terça-feira, 19 de março de 2019

Revista Kant e-prints

Revista Kant e-prints Centro de Lógica e Epistemologia (CLE-Unicamp)


Série 2, v. 13, n. 3, set.-dez., 2018

SUMÁRIO
Artigos
6 La presentación de la doctrina kantiana del esquematismo en Sobre el Concepto de Númerode Edmund Husserl. Una evaluación crítica
Martín Arias-Albisu & Luis Alberto Canela Morales

32 A Kantian account of the knowledge argument
Roberto Horácio Sá Pereira

56 O papel da consciência moral na doutrina kantiana dos deveres e na religião
Diego KosbiauTrevisan

74 The ‘New Kant’ on the fundamental value of rational nature Sunday
Adeniyi Fasoro


Série 2, volume 13, número 2, maio-ago., 2018

SUMÁRIO
Artigos
6 Kant e o dever de veracidade: contraste e comparação entre o Opúsculo e as Lições de Ética Paul Menzer
Charles Feldhaus

18 O conceito kantiano de comunidade ética: união moral, legislação divina e igreja
Letícia Machado Spinelli

45 A punição como simples retribuição: uma análise e defesa sob perspectiva kantiana
Rogério Moreira Orrutea Filho

Série 2, volume 13, número 1, jan.-abr., 2018


SUMÁRIO

Artigos
6 Misunderstanding the role of concepts in Kant
Roberto Horácio Sá Pereira

26 Kant e o realismo
Alfredo Pereira Jr.

44 Princípios “constitutivos” e “regulativos” na avaliação da resposta de Kant à teoria humeana da causalidade
Fernando Yokoyama

74 Quem tem medo do Opus postumum?




quinta-feira, 14 de março de 2019

Tópicos Especiais de Filosofia Geral IX

Tópicos Especiais de Filosofia Geral IX
5ª Feira
19h às 23h
IH05
Daniel Omar Perez

https://www.ifch.unicamp.br/ifch/pf-ifch/public-files/graduacao/ementas/55725/hg725a.pdf



Ementa: O curso se propõe a desenvolver tópicos em filosofia geral, a partir de textos clássicos sobre o assunto, de acordo com as pesquisas em andamento no departamento de Filosofia. O objetivo do curso é indagarmos a relação entre o sujeito e a realidade a partir de Descartes, Kant e a psicanálise. 

Assim, o programa visa desenvolver três tópicos fundamentais da filosofia moderna e contemporânea: 
(1) a noção de realidade dos objetos externos; (2) a noção de consciente e inconsciente; (3) a noção de sujeito e identidade. Programa: O objetivo do curso é indagarmos a relação entre o sujeito e a realidade a partir de Descartes, Kant e a psicanálise. 
Assim, o programa visa desenvolver três tópicos fundamentais da filosofia moderna e contemporânea: (1) a noção de realidade dos objetos externos; (2) a noção de consciente e inconsciente; (3) a noção de sujeito e identidade. 

(1) a noção de realidade dos objetos externos. Como sabemos que aquilo que está diante de nós ou que pensamos ou percebemos como diante de nós é real? 1.1. Introdução ao problema da realidade entre a filosofia e a literatura de Jorge Luis Borges 1.2. O problema da realidade em Descartes. O sonho e as alucinações. 1.3. O problema da objetividade dos objetos externos em Kant. As percepções, os sonhos e as ilusões 1.4. O problema da realidade psíquica em Freud. O teste de realidade, as alucinações e os desejos 

(2) a noção de consciente e inconsciente. Existe escolha livre e consciente ou nossas escolhas são determinadas por causas que não reconhecemos nas nossas decisões? 2.1. A consciência e causalidade natural em Kant. Liberdade e Natureza. 2.1. O inconsciente em Freud. O desejo, o sonho e a fala. 

(3) a noção de sujeito e identidade. Como podemos afirmar que em cada caso nós mesmos temos uma identidade reconhecível e idêntica a si mesma? Como nos reconhecemos a nós mesmos? 3.1. O ego em Descartes. O pensamento e o corpo. 3.2. O ego e o sujeito em Kant. O pensamento e a natureza humana 3.3. A identificação e o aparelho psíquico em Freud. A criança, os pais e o desejo. 3.4. A identificação e o sujeito em Lacan. O sujeito, a linguagem, o desejo e o gozo.

Bibliografia

Borges, J.L. Ficciones. In ________ Obras completas. Tomo I. São Paulo: Emece Editores, 1989. 

Descartes, R. Discurso do Método. . In_______ Obras Escolhidas. São Paulo: Perspectiva, 2010. __________ Meditações metafísicas. In_______ Obras Escolhidas. São Paulo: Perspectiva, 2010. Freud, S. O inconsciente. In_______ Obras completas, Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. _______ Psicologia das massas e análise do eu. In_______ Obras completas, Vol 14. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. 
Kant, I. Critica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gubelkian, 1994. 
______ Antropologia desde um ponto de vista pragmático. São Paulo: Iluminuras, 2006. 
Lacan, J. El Seminário 9. La Identificacion. Tradução pessoal da versão taquigrafada original. Estudos 
Derrida, J. Cogito e história. In_________ A escritura e a diferença. São Paulo: Perspectiva, 1995. ________ «Ser justos con Freud». La historia de la locura en la época clásica’, Revista de la Asociación Española de Neuropsiquiatría, 53 (1995). 
Foucault, M. A história da loucura na idade clássica. São Paulo: Perspectiva, 2004. __________ Réponse à Derrida. In: ______. Dits et écrits II: 1970-1975. Paris: Gallimard, 1994c, p. 281-295. __________ Uma lectura de Kant. Introducción a la antropologia en sentido pragmático. Buenos Aires: Siglo XXI, 2009. 
Perez, D. O. Kant e o problema da significação. Curitiba: Editora Champagnat, 2008.
 _________ O inconsciente: onde mora o desejo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017. Perez, D. O.; Bocca, F; Bocchi, J. Ontologia sem espelhos. Ensaio sobre a realidade. Curitiba: CRV, 2014. Perez, D. O.& Starnino, A. Por qué nos identificamos? Curitiba: CRV, 2018. Outras referências bibliográficas serão indicadas no do curso. 

terça-feira, 12 de março de 2019

Videos de filosofia e psicanálise

Sobre Kant


A cura em psicanálise



O que é a realidade?


A razão prática (Kant)


A natureza humana em Kant



A razão pura em Kant




Figuras éticas em Jorge Luis Borges, entre o acaso e o destino



Kant e a metafísica 1



Kant e a metafísica 2



Kant e a metafísica 3



Natureza humana e filosofia transcendental



Por que nos identificamos? 1



Por que nos identificamos? 2


Por que nos identificamos? 3



Por que nos identificamos? 4


Por que nos identificamos? 5




Por que nos identificamos? 6



Imaginário, Simbólico e Real




Lacan e a ontologia

http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/watch_video.php?v=XU9X5AWUXKGD

http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/watch_video.php?v=XU9X5AWUXKGD




Identificação em psicanálise

http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/watch_video.php?v=KS36YYDY746R

http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/watch_video.php?v=KS36YYDY746R



domingo, 23 de dezembro de 2018

O Inconsciente na Casa do Saber

O Inconsciente


Encontros nas férias na Casa do Saber em São Paulo (Daniel Omar Perez)

As condutas repetitivas ou compulsivas nas relações amorosas, no comportamento com os outros, no modo de lidar com o trabalho ou com os estudos têm sido compreendidas em diferentes momentos da nossa história e em distintos saberes ou ciências sob o que se denomina de mecanismo inconsciente. A noção de inconsciente permite acolher as experiências humanas para além ou aquém das determinações causais naturais e das ações da vontade. O curso abordará as origens pré-freudianas, a conceitualização freudiana, os modos em que os pós-freudianos o entenderam, as mudanças lacanianas e as reformulações das neurociências.

https://casadosaber.com.br/sp/cursos/ao-vivo/o-inconsciente.html

5/02 O inconsciente: mito, hipótese ou descoberta? O inconsciente na história da filosofia pré-freudiana. De Pascal a Kant e Schopenhauer.

12/02 O inconsciente de Freud e o de Lacan: para que sonhamos? Do que rimos? Como esquecemos seletivamente? Por que trocamos os nomes das pessoas? O que fazemos quando insistimos no mesmo erro, no mesmo fracasso, na mesma frustração?

19/02 As críticas da filosofia do século 20 à noção de inconsciente. As reformulações das neurociências: entre a linguagem, o discurso e os neurônios. Existe pílula para parar de repetir?

CASA DO SABER
R. Dr. Mario Ferraz, 414
+55 11 3707 8900

domingo, 16 de dezembro de 2018

Como viver juntos?

Como viver juntos?
Esse é o título de um seminário que Roland Barthes iniciou em 12 de janeiro de 1977 no Collége de France. O semiólogo diz pensar a questão a partir de Nietzsche e Deleuze. Propõe a vida juntos a partir da noção de ritmo. Viver com o outro seria algo assim como manter um mesmo ritmo e a separação se daria quando os ritmos de cada um começam a soar diferente. Então, poderíamos dizer nós, cada um vai com sua música a outra parte.
Em 1983, Maurice Blanchot publica "A comunidade inconfessável" repensando a vida em comum a partir de algumas reflexões de Georges Bataille e Jean -Luc Nancy.
Em 1986, Jean-Luc Nancy continua o diálogo com o livro "A comunidade inoperada". Insiste no incomum da comunidade, na comunidade dos sem comunidade, na singularidade sem conciliação possível em relação à vida em comum.
Em 1990, Giorgio Agamben propõe " A comunidade que vem" e aborda o problema da vida em comum passando da ontologia à ética. Parece estar usando termos de Heidegger e de Lacan.
Em 1995, Tzvetan Todorov publica "A vida em comum. Ensaio de antropologia geral" onde retoma o problema desde a tradição filosofia europeia e algumas teorias psicológicas e psicanalíticas
Em 1998, Roberto Espósito publica "Comunitas. Origem e destino da comunidade", com um prefácio de Jean-Luc Nancy. Desde o medo de Hobbes e a ley de Kant nos conduz à experiência heideggeriana de ser-com.
Em 1999, Peter Sloterdijk publica "Regras para o parque humano. Resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo", onde mostra como nossa comunidade fabrica seres humanos muito antes da manipulação genética, desde as bibliotecas e escolas romanas.
Em 2010, Byung-Chul Han publica "A sociedade do cansaço" propondo uma comunidade de seres cansados, queimados neuronialmente que romperam seus laços sociais. Não há mais comunidade, apenas solidões em depressão, pânico ou hiperatividade.
Esse percurso me faz retornar a Freud. Como viver juntos? Como sustentar o desejo e suportar a falta no Outro. Talvez essa pergunta não tenha uma resposta e sim uma tarefa. Em algum ponto a filosofia passa de ser um trabalho intelectual ao cultivo de um jardim.

domingo, 9 de dezembro de 2018

O inconsciente: mito, hipótese ou descoberta? Casa do Saber em São Paulo




As nossas condutas repetitivas ou compulsivas nas relações amorosas, no comportamento com os outros, no modo de lidar com o trabalho ou com os estudos têm sido compreendidas em diferentes momentos da nossa história e em distintos saberes ou ciências sob o que se denomina de mecanismo inconsciente.
A noção de O Inconsciente nos permite acolher as experiências humanas para além ou aquém das determinações causais naturais e das ações da vontade. Abordaremos as origens pré-freudianas, a conceptualização freudiana, os modos em que os pós-freudianos o entenderam, as mudanças lacanianas e as reformulações das neurociências.

5/2/2019: O inconsciente: mito, hipótese ou descoberta? O inconsciente na história da filosofia pré-freudiana. De Pascal a Kant e Schopenhauer.

12/2/2019: O inconsciente de Freud e o de Lacan: Para que sonhamos? Do que rimos? Como esquecemos seletivamente? Por que trocamos os nomes das pessoas? O que fazemos quando insistimos no mesmo erro, no mesmo fracasso, na mesma frustração?

19/2/2019: As críticas da filosofia do século XX á noção de O Inconsciente e as reformulações das neurociências: entre a linguagem, o discurso e os neurônios. Existe pílula para parar de repetir?

CASA DO SABER

R. Dr. Mario Ferraz, 414
+55 11 3707 8900

As Paixões, os Sentimentos e os AfetosEntre a filosofia e a psicanálise

As Paixões, os Sentimentos e os Afetos

Entre a filosofia e a psicanálise
 Daniel Omar Perez




A filosofia e a psicanálise, em cada caso, revelam os indivíduos como efeitos da linguagem, do discurso e da razão, mas também como tomados, impulsionados ou inclinados por paixões, sentimentos e afetos. Quais são essas formas da sensibilidade que movimentam, que determinam nas escolhas, que obrigam a repetir condutas, que conduzem por caminhos que muitas vezes se resiste a percorrer? Estes encontros apresentam as paixões, os sentimentos e os afetos a partir dos estudos de Descartes, Kant e Lacan tentando dar conta daquilo que cada pessoa é para além (ou aquém) da razão e da fala.


05/12 Descartes e as paixões da alma da Princesa
12/12 Kant e os sentimentos do cidadão do mundo
19/12 Lacan, os afetos e a angustia como o único afeto que não engana


CASA DO SABER

R. Dr. Mario Ferraz, 414
+55 11 3707 8900



A constituição do sujeito a partir das relações de identificação.


PROJETO DE PESQUISA DE FILOSOFIA E PSICANÁLISE

Título: “A constituição do sujeito a partir das relações de identificação. Uma abordagem entre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacanaina”

Resumo: A partir de uma crítica à noção de identidade individual do sujeito desde elementos da filosofia moderna e da psicanálise freudiano-lacaniana estabeleceremos como objetivo a elaboração de uma lógica da identificação que permita dar conta da constituição do sujeito e sua relação com a verdade. A identidade pessoal, as relações amorosas e os projetos políticos serão os fenômenos a serem acolhidos desde a lógica da identificação. A meta é fornecer elementos que nos permitam pensar a possibilidade da emergência de novas identificações individuais e sociais, bem como a ação política.



Objetivos:
  1. Elaborar uma lógica da identificação que permita dar conta da constituição do sujeito e sua relação com a realidade a partir de elementos da filosofia moderna e da psicanálise freudiano-lacaniana desde uma crítica à noção de identidade individual do sujeito
  2. Reformular a pergunta pela realidade desde uma teoria do sujeito a partir dos conceitos “alienação-separação” em sentido lacaniano.
  3. A partir da “lógica da identificação” elaborar uma teoria da identificação amorosa para além do narcisismo, retomando a noção de dom em Lacan e de descarga pulsional e laço freudiano-lacaniano.
  4. A partir da “lógica da identificação” elaborar uma teoria da identificação política que apresente dois modelos divergentes: perverso e sublimatório
  5. Elaborar uma teoria da “Figura ética”, da “Figura política” e das “Figuras do feminino” como formas de subjetivação constituidas a partir do estranho, o gozo e o semblante.
  6. Apresentar a possibilidade da pulsão olfativa e respiratória como elemento de laço identificatório.

Método:
A filosofia tem se articulado como exercício a partir de um campo heterogêneo de discursos. Na sua história instituída desde as cátedras universitárias europeias do século XVII e XIX se retoma sob a forma de poemas, fragmentos, diálogos, tratados, ensaios, lições, monografias ou relatórios de investigação. Alguns apelam para o mito fundacional ou para a formalização, uns lançam mão de um método de construção dedutiva, outros indutiva e outros retórica quando não a combinação de todos eles. Desde o ponto de vista do gênero textual ou discursivo só encontramos uma heterogeneidade impossível de reduzir. Seu objeto também é discordante segundo a época e a escola filosófica em questão. Nossa perspectiva privilegia o entendimento do exercício filosófico como a indagação acerca das condições de possibilidade daquilo que se apresenta como verdadeiro em sentido amplo. Entendemos que essa indagação colocou na modernidade o sujeito como fundamento e seu desenvolvimento foi a desmontagem dessa posição. Nesse sentido, nos colocamos em uma tradição conceitual que poderia ser considerada kantiana e desde essa perspectiva organizamos a história da filosofia em torno da questão da verdade em relação com o sujeito. Essa história vai de Descartes à psicanálise. A psicanálise tem sua história de divergências e multiplicidade de perspectivas tão rica quanto tem a filosofia no mesmo período (o século XX). Entretanto, a constante de todas as escolas foi o desejo em relação com o individuo dividido ou o sujeito em questão. A multiplicidade de pesquisas nesse campo ofereceram resultados que para a problemática do sujeito em relação com a verdade são muito difíceis de ignorar sem perdermos a própria história contemporânea da filosofia. Dentro dessa heterogeneidade de escolas entendemos a psicanálise como o dispositivo teórico que permite acolher a experiência do sujeito em relação com o desejo e as barreiras que o interditam (ver Perez, 2009). Isso nos coloca numa tradição conceitual que poderíamos reconhecer como lacaniana. Tanto quanto outras tradições ou linhas conceituais a psicanálise lacaniana contemporânea se debate internamente numa série de correntes. Tal como nos relata Laclau (2009), a influência de Lacan na França tem sido especialmente clínica, nos países anglo-saxões a influência se concentrou no eixo literatura-cinema-feminismo. Por outro lado, Laclau destaca duas gerações interpretativas: a velha escola de Mannoni, Leclaire e Safouan que privilegiam os problemas clínicos e a função do Simbólico e a geração mais jovem de Jacques Alain Miller, Michel Silvestre e Alain Grosrichard que tem tratado de formalizar a teoria lacaniana, diferenciando as etapas do ensino de Lacan e dando importância central para o Real como o que resiste à simbolização. Paralelamente, a interpretação marxista-estruturalista feita por Althusser e Michel Pêcheux destaca a noção de sujeito lacaniano como compatível com o materialismo histórico. Avançando nessa linha a escola eslovena de Zizek utiliza as categorias lacanianas para uma reflexão filosófico-política (Laclau, 2009, 11 e ss.). Nesse horizonte, entendemos nossa tarefa essencialmente como exercício de formalização a partir de elementos conceituais da filosofia kantiana, da lógica simbólica e dos matemas, modelos, esquemas, grafos e topologia lacanianas que permita acolher a experiência do sujeito em relação com o desejo e as barreiras que o interditam. Isto nos autoriza a elaborar as condições de possibilidade da constituição do sujeito e da verdade a partir das relações de identificação.