quarta-feira, 12 de junho de 2013

Jean Michel Vappereau

Jean Michel Vappereau é matemático e psicanalista, trabalhou com Lacan e é quem melhor desenvolveu a topologia e a teoria dos nós na formalização da psicanálise. É muito recomendável ler os trabalhos específicos dele em topologia.



Psicanálise e teoria dos nós texto escrito pelo matemático Vappereau 


http://www.lineofbeauty.org/index.php/s/article/viewFile/69/142


Apresentação de Vappereau
http://www.fort-da.org/biografias/vappereau.htm




domingo, 9 de junho de 2013

PASSOS PARA UMA PRÁTICA FORMAL DA PSICANÁLISE

A psicanálise acolhe experiências de mal-estar e procura levar adiante um tratamento que permita ao sujeito a possibilidade de saída em situações que comportem um minimo de prazer. Para isso, a prática psicanalítica elabora conceitos, dispositivos teóricos e procedimentos de formalização que tornem mais eficaz seu exercício e transmissão.

Um dos elementos é o grafo do desejo.

O que é um grafo?

https://www.youtube.com/watch?v=3LcvmxTq51Y


Os primeiros elementos do grafo do desejo em Lacan



Explicação do graph of desire



PSICANÁLISE E FORMALIZAÇÃO

PSICANÁLISE NA ARGENTINA

Alfredo Eidelsztein estará em Curitiba no final de junho, para os interessados em participar do evento e para os interessados em geral em questões psicanalíticas recomendo o blog

http://www.eidelszteinalfredo.com.ar/index.php?IDM=35&alias=

terça-feira, 4 de junho de 2013

GRUPO DE LEITURA de LACAN

Durante os meses de agosto, setembro, outubro e novembro continuaremos com as reuniões de sexta-feira entre 11.00 e 13.00 hs no programa de doutorado da PUC-PR

Iniciamos 2 de agosto, 11.00 hs

No mês de agosto trabalharemos os conceitos fundamentais de O Seminário 7. Apresentações de Jefferson Paraná e Daniel Omar Perez.
No mês de setembro trabalharemos os conceitos fundamentais de O Seminário 8. Apresentações de Bruna Iodice e Daniel Omar Perez.
Nos meses de outubro novembro
e dezembro trabalharemos os conceitos fundamentais de O Seminário 9. Apresentações de Daniel Omar Perez.

SEMINÁRIO DE INTRODUÇÃO Á FORMALIZAÇÃO EM PSICANÁLISE (TOPOLOGIA E LÓGICA EM LACAN)

Durante as sextas-feiras do mês de junho, entre 11 e 13 horas no doutorado de filosofia da PUC-PR, na sala A28, realizaremos um seminário aberto de formalização em psicanálise. Todos podem participar livremente.

Cronograma:
07/06/2013 sobre topologia lacaniana- Introdução à formalização em psicanálise:Daniel Omar Perez.
1ª e 2ª tópicas: Rozana Mazetto.

14/06/2013: O esquema L: Juliana Portilho.
Esquema Óptico: Luiz Doni Filho.

21/06/2013: Grafo do desejo: Luiz Doni Filho.
RSI: Daniel Omar Perez.
Toro e garrafa de Klein: Rodrigo Camilotti Rodrigues.

28/06/2013: Os quatro discursos: Bruna Iodice.
Fórmulas da sexuação: Juliana Portilho.

domingo, 2 de junho de 2013

O esquecimento como metáfora.


Se concedermos o argumento de que a filosofia deve pensar o sentido, então devemos concordar com que o esforço empreendido pela metafísica para responder a pergunta pelo sentido originou um trajeto histórico que pode ser definido junto com Heidegger como história do esquecimento do ser. O caminho inicial que trilhou a metafísica mostrou-se dominante em todo o curso dos textos filosóficos e depende do sentido concedido, fundamentalmente, pela filosofia platônica e aristotélica[1]. A história da metafísica se caracteriza, portanto, por uma determinada compreensão de ser que o interpreta a partir da totalidade do ente. Escreve Heidegger: o Uno enquanto unidade unificante servirá de norma para a determinação posterior do ser[2]. A metafísica realizou seu percurso histórico colocando estrategicamente o ente no lugar do ser. Desse modo, para dizer muito rapidamente e sem rodeios, na tradição, o ser foi pensado dentro das características e condições próprias do ente, procurando apreende-lo através do pensamento da representação. A necessidade objetivante e presentificadora do pensamento humano acabou por encobrir a pergunta fundamental da filosofia, e isso ficou expresso na utilização de uma determinada imagem em cada caso.
O procedimento da metafísica consiste em escolher um ente dentre todos os entes e coloca-lo como Ser ou fundamento. Com isso, antes que o ser pudesse acontecer de um modo próprio em sua verdade inicial, ele se encontra vinculado a imagens ônticas.
Na metafísica moderna o ente interpretado como fundamento passa a ser o homem na medida em que esse ente é estabelecido como sujeito. O esquecimento na época moderna acontece na medida em que o domínio representativo do sujeito e do objeto se consolida. Através do sujeito tudo passa a se converter em objeto. Nesse momento da história do esquecimento do ser o ente é pensado a partir da subjetividade do sujeito. A resposta de Descartes à interrogação da questão do ser fica a cargo do eu, sujeito pensante. Quando o filósofo estabelece o homem como sujeito pensante, o eu se transforma em todo o que é. O sujeito é consolidado como o fundamento de toda verdade. Tudo deve poder ser representado perante o eu. Para o eu cartesiano as coisas se apresentam na representação e podem ser apreendidas na medida em que são convertidas em objeto para o sujeito. O sujeito está no lugar do ser instalando o que é. O sujeito se transforma em pano de fundo, na base, no último ponto a ser pensado. A operação metafísica detém o pensamento em essa figura.


No caso do trajeto filosófico de Nietzsche apresenta-se uma rejeição à metafísica e à concepção da filosofia fundada na tradição que pretende acabar com os seus fundamentos. O escritor Nietzsche questiona sobretudo a concepção da vida tal como foi compreendida até então pelo homem. Essa crítica reagiu de maneira penetrante contra o platonismo e a doutrina religiosa do cristianismo (o platonismo para o povo), como sendo ambos os principais responsáveis pela compreensão errônea da filosofia ocidental. Nietzsche, propõe, a partir daí, uma inversão de tudo o que se considerou como bom e verdadeiro. Essas questões deveriam ser problematizadas porque todas elas foram encobertas pelo valor e pela transcendência. A vida do homem é apresentada em função de uma determinada concepção de valor e de avaliações morais. O homem ocidental possui a necessidade de representação e de valoração para que possa compreender a vida. Essa compreensão se dá através de um sentido transcendente. Para Nietzsche o sentido estaria dado pela metafísica a partir de um além, uma transcendência. A metafísica seria um encaminhamento para um “mundo verdadeiro” situado para além do mundo real, como degradado. Desde o início a metafísica colocou o problema da concepção da vida (aquilo que existe, o mundo, o ser no seu conjunto, etc.) como a questão do existente autêntico que sempre foi mostrando como a medida de toda determinação da condição do ser. Segundo a afirmação nietzscheana, no platonismo esse ser autêntico se encontra para além do mundo. Assim, existiria em Platão, por um lado, um mundo ultramundano de coisas eternas e, por outro lado, as coisas terrestres e finitas mostradas como meras cópias. O que Nietzsche percebe no platonismo é que existe uma operação de fundamentação hierárquica entre essas duas dimensões anteriormente citadas. Assim, a concepção platônica de vida e de mundo pressupõe uma outra dimensão, o mundo inteligível ou metafísico. Para que as coisas possuam um sentido deve haver um transcendente. A realidade do mundo deve pressupor o mundo inteligível. Desde Platão, toda a cultura ocidental estaria baseada na consideração de uma figura, de um conceito de verdade, de bondade, de ser, que nos permite medir e por sua vez fundamentar aquilo que existe no mundo. Esta figura aparece como a condição do existir mesmo das coisas. A esta “figura” Platão deu-lhe o nome de eidos. As idéias conferem forma a toda a existência das coisas perecíveis e limitadas. Desse modo, em todo o curso metafísico da tradição, algo deve ser colocado como o real para que a coisa possa ser. As dimensões do inteligível e do sensível passam a caracterizar horizontes diferentes em que somente o mundo transcendental pode pensar o ser do ente, ou melhor, onde somente este pode outorgar sentido aos entes intramundanos. Assim, para caracterizar as coisas deve-se pressupor sempre que há algo que não muda, que não é passível de transformação. Para Nietzsche a superação da metafísica baseia-se em uma crítica à transcendência. Não existiria um fundamento do aquém no além e, portanto, não se poderia pensar a partir de uma essência. O que existe para o filósofo é a vontade de poder que em cada caso é. A través dos conceitos nietzscheanos de força e vontade de poder a transcendência deixaria de existir e o que agora se mostraria seria a pura imanência do ser.
Entretanto, segundo Heidegger, a inversão nietzscheana do platonismo permanece no interior da metafísica. Escreve Heidegger:
“essa espécie de superação da metafísica, que Nietzsche tem em vista e, bem no sentido do positivismo do século XIX, não obstante numa transformação mais elevada, não passa de um envolvimento definitivo com a metafísica. Parece na verdade que aqui se marginaliza o “meta, a transcendência rumo ao supra-sensível em favor de uma firme permanência no elementar da sensibilidade. Enquanto isso, porém, não se faz outra coisa do que dar acabamento ao esquecimento do ser, liberando e ocupando o supra-sensível como vontade de poder” [3].
Com efeito, para Heidegger o problema em questão da metafísica não é apenas a relação de fundamentação hierárquica entendida em Nietzsche como crítica à transcendência, mas pensar o ser como presença, fixar o pensamento do ser em uma imagem, mesmo sensível. Assim, a vontade de poder se ergue como a causa primeira ou como a imagem primaria. A verdade do ente é mostrada através da vontade de poder e do eterno retorno. Esses dois conceitos expressam a maneira como Nietzsche compreende o ser do ente no seu conjunto. Para Heidegger, é justamente através da vontade de poder e do eterno retorno que Nietzsche acaba por pensar os fios condutores de toda a problemática metafísica, a essência e a existência. Vontade de poder e eterno retorno se colocam como figuras substitutivas do ser como presença, isto é, do esquecimento. Mesmo quando o eterno retorno já não funcione como princípio ontológico senão como o apelo para de uma vida ética o sintagma re-envia para um outro sentido que o torna possível em seu esquecimento.


Mas o esquecimento é apenas um dos lados de uma dupla operação. É através da própria história do esquecimento do ser, impressa nas figuras da metafísica, que se torna possível investigar aquilo para onde se aponta. As figuras da metafísica, na mesma medida em que ocultam o sentido originário do ser o revelam. O que está em jogo, é a dupla operação da figura metafísica que no mesmo momento em que oculta o sentido o revela na sua história. É devido à ocultação que se pode revelar e somente pode revelar-se como aquilo que é, ocultando-se nas figuras da metafísica. Se o processo da história da metafísica fosse apenas unívoco, isto é, de esquecimento, o pensamento do ser se colocaria como o coroamento de um tempo linear e unidirecional. Mas porque não é apenas esquecimento senão também revelação aquilo que se inscreve na metafísica é, então, que podemos pensar os sentidos do ser. Em uma dimensão a figura oculta, em outra revela. É a dinâmica própria da metáfora.

A metáfora é um tipo de metassemema. A definição geral de metassemema é a substituição de um significante por outro que comporta uma modificação do conteúdo semântico de um termo, essa modificação resulta da supressão e adição de semas. Formalmente a metáfora se liga, por um lado, a um sintagma onde aparecem contraditoriamente a identidade de dois significantes e, por outro lado, à não identidade de dos significados.
Nos casos das imagens metafísicas que apresentamos anteriormente vemos funcionando dois níveis semânticos diversos. Um dentro da estrutura do próprio discurso (que remete a um tipo de significado e funciona como esquecimento) e o outro, na dimensão da história do ser (que remete a outro significado e funciona como revelação daquilo que é). A imagem metafísica se apresenta como fixando um sentido determinado à estrutura da presença, mas também como apresentando a possibilidade de sentido daquilo que não pode ser presente. A imagem metafísica é metáfora porque revela aquilo que oculta, e só pode funcionar desse modo.



[1] Ver HEIDEGGER, MARTIN: Ser e tempo. Petrópolis: Editora Vozes, 1999, §1.
[2] Ver HEIDEGGER, MARTIN: Nietzsche. Vol. II.
[3] Ver HEIDEGGER, MARTIN: Ensaios e conferências. Petrópolis: Editora Vozes, 2002, p. 69.

sábado, 1 de junho de 2013

A pergunta e a resposta sobre a realidade


A pergunta pela realidade se apresenta filosófica e cotidiana. Desnecessária do ponto de vista operacional, quando o único que fazemos é subsistir. Inevitável e recorrente do ponto de vista do funcionamento da linguagem humana e de ocasionais posições de sujeito que se estranham com aquilo que aparece. Nesse sentido, tudo se passa como se um curto-circuito ascendesse a possibilidade da interrogação tanto no dia a dia quanto nas nossas reflexões metafísicas. As respostas podem ser ociosas ou determinantes para a vida daquele que se interroga e suas consequências podem ser nulas o indefinidas. Perguntar o que é a realidade pode parecer um ato de loucura e, ao mesmo tempo, uma declarada tarefa ontológica.

Uma história da pergunta, dos modos de fazer a pergunta e das respostas acerca da realidade nos permitiria ver o horizonte no qual apareceram determinadas descobertas, invenções e maneiras de agir e outras não. O modo de perguntar e responder a pergunta acerca da realidade em cada época abre um leque de possibilidades de saber, conhecer e agir que obstaculiza outros. Algo pode ser descoberto, inventado ou feito segundo o modo que temos de responder à pergunta: o que é a realidade? Isso vale tanto para explicações cosmológicas ou geográficas quanto para o desenvolvimento de capacidades técnicas ou políticas. Assim, a realidade se impõe, enquanto resposta a uma pergunta, e possibilita e obstaculiza inclusive o modo de reformular a pergunta.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A realidade em metáforas

Através de Borges, é possível dar conta da operação fundamental da metafísica como operação de metaforização, que no mesmo momento que funda e fecha um sentido na sua apresentação abre e enuncia a possibilidade daquilo que não pode ser apresentado de modo literal, e que só pode ser lembrado através do esquecimento, em algum sentido heideggeriano. Tal como escreve Borges, “é o esquecimento aquilo que permite a leitura”.

terça-feira, 28 de maio de 2013

para além da natureza humana da modernidade

Meu trabalho sobre a natureza humana e a linguagem tem outra cara, como uma dupla face que avança para além dos estudos kantianos e se apropria de elementos da psicanálise.

Nos próximos três anos também trabalharei nisso:

Título: “A constituição do sujeito a partir das relações de identificação. Uma abordagem entre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacanaina”

Resumo: A partir de uma crítica à noção de identidade individual do sujeito desde elementos da filosofia moderna e da psicanálise freudiano-lacaniana estabeleceremos como objetivo a elaboração de uma lógica da identificação que permita dar conta da constituição do sujeito e sua relação com a verdade. A identidade pessoal, as relações amorosas e os projetos políticos serão os fenômenos a serem acolhidos desde a lógica da identificação. A meta é fornecer elementos que nos permitam pensar a possibilidade da emergência de novas identificações individuais e sociais, bem como a ação política.

Os objetivos serão
1. Elaborar uma lógica da identificação que permita dar conta da constituição do sujeito e sua relação com a realidade a partir de elementos da filosofia moderna e da psicanálise freudiano-lacaniana desde uma crítica à noção de identidade individual do sujeito
2. Reformular a pergunta pela realidade desde uma teoria do sujeito a partir dos conceitos “alienação-separação” em sentido lacaniano.
3. A partir da “lógica da identificação” elaborar uma teoria da identificação amorosa para além do narcisismo, retomando a noção de dom em Lacan e de descarga pulsional e laço freudiano-lacaniano.
4. A partir da “lógica da identificação” elaborar uma teoria da identificação política que apresente dois modelos divergentes: perverso e sublimatório
5. Elaborar uma teoria da “Figura ética”, da “Figura política” e das “Figuras do feminino” como formas de subjetivação constituidas a partir do estranho, o gozo e o semblante.
6. Apresentar a possibilidade da pulsão olfativa e respiratória como elemento de laço identificatório.

A NATUREZA HUMANA E A LINGUAGEM

Meu trabalho sobre a natureza humana e a linguagem está focado no modo em que Kant articulou a reflexão sobre a validade do conhecimento teórico e prático. Esta tarefa tem duas partes: 1. a indagação das condições lógico-semânticas de validade das proposições cognitivas e práticas em geral; 2. a constituição do executor das operações judicativas que tornam exequível as proposições.

Nos próximos três anos trabalharei nisso:

Tema: Antropologia e juízo prático. O ser humano como executor de operações judicativas na virtude, no direito, na história e na pedagogia em Kant.

Resumo: Deve-se destacar que o trabalho de Kant se pauta pela seguinte pergunta: como são possíveis os juízos sintéticos a priori? Essa tarefa se realiza sistematicamente em cada uma das três críticas. A indagação deve poder ser respondida em todos os casos de juízos sintéticos a priori. A resposta nos oferece as condições lógico-semânticas de cada tipo de juízo. Para avançar nas condições de exequibilidade do juízo a tarefa deve se articular com a pesquisa sobre a constituição do executor das operações judicativas. Assim sendo, o objetivo desta pesquisa é demonstrar que o ser humano ou a natureza humana em Kant é o conceito que refere logicamente ao executor de operações judicativas de acordo com as condições de possibilidade dos juízos sintéticos a priori. Assim sendo, esta pesquisa procurará provar isso especificamente no que se refere aos juízos de virtude, de direito, da pedagogia e da história. Para alcançar tal fim, primeiro, indagaremos na obra kantiana o conceito de ser humano ou natureza humana a partir dos seus traços semânticos. Isto nos levará a realizar um levantamento dos estudos e debates implícitos e explícitos de Kant com cientistas, filósofos e literatos sobre a natureza humana. Em segundo lugar, buscaremos provar que os elementos que Kant reúne para dar significado ao conceito de ser humano ou natureza humana estão determinados pela exigência de fazer funcionar as operações judicativas postas segundo as condições de possibilidade do juízo sintético a priori em cada caso. Em terceiro lugar, demonstraremos o funcionamento do executor de operações judicativas em quatro tipos de juízos práticos, a saber: a virtude, o direito, a pedagogia e a história. Assim, a possibilidade das proposições sintéticas se completa num programa de exequibilidade. Isto é, uma proposição sintética a priori deve ser possível, necessária, efetiva e mostrar suas condições de exequibilidade. Nesse sentido, as condições lógico-semânticas das proposições se completam com o executor das operações judicativas.