domingo, 23 de dezembro de 2018

O Inconsciente na Casa do Saber

O Inconsciente


Encontros nas férias na Casa do Saber em São Paulo (Daniel Omar Perez)

As condutas repetitivas ou compulsivas nas relações amorosas, no comportamento com os outros, no modo de lidar com o trabalho ou com os estudos têm sido compreendidas em diferentes momentos da nossa história e em distintos saberes ou ciências sob o que se denomina de mecanismo inconsciente. A noção de inconsciente permite acolher as experiências humanas para além ou aquém das determinações causais naturais e das ações da vontade. O curso abordará as origens pré-freudianas, a conceitualização freudiana, os modos em que os pós-freudianos o entenderam, as mudanças lacanianas e as reformulações das neurociências.

https://casadosaber.com.br/sp/cursos/ao-vivo/o-inconsciente.html

5/02 O inconsciente: mito, hipótese ou descoberta? O inconsciente na história da filosofia pré-freudiana. De Pascal a Kant e Schopenhauer.

12/02 O inconsciente de Freud e o de Lacan: para que sonhamos? Do que rimos? Como esquecemos seletivamente? Por que trocamos os nomes das pessoas? O que fazemos quando insistimos no mesmo erro, no mesmo fracasso, na mesma frustração?

19/02 As críticas da filosofia do século 20 à noção de inconsciente. As reformulações das neurociências: entre a linguagem, o discurso e os neurônios. Existe pílula para parar de repetir?

CASA DO SABER
R. Dr. Mario Ferraz, 414
+55 11 3707 8900

domingo, 16 de dezembro de 2018

Como viver juntos?

Como viver juntos?
Esse é o título de um seminário que Roland Barthes iniciou em 12 de janeiro de 1977 no Collége de France. O semiólogo diz pensar a questão a partir de Nietzsche e Deleuze. Propõe a vida juntos a partir da noção de ritmo. Viver com o outro seria algo assim como manter um mesmo ritmo e a separação se daria quando os ritmos de cada um começam a soar diferente. Então, poderíamos dizer nós, cada um vai com sua música a outra parte.
Em 1983, Maurice Blanchot publica "A comunidade inconfessável" repensando a vida em comum a partir de algumas reflexões de Georges Bataille e Jean -Luc Nancy.
Em 1986, Jean-Luc Nancy continua o diálogo com o livro "A comunidade inoperada". Insiste no incomum da comunidade, na comunidade dos sem comunidade, na singularidade sem conciliação possível em relação à vida em comum.
Em 1990, Giorgio Agamben propõe " A comunidade que vem" e aborda o problema da vida em comum passando da ontologia à ética. Parece estar usando termos de Heidegger e de Lacan.
Em 1995, Tzvetan Todorov publica "A vida em comum. Ensaio de antropologia geral" onde retoma o problema desde a tradição filosofia europeia e algumas teorias psicológicas e psicanalíticas
Em 1998, Roberto Espósito publica "Comunitas. Origem e destino da comunidade", com um prefácio de Jean-Luc Nancy. Desde o medo de Hobbes e a ley de Kant nos conduz à experiência heideggeriana de ser-com.
Em 1999, Peter Sloterdijk publica "Regras para o parque humano. Resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo", onde mostra como nossa comunidade fabrica seres humanos muito antes da manipulação genética, desde as bibliotecas e escolas romanas.
Em 2010, Byung-Chul Han publica "A sociedade do cansaço" propondo uma comunidade de seres cansados, queimados neuronialmente que romperam seus laços sociais. Não há mais comunidade, apenas solidões em depressão, pânico ou hiperatividade.
Esse percurso me faz retornar a Freud. Como viver juntos? Como sustentar o desejo e suportar a falta no Outro. Talvez essa pergunta não tenha uma resposta e sim uma tarefa. Em algum ponto a filosofia passa de ser um trabalho intelectual ao cultivo de um jardim.

domingo, 9 de dezembro de 2018

O inconsciente: mito, hipótese ou descoberta? Casa do Saber em São Paulo




As nossas condutas repetitivas ou compulsivas nas relações amorosas, no comportamento com os outros, no modo de lidar com o trabalho ou com os estudos têm sido compreendidas em diferentes momentos da nossa história e em distintos saberes ou ciências sob o que se denomina de mecanismo inconsciente.
A noção de O Inconsciente nos permite acolher as experiências humanas para além ou aquém das determinações causais naturais e das ações da vontade. Abordaremos as origens pré-freudianas, a conceptualização freudiana, os modos em que os pós-freudianos o entenderam, as mudanças lacanianas e as reformulações das neurociências.

5/2/2019: O inconsciente: mito, hipótese ou descoberta? O inconsciente na história da filosofia pré-freudiana. De Pascal a Kant e Schopenhauer.

12/2/2019: O inconsciente de Freud e o de Lacan: Para que sonhamos? Do que rimos? Como esquecemos seletivamente? Por que trocamos os nomes das pessoas? O que fazemos quando insistimos no mesmo erro, no mesmo fracasso, na mesma frustração?

19/2/2019: As críticas da filosofia do século XX á noção de O Inconsciente e as reformulações das neurociências: entre a linguagem, o discurso e os neurônios. Existe pílula para parar de repetir?

CASA DO SABER

R. Dr. Mario Ferraz, 414
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As Paixões, os Sentimentos e os AfetosEntre a filosofia e a psicanálise

As Paixões, os Sentimentos e os Afetos

Entre a filosofia e a psicanálise
 Daniel Omar Perez




A filosofia e a psicanálise, em cada caso, revelam os indivíduos como efeitos da linguagem, do discurso e da razão, mas também como tomados, impulsionados ou inclinados por paixões, sentimentos e afetos. Quais são essas formas da sensibilidade que movimentam, que determinam nas escolhas, que obrigam a repetir condutas, que conduzem por caminhos que muitas vezes se resiste a percorrer? Estes encontros apresentam as paixões, os sentimentos e os afetos a partir dos estudos de Descartes, Kant e Lacan tentando dar conta daquilo que cada pessoa é para além (ou aquém) da razão e da fala.


05/12 Descartes e as paixões da alma da Princesa
12/12 Kant e os sentimentos do cidadão do mundo
19/12 Lacan, os afetos e a angustia como o único afeto que não engana


CASA DO SABER

R. Dr. Mario Ferraz, 414
+55 11 3707 8900



A constituição do sujeito a partir das relações de identificação.


PROJETO DE PESQUISA DE FILOSOFIA E PSICANÁLISE

Título: “A constituição do sujeito a partir das relações de identificação. Uma abordagem entre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacanaina”

Resumo: A partir de uma crítica à noção de identidade individual do sujeito desde elementos da filosofia moderna e da psicanálise freudiano-lacaniana estabeleceremos como objetivo a elaboração de uma lógica da identificação que permita dar conta da constituição do sujeito e sua relação com a verdade. A identidade pessoal, as relações amorosas e os projetos políticos serão os fenômenos a serem acolhidos desde a lógica da identificação. A meta é fornecer elementos que nos permitam pensar a possibilidade da emergência de novas identificações individuais e sociais, bem como a ação política.



Objetivos:
  1. Elaborar uma lógica da identificação que permita dar conta da constituição do sujeito e sua relação com a realidade a partir de elementos da filosofia moderna e da psicanálise freudiano-lacaniana desde uma crítica à noção de identidade individual do sujeito
  2. Reformular a pergunta pela realidade desde uma teoria do sujeito a partir dos conceitos “alienação-separação” em sentido lacaniano.
  3. A partir da “lógica da identificação” elaborar uma teoria da identificação amorosa para além do narcisismo, retomando a noção de dom em Lacan e de descarga pulsional e laço freudiano-lacaniano.
  4. A partir da “lógica da identificação” elaborar uma teoria da identificação política que apresente dois modelos divergentes: perverso e sublimatório
  5. Elaborar uma teoria da “Figura ética”, da “Figura política” e das “Figuras do feminino” como formas de subjetivação constituidas a partir do estranho, o gozo e o semblante.
  6. Apresentar a possibilidade da pulsão olfativa e respiratória como elemento de laço identificatório.

Método:
A filosofia tem se articulado como exercício a partir de um campo heterogêneo de discursos. Na sua história instituída desde as cátedras universitárias europeias do século XVII e XIX se retoma sob a forma de poemas, fragmentos, diálogos, tratados, ensaios, lições, monografias ou relatórios de investigação. Alguns apelam para o mito fundacional ou para a formalização, uns lançam mão de um método de construção dedutiva, outros indutiva e outros retórica quando não a combinação de todos eles. Desde o ponto de vista do gênero textual ou discursivo só encontramos uma heterogeneidade impossível de reduzir. Seu objeto também é discordante segundo a época e a escola filosófica em questão. Nossa perspectiva privilegia o entendimento do exercício filosófico como a indagação acerca das condições de possibilidade daquilo que se apresenta como verdadeiro em sentido amplo. Entendemos que essa indagação colocou na modernidade o sujeito como fundamento e seu desenvolvimento foi a desmontagem dessa posição. Nesse sentido, nos colocamos em uma tradição conceitual que poderia ser considerada kantiana e desde essa perspectiva organizamos a história da filosofia em torno da questão da verdade em relação com o sujeito. Essa história vai de Descartes à psicanálise. A psicanálise tem sua história de divergências e multiplicidade de perspectivas tão rica quanto tem a filosofia no mesmo período (o século XX). Entretanto, a constante de todas as escolas foi o desejo em relação com o individuo dividido ou o sujeito em questão. A multiplicidade de pesquisas nesse campo ofereceram resultados que para a problemática do sujeito em relação com a verdade são muito difíceis de ignorar sem perdermos a própria história contemporânea da filosofia. Dentro dessa heterogeneidade de escolas entendemos a psicanálise como o dispositivo teórico que permite acolher a experiência do sujeito em relação com o desejo e as barreiras que o interditam (ver Perez, 2009). Isso nos coloca numa tradição conceitual que poderíamos reconhecer como lacaniana. Tanto quanto outras tradições ou linhas conceituais a psicanálise lacaniana contemporânea se debate internamente numa série de correntes. Tal como nos relata Laclau (2009), a influência de Lacan na França tem sido especialmente clínica, nos países anglo-saxões a influência se concentrou no eixo literatura-cinema-feminismo. Por outro lado, Laclau destaca duas gerações interpretativas: a velha escola de Mannoni, Leclaire e Safouan que privilegiam os problemas clínicos e a função do Simbólico e a geração mais jovem de Jacques Alain Miller, Michel Silvestre e Alain Grosrichard que tem tratado de formalizar a teoria lacaniana, diferenciando as etapas do ensino de Lacan e dando importância central para o Real como o que resiste à simbolização. Paralelamente, a interpretação marxista-estruturalista feita por Althusser e Michel Pêcheux destaca a noção de sujeito lacaniano como compatível com o materialismo histórico. Avançando nessa linha a escola eslovena de Zizek utiliza as categorias lacanianas para uma reflexão filosófico-política (Laclau, 2009, 11 e ss.). Nesse horizonte, entendemos nossa tarefa essencialmente como exercício de formalização a partir de elementos conceituais da filosofia kantiana, da lógica simbólica e dos matemas, modelos, esquemas, grafos e topologia lacanianas que permita acolher a experiência do sujeito em relação com o desejo e as barreiras que o interditam. Isto nos autoriza a elaborar as condições de possibilidade da constituição do sujeito e da verdade a partir das relações de identificação.

Projeto de Produtividade em Pesquisa – CNPQ 2018-2021



TEMA: O homem como operador de regras lógico-semânticas e objeto sui generis de aplicação de juízos práticos. Uma investigação sobre o Opus postumum, reflexões e lições de antropologia de Immanuel Kant.



OBJETIVO GERAL
O objetivo desta pesquisa é demonstrar que a noção de homem, apresentada por Kant em Opus Postumum, Reflexões e Lições de antropologia, refere a um operador de regras lógico-semânticas de juízos cognitivos, práticos e reflexivos e, ao mesmo tempo designa o objeto sui generis de aplicação de juízos práticos.
Apresentado pontualmente:
1.    Reconstruiremos a noção de uma natureza humana em relação com a enunciação de juízos cognitivos, práticos e reflexivos a partir do material de reflexões e lições de antropologia com o intuito de apresentar o operador dos juízos, bem como o sujeito onde se aplicam os juízos práticos
2.    Tomaremos provisoriamente como verdadeira a proposição de que Opus Postumum é uma obra de síntese da filosofia transcendental para examinarmos os elementos da obra com o objetivo de encontrar:
a. a pergunta pelas proposições sintéticas a priori como fio condutor da Filosofia Transcendental.
b. que o fio condutor articula as três perguntas fundamentais que conduzem à quarta.
c. que a quarta pergunta é respondida propondo o homem como lugar de sujeito de enunciação de proposições teóricas e práticas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Para alcançar aquele objetivo geral:
(1) mostraremos desde o Convolut VII de Opus Postumum que a filosofia transcendental como sistema se pauta pela pergunta como são possíveis os juízos sintéticos a priori? Essa pergunta se desdobra no âmbito cognitivo e prático como também nas modalidades do juízo reflexionante;
(2) demonstraremos desde as Reflexões e as Lições de antropologia que as três perguntas kantianas (o que eu posso saber? O que eu devo fazer? O que está me permitido esperar?) são sistematicamente articuladas pela pergunta pela possibilidade dos juízos;
(3) mostraremos desde o Convolut VII de Opus Postumum e das Reflexões e Lições de antropologia que (1) e (2) conduzem à pergunta o que é o homem? e colocam este no ponte de  articulação do sistema da filosofia;
(4) demonstraremos que a tentativa de resposta a essa quarta pergunta se apresenta nas Reflexões e Lições de antropologia bem como em Opus Postumum;
(5) a tentativa de resposta apresenta como resultado dois aspectos do homem: 5.1. como operador de regas (lógico-semânticas) para formular juízos e 5.2. como objeto sui generis de aplicação dos juízos práticos.

RESULTADOS TEÓRICOS
Os resultados desta pesquisa são:
(1) uma interpretação sistemática da filosofia transcendental a partir das suas próprias perguntas e argumentações que vem sendo elaborado por um importante número de pesquisadores na linha de investigação conhecida como semântica transcendental e desde a qual desenvolvo meu trabalho;
(2) a apresentação de um modo de fazer filosofia que pode contribuir na formulação e resolução dos problemas propostos atualmente na área em debate com nossos contemporâneos.
Assim, o resultado teórico não só aporta um beneficio exegético e histórico senão também oferece uma ferramenta para abordar os problemas da filosofia no debate contemporâneo.

RESULTADOS MATERIAIS
Como resultado material proponho:
(1). Traduzir as Reflexionen zur Anthropologie (volume XV); traduzir Convolut VII (volume XXII); traduzir Die Vorlesung des Wintersemesters 1784/85 (volume XXV, 2.2); traduzir Philosophische Enzyklopädie (volume XXIX 1.1);
(2). Elaborar um estudo introdutório, notas e glossário para as quatro traduções;
(3). Escrever e mandar para publicar:
(a) 1 artigo sobre o significado da noção de “filosofia transcendental” em Opus postumum de Kant mostrando sua mudança em relação com definições anteriores. Este trabalho contribui para uma precisão conceitual que evita erros de interpretação e afirmações equivocadas sobre o trabalho da filosofia transcendental.
(b) 1 artigo sobre o homem como operador de regras e objeto sui generis de aplicação de juízos práticos nas Reflexões e nas Lições de antropologia e 1 artigo sobre o homem como operador de regras e objeto sui generis de aplicação de juízos práticos em Opus Postumum. Estes trabalhos permitirão destacar o estatuto e o lugar do ser humano no sistema da filosofia transcendental.
(4) A partir dos materiais anteriormente mencionados será elaborado um livro sobre “O homem como operador de regras lógico-semânticas e objeto de aplicação de juízos práticos. Uma investigação sobre a filosofia transcendental de Kant nos últimos pensamentos de Opus Postumum”.
(5) Orientar estudantes de graduação e pós-graduação em temas específicos dentro da pesquisa proposta
(6) Participar dos eventos da Sociedade Kant Brasileira, de dois eventos internacionais específicos sobre estudos kantianos e organizar anualmente o colóquio Kant da seção Campinas na Unicamp.
(7) ministrar uma disciplina na graduação e outra na pós-graduação anualmente com um tema específico da pesquisa.
(8) Propor um número da revista Kant e-prints sobre Antropologia, outro sobre Opus Postumum e um terceiro sobre os problemas da filosofia contemporânea com relação à obra de Kant.


Filosofia com famílias sob o diagnóstico de autismo Projeto de extensão na Unicamp registrado no SAE


Projeto de extensão Filosofia com diagnóstico de autismo
Projeto de extensão na Unicamp
registrado no SAE no sistema BAS

Coordenador: Daniel Omar Perez




Resumo:

Trata-se de desenvolver um trabalho de transmissão e produção de filosofia com crianças, adolescentes e adultos com diagnóstico de autismo e suas famílias.
Podem participar todos os interessados. O Grupo funcionará a partir da UNICAMP como projeto de extensão.

Apresentação

O autismo é definido a partir de problemas cognitivos, de comunicação e de sociabilidade. De acordo com a nova formulação da Associação Americana de Psiquiatria DSM-V, no espectro do transtorno de autismo se observam os problemas de comunicação social e os déficits e os comportamentos fixos ou repetitivos. Isto gera dificuldades no processo de socialização e de cognição. 

Entendemos que o trabalho com elementos da filosofia em atividades alternativas de ensino e entretenimento pode contribuir para que as pessoas com diagnóstico de autismo e suas famílias encontrem modos de lidar com problemas cotidianos como:

(1) outorgar sentido e significação a palavras, enunciados e situações, 
(2) resolver com autonomia relativa problemas da vida cotidiana.

Metodologia

Para alcançar algum resultado o grupo: 
(1) estabelecerá reuniões de estudo e pesquisa para (a) compreender teoricamente o espectro do autismo, (b) tomar conhecimento de experiências de ensino (c) tomar conhecimento de acompanhamento com pessoas diagnosticadas de autismo, (d) propor formas de trabalho em ensino e entretenimento com conteúdos de temas de filosofia com pessoas diagnosticadas de autismo; 
(2) realizará as atividades em combinação com as famílias; 
(3) avaliará os resultados para deixar registro da experiência e para melhorar as novas propostas.

OBJETIVOS

1) formar alunos capazes de trabalhar filosofia com pessoas com diagnóstico de autismo
2) transmitir e produzir filosofia com as famílias sob o diagnóstico de autismo
3) contribuir com filosofia na resolução de problemas cotidianos das pessoas diagnosticadas de autismo
4)registrar e comunicar a experiência de filosofia com diagnóstico de autismo.


Título: “Corujão” – Curso livre de filosofia Projeto SAE UNICAMP 2019



Resumo: O “Corujão” é um curso livre de filosofia criado na década de 2000 por alunos do curso de Filosofia da Unicamp, com o intuito de ministrar aulas gratuitas de filosofia para a comunidade. De natureza itinerante, o “Corujão” sempre teve a iniciativa de estabelecer um primeiro contato entre a filosofia e o público leigo, discutindo temas atuais pela ótica da História da Filosofia. Após um intervalo de alguns anos, o “Corujão” será agora retomado e ampliado, como parte das atividades propostas pela comissão de eventos do CEMODECOM, centro de pesquisas vinculado ao IFCH.

Justificativa quanto à relevância para o(a) estudante e para a universidade ou comunidade externa: O “Corujão” visa aliar o conhecimento acadêmico à reflexão sobre o nosso tempo, propondo uma aplicação de tais conhecimentos ao âmbito prático, além de oferecer um retorno da Universidade à sociedade.

Objetivos: O principal objetivo do “Corujão”, como dito acima, é o de oferecer cursos e palestras gratuitos à comunidade, ministrados por alunos e/ou professores do IFCH, ou convidados externos. A proposta é que sejam realizados diversos módulos temáticos, que poderão ser constituídos por cursos de média duração (4 a 6 aulas semanais cada) ou ciclos de palestras. Todas as atividades deverão ser realizadas em espaços alternativos, externos à Universidade, preferencialmente de fácil acesso por transporte público, visando facilitar a participação da comunidade, sobretudo de sua parcela menos favorecida economicamente. Por essa razão, essa iniciativa de retomada do “Corujão” prevê também a sua ampliação, de modo a poder alcançar um maior número de pessoas do que outrora.

Ações e detalhamento das atividades a serem desenvolvidas pelo(s) bolsista(s): O bolsista deverá auxiliar a comissão de eventos do CEMODECOM, a qual atualmente já possui outras demandas. Assim, o bolsista deverá prestar apoio à comissão, no intuito de viabilizar o planejamento, estruturação e realização dos diversos cursos a serem oferecidos pelo “Corujão” ao longo do ano. As atividades a que o bolsista prestará auxílio são: contato com pessoas interessadas em ministrar cursos e palestras; providenciar locais em que os cursos possam ser realizados e manter contato com os responsáveis por tais locais; preparar e veicular materiais de divulgação em diversas mídias; auxiliar a organização do espaço físico em que as atividades deverão ocorrer, de modo que esteja adequado para a realização das aulas (já que muitas vezes serão utilizados espaços alternativos); providenciar certificados para os ministrantes, alunos, e organizadores, assim como demais demandas burocráticas que eventualmente surjam; acompanhar pessoalmente a realização dos cursos, a fim de prestar assistência à sua efetiva realização; documentar, por meio de fotos e vídeos, as atividades do “Corujão”, a fim de que possa integrar futuramente o arquivo do CEMODECOM.

Resultados esperados: Acreditamos poder levar ao grande público um conhecimento historicamente restrito aos muros da Universidade, oferecendo, inclusive, uma oportunidade de inclusão social de algumas minorias, as quais costumam não ter acesso à Universidade. Esperamos que o “Corujão” possa intermediar essa relação entre a Universidade e a comunidade externa a ela, aproximando-as. Nossa expectativa é atrair o maior número possível de alunos, de modo a expandir o “Corujão” cada vez mais, levando-o para diversas localidades.

Cronograma: O cronograma de atividades prevê a realização de dois módulos temáticos (conforme descrito em “Objetivos”), intercalados por palestras avulsas. A proposta inicial é a seguinte: março e abril – planejamento geral do “Corujão” e do primeiro módulo temático; maio e junho – realização do primeiro módulo; primeira quinzena de julho – recesso; segunda quinzena de julho e agosto – planejamento e realização de pelo menos duas palestras; setembro e outubro – planejamento do segundo módulo; novembro e dezembro – realização do segundo módulo; primeira quinzena de janeiro – recesso; segunda quinzena de janeiro e fevereiro – planejamento e realização de palestras.

Área do curso: Ciências Humanas



Unidade de desenvolvimento do projeto: ESTGUA - Coordenadoria Do Centro Cultural Estação Guanabara
Campus do Projeto: Campinas
Local específico de desenvolvimento do projeto: Espaços culturais diversos na cidade de Campinas, entre eles, o “Cis Guanabara”
Período para a realização das atividades do bolsista: Horário flexível
O projeto está sendo apoiado ou financiado por entidade(s) ou órgão(s): Não
Número de bolsistas: Dado que a comissão de eventos do CEMODECOM já possui uma demanda de organização de eventos acadêmicos, para que ela possa realizar a contento esse projeto de extensão universitária, é imprescindível o auxílio de um bolsista. No entanto, será necessário ter 2 bolsistas.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Como viver juntos?

Como viver juntos?

É a pergunta que Roland Barthes se faz no seminário do Collège de France em 1976-1977. O semiólogo aborda fragmentos literários e testemunhos de vida monacal. Reflete sobre a noção de idioritmia. Propõe que viver juntos é de algum modo alcançar um ritmo entre dois ou mais pessoas. O mosteiro, o quartel, a comunidade familiar, a relação entre a mãe e seu filho se pautam por um ritmo no qual os integrantes do coletivo articulam os costumes da vida cotidiana. A comum unidade se desfaz quando o ritmo dos seus membros já não é mais o mesmo. Deixamos de ter um ritmo comum, o laço social se desfaz, os integrantes entram em atrito.
Finalmente, Bathes nos faz pensar se a vida em comum não é uma utopia.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Disciplina: Tópicos Especiais de Filosofia Geral Data e hora: quinta-feira de 19.00 a 23.00 horas, primeiro semestre de 2019


Unicamp-IFCH

Data e hora: quinta-feira de 19.00 a 23.00 horas, primeiro semestre de 2019

Alunos especiais: sim

Ementa: O curso se propõe a desenvolver tópicos em filosofia geral, a partir de textos clássicos sobre o assunto, de acordo com as pesquisas em andamento no departamento de Filosofia.

Programa: O objetivo do curso é indagarmos a relação entre o sujeito e a realidade a partir de Descartes, Kant e a psicanálise. Assim, o programa visa desenvolver três tópicos fundamentais da filosofia moderna e contemporânea: (1) a noção de realidade dos objetos externos; (2) a noção de consciente e inconsciente; (3) a noção de sujeito e identidade.

(1)               a noção de realidade dos objetos externos. Como sabemos que aquilo que está diante de nós ou que pensamos ou percebemos como diante de nós é real?
1.1.            Introdução ao problema da realidade entre a filosofia e a literatura de Jorge Luis Borges
1.2.            O problema da realidade em Descartes. O sonho e as alucinações.
1.3.            O problema da objetividade dos objetos externos em Kant. As percepções, os sonhos e as ilusões
1.4.            O problema da realidade psíquica em Freud. O teste de realidade, as alucinações e os desejos
(2)               a noção de consciente e inconsciente. Existe escolha livre e consciente ou nossas escolhas são determinadas por causas que não reconhecemos nas nossas decisões?
2.1.      A consciência e causalidade natural em Kant. Liberdade e Natureza.
2.1.      O inconsciente em Freud. O desejo, o sonho e a fala.
(3)               a noção de sujeito e identidade. Como podemos afirmar que em cada caso nós mesmos temos uma identidade reconhecível e idêntica a si mesma? Como nos reconhecemos a nós mesmos?
3.1.      O ego em Descartes. O pensamento e o corpo.
3.2.      O ego e o sujeito em Kant. O pensamento e a natureza humana
3.3.      A identificação e o aparelho psíquico em Freud. A criança, os pais e o desejo.
3.4.      A identificação e o sujeito em Lacan. O sujeito, a linguagem, o desejo e o gozo.


Modo de avaliação:
Apresentação de dois trabalhos escritos dissertando sobre um ponto específico do programa. O primeiro entregue na metade do semestre e o segundo entregue no final do semestre. O modo de avaliação dos trabalhos será combinado com os estudantes.

(horário de atendimento para consultas quinta-feira de 15.00 a 19.00 horas na sala B 45 do prédio dos gabinetes dos professores do IFCH)

Bibliografia básica:
Fontes
Borges, J.L. Ficciones. In ________  Obras completas. Tomo II. São Paulo: Emece Editores, 1989.
Descartes, R. Discurso do Método. . In_______ Obras Escolhidas. São Paulo: Perspectiva, 2010.
__________ Meditações metafísicas. In_______ Obras Escolhidas. São Paulo: Perspectiva, 2010.
Freud, S. O inconsciente. In_______ Obras completas, Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988.
_______ Psicologia das massas e análise do eu. In_______ Obras completas, Vol 14. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988.
Kant, I. Critica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gubelkian, 1994.
______ Antropologia desde um ponto de vista pragmático. São Paulo: Iluminuras, 2006.
Lacan, J. El Seminário 9. La Identificacion. Tradução pessoal da versão taquigrafada original.

Estudos
Derrida, J. Cogito e história. In_________ A escritura e a diferença. São Paulo: Perspectiva, 1995.
________ «Ser justos con Freud». La historia de la locura en la época clásica’, Revista de la Asociación Española de Neuropsiquiatría, 53 (1995).
Foucault, M. A história da loucura na idade clássica. São Paulo: Perspectiva, 2004.
__________ Réponse à Derrida. In: ______. Dits et écrits II: 1970-1975. Paris: Gallimard, 1994c, p. 281-295.
__________ Uma lectura de Kant. Introducción a la antropologia en sentido pragmático. Buenos Aires: Siglo XXI, 2009.
Perez, D. O. Kant e o problema da significação. Curitiba: Editora Champagnat, 2008.
_________ O inconsciente: onde mora o desejo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017.
Perez, D. O.; Bocca, F; Bocchi, J. Ontologia sem espelhos. Ensaio sobre a realidade. Curitiba: CRV, 2014.
Perez, D. O.& Starnino, A. Por qué nos identificamos? Curitiba: CRV, 2018.

Outras referências bibliográficas serão indicadas no do curso.

História da Filosofia Moderna II Antropologia e filosofia em Kant


Disciplina do programa de pós-graduação em filosofia, primeiro semestre de 2019
Unicamp

HF698 - História da Filosofia Moderna II

Antropologia e filosofia em Kant

Professor: Daniel Omar Perez
Data e horário: sexta-feira de 19 a 23 horas
Serão aceitos alunos especiais
As aulas serão expositivas com tempo para debate de questões
A disciplina será avaliada por um trabalho final apresentado pelo estudante

Ementa:
O objetivo deste curso é mostrar que a noção de homem, apresentada por Kant em Opus Postumum, reflexões e lições de antropologia, funciona como operador de regras lógico-semânticas de juízos cognitivos, práticos e reflexivos e, ao mesmo tempo designa o objeto de aplicação de juízos práticos.
Para alcançar esse objetivo, (1) mostraremos que a tarefa da filosofia transcendental se pauta pela pergunta como são possíveis os juízos sintéticos a priori? Essa pergunta se desdobra no âmbito cognitivo e prático como também nas modalidades do juízo reflexionante; (2) demonstraremos que as três perguntas kantianas (o que eu posso saber? O que eu devo fazer? O que está me permitido esperar?) são sistematicamente articuladas pela pergunta pela possibilidade dos juízos; (3) mostraremos que (1) e (2) conduzem à pergunta o que é o homem?; (4) demonstraremos que a tentativa de resposta a essa quarta pergunta se apresenta nas reflexões e lições de antropologia bem como em Opus Postumum; (5) a tentativa de resposta apresenta como resultado dois aspectos do homem: 5.1. como operador de regas (lógico-semânticas) para formular juízos e 5.2. como objeto de aplicação dos juízos práticos.

Programa:
  1. O projeto crítico de Kant na primeira crítica: linguagem, formulação de problemas e natureza humana
  2. A pergunta pelas proposições sintéticas como fio condutor do projeto crítico
  3. O lugar do ser humano no projeto crítico
  4. Os estudos sobre a natureza humana e a antropologia em Kant
  5. Os últimos pensamentos de Kant sobre o ser humano e a auto-posição

Bibliografia:

BRANDT, R. & STARK, W. Einleitung. IN Kants Gesammelte Schriften. Berlin: W. de Gruyter, 1997.
BRANDT, R. Kritischer Kommentar zu Kant´s Anthropologie in Pragmatischer Hinsicht. Hamburg, 1999.
FOUCAULT, M. Una lectura de Kant, introducción a la antropología en sentido pragmático. Buenos Aires: Siglo XXI, 2009.
FRIERSON, P. Character and evil in Kant’s Moral Anthropology. Journal of History of Philosophy; oct.; 44, 4; pp 623-634, 2006.
_____________ The moral importance of Politeness in Kant’s Anthropology. Kantian Review, vol 9, pp. 105-27, 2005.
_____________ Freedom and anthropology in Kant’s moral philosophy (freedom). New York, Cambridge University Press, 2003.
FÖRSTER, E. Kant‘s Final Synthesis: An Essay on the Opus postumum. 2000
HEIDEGGER, M. Kant y el problema de la metafísica. México: FCE, 1986.
KANT, Immanuel, Crítica da Faculdade do Juízo. (tradução de Valério Rohden e Antônio Marques). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.
________________Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1994.
________________ Gesammelte Schriften. Berlim: Edição Akademie, 1966.
________________Lógica. (tradução de Guido Antônio de Almeida). Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1992.
LOUDEN, R. Kant’s Impure Ethics. New York: Oxford University Press, 2000.
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