Toda segunda-feira de 2018, a partir de fevereiro até junho inclusive, de 19 a 23 horas no IFCH da Unicamp
Disciplina de graduação em filosofia
Tema: O amor em psicanálise como condição para a constituição do sujeito e a atividade da filosofia
Ementa: A disciplina tem como objetivo indagar os elementos que fazem possível a constituição do sujeito do inconsciente (da enunciação) e a emergência da atividade filosófica. Para tal fim, abordaremos a questão do amor em psicanálise e com essas ferramentas iremos a abordar cada caso.
Nossa hipótese é que: a partir dele (do amor, entendido desde Freud e de Lacan) o sujeito e filosofia são possíveis. Nesse sentido trabalharemos um conjunto de textos que nos permitirão destacar cada um dos elementos com o intuito de organizar um dispositivo conceitual capaz de provar nossa hipótese e alcançar nosso objetivo.
O método de trabalho sobre a questão será análogo ao de Kant na sua disciplina de Antropologia desde um ponto de vista pragmático. Pretendemos estar realizando uma continuação daquele trabalho.
Nossa hipótese é que: a partir dele (do amor, entendido desde Freud e de Lacan) o sujeito e filosofia são possíveis. Nesse sentido trabalharemos um conjunto de textos que nos permitirão destacar cada um dos elementos com o intuito de organizar um dispositivo conceitual capaz de provar nossa hipótese e alcançar nosso objetivo.
O método de trabalho sobre a questão será análogo ao de Kant na sua disciplina de Antropologia desde um ponto de vista pragmático. Pretendemos estar realizando uma continuação daquele trabalho.
Programa:
Definições de filosofia, sujeito e amor na história da filosofia e na literatura que nos permitirão demarcar o horizonte de trabalho. A apresentação do horizonte de trabalho. Amor sensual, amor filial, amor de amigo, o amor universal, o amor a Deus, o amor à Pátria. A filosofia teorética, prática e a filosofia como práxis e filosofia de vida
Exposição do objetivo, método e possíveis resultados do trabalho
O amor de Freud: Narciso e seu espelho. Quem é o objeto do nosso amor? Quem é aquele que pode nos amar? Como o amor começa e como o amor acaba? É possível amar a mais de uma pessoa?
O dom de amar segundo Lacan e a possibilidade do sujeito e da atividade filosófica
O amor do banquete: completude e ágalma (os mitos e o amor de transferência; mestre e discípulo) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 8)
O amor de Alcibíades e Sócrates (o amigo e a política) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 8)
O amor de mãe em Medeia (as interpretações de Passollini e Lars von Trier)
O amor sacro e mundano da Salomé (da Biblia a Wilde e Strauss)
O amor de irmã da Antígona (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 7 e 15)
O amor de Helena (entre dois amores, amor e traição I)
O amor de tango (o amor na gloria e no ocaso; o drama da vida e a traição; a mãe e os amigos)
O amor na amizade. Séneca e marco Aurelio
O amor da família italiana (a família na república, no Império e nas cenas do cinema americano, de Paul Veyne a Francis Ford Coppola)
O amor do Deus dos judeus e dos cristãos (o fruto do jardim, babel, a destruição das cidades ímpias, Jô e as apostas, o Apocalipse)
O amor de Jesus (o universal e a carne ou a pregação e Maria Madalena; o pai, o povo e a cruz; Jesus carrega a cruz por amor a um povo que o apedreja;
O amor de Agostinho (confissões autobiográficas, Monica –a mãe- e a salvação, o amor homossexual e a dúvida do pecado entre a carne e a alma)
O amor de Heloisa e Abelardo (a liberdade da mulher e a insegurança do homem)
O amor entre os homens dos árabes (a poesia homo afetiva do século IX; o amor romântico e erótico dos homens)
O amor cortês (cavaleiros e princesas num mundo sempre imaginário)
O matrimónio por amor ( a igreja e a função da família)
O amor de Santa Teresa de Ávila e de San Juan de la Cruz (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 20)
A maldição de Malinche (amor e traição II)
O amor de Descartes e a princesa triste (as paixões da alma, o eu e a filosofia)
O amor de Kant (a distância e o sexo)
O amor de Arendt e Heidegger (a filosofia, a universidade e o racismo)
O amor de Simone e Sarte (liberdade individual e compromisso político)
O amor de Perón e Evita (a política, a pátria e o povo)
O amor segundo Hitchcock (a mãe e a psicose) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 3)
O amor segundo Woody Allen (a tradição judaica na cidade cosmopolita)
O amor segundo Clint Eastwood (a tradição republicana ou como manter valores em épocas de decadência)
Epílogo do amor
Definições de filosofia, sujeito e amor na história da filosofia e na literatura que nos permitirão demarcar o horizonte de trabalho. A apresentação do horizonte de trabalho. Amor sensual, amor filial, amor de amigo, o amor universal, o amor a Deus, o amor à Pátria. A filosofia teorética, prática e a filosofia como práxis e filosofia de vida
Exposição do objetivo, método e possíveis resultados do trabalho
O amor de Freud: Narciso e seu espelho. Quem é o objeto do nosso amor? Quem é aquele que pode nos amar? Como o amor começa e como o amor acaba? É possível amar a mais de uma pessoa?
O dom de amar segundo Lacan e a possibilidade do sujeito e da atividade filosófica
O amor do banquete: completude e ágalma (os mitos e o amor de transferência; mestre e discípulo) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 8)
O amor de Alcibíades e Sócrates (o amigo e a política) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 8)
O amor de mãe em Medeia (as interpretações de Passollini e Lars von Trier)
O amor sacro e mundano da Salomé (da Biblia a Wilde e Strauss)
O amor de irmã da Antígona (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 7 e 15)
O amor de Helena (entre dois amores, amor e traição I)
O amor de tango (o amor na gloria e no ocaso; o drama da vida e a traição; a mãe e os amigos)
O amor na amizade. Séneca e marco Aurelio
O amor da família italiana (a família na república, no Império e nas cenas do cinema americano, de Paul Veyne a Francis Ford Coppola)
O amor do Deus dos judeus e dos cristãos (o fruto do jardim, babel, a destruição das cidades ímpias, Jô e as apostas, o Apocalipse)
O amor de Jesus (o universal e a carne ou a pregação e Maria Madalena; o pai, o povo e a cruz; Jesus carrega a cruz por amor a um povo que o apedreja;
O amor de Agostinho (confissões autobiográficas, Monica –a mãe- e a salvação, o amor homossexual e a dúvida do pecado entre a carne e a alma)
O amor de Heloisa e Abelardo (a liberdade da mulher e a insegurança do homem)
O amor entre os homens dos árabes (a poesia homo afetiva do século IX; o amor romântico e erótico dos homens)
O amor cortês (cavaleiros e princesas num mundo sempre imaginário)
O matrimónio por amor ( a igreja e a função da família)
O amor de Santa Teresa de Ávila e de San Juan de la Cruz (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 20)
A maldição de Malinche (amor e traição II)
O amor de Descartes e a princesa triste (as paixões da alma, o eu e a filosofia)
O amor de Kant (a distância e o sexo)
O amor de Arendt e Heidegger (a filosofia, a universidade e o racismo)
O amor de Simone e Sarte (liberdade individual e compromisso político)
O amor de Perón e Evita (a política, a pátria e o povo)
O amor segundo Hitchcock (a mãe e a psicose) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 3)
O amor segundo Woody Allen (a tradição judaica na cidade cosmopolita)
O amor segundo Clint Eastwood (a tradição republicana ou como manter valores em épocas de decadência)
Epílogo do amor
Metodologia: aulas expositivas e debate sobre o conteúdo
Avaliação: Trabalho final escrito avaliado com critérios acordados em sala de aula
Consulta: Toda segunda-feira de 16.00 h a 19.00 h na sala 45 B
Avaliação: Trabalho final escrito avaliado com critérios acordados em sala de aula
Consulta: Toda segunda-feira de 16.00 h a 19.00 h na sala 45 B
Bibliografia:
em breve será divulgada
em breve será divulgada
Nenhum comentário:
Postar um comentário