sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O III Workshop de Filosofia Política e Psicanálise do programa de pós-graduação em filosofia da UNICAMP tem o tema 'Construindo Redes'

O III Workshop de Filosofia Política e Psicanálise do programa de pós-graduação em filosofia da UNICAMP tem o tema 'Construindo Redes', com a proposta de promover o debate entre pesquisadores de diferentes Universidades do Brasil. 

O evento ocorrerá nos dias 30 e 31 de outubro de 2017. A comissão organizadora é coordenada pelo Prof. Dr. Daniel Omar Perez, e composta por Rodrigo CastilhoSamia SouenFelipe Guerra e Reginaldo Lima

Teremos reuniões com 4 grupos de estudos, Guarapuava (coordenado por Amanda Amanda Marilia Leite), Brasília (coordenado por Manuella Mucury), Curitiba (coordenado por Willian Mac-Cormick MaronMcCormick) e Campinas (coordenado por Daniel Perez). Por fim, no dia 31 de outubro haverá uma reunião de planejamento, onde o tema será a construção de uma rede de contatos e debates na área de filosofia e psicanálise.


Cronograma
Dia 30/10.
16h00 - 18h00 Reunião dos grupos de estudo.
19h00 - 22h00 Exposições:
La Mettrie: nem santo, nem pecador - Prof. Dr. Francisco Verardi Bocca (PUC-PR) .
Doença de Amor - Profª. Dra. Cláudia Pereira do Carmo Murta Claudia Murta(UFES)
Subjetividade e Modernidade: o recuo de Nietzsche - Profª. Dra. Vânia Dutra de Azeredo (Unioeste).


Dia 31/10.
10h00 - Reunião de Planejamento.
Coordenador: Prof. Dr. Daniel Omar Perez.
Organização: Rodrigo Castilho, Samia Souen, Felipe Guerra e Reginaldo Lima.
*Haverá certificado de participação.
Cartaz realizado por Alexandre Lima Paixão

Desejo de fascismo.


Não há sempre engano e menos ainda falsa consciência, as pessoas querem aquilo que fazem, muitas vezes chegam inclusive a desejar isso.
O Fascismo, a servidão o prazer em ver o outro arruinado mesmo que isso custe a própria ruína não é necessariamente uma posição equivocada, produto da ignorância. Essa versão platônica de que a maldade é falta de conhecimento da verdade nem sempre procede. Kant nos faz pensar quando coloca a maldade de uma forma afirmativa, como algo que se quer realizar e levar adiante mediante princípios. Deleuze e Guatari também notam esse desejo de fascismo em O Anti-Edipo.


Leituras recomendadas para encarar as atuais circunstâncias políticas:
La Boitie, Discurso da Servidão Voluntária. (publicado em 1576)
Reich, W. Psicologia das massas do fascismo (publicado em 1933)
Kojeve, A. Dialética do senhor e do escravo em Hegel (não tem tradução para o português que eu saiba, mas dá para achar a versão publicada em espanhol)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

quatro discursos de Lacan

Os discursos criam laços sociais em torno do Real da falta (no sentido lacaniano).
Lacan entende que há quatro tipos de discursos: universitário; mestre; histérica; analista.
Todos os quatro discursos se compõem de quatro elementos
: Agente, o outro, a produção, a verdade.
A partir do discurso do mestre se faz girar os elementos no sentido das agulhas do relógio produzindo os outros três discursos.
Com essas estruturas pode se reconhecer o lugar de fala de um sujeito da enunciação e o movimento desse sujeito de uma posição de enunciação para outra.
Temos dois tipos de discursos: impotência; impossibilidade.




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Amor de transferência


Desde Freud, uma das modalidades da transferência pode ser realizada naqueles amores ou ódios inexplicáveis racionalmente, essas relações afetivas fortes e sem aparentes motivos reconhecíveis.
O sujeito transfere uma relação amor-ódio infantil, que poderia ter sido com o pai, com o irmão, com a mãe para o outro que aparece na cena atual. O outro aparece como o destinatário de uma descarga afetiva deslocada.



Ás vezes, aquele que você ama ou odeia não é quem aparece em cena senão como objeto substitutivo.
O deslocamento acontece pela via da linguagem. É a cadeia significante que nos leva de um lugar a outro.


VI Colóquio Internacional de Filosofia Oriental da Unicamp

Programação definitiva do

VI Colóquio Internacional de Filosofia Oriental da Unicamp,

que ocorrerá nos dias 23, 24 e 25 de outubro próximo no IFCH.

Os discursos criam laços sociais em torno do Real da falta (no sentido lacaniano).

Lacan entende que há quatro tipos de discursos: universitário; mestre; histérica; analista.
Todos os quatro discursos se compõem de quatro elementos
: Agente, o outro, a produção, a verdade.

A partir do discurso do mestre se faz girar os elementos no sentido das agulhas do relógio produzindo os outros três discursos.

Com essas estruturas pode se reconhecer o lugar de fala de um sujeito da enunciação e o movimento desse sujeito de uma posição de enunciação para outra.
Temos dois tipos de discursos: impotência; impossibilidade.

sábado, 14 de outubro de 2017

Filosofia na Casa do Saber em São Paulo

Os Pensadores

Antonio ValverdeDaniel Omar PerezFernando Dias AndradeFranklin Leopoldo e SilvaMarco Aurélio WerleMauricio Pagotto Marsola e Scarlett Marton
O curso, introdutório e abrangente, aborda as ideias dos filósofos mais importantes do pensamento. É porta de entrada obrigatória para quem deseja ter uma visão panorâmica da história da filosofia, de maneira acessível e rigorosa. Grandes professores sintetizam o que foi produzido ao longo de mais de 2 mil anos de filosofia. Cada aula expõe o pensamento de um autor e suas relações com o contexto histórico, aspectos biográficos e sua contribuição para a filosofia, seguida por um aprofundamento em textos selecionados dos pensadores apresentados anteriormente.

Importante ressaltar que a seleção de professores, cada um com sua didática particular, é um menu-degustação do que há de melhor na área de filosofia da Casa do Saber.

http://casadosaber.com.br/sp/cursos/filosofia/os-pensadores-2629.html


domingo, 1 de outubro de 2017

Introdução a Kant: Consciência livre contra o Mal moral na Casa do Saber em São Paulo

A reflexão de Kant sobre a moral procura apresentar uma lei universal aplicável a cada ser humano, sem, no entanto, perder de vista suas condições individuais, tais como cultura, idade, gênero ou a própria história. Nesse sentido, podem ser encontrados elementos comuns que servem para distinguir o bem do mal e o certo do errado. Com isso, Kant considera que existem diferentes graus de maldade e que alguns dos seus modos não são superados individualmente, mas em comunidade. A lei moral, que interpela a cada um na solidão de sua consciência, só se realiza plenamente numa comunidade ética. Esse é o problema kantiano por excelência: como superar o mal radical? Como constituir uma comunidade de espíritos livres?
curso aborda os elementos fundamentais da filosofia kantiana e, a partir desse horizonte de pensamento, apresenta a ideia de comunidade ética, de mal radical e da possibilidade da sua superação. São temas essenciais para a compreensão da vida nos dias que correm.

Bibliografia
Kant, I. Fundamentação da metafísica dos costumes
______ Crítica da razão prática
______ Metafísica dos costumes
______ Religião nos limites da simples razão
______ Conflito das faculdades
______ Antropologia desde um ponto de vista pragmático

05/10 O projeto kantiano de filosofia e os fundamentos da sua filosofia moral

19/10 O homem e a lei moral, elementos de uma antropologia pragmática

26/10 A comunidade ética, a igreja como comunidade de espíritos e o mal radical


https://www.facebook.com/events/122035425183184/?acontext=%7B%22ref%22%3A%224%22%2C%22feed_story_type%22%3A%22308%22%2C%22action_history%22%3A%22null%22%7D

http://casadosaber.com.br/sp/cursos/filosofia/os-pensadores-2630.html


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

2018, primeiro semestre de filosofia na Unicamp Toda segunda-feira de 19 a 23 horas no IFCH

Toda segunda-feira de 19 a 23 horas no IFCH da Unicamp

Disciplina de graduação em filosofia

Tema: O amor em psicanálise como condição para a constituição do sujeito e a atividade da filosofia

Ementa: A disciplina tem como objetivo indagar os elementos que fazem possível a constituição do sujeito do inconsciente (da enunciação) e a emergência da atividade filosófica. Para tal fim, abordaremos a questão do amor em psicanálise e com essas ferramentas iremos a abordar cada caso.
Nossa hipótese é que: a partir dele (do amor, entendido desde Freud e de Lacan) o sujeito e filosofia são possíveis. Nesse sentido trabalharemos um conjunto de textos que nos permitirão destacar cada um dos elementos com o intuito de organizar um dispositivo conceitual capaz de provar nossa hipótese e alcançar nosso objetivo.
O método de trabalho sobre a questão será análogo ao de Kant na sua disciplina de Antropologia desde um ponto de vista pragmático. Pretendemos estar realizando uma continuação daquele trabalho.

Programa:
  1. Definições de filosofia, sujeito e amor na história da filosofia e na literatura que nos permitirão demarcar o horizonte de trabalho. A apresentação do horizonte de trabalho. Amor sensual, amor filial, amor de amigo, o amor universal, o amor a Deus, o amor à Pátria. A filosofia teorética, prática e a filosofia como práxis e filosofia de vida
  2. Exposição do objetivo, método e possíveis resultados do trabalho
  3. O amor de Freud: Narciso e seu espelho. Quem é o objeto do nosso amor? Quem é aquele que pode nos amar? Como o amor começa e como o amor acaba? É possível amar a mais de uma pessoa?
  4. O dom de amar segundo Lacan e a possibilidade do sujeito e da atividade filosófica
  5. O amor do banquete: completude e ágalma (os mitos e o amor de transferência; mestre e discípulo) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 8)
  6. O amor de Alcibíades e Sócrates (o amigo e a política) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 8)
  7. O amor de mãe em Medeia (as interpretações de Passollini e Lars von Trier)
  8. O amor sacro e mundano da Salomé (da Biblia a Wilde e Strauss)
  9. O amor de irmã da Antígona (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 7 e 15)
  10. O amor de Helena (entre dois amores, amor e traição I)
  11. O amor de tango (o amor na gloria e no ocaso; o drama da vida e a traição; a mãe e os amigos)
  12. O amor na amizade. Séneca e marco Aurelio
  13. O amor da família italiana (a família na república, no Império e nas cenas do cinema americano, de Paul Veyne a Francis Ford Coppola)
  14. O amor do Deus dos judeus e dos cristãos (o fruto do jardim, babel, a destruição das cidades ímpias, Jô e as apostas, o Apocalipse)
  15. O amor de Jesus (o universal e a carne ou a pregação e Maria Madalena; o pai,  o povo e a cruz; Jesus carrega a cruz por amor a um povo que o apedreja;
  16. O amor de Agostinho (confissões autobiográficas, Monica –a mãe- e a salvação, o amor homossexual e a dúvida do pecado entre a carne e a alma)
  17. O amor de Heloisa e Abelardo (a liberdade da mulher e a insegurança do homem)
  18. O amor entre os homens dos árabes (a poesia homo afetiva do século IX; o amor romântico e erótico dos homens)
  19. O amor cortês (cavaleiros e princesas num mundo sempre imaginário)
  20. O matrimónio por amor ( a igreja e a função da família)
  21. O amor de Santa Teresa de Ávila e de San Juan de la Cruz (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 20)
  22. A maldição de Malinche (amor e traição II)
  23. O amor de Descartes e a princesa triste (as paixões da alma, o eu e a filosofia)
  24. O amor de Kant (a distância e o sexo)
  25. O amor de Arendt e Heidegger (a filosofia, a universidade e o racismo)
  26. O amor de Simone e Sarte (liberdade individual e compromisso político)
  27. O amor de Perón e Evita (a política, a pátria e o povo)
  28. O amor segundo Hitchcock (a mãe e a psicose) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 3)
  29. O amor segundo Woody Allen (a tradição judaica na cidade cosmopolita)
  30. O amor segundo Clint Eastwood (a tradição republicana ou como manter valores em épocas de decadência)
  31. Epílogo do amor

Metodologia: aulas expositivas e debate sobre o conteúdo
Avaliação: Trabalho final escrito avaliado com critérios acordados em sala de aula
Consulta: Toda segunda-feira de 16.00 h a 19.00 h na sala 45 B

Bibliografia:
em breve será divulgada

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

toda sexta-feira do primeiro semestre de 2018 às 13.00 horas no Centro de Lógica e Epistemologia

2018 na Unicamp
toda sexta-feira do primeiro semestre às 13.00 horas no Centro de Lógica e Epistemologia
HF 951-Seminário de Orientação em Filosofia da Linguagem e do Conhecimento I
Daniel Omar Perez/Marco Ruffino
Programa / Ementa / Bibliografia:     Tópico: O Contingente A Priori de Kripke e o Sintético A Priori de Kant
O propósito deste seminário é estudar a polêmica em torno da hipótese de Kripke (1980) de que há verdades contingentes a priori, bem como verdades necessárias a posteriori, bem como realizar uma comparação com a teoria kantiana dos juízos sintéticos a priori. No caso de Kripke, sua hipótese depende de algumas teses mais fundamentais sobre a existência de dois mecanismos de referência na linguagem natural, a saber, referência direta (através de termos singulares genuínos ou que apresentam rigidez de jure, como Kripke a chama), e referência indireta (ou através de descrições definidas, rígidas ou não rígidas). Kripke apresenta alguns exemplos de um e de outro tipo de verdade que se tornaram célebres, e se tornaram objeto de intensa polêmica na filosofia da linguagem e epistemologia. (Em Kaplan (1989) encontramos exemplos análogos que surgem do emprego de termos indexicais.)
Estudaremos as críticas de Donnellan (1977), Salmon (1986, 1987), Soames (2003, 2005), Evans (1979) e Hawthorn and Manley (2012) aos casos de contingente a priori. Veremos as defesas parciais propostas por Jeshion (2000, 2001), Williamson (1986) e Ruffino (2007, 2013). Por fim, será explorada a possibilidade de uma solução via teorias de atos de fala e enunciados performativos.
No caso de Kant procuraremos apresentar sua teoria da existência em O único fundamento possível para uma demonstração da existência de Deus, os modos de doação de sentido dos distintos tipos de conceitos (empíricos, do entendimento e da razão) e os critérios para decidir a validade das proposições sintéticas na Crítica da razão pura e Prolegômenos a toda metafísica futura. Para nos aproximar da questão proposta por Kripke (1) abordaremos as proposições que contem o conceito de matéria nos Princípios metafísicos da ciência da natureza; (2) as proposições de direito em Metafísica dos costumes.
BIBLIOGRAFIA Donnellan, K. (1977). “The Contingent A Priori and Rigid Designators”. Midwest Studies in Philosophy II, pp. 12-27. Donnellan, K. (1983 ). “Kripke and Putnam on natural kind terms”. In S. Ginet and S. Shoemaker (eds.), Knowledge and Mind: Philosophical Essays, Oxford, Oxford University Press, pp. 84-104. Evans, G. (1979). “Reference and Contingency”, The Monist 62, pp. 161-89. Fleming, N. (eds.). Meta-Meditations: Studies in Descartes. Belmont, CA.: Wadsworth Publishing Co, pp. 50-76.
Hawthorne, J., e Manley, D. (2012). The Reference Book. Oxford: Oxford University Press. (Chapter II.) Hintikka, J. (1962). “Cogito ergo Sum: Inference or Performance?” in Sesonske, A. and Jeshion, R. (2000). “Ways of Taking a Meter”. Philosophical Studies 99: 297–318. Jeshion, R. (2001). “Donnellan on Neptune”. Philosophy and Phenomenological Research LXIII, N. 1, pp. 111-135.
Kant, I. (1901-) Kant´s gesammelte Schriften. Berlin: Walter de Gruyter & Co. Loparic, Z. (2000) A semântica transcendental de Kant. Campinas: CLE. ________. (2005) O problema fundamental da semântica jurídica de Kant. In: Perez, Kaplan, D. (1989). “Demonstratives. An Essay on the Semantics, Logic, Metaphysics and Epistemology of Demonstratives and Other Indexicals” in Almog, J., Perry, J., Wettstein, H. (eds.), Themes From Kaplan. New York: Oxford University Press.
Kripke, S. (1980). Naming and Necessity. Cambridge: Harvard University Press. Perez, Daniel Omar. (Org.). (2005) Kant no Brasil. 1ed.São Paulo: Editora Escuta, v. 1, p. 273- 313.
Loparic, Z. (2000) A semântica transcendental de Kant. Campinas: CLE. ________. (2005) O problema fundamental da semântica jurídica de Kant. In: Perez,Daniel Omar (2005) Perez,Daniel Omar (2008) Kant e o problema da significação. Curitiba: Champagnat.
_________ (2016) Ontology, metaphysics and criticism as Transcendental Semantics as of Kant. Revista de Filosofia Aurora, v.28, n.44.
Ruffino, M. (2007). “The Contingent A Priori and De Re Knowledge”, in Penco, C., Vignolo, M., Ottonelli, V, Amoretti, C. (eds.), Proceedings of the 4th Latin Meeting in Analytic Philosophy. Genova: CEUR Workshop Proceedings, pp. 45-58. Ruffino, M. (2013). “O Contingente A Priori”. Em Branquinho, J. e Santos, R. (Eds.), Compêndio em Linha de Problemas de Filosofia Analítica. Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Salmon, N. (1986). Frege’s Puzzle. Atascadero, CA: Ridgeview Publishing Co., pp. 140-2. Salmon, N. (1987) “How to Measure the Standard Meter”, Proceedings of the Aristotelian Society 88, pp. 193-217. Soames, S. (2003). Philosophical Analysis in the Tweentieth Century, Vol. 2. The Age of Meaning. Princeton: Princeton University Press, pp. 372-422. Soames, S. (2005). Reference and Description. Princeton: Princeton University Press, pp. 54-68. Wiliamson, T. (1986). “The Contingent A Priori: Has It Anything to Do with Indexicals?”, Analysis, Vol. 46, No. 3 (Jun., 1986), pp. 113-117

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Introdução a Kant Consciência livre contra o Mal com Daniel Omar Perez

Introdução a Kant Consciência livre contra o Mal
com Daniel Omar Perez
A reflexão de Kant sobre a moral procura apresentar uma lei universal aplicável a cada ser humano, sem, no entanto, perder de vista suas condições individuais, tais como cultura, idade, gênero ou a própria história. Nesse sentido, podem ser encontrados elementos comuns que servem para distinguir o bem do mal e o certo do errado. Com isso, Kant considera que existem diferentes graus de maldade e que alguns dos seus modos não são superados individualmente, mas em comunidade. A lei moral, que interpela a cada um na solidão de sua consciência, só se realiza plenamente numa comunidade ética. Esse é o problema kantiano por excelência: como superar o mal radical? Como constituir uma comunidade de espíritos livres? O curso aborda os elementos fundamentais da filosofia kantiana e, a partir desse horizonte de pensamento, apresenta a ideia de comunidade ética, de mal radical e da possibilidade da sua superação. São temas essenciais para a compreensão da vida nos dias que correm.
Bibliografia
Kant, I. Fundamentação da metafísica dos costumes
______ Crítica da razão prática
______ Metafísica dos costumes
______ Religião nos limites da simples razão
______ Conflito das faculdades
______ Antropologia desde um ponto de vista pragmático
Daniel Omar Perez
Professor de filosofia na Unicamp
05/10 O projeto kantiano de filosofia e os fundamentos da sua filosofia moral
19/10 O homem e a lei moral, elementos de uma antropologia pragmática
26/10 A comunidade ética, a igreja como comunidade de espíritos e o mal radical
http://casadosaber.com.br/sp/cursos/filosofia/introduc-o-a-kant.html

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

III Colóquio Kant: As faculdades do Animo, de 25 a 30 de setembro de 2018

III Colóquio Kant: As faculdades do Animo, de 25 a 30 de setembro de 2018
Estes são os dois trabalhos que apresentarei em Uberlândia. Cada um é resultado parcial da minha pesquisa.
1. Antropologia pragmática como a ciência do homem. Elementos para um estudo da natureza humana como autoproduzida.
Resumo: A exposição deste trabalho visa apresentar os elementos fundamentais da Antropologia pragmática como ciência em Kant, seu estatuto e seu lugar sistemático. Uma vez determinada estruturalmente a antropologia procuraremos mostrar que seu objeto (o homem) é autoproduzido e auto-posto. Para tal fim, abordaremos as lições de antropologia e o Convolut VII de Opus Postumum.
2. Etwas, mannigfaltigkeit, Gegenstand e Objekt em Kant. Um problema ontológico e semântico
Resumo: Trata-se de apresentar o problema dos elementos originários do objeto da experiência cognitiva. Na filosofia transcendental o objeto é construído na relação entre representações sensíveis e representações intelectuais. Os objetos são conhecidos não como coisas em si, mas como fenômenos, tal como se nos aparecem. Entretanto. Kant entende que na sensibilidade “algo” é dado anteriormente a qualquer conceito. Isso é denominado de o diverso da intuição. É um algo que não está submetido ao conceito de quantidade e, no entanto, aparece como diverso, nem um nem muitos. Aqui identificamos duas questões problemáticas: 1. Qual é o estatuto desse algo dado? Pode ser entendido como coisa em si? Trata-se de uma matéria real sem forma? Se for assim: seria Kant um realista?; 2. Haveria uma unidade anterior ao conceito de unidade? Poderíamos entender em Kant uma pré-compreensão do algo dado anterior ao conceito?

XVIII Colóquio Kant da Unicamp: Semântica e filosofia

XVIII Colóquio Kant da Unicamp: Semântica e filosofia
14 de setembro
IFCH a partir das 9.30 horas
Luciana Martínez (UBA, CONICET): ¿Se pueden definir las categorías? Sobre la definición y el significado en la “Analítica de los principios”
Pablo Moscón (UBA, CONICET): La pregunta por la posibilidad de los juicios sintéticos a priori prácticos y el “factum de la razón” en la interpretación semántica de Kant
Javier Echarri (UBA): ¿Le corresponde a la antropología en sentido pragmático una proposición fundamental?
Natalia Lerussi (UBA, CONICET): Reflexiones en torno a una disputa entre Daniel Omar Pérez y Ricardo Terra acerca del significado de la historia en el pensamiento crítico de Kant.
Jorge Conceição (Unibrasil) Antropologia pragmática como uma doutrina da prudência nas versões dos cursos de Antropologia de Kant