domingo, 2 de agosto de 2026

A Filosofia da Psicologia no Século XXI: Consciência e Neurociência

O debate contemporâneo é pautado pela integração — muitas vezes tensa — entre a fenomenologia da experiência e os dados da neurociência cognitiva, buscando evitar o reducionismo eliminativista. Searle e a Irredutibilidade: John Searle (1992) combate o funcionalismo computacional, sustentando que a consciência é um fenômeno biológico emergente, cujas propriedades qualitativas e intencionais são subjetivamente irredutíveis. Cognição Incorporada e Modelos do Eu: Shaun Gallagher (2005) defende a tese de que o corpo não é um mero suporte, mas constituinte da mente (embodiment). Em contrapartida radical, Thomas Metzinger (2009) propõe o "túnel do ego", onde o "eu" é concebido como uma simulação cerebral transparente e funcional, desprovida de substancialidade própria. A disciplina estrutura-se hoje em três eixos (TEIXEIRA, 2020): (1) Fundamentos científicos e a validade de métodos qualitativos; (2) O problema mente-cérebro mediado pela neurociência; e (3) Desafios éticos impostos pela Inteligência Artificial e pela virtualização da subjetividade.

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