesma estrutura. A angústia surge quando o objeto de desejo aparece em excesso, sem mediação simbólica. Assim, quando o Real do objeto causa de desejo não é simbolizado e/ou imaginarizado, o afeto da angústia comparece como sinal. Diferente da concepção de Freud de compulsão de repetição como retorno do recalcado, o que Lacan mostra é que a repetição não é simples reprodução do mesmo, eterno retorno do mesmo, mas insistência do real quenão se deixa simbolizar, não se inscreve. O sujeito, ao repetir, não busca, como sustentava Freud, reviver uma experiência passada, mas se coloca em funcionamento o movimento que leva ao ponto de encontro com aquilo que do objeto que não cessa de não se articular na linguagem. A repetição, portanto, é o movimento que expõe o sujeito ao excesso, à presença do objeto que não pode ser integrado ao simbólico. É nesse excesso que a angústia se manifesta, não como sinal de algo que falta, de um vazio ou nada, mas como sinal da falta da falta, ou seja, da irrupção do objeto sem mediação na linguagem. A repetição insiste porque o Real insiste, e o sujeito é convocado a lidar com esse encontro inevitável. Na clínica, isso significa que a repetição não deve ser vista como círculo vicioso a ser interrompido, mas como via de acesso ao ponto mais íntimo da estrutura do sujeito. Assim sendo, esta disciplina propõe examinar a repetição do paciente na experiência de angústia que o conduz a uma situação mortificante. 

Plano de trabalho: 

1. Breve história da angústia nas psiquiatrias 

2. 3. 4. 5. 6. 7. Breve história da angústia nos Manuais do DSM Breve história da compulsão nas psiquiatrias Breve história da angústia e da compulsão na história da psicanálise A angústia em Inibição, Sintoma e Angústia de S. Freud A repetição em Além do princípio do prazer de S. Freud O nascimento do sujeito: física, linguística, sociologia, fisiologia, topologia. (O Seminário 10 de J.Lacan) 

8. Acausa do desejo: a identificação sádica e a masoquista; o amor real. Kant e Sade (O Seminário 10 de J.Lacan) 

9. 10. 11. Passagem ao ato, acting out: as mentiras do inconsciente. (O Seminário 10 de J.Lacan) Osintoma como gozo. (O Seminário 10 de J.Lacan) Aangústia entre o gozo e o desejo: a perversão e a angústia do Outro (O Seminário 10 de J.Lacan) 

12. Os objetos parciais: a boca e os olhos, a voz, o falo evanescente, do anal ao ideal (O Seminário 10 de J.Lacan) 

13. 14. 15. Desejo e castração: Do a aos Nomes-do-pai (O Seminário 10 de J.Lacan) Oinconsciente e a repetição (O Seminário 11 de J.Lacan) Aangustiante experiência de repetir a repetição que leva à angustia: o mortificante e a vida em psicanálise

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domingo, 12 de julho de 2026

A angústia em Kierkegaard e Lacan , curso ministrado no primeiro semestre de 2026, na Unicamp.

 Tema: A angústia em Kierkegaard e Lacan 

Resumo: Esta disciplina abordará a elaboração da noção de angústia realizada por J.Lacan em O Seminário, Livro 10 A Angústia a partir do diálogo com Freud, Heidegger e Kierkegaard. A angústia, primeiro como acúmulo de libido e depois como medo à ameaça de castração em Freud é também abordada em Kierkegaard como possibilidade das possibilidades, como vertigem de liberdade e, ainda em Heidegger como um afeto que revela o ser enquanto ser-para-a-morte. A partir desses elementos Lacan avançará numa noção de angústia como sinal do objeto causa de desejo. A leitura do seminário 10 de Lacan nos permitirá retomar os fundamentos da psicanálise, seu diálogo com a filosofia e suas consequências clínicas. Diferenciaremos angústia de medo, terror, horror e abordaremos a experiência freudiana de “das Unheimliche”. 


1. Introdução ao problema da melancolia em “Anatomia da Melancolia de Robert Burton. (25 de fevereiro) 

2. A Angústia nos escritos e as cartas a Fliess de Freud (4 de março) 

3. O medo e a fobia no caso do pequeno Hans (11 de março) 

4. O luto e a melancolia em Freud (18 de março) 

5. A inibição, o sintoma e a angústia em Freud (25 de março) 

6. O pânico e o desamparo em Freud (1 de abril) 

7. A angústia em Heidegger “Que é metafísica?” (8 de abril) 

8. A angústia em Heidegger “Ser e Tempo” (15 de abril) 

9. A angústia em Kierkegaard (22 de abril) 

10. A angústia e o desespero em Kierkegaard (29 de abril) 

11. A angústia em o seminário 10 de Lacan: A angústia e os significantes (6 de maio) 

12. A angústia em o seminário 10 de Lacan: A angústia e o desejo (13 de maio) 

13. A angústia em o seminário 10 de Lacan: Das Unheimliche (20 de maio) 

14. A angústia em o seminário 10 de Lacan: o objeto (27 de maio) 

15. A angústia em o seminário 10 de Lacan: o ato (3 de junho) 


Bibliografia: 


Aristóteles Retórica. Lisboa: INCM, 2018. ________ Ética a Nicômaco. São Paulo: Edipro, 2018. Burton, R. Anatomia da melancolia. Curitiba: UFPr, 2011. Descartes, R. Paixões da alma. São Paulo: Nova Cultural, 2000. Freud, S. Inibição, sintoma e angústia. Obras completas, vol 17. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. Freud, S.. Psicologia das massas e análise do eu. Porto Alegre: LPM. (2013) Freud, S. (1914) Introducción al narcisismo. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica.  _______. (1915) El Inconsciente. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica. (2012) Unbewusste. IN Freud, S. Das Ich und das Es. Metapsychologische Schriften. Frankfurt am Main: Fischer.  _______. (1915b) Los instintos y sus destinos. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica. (2012) Triebe und Triebschicksale. IN Freud, S. Das Ich und das Es. Metapsychologische Schriften. Frankfurt am Main: Fischer. _______. (1921) Psicologia de las masas y análisis del Yo. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 14. Buenos Aires: Hyspamerica. (2010) Massenpsychologie und Ich-Analyse. Hamburg: Nilkol Verlagsgesellschaft.  _______. (1932-1933) Nuevas Lecciones introductorias al Psicoanálisis. . IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 18. Buenos Aires: Hyspamerica. (2010) Vorlesungen zur Einführung in die Psychoanalyse. Hamburg: Nikol Verlagsgesellschaft.  ________ (1939) Moises y a religion monoteísta. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 19. Buenos Aires: Hyspamerica.  ________ (1912-13) Totem y tabú. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 9. Buenos Aires: Hyspamerica.  Giacoia Jr, O. Ressentimento. RJ: Viaverita, 2021.  Grinberg, L., Langer, M., & Rodrigué, E.. Psicoterapia del grupo. Buenos Aires: Paidos. (1957) Grinberg, L., & Langer, M.. Psicoanálisis en las Américas. Psicoanálisis en las Américas (p. 230). Buenos Aires: Paidos. (1968) Heidegger, M. Que es metafísica y otros ensayos. Buenos Aires: Siglo XX, 1983. _____________ Heráclito: RJ: Relume Dumará, 1998. _____________ Que é metafísica? IN Heidegger, Os Pensadores. SP: Nova Cultural, 1999. Kehl, M. R. Ressentimento. São Paulo: Boitempo, 2020. Kierkegaard, S. O conceito de angústia. Petropolis: Editora Vozes, 2010. ____________ O desespero humano. São Paulo: Editora Unesp,  2010. Lacan, J. O Seminário 10, A angústia. RJ: Zahar Editor, 2005. _______ O Seminário 20, Ainda. RJ: Zahar Editor, 1985. Paschoal, A.E. Nietzsche e o ressentimento. São Paulo: Humanitas, 2014.  Perez, D. O.  O Inconsciente. Onde mora o desejo.. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. 193p . Perez, Daniel Omar; Bocchi, Josiane Cristina; Verardi Bocca, Francisco . Ontologie sans miroirs : Essai sur la réalité. 1. ed. Paris: Éditions l'Harmattan, 2019. 188p . Perez, D. O.; Verardi Bocca, Francisco . O pêndulo de Epicuro. Ensaio sobre o sujeito e a lógica de uma história sem finalidade. 1. ed. Curitiba: CRV, 2019. 190p. Perez, D. O.. Sentimentos em conflito. Acerca do que fazemos, podemos e devemos fazer de nós mesmos. 1. ed. Campinas: editora phi, 2019. 384p . Perez, Daniel Omar; Starnino, A. (Org.) . Por que nos identificamos?. 1. ed. Curitiba: CRV, 2018. Perez, Daniel Omar; Verardi Bocca, Francisco ; Bocchi, Josiane Cristina . Ontologia sem espelhos. Ensaio sobre a realidade: Descartes, Locke, Berkeley, Kant, Freud. 1. ed. Curitiba: Editora CRV, 2014. v. 1. 120p . Spinoza, B. Ética. Obras completas, vol VI. São Paulo: Perspectiva, 2014 

sábado, 11 de julho de 2026

Esquema ótico de Lacan

INTRODUÇÃO A FREUD: ENTRE A ARTE E A CLÍNICA.

INTRODUÇÃO A FREUD: ENTRE A ARTE E A CLÍNICA. O objetivo fundamental do curso é oferecer uma introdução a obra de Sigmund Freud, articulado ao campo das artes. Ementa: O curso apresenta uma introdução à obra de Sigmund Freud a partir do entrelaçamento entre a clínica psicanalítica e a arte. Parte do contexto histórico e cultural em que a psicanálise emerge e percorre as noções fundamentais de inconsciente, fantasia e pulsão, examinando seus desdobramentos nas dimensões da arte, do mito, da literatura e do caso clínico. A trajetória enfatiza a função da sublimação na teoria freudiana, a relevância dos mitos e das tragédias na estruturação do sujeito, e o papel da narrativa no trabalho clínico. O percurso culmina na leitura crítica de O mal-estar na civilização, discutindo a atualidade do pensamento freudiano e seu legado para o campo da cultura.. Pré-requisito: NÍVEL MÉDIO COMPLETO. Tipo do curso: CURSO DE EXTENSÃO. Certificação: Certificado. Público-alvo: Alunos de graduação, pós-graduação e/ou qualquer pessoa que busca ingressar na compreensão da psicanálise freudiana. Não são necessário conhecimentos prévios da teoria.. Professor(a) responsável: MATTEO BONFITTO JUNIOR Professor(es) do curso: MATTEO BONFITTO JUNIOR , ALEXANDRE AUGUSTO GARCIA STARNINO , DANIEL OMAR PEREZ , FABIO MAIA BERTATO.

O problema da existência em Kant. Segundo semestre de 2026 na Unicamp.

O problema da existência em Kant Segundo semestre de 2026 Dia e horário: terça-feira de 14.00 horas a 18.00 horas Professor: Daniel Omar Perez Resumo: Esta disciplina propõe uma investigação aprofundada da Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant, com foco na Estética Transcendental e na Analítica Transcendental. O curso inicia-se com a análise dos prefácios das duas edições da obra, que situam a filosofia crítica no contexto da modernidade e apresentam a problemática central da razão. A introdução à obra permite compreender a distinção entre conhecimento empírico e conhecimento a priori, estabelecendo as bases para a reflexão transcendental. Na Estética Transcendental, estudaremos os conceitos de espaço e tempo como formas puras da sensibilidade, condições necessárias para a possibilidade da experiência. A partir daí, avançaremos para a Analítica Transcendental, examinando a diferença entre lógica geral e lógica transcendental, bem como a estrutura dos juízos e dos conceitos. A dedução metafísica e transcendental será abordada como momento decisivo da fundamentação dos conceitos puros do entendimento, articulando a relação entre sensibilidade e intelecto. A reflexão sobre o eu, a apercepção e a autoconsciência permitirá compreender a unidade sintética da experiência. Serão explorados também os modos de aplicação dos conceitos, o esquematismo como ponte entre intuições e categorias, e a lógica modal. O estudo culmina na análise dos princípios do entendimento e na constituição da experiência, consolidando a compreensão da crítica kantiana como investigação das condições de possibilidade do conhecimento objetivo. O curso busca desenvolver uma leitura rigorosa e crítica da obra, estimulando a capacidade de análise conceitual e a reflexão filosófica sobre os limites e possibilidades da razão humana, formando uma base sólida para o estudo da filosofia transcendental. Programa: A disciplina tem por objetivo examinar o problema da existência na Crítica da razão pura de Immanuel Kant. Para isso, abordaremos a questão do espaço e do tempo; a tábua de juízos e conceitos e a relação dos conceitos com as intuições.

A metapsicologia, curso ministrado na unicamp, no primeiro semestre de 2026.

Programa: A metapsicologia é o arcabouço teórico criado por Sigmund Freud no final do século XIX e reformulado a partir de 1915 para explicar os processos psíquicos. O fenômeno da angústia é inicialmente compreendido desde esta perspectiva como um evento complexo que compromete várias dimensões. Num primeiro momento, a angústia surge como resultado de conflito entre forças psíquicas. Do ponto de vista econômico, a angústia está ligada ao acumulo de energia psíquica (libido). Tratar-se-ia de um excesso de excitação. Do ponto de vista estrutural a angústia aparece como um fenômeno que transita o aparelho psíquico (Inconsciente; Pré-Consciente; Consciente). Na segunda tópica, Freud mostra ao Eu como responsável de produzir angústia como mecanismo de defesa. Em 1926, entende que a angústia não é gerada pela repressão senão, ao contrário, o medo da ameaça de castração produz a repressão. Estas mudanças nos fundamentos da teoria têm consequências evidentes na clínica. Podemos ver isso em o caso do pequeno Hans e no caso de O Homem dos lobos. Por tal motivo, Jacques Lacan avança em O Seminário, Livro 10 “A Angústia” reformulando a questão a partir de outros modos de formalização e debate. Em diálogo com a noção de angústia em Heidegger e em Kierkegaard, Lacan pensa a angústia como sinal do objeto causa de desejo, para além do medo da ameaça de castração. Nesse sentido, esta disciplina trabalhará a angustia em Freud, Heidegger, Kierkegaard e Lacan. 


1. Introdução à metapsicologia de Freud 

2. Introdução à formalização da teoria de Lacan 

3. A angústia nos primeiros escritos de Freud 

4. A angústia no caso de O pequeno Hans 

5. A angústia no caso O Homem dos lobos 

6. A angustia na segunda tópica de Freud

7. A angústia em o seminário 

10 de Lacan: A angústia e o nada 

8. A angústia em o seminário 10 de Lacan: Heidegger 

9. A angústia em o seminário 10 de Lacan: A angustia e a fantasia 

10. A angústia em o seminário 10 de Lacan: A angustia e os significantes 

11. A angústia em o seminário 10 de Lacan: A angustia e o desejo 

12. A angústia em o seminário 10 de Lacan: Kierkegaard 

13. A angústia em o seminário 10 de Lacan: Das Unheimliche 

14. A angústia em o seminário 10 de Lacan: o objeto 

15. A angústia em o seminário 10 de Lacan: o ato 


Bibliografia: 


Aristóteles Retórica. Lisboa: INCM, 2018. ________ Ética a Nicômaco. São Paulo: Edipro, 2018. Burton, R. Anatomia da melancolia. Curitiba: UFPr, 2011. Descartes, R. Paixões da alma. São Paulo: Nova Cultural, 2000. Freud, S. Inibição, sintoma e angústia. Obras completas, vol 17. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. Freud, S.. Psicologia das massas e análise do eu. Porto Alegre: LPM. (2013) Freud, S. (1914) Introducción al narcisismo. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica. _______. (1915) El Inconsciente. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica. (2012) Unbewusste. IN Freud, S. Das Ich und das Es. Metapsychologische Schriften. Frankfurt am Main: Fischer. _______. (1915b) Los instintos y sus destinos. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica. (2012) Triebe und Triebschicksale. IN Freud, S. Das Ich und das Es. Metapsychologische Schriften. Frankfurt am Main: Fischer. _______. (1921) Psicologia de las masas y análisis del Yo. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 14. Buenos Aires: Hyspamerica. (2010) Massenpsychologie und Ich-Analyse. Hamburg: Nilkol Verlagsgesellschaft. _______. (1932-1933) Nuevas Lecciones introductorias al Psicoanálisis. . IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 18. Buenos Aires: Hyspamerica. (2010) Vorlesungen zur Einführung in die Psychoanalyse. Hamburg: Nikol Verlagsgesellschaft. ________ (1939) Moises y a religion monoteísta. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 19. Buenos Aires: Hyspamerica. ________ (1912-13) Totem y tabú. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 9. Buenos Aires: Hyspamerica. Giacoia Jr, O. Ressentimento. RJ: Viaverita, 2021. Grinberg, L., Langer, M., & Rodrigué, E.. Psicoterapia del grupo. Buenos Aires: Paidos. (1957) Grinberg, L., & Langer, M.. Psicoanálisis en las Américas. Psicoanálisis en las Américas (p. 230). Buenos Aires: Paidos. (1968) Heidegger, M. Que es metafísica y otros ensayos. Buenos Aires: Siglo XX, 1983. _____________ Heráclito: RJ: Relume Dumará, 1998._____________ Que é metafísica? IN Heidegger, Os Pensadores. SP: Nova Cultural, 1999. Kehl, M. R. Ressentimento. São Paulo: Boitempo, 2020. Kierkegaard, S. O conceito de angústia. Petropolis: Editora Vozes, 2010. ____________ O desespero humano. São Paulo: Editora Unesp, 2010. Lacan, J. O Seminário 10, A angústia. RJ: Zahar Editor, 2005. _______ O Seminário 20, Ainda. RJ: Zahar Editor, 1985. Paschoal, A.E. Nietzsche e o ressentimento. São Paulo: Humanitas, 2014. Perez, D. O. O Inconsciente. Onde mora o desejo.. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. 193p . Perez, Daniel Omar; Bocchi, Josiane Cristina; Verardi Bocca, Francisco . Ontologie sans miroirs : Essai sur la réalité. 1. ed. Paris: Éditions l'Harmattan, 2019. 188p . Perez, D. O.; Verardi Bocca, Francisco . O pêndulo de Epicuro. Ensaio sobre o sujeito e a lógica de uma história sem finalidade. 1. ed. Curitiba: CRV, 2019. 190p. Perez, D. O.. Sentimentos em conflito. Acerca do que fazemos, podemos e devemos fazer de nós mesmos. 1. ed. Campinas: editora phi, 2019. 384p . Perez, Daniel Omar; Starnino, A. (Org.) . Por que nos identificamos?. 1. ed. Curitiba: CRV, 2018. Perez, Daniel Omar; Verardi Bocca, Francisco ; Bocchi, Josiane Cristina . Ontologia sem espelhos. Ensaio sobre a realidade: Descartes, Locke, Berkeley, Kant, Freud. 1. ed. Curitiba: Editora CRV, 2014. v. 1. 120p . Spinoza, B. Ética. Obras completas, vol VI. São Paulo: Perspectiva, 2014

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Obras de Lacan em Francês

 As obras de Lacan circulam em diferentes línguas. Porém, tem os seminários e os escritos de Lacan estabelecidos a partir da transcrição das aulas.

http://staferla.free.fr/

Podem encontrar aqui a biblioteca completa.

Imagem: Emilia Ferrari


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O Pêndulo de Epicuro

 O Pêndulo de Epicuro é, em princípio, uma estratégia de reflexão sobre a filosofia da história. O recurso a Kant parece-nos justificado em si mesmo quanto ao tema. Já o recurso a Freud tem um valor adicional: a simetria e dissimetria em relação a Kant que reconhecemos nele. A novidade, se podemos assim chamar, aparece no recurso a Darwin. Este nos deu o equilíbrio do pêndulo, o ponto de vista que faz verdadeiro contraponto a Kant e Freud, mas, principalmente, que delineia os dois enquadres que detectamos na história da filosofia, o acaso e a necessidade, o aprioristicamente determinado e a contingência, o progresso e o declínio, numa palavra, o mesmo e a diferença. Tudo isto, por outro motivo que não o diletantismo filosófico, a saber, uma reflexão consistente sobre o sujeito e, assim, sobre os destinos da humanidade, sobre as responsabilidades humanas, sobre as condições de possibilidade das ações e das autodeterminações humanas. A dimensão do desafio encontrado, verá o leitor, é que tudo está por ser feito e ninguém além dos seres humanos o fará.


Editora:Editora CRV
ISBN:ISBN: 9788544435922
DOI:10.24824/978854443592.2
Ano de edição:2019
Número de páginas:190
Formato:14x21

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ontologia sem espelhos

 O que é a realidade? Como uma pergunta desse tipo é possível? O objetivo deste livro é nos prepararmos para a interrogação acerca da realidade. Por isso, antes de responder e avançar positivamente preferimos nos deter e apontar para a própria pergunta. Assim sendo, ensaiamos a busca de alguns elementos das condições de possibilidade da sua formulação. Para alcançarmos o nosso objetivo desenvolvemos a apresentação do resultado da pesquisa em três abordagens e uma conclusão. Num primeiro enfoque do problema a tarefa se coloca na relação literatura-filosofia. A questão acerca do real aparece no plano da narrativa e do jogo da argumentação, isto é, da linguagem. Para isso usamos as ideias de Jorge Luis Borges e suas especulações sobre a realidade tanto nas ficções literárias quanto em relação à própria escrita filosófica. Numa segunda perspectiva o assunto é colocado em relação a quem pergunta e seu objeto. Por isso achamos pertinente usar alguns conceitos e dispositivos teóricos da filosofia moderna e suas objeções, especialmente em Descartes, Berkeley e Kant. No terceiro momento, indicamos o ponto no horizonte onde o fracasso das pressuposições anteriormente reveladas impulsiona a tentativa de uma nova formulação da pergunta pela realidade. O recurso da psicanálise se apresenta como a possibilidade de marcar o fim de uma época e abertura de uma nova pauta de trabalho. Ao final nos interrogamos o que é a realidade enquanto pergunta. Como uma pergunta desse tipo é possível? Nosso trabalho revela que a pergunta pela realidade supõe uma linguagem (isto é, um conjunto de conceitos, regras e argumentações) e um sujeito (desde onde se enuncia o interrogante). Linguagem articulada em conceitos e argumentos e Sujeito da enunciação se conformam num dispositivo teórico que possibilita a pergunta e a eventual resposta.


Editora:Editora CRV
ISBN:ISBN: 9788544400340
DOI:10.24824/978854440034.0
Ano de edição:2015
Número de páginas:154
Formato:14x21

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Por que nos identificamos?

 Por que nos consideramos iguais a uns e diferentes de outros? Porque nos apaixonamos por determinadas pessoas, coisas ou ideias? Como decidimos nossas escolhas, nossos gostos? Por que nos reconhecemos a partir de um nome e de uma história individual, familiar ou grupal, de gênero, política ou étnica? Desde a crítica da identidade elaborada na filosofia moderna a partir de O Seminário IX de Lacan, A Identificação, articulamos um dispositivo conceitual que nos permite reformular a pergunta por aquilo que sou ou que somos já não desde uma essência, substância ou função lógica e sim desde a diferença.


Editora:Editora CRV
ISBN:ISBN: 9788544427255
DOI:10.24824/978854442725.5
Ano de edição:2018
Número de páginas:146
Formato:16x23

Filosofia da Ciência I, Angústia e repetição , curso do segundo semestre de 2026, na unicamp.

  Disciplina: HF033- Filosofia da Ciência I  Angústia e repetição  Segundo semestre de 2026  Dia e horário: segunda-feira de 14.00 horas a 1...