sexta-feira, 27 de outubro de 2017

A terceira causalidade (de Sigmund Freud)


"Em outras palavras, o ser humano não só agiria apenas como um objeto da natureza (obedecendo à causalidade natural), mas também o faria de acordo com representações da consciência (obedecendo a uma causalidade livre). Assim, considerando meu corpo como um objeto da natureza, seria possível explicar seu deslocamento da cadeira (ponto A) até a porta (ponto B) como um movimento determinado por uma causa mecânica e impulsionado por uma força que o move de um ponto a outro. Porém, também poderia pensar, sem me contradizer, que esse mesmo movimento obedece à determinação de uma causalidade livre, a qual age sobre as representações da consciência do agente do movimento. Dessa maneira, teríamos duas causalidades para explicar o fenômeno, o que implicaria duas experiências diferentes, uma cognitiva (da razão teórica), a outra prática (da ordem das representações mentais que supõem uma vontade livre). Note-se que não se trata de postular uma liberdade a esmo, mas um segundo registro de causalidade.
Entretanto, no início do século XX, Sigmund Freud nos apresentou outra causalidade: a causalidade psíquica inconsciente. De acordo com as observações, estudos e hipóteses de Freud, o comportamento humano não só estaria determinado por sua natureza biológica, como pode mostrar a medicina, ou por sua consciência, como expõe a razão prática - mas também pelo Inconsciente: outro modo de lidar com fenômenos peculiares."


(do livro "O Inconsciente", Rio de Janeiro: Editora Record)

O III Workshop de Filosofia Política e Psicanálise do programa de pós-graduação em filosofia da UNICAMP tem o tema 'Construindo Redes'

O III Workshop de Filosofia Política e Psicanálise do programa de pós-graduação em filosofia da UNICAMP tem o tema 'Construindo Redes', com a proposta de promover o debate entre pesquisadores de diferentes Universidades do Brasil. 

O evento ocorrerá nos dias 30 e 31 de outubro de 2017. A comissão organizadora é coordenada pelo Prof. Dr. Daniel Omar Perez, e composta por Rodrigo CastilhoSamia SouenFelipe Guerra e Reginaldo Lima

Teremos reuniões com 4 grupos de estudos, Guarapuava (coordenado por Amanda Amanda Marilia Leite), Brasília (coordenado por Manuella Mucury), Curitiba (coordenado por Willian Mac-Cormick MaronMcCormick) e Campinas (coordenado por Daniel Perez). Por fim, no dia 31 de outubro haverá uma reunião de planejamento, onde o tema será a construção de uma rede de contatos e debates na área de filosofia e psicanálise.


Cronograma
Dia 30/10.
16h00 - 18h00 Reunião dos grupos de estudo.
19h00 - 22h00 Exposições:
La Mettrie: nem santo, nem pecador - Prof. Dr. Francisco Verardi Bocca (PUC-PR) .
Doença de Amor - Profª. Dra. Cláudia Pereira do Carmo Murta Claudia Murta(UFES)
Subjetividade e Modernidade: o recuo de Nietzsche - Profª. Dra. Vânia Dutra de Azeredo (Unioeste).


Dia 31/10.
10h00 - Reunião de Planejamento.
Coordenador: Prof. Dr. Daniel Omar Perez.
Organização: Rodrigo Castilho, Samia Souen, Felipe Guerra e Reginaldo Lima.
*Haverá certificado de participação.
Cartaz realizado por Alexandre Lima Paixão

Desejo de fascismo.


Não há sempre engano e menos ainda falsa consciência, as pessoas querem aquilo que fazem, muitas vezes chegam inclusive a desejar isso.
O Fascismo, a servidão o prazer em ver o outro arruinado mesmo que isso custe a própria ruína não é necessariamente uma posição equivocada, produto da ignorância. Essa versão platônica de que a maldade é falta de conhecimento da verdade nem sempre procede. Kant nos faz pensar quando coloca a maldade de uma forma afirmativa, como algo que se quer realizar e levar adiante mediante princípios. Deleuze e Guatari também notam esse desejo de fascismo em O Anti-Edipo.


Leituras recomendadas para encarar as atuais circunstâncias políticas:
La Boitie, Discurso da Servidão Voluntária. (publicado em 1576)
Reich, W. Psicologia das massas do fascismo (publicado em 1933)
Kojeve, A. Dialética do senhor e do escravo em Hegel (não tem tradução para o português que eu saiba, mas dá para achar a versão publicada em espanhol)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

quatro discursos de Lacan

Os discursos criam laços sociais em torno do Real da falta (no sentido lacaniano).
Lacan entende que há quatro tipos de discursos: universitário; mestre; histérica; analista.
Todos os quatro discursos se compõem de quatro elementos
: Agente, o outro, a produção, a verdade.
A partir do discurso do mestre se faz girar os elementos no sentido das agulhas do relógio produzindo os outros três discursos.
Com essas estruturas pode se reconhecer o lugar de fala de um sujeito da enunciação e o movimento desse sujeito de uma posição de enunciação para outra.
Temos dois tipos de discursos: impotência; impossibilidade.




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Amor de transferência


Desde Freud, uma das modalidades da transferência pode ser realizada naqueles amores ou ódios inexplicáveis racionalmente, essas relações afetivas fortes e sem aparentes motivos reconhecíveis.
O sujeito transfere uma relação amor-ódio infantil, que poderia ter sido com o pai, com o irmão, com a mãe para o outro que aparece na cena atual. O outro aparece como o destinatário de uma descarga afetiva deslocada.



Ás vezes, aquele que você ama ou odeia não é quem aparece em cena senão como objeto substitutivo.
O deslocamento acontece pela via da linguagem. É a cadeia significante que nos leva de um lugar a outro.


VI Colóquio Internacional de Filosofia Oriental da Unicamp

Programação definitiva do

VI Colóquio Internacional de Filosofia Oriental da Unicamp,

que ocorrerá nos dias 23, 24 e 25 de outubro próximo no IFCH.

Os discursos criam laços sociais em torno do Real da falta (no sentido lacaniano).

Lacan entende que há quatro tipos de discursos: universitário; mestre; histérica; analista.
Todos os quatro discursos se compõem de quatro elementos
: Agente, o outro, a produção, a verdade.

A partir do discurso do mestre se faz girar os elementos no sentido das agulhas do relógio produzindo os outros três discursos.

Com essas estruturas pode se reconhecer o lugar de fala de um sujeito da enunciação e o movimento desse sujeito de uma posição de enunciação para outra.
Temos dois tipos de discursos: impotência; impossibilidade.

sábado, 14 de outubro de 2017

Filosofia na Casa do Saber em São Paulo

Os Pensadores

Antonio ValverdeDaniel Omar PerezFernando Dias AndradeFranklin Leopoldo e SilvaMarco Aurélio WerleMauricio Pagotto Marsola e Scarlett Marton
O curso, introdutório e abrangente, aborda as ideias dos filósofos mais importantes do pensamento. É porta de entrada obrigatória para quem deseja ter uma visão panorâmica da história da filosofia, de maneira acessível e rigorosa. Grandes professores sintetizam o que foi produzido ao longo de mais de 2 mil anos de filosofia. Cada aula expõe o pensamento de um autor e suas relações com o contexto histórico, aspectos biográficos e sua contribuição para a filosofia, seguida por um aprofundamento em textos selecionados dos pensadores apresentados anteriormente.

Importante ressaltar que a seleção de professores, cada um com sua didática particular, é um menu-degustação do que há de melhor na área de filosofia da Casa do Saber.

http://casadosaber.com.br/sp/cursos/filosofia/os-pensadores-2629.html


domingo, 1 de outubro de 2017

Introdução a Kant: Consciência livre contra o Mal moral na Casa do Saber em São Paulo

A reflexão de Kant sobre a moral procura apresentar uma lei universal aplicável a cada ser humano, sem, no entanto, perder de vista suas condições individuais, tais como cultura, idade, gênero ou a própria história. Nesse sentido, podem ser encontrados elementos comuns que servem para distinguir o bem do mal e o certo do errado. Com isso, Kant considera que existem diferentes graus de maldade e que alguns dos seus modos não são superados individualmente, mas em comunidade. A lei moral, que interpela a cada um na solidão de sua consciência, só se realiza plenamente numa comunidade ética. Esse é o problema kantiano por excelência: como superar o mal radical? Como constituir uma comunidade de espíritos livres?
curso aborda os elementos fundamentais da filosofia kantiana e, a partir desse horizonte de pensamento, apresenta a ideia de comunidade ética, de mal radical e da possibilidade da sua superação. São temas essenciais para a compreensão da vida nos dias que correm.

Bibliografia
Kant, I. Fundamentação da metafísica dos costumes
______ Crítica da razão prática
______ Metafísica dos costumes
______ Religião nos limites da simples razão
______ Conflito das faculdades
______ Antropologia desde um ponto de vista pragmático

05/10 O projeto kantiano de filosofia e os fundamentos da sua filosofia moral

19/10 O homem e a lei moral, elementos de uma antropologia pragmática

26/10 A comunidade ética, a igreja como comunidade de espíritos e o mal radical


https://www.facebook.com/events/122035425183184/?acontext=%7B%22ref%22%3A%224%22%2C%22feed_story_type%22%3A%22308%22%2C%22action_history%22%3A%22null%22%7D

http://casadosaber.com.br/sp/cursos/filosofia/os-pensadores-2630.html