sábado, 12 de dezembro de 2015

Fragmento do livro "Kant e os sentimentos de uma filosofia prática" I

Assim então, perguntamos: Qual é a natureza de um problema prático? Como é possível formular um problema moral, de história, de política ou de direito? Qual problema pode ser considerado da moral, da história, da política ou do direito? Como decidir sua pertinência, sua validade e sua possibilidade de resolução? Poderiamos pensar que se trata de uma ingenuidade ou ilusão e que tais questões devem ser reduzidas às determinações biológicas ou ao mecanismo de forças da Realpolitik e assim dissolveríamos a petulante fantasia da suposta autonomia do âmbito do que poderiamos entender como prático. Se isto é possível, então uma reflexão acerca da moral, da história e do direito seria apenas uma narrativa meramente subjetiva e arbitrária, condenada à variação de humor de quem a sustenta. Não haveria deveres, mas também não haveria direitos nem ação política senão apenas determinação natural ou pura arbitrariedade.
Nosso trabalho começará destacando elementos que não podem ser reduzidos a uma condição cognitiva ou à determinação natural. Assim, nos interrogaremos pelas condições de possibilidade do que poderia ser o sentido do moral, do histórico e do direito. Buscaremos elucidar outros registros de determinação que nos permitam formular autonomamente esse tipo de problemas. É para isso que recorremos aos textos kantianos, mas não apenas a eles. Antes de explicitar melhor um autor do que o próprio autor conseguiu se explicitar buscamos abordar um problema filosófico, a saber: indagar as condições de possibilidade da experiência prática.

A tarefa aqui empreendida está pautada pela busca do significado dos conceitos e da formulação de proposições que permitem elaborar esse tipo de questões. Trata-se de saber quais são os elementos, os princípios, as operações retóricas e as regras lógico-semânticas que propiciam as condições necessárias para a elaboração de um domínio no qual seja possível formular diferentes problemas de moral, história, política e direito. 

Fragmento de "Kant e os sentimentos de uma filosofia prática"

A questão
Neste trabalho, intitulado Kant e os sentimentos de uma filosofia prática. Acerca do que fazemos, podemos e devemos fazer de nós mesmos, procurei mostrar como se organiza e funciona o campo de sentido da experiência prática com vários dos seus desdobramentos internos. Chamamos aqui de experiência prática ao conjunto de experiências do sujeito no domínio prático: moral em sentido estrito, direito, política e história, incluindo reflexões sobre a loucura e o conhecimento antropológico. A pergunta em questão é acerca da possibilidade da experiência moral e nos conduz a indagar as estruturas proposicionais que aparecem na experiência prática, o sujeito dessa experiência, os afetos e sentimentos que se articulam com os enunciados morais, bem como as regras sintáticas e referenciais que estão em jogo no campo prático.

Parafraseando Kant: deixamos para trás o presunçoso título de ontologia como também o de uma moral dos fatos em si e avançamos numa analítica das condições de possibilidade de uma experiência prática: moral, política, histórica e antropológica, incluindo ainda a experiência da loucura.

Siglas das obras de Kant para referência

Siglenverzeichnis

AA
Akademie-Ausgabe
Anth
Anthropologie in pragmatischer Hinsicht (AA 07)
AP
Aufsätze, das Philanthropin betreffend (AA 02)
BDG
Der einzig mögliche Beweisgrund zu einer Demonstration des Daseins Gottes (AA 02)
Br
Briefe (AA 10-13)
DfS
Die falsche Spitzfindigkeit der vier syllogistischen Figuren erwiesen (AA 02)
Di
Meditationum quarundam de igne succincta delineatio (AA 01)
EAD
Das Ende aller Dinge (AA 08)
EACG
Entwurf und Ankündigung eines Collegii der physischen Geographie (AA 02)
EEKU
Erste Einleitung in die Kritik der Urteilskraft (AA 20)
FBZE
Fortgesetzte Betrachtung der seit einiger Zeit wahrgenommenen Erderschütterungen (AA 01)
FEV
Die Frage, ob die Erde veralte, physikalisch erwogen (AA 01)
FM
Welches sind die wirklichen Fortschritte, die die Metaphysik seit Leibnitzens und Wolf’s Zeiten in Deutschland gemacht hat? (AA 20)
FM/Beylagen
FM: Beylagen (AA 20)
FM/Lose Blätter
FM: Lose Blätter (AA 20)
FRT
Fragment einer späteren Rationaltheologie (AA 28)
GAJFF
Gedanken bei dem frühzeitigen Ableben des Herrn Johann Friedrich von Funk (AA 02)
GMS
Grundlegung zur Metaphysik der Sitten (AA 04)
GNVE
Geschichte und Naturbeschreibung der merkwürdigsten Vorfälle des Erdbebens, welches an dem Ende des 1755sten Jahres einen großen Theil der Erde erschüttert hat (AA 01)
GSE
Beobachtungen über das Gefühl des Schönen und Erhabenen (AA 02)
GSK
Gedanken von der wahren Schätzung der lebendigen Kräfte (AA 01)
GUGR
Von dem ersten Grunde des Unterschiedes der Gegenden im Raume (AA 02)
HN
Handschriftlicher Nachlass (AA 14-23)
IaG
Idee zu einer allgemeinen Geschichte in weltbürgerlicher Absicht (AA 08)
KpV
Kritik der praktischen Vernunft (AA 05)
KrV
Kritik der reinen Vernunft (zu zitieren nach Originalpaginierung A/B)
KU
Kritik der Urteilskraft (AA 05)
Log
Logik (AA 09)
MAM
Muthmaßlicher Anfang der Menschengeschichte (AA 08)
MAN
Metaphysische Anfangsgründe der Naturwissenschaften (AA 04)
MonPh
Metaphysicae cum geometria iunctae usus in philosophia naturali, cuius specimen I. continet monadologiam physicam (AA 01)
MpVT
Über das Mißlingen aller philosophischen Versuche in der Theodicee (AA 08)
MS
Die Metaphysik der Sitten (AA 06)
    RL
Metaphysische Anfangsgründe der Rechtslehre (AA 06)
    TL
Metaphysische Anfangsgründe der Tugendlehre (AA 06)
MSI
De mundi sensibilis atque intelligibilis forma et principiis (AA 02)
NEV
Nachricht von der Einrichtung seiner Vorlesungen in dem Winterhalbenjahre von 1765-1766 (AA 02)
NG
Versuch, den Begriff der negativen Größen in die Weltweisheit einzuführen (AA 02)
NLBR
Neuer Lehrbegriff der Bewegung und Ruhe und der damit verknüpften Folgerungen in den ersten Gründen der Naturwissenschaft (AA 02)
NTH
Allgemeine Naturgeschichte und Theorie des Himmels (AA 01)
OP
Opus Postumum (AA 21 u. 22)
Päd
Pädagogik (AA 09)
PG
Physische Geographie (AA 09)
PhilEnz
Philosophische Enzyklopädie (AA 29)
PND
Principiorum primorum cognitionis metaphysicae nova dilucidatio (AA 01)
Prol
Prolegomena zu einer jeden künftigen Metaphysik (AA 04)
Refl
Reflexion (AA 14-19)
RezHerder
Recensionen von J. G. Herders Ideen zur Philosophie der Geschichte der Menscheit (AA 08)
RezHufeland
Recension von Gottlieb Hufeland’s Versuch über den Grundsatz des Naturrechts (AA 08)
RezMoscati
Recension von Moscatis Schrift: Von dem körperlichen wesentlichen Unterschiede zwischen der Structur der Thiere und Menschen (AA 02)
RezSchulz
Recension von Schulz’s Versuch einer Anleitung zur Sittenlehre für alle Menschen (AA 08)
RezUlrich
Kraus’ Recension von Ulrich’s Eleutheriologie (AA 08)
RGV
Die Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft (AA 06)
SF
Der Streit der Fakultäten (AA 07)
TG
Träume eines Geistersehers, erläutert durch die Träume der Metaphysik (AA 02)
TP
Über den Gemeinspruch: Das mag in der Theorie richtig sein, taugt aber nicht für die Praxis (AA 08)
TW
Neue Anmerkungen zur Erläuterung der Theorie der Winde (AA 01)
UD
Untersuchung über die Deutlichkeit der Grundsätze der natürlichen Theologie und der Moral (AA 02)
ÜE
Über eine Entdeckung, nach der alle neue Kritik der reinen Vernunft durch eine ältere entbehrlich gemacht werden soll (AA 08)
ÜGTP
Über den Gebrauch teleologischer Principien in der Philosophie (AA 08)
UFE
Untersuchung der Frage, ob die Erde in ihrer Umdrehung um die Achse, wodurch sie die Abwechselung des Tages und der Nacht hervorbringt, einige Veränderung seit den ersten Zeiten ihres Ursprungs erlitten habe (AA 01)
VAEaD
Vorarbeit zu Das Ende aller Dinge (AA 23)
VAKpV
Vorarbeit zur Kritik der praktischen Vernunft (AA 23)
VAMS
Vorarbeit zur Metaphysik der Sitten (AA 23)
VAProl
Vorarbeit zu den Prolegomena zu einer jeden künftigen Metaphysik (AA 23)
VARGV
Vorarbeit zur Religion innerhalb der Grenzen der bloßen Vernunft (AA 23)
VARL
Vorarbeit zur Rechtslehre(AA 23)
VASF
Vorarbeit zum Streit der Fakultäten(AA 23)
VATL
Vorarbeit zur Tugendlehre(AA 23)
VATP
Vorarbeit zu Über den Gemeinspruch: Das mag in der Theorie richtig sein, taugt aber nicht für die Praxis (AA 23)
VAÜGTP
Vorarbeit zu Über den Gebrauch teleologischer Principien in der Philosophie (AA 23)
VAVT
Vorarbeit zu Von einem neuerdings erhobenen vornehmen Ton in der Philosophie (AA 23)
VAZeF
Vorarbeiten zu Zum ewigen Frieden (AA 23)
VBO
Versuch einiger Betachtungen über den Optimismus(AA 02)
VKK
Versuch über die Krankheiten des Kopfes (AA 02)
VNAEF
Verkündigung des nahen Abschlusses eines Tractats zum ewigen Frieden in der Philosophie (AA 08)
Vorl
Vorlesungen (AA 24 ff.)
V-Anth/Busolt
Vorlesungen Wintersemester 1788/1789 Busolt (AA 25)
V-Anth/Collins
Vorlesungen Wintersemester 1772/1773 Collins (AA 25)
V-Anth/Fried
Vorlesungen Wintersemester 1775/1776 Friedländer (AA 25)
V-Anth/Mensch
Vorlesungen Wintersemester 1781/1782 Menschenkunde, Petersburg (AA 25)
V-Anth/Mron
Vorlesungen Wintersemester 1784/1785 Mrongovius (AA 25)
V-Anth/Parow
Vorlesungen Wintersemester 1772/1773 Parow (AA 25)
V-Anth/Pillau
Vorlesungen Wintersemester 1777/1778 Pillau (AA 25)
V-Eth/Baumgarten
Baumgarten Ethica Philosophica (AA 27)
V-Lo/Blomberg
Logik Blomberg (AA 24)
V-Lo/Busolt
Logik Busolt (AA 24)
V-Lo/Dohna
Logik Dohna-Wundlacken (AA 24)
V-Lo/Herder
Logik Herder (AA 24)
V-Lo/Philippi
Logik Philippi (AA 24)
V-Lo/Pölitz
Logik Pölitz (AA 24)
V-Lo/Wiener
Wiener Logik (AA 24)
V-Mo/Collins
Moralphilosophie Collins (AA 27)
V-Mo/Kaehler(Stark)
Immanuel Kant: Vorlesung zur Moralphilosophie (Hrsg. von Werner Stark. Berlin/New York 2004)
V-Mo/Mron
Moral Mrongovius (AA 27)
V-Mo/Mron II
Moral Mrongovius II (AA 29)
V-Met/Arnoldt
Metaphysik Arnoldt (K 3) (AA 29)
V-Met/Dohna
Kant Metaphysik Dohna (AA 28)
V-Met/Heinze
Kant Metaphysik L1 (Heinze) (AA 28)
V-Met/Herder
Metaphysik Herder (AA 28)
V-Met-K2 /Heinze
Kant Metaphysik K2 (Heinze, Schlapp) (AA 28)
V-Met-K3/Arnoldt
Kant Metaphysik K3 (Arnoldt, Schlapp) (AA 28)
V-Met-K 3E/Arnoldt
Ergänzungen Kant Metaphysik K3 (Arnoldt) (AA 29)
V-Met-L1/Pölitz
Kant Metaphysik L 1 (Pölitz) (AA 28)
V-Met-L2/Pölitz
Kant Metaphysik L 2 (Pölitz, Original) (AA 28)
V-Met/Mron
Metaphysik Mrongovius (AA 29)
V-Met-N/Herder
Nachträge Metaphysik Herder (AA 28)
V-Met/Schön
Metaphysik von Schön, Ontologie (AA 28)
V-Met/Volckmann
Metaphysik Volckmann (AA 28)
V-MS/Vigil
Die Metaphysik der Sitten Vigilantius (AA 27)
V-NR/Feyerabend
Naturrecht Feyerabend (AA 27)
V-PG
Vorlesungen über Physische Geographie (AA 26)
V-Phil-Th/Pölitz
Philosophische Religionslehre nach Pölitz (AA 28)
V-PP/Herder
Praktische Philosophie Herder (AA 27)
V-PP/Powalski
Praktische Philosophie Powalski (AA 27)
V-Th/Baumbach
Danziger Rationaltheologie nach Baumbach (AA 28)
V-Th/Pölitz
Religionslehre Pölitz (AA 28)
V-Th/Volckmann
Natürliche Theologie Volckmann nach Baumbach (AA 28)
VRML
Über ein vermeintes Recht, aus Menschenliebe zu lügen (AA 08)
VT
Von einem neuerdings erhobenen vornehmen Ton in der Philosophie (AA 08)
VUB
Von der Unrechtmäßigkeit des Büchernachdrucks (AA 08)
VUE
Von den Ursachen der Erderschütterungen bei Gelegenheit des Unglücks, welches die westliche Länder von Europa gegen das Ende des vorigen Jahres betroffen hat (AA 01)
VvRM
Von den verschiedenen Racen der Menschen (AA 02)
WA
Beantwortung der Frage: Was ist Aufklärung? (AA 08)
WDO
Was heißt sich im Denken orientiren? (AA 08)
ZeF
Zum ewigen Frieden (AA 08)

Fragmento do início do livro "Kant e os sentimentos de uma filosofia prática"

ABERTURA: da ontologia às condições de possibilidade

O percurso até chegar à questão
Quando escrevi Kant e o problema da significação (2008) procurei mostrar que a partir do trabalho crítico de Kant já não podemos sustentar uma ontologia como ciência do ser enquanto ser e seus atributos fundamentais ou uma metafísica como ciência do suprassensível e que o labor do filósofo consiste em perguntar pelas condições de possibilidade das proposições abrindo campos semânticos em cada caso segundo o tipo proposicional (cognitivo, prático ou reflexivo) e assim poder dar conta de experiências desde um lugar de enunciação marcado pela finitude.
Na sequência, quando escrevi Ontologia sem espelhos (2015), em colaboração com meus colegas Bocca e Bocchi, a ideia foi mostrar o fracasso de uma teoria última sobre uma realidade última a partir da polêmica de Descartes a Kant sobre a prova da realidade dos objetos externos e a necessidade de recorrer a uma ficção originária. Para isso utilizamos os textos de Jorge Luis Borges e Sigmund Freud. Sem citar, aquele trabalho retomava o espectro de Hans Vaihinger (2011) em A filosofia do como se onde a marca ficcional da realidade não pode ser senão originária do ponto de vista estrutural. Esses dois livros me conduziram a pensar que a ontologia não poderia ser mais fundamental ou primeira senão apenas transformada em teoria dos objetos e campos de sentido desses objetos e a metafísica devia ser substituída kantianamente por uma investigação acerca das condições de possibilidade.
Dito por outras palavras se trata de avançar numa teoria de domínios ou campos semânticos enquanto condições de possibilidade de objetos, sujeitos e problemas. Assim, as diferentes experiências, incluídas as do conhecer, do agir e do contemplar com todos seus elementos não poderiam se entender senão dentro de diferentes campos de sentido. Isto supõe que o conhecer, o agir ou o contemplar não seria possível senão a partir de algum tipo de determinação ou reflexão específica que deve ser explicitada.
Em O inconsciente: onde mora o desejo (2012), a ideia da produção do livro foi mostrar que a elaboração freudiana de o Inconsciente se pautava pela abertura de uma nova causalidade, isto é, um novo campo de sentido. Assim, uma ação poderia ser pensada (1) desde o ponto de vista da causalidade natural dos corpos, numa experiência cognitiva, (2) desde o ponto de vista da causalidade livre consciente de um sujeito, numa experiência prática, ou (3) desde a determinação psíquica inconsciente, numa experiência de desejo e recalque. Deste modo, o doutor Freud não só acolheria sintomas somáticos (causalidade natural) e ações volitivas (causalidade livre consciente) senão também casos de histeria e neurose obsessiva introduzindo um novo registro de determinação (psíquica inconsciente).

Aquilo que estava em jogo no percurso do nosso trabalho era (1) uma crítica a um realismo ontológico do ser enquanto ser enunciado desde o absoluto (lugar impossível de ser ocupado e ao mesmo tempo pressuposto como lugar de enunciação do realista) e (2) a proposta de uma tarefa filosófica como indagação das condições de possibilidade (em sentido transcendental) de uma experiência. Formulação esta que só pode ser feita desde um lugar de enunciação finito e, portanto, até certo ponto determinado. Assim, deixamos a filosofia do absoluto para aqueles que conseguem demonstrar a possibilidade de falar desde um não-lugar de enunciação ou se autorizam a pensar desde uma mente divina.

Os sentimentos de uma filosofia prática

Durante este verão 2015-2016 terminarei de revisar o livro "Kant e os sentimentos de uma filosofia prática"


Nesse trabalho propomos expor alguns elementos que permitam avançar nas condições de possibilidade das diferentes experiências práticas, isto é, da experiência ética, de direito, do evento histórico, da experiência da loucura, da ação política e do reconhecimento de mim mesmo como alguém  que age como membro de uma comunidade. Assim, o livro se concentra em problemas, questões e conceitos pertencentes ao domínio prático e está dividido em cinco partes: ética, direito, história, política e antropologia. 
Cada uma das partes contém, à maneira de ensaios, textos que buscam apresentar os elementos específicos que respondem à pergunta geral: Como é possível uma experiência prática? Por sua vez reduzida à indagação do significado dos conceitos ou à pergunta pelas condições de possibilidade de formulação, justificação, validação ou realização de proposições em cada caso.
Nesse sentido, serão tratados os seguintes tópicos específicos: a determinação prática diferente da determinação cognitiva; o sentimento moral diferente de outro tipo de sentimentos ou inclinações; a diferença entre norma e obrigações como regras de prescrição sobre si mesmo, a diferença entre a história sem sujeito do propósito da natureza e o sujeito da história; a relação entre o direito e a ação política, a loucura e a linguagem; o lugar do filósofo na universidade; a possibilidade de uma natureza humana não meramente fisiológica; a relação entre natureza humana e teoria do juízo.

No final do livro o leitor encontrará um Epílogo que retoma e encerra os resultados desta pesquisa. 






O Sumário muito provavelmente seja o seguinte:


Agradecimentos
Siglas
Advertência

ABERTURA: da ontologia às condições de possibilidade
O percurso até chegar à questão
A questão
A questão explicitada: Como são possíveis os problemas morais?
Um percurso prévio para chegar à questão: do problema da metafísica à problemática da significação
À procura da metafísica objetiva
A metafísica e o significado dos conceitos
A ilusão da razão e a etapa crítica
Da metafísica como problema à problemática da significação
A metafísica e a teoria da significação
Da problemática da significação os campos semânticos
O agora e a divisão do livro
A ÉTICA: os sentimentos e os princípios
A ética e os sentimentos
A origem mítica da lei de Freud e Hobbes e as condições de possibilidade da moral em Kant: gênese ou estrutura.
A questão do sujeito da ética entre Foucault e Kant
Ética formal e antropologia pragmática
A HISTÓRIA: o sentido, o entusiasmo e o sujeito
Os significados da história em Kant
Dois modelos semânticos para uma teoria da história.
Rousseau, Kant e a hipótese da história
O DIREITO: a relação com o outro
A hospitalidade de Kant em debate com Derrida e Levinas.
Justiça e direito: Kant, Derrida e Levinas
A responsabilidade não recíproca e desigual. Uma interpretação kantiana
A POLÍTICA: um conflito
Religião, política e medicina em Kant: O conflito das proposições
ANTROPOLOGIA: a natureza humana
A antropologia pragmática como parte da ração prática
O significado do conceito de natureza humana
A loucura entre a fisiologia e a análise dos conceitos
O homem não é um ser racional
O debate com a história natural
Juízo e natureza humana

EPÍLOGO


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

KANTHROPOLOGY

The 2016 CRMEP graduate conference, a reading group and public lecture series on Immanuel Kant's anthropological writings and their legacy

KEY DATES

November 2015 - May 2016: Reading group
1 February 2016: Deadline for conference abstracts
19-20th May 2016: Graduate conference


  • Critical ‘race’ theory and the Critical Philosophy of ‘race’
  • The place of anthropology in Kant's critical project
  • Anthropology, psychology and Foucault
  • The troubled legacy of Enlightenment philosophy with respect to its racial, colonial and gendered biases
  • Kant and Human Rights Discourse
  • Ontology contra anthropology
  • The empirical subject vs. the transcendental subject
  • Ideology and History in Kant
  • The idea of the 'canon' in Modern European Philosophy
  • Anti-humanism and/or Post-humanism.
  • Existential anthropology and/or relational humanism.
  • The philosophical elucidation of the struggle against everyday; ableism, racism, classism and sexism.
  • A discussion of Kant’s allusion to what we would now call a 'performative subject' in his statement from the anthropology 'the more civilized human beings are, the more they are actors.'

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

XIII Congresso de Filosofia Contemporânea da PUCPR. Homenagem a Zeljko Loparic

Dia 16/11/2015 (2ª feira) 
09h horas 
Abertura do evento 
Recepção dos participantes 
Auditório Tristão de Ataíde
09h30min às 11h30min 
Conferência: 
Prof. Dr. Zeljko Loparic (UNICAMP - PUCPR)
Título: Filosofia na chave antropológica. 
Auditório Tristão de Ataíde
13h15min às 15h15min 
Mesas de Comunicações – Apresentação de trabalhos de pesquisadores 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
15h15min às 19h15min 
Mini-curso: Apreender a filosofia e apreender a filosofar
Ementa: Aprender a filosofia e aprender a filosofar. O curso parte da diferença kantiana entre aprender a filosofia e aprender a filosofar como impulso para discutir o ensino da filosofia no Brasil, incluindo com isso as perspectivas do ensino superior e ensino médio. Reconstrói as raízes históricas, analisa as perspectivas filosóficas (Hegel e filosofia contemporânea) e confronta a questão do ensino. 
Professores responsáveis:
Prof. Ericson Falabretti
Prof. Paulo Cesar Carbonari
Prof. Jelson de Oliveira
Prof. Eduardo Ribeiro da Fonseca 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
19h45min 
Conferências 
Prof.ª Dr.ª Patricia Kauark Leite (UFMG) 
Título: Sobre a relevância da semântica transcendental
Prof. Dr. Robert Hanna (Colorado University/PUCPR) 
Titulo: Kant, Natural Piety and the limits of Science
Auditório Tristão de Ataíde: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
17/11/2015 (3ª feira)
09h às 11h30min 
Conferências 
Prof. Dr. Federico Ferraguto (PUCPR)
Sobre a teoria das pulsões in Fichte e Husserl
Prof. Dr. Alessandro Bertinetto (Univerisitá di Udine) 
Título: Soggettivitá e improvvisazione
Auditório Maria Montessori: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
13h15min às 15h15min 
Mesas de Comunicações 
Apresentação de trabalhos de 
pesquisadores 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
15h30min às 19h30min 
Mini-curso: Apreender a filosofia e apreender a filosofar
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR 
19h45min 
Conferências: 
Prof. Dr. André Duarte (UFPR) 
Título: Figuras contemporâneas da relação entre vida e política: a sexualidade entre captura e resistência.
Alexandre Franco de Sá (PUCPR – Coimbra)
Autonomia e niilismo na identidade do sujeito moderno 
Auditório Maria Montessori: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
18/11/2015 (4ª feira)
09h às11h30min 
Conferência: 
Prof. Dr. Marco Casanova (UERJ) 
Título: Existência e historicidade: circularidade hermenêutica e circularidade fenomenológica
Prof. Dr. Davide Scarso
Título: Merleau-Ponty e Feud: notas sobre a universalidade do complexo edipiano.
Auditório Tristão de Ataíde: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
13h30min às 15h30min 
Mesas de Comunicações - Apresentação de 
Trabalhos de pesquisadores 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR 
15h30min às 19h30min 
Mini-curso: Apreender a filosofia e apreender a filosofar 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR 
19h45min
Conferências: 
Prof. Dr. Francisco Bocca (PUCPR)
Título: A definir
Prof. Dr. Daniel Omar Perez (UNICAMP)
Título: A interpretação semântica de Kant e o problema da natureza humana
Auditório Tristão de Ataíde: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
19/11/2015 ( 5ª feira) 
09h30min às 11h30min 
Conferência: 
Guy-Felix Duportail (Paris I – Sorbonne).
Título: Du Cercle Au Nœud: Sur La Topologie Du Mouvement Obscur De L’existence.
Auditório Tristão de Ataíde: Escola de Educação e Humanidades

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

VIII Encontro Internacional da Sociedade de Psicanálise e Filosofia/VIII Meeting of the International Society of Psychoanalysis and Philosophy 23 a 27 de novembro de 2015

23 to 27 november 2015 Universidade de São Paulo (23-24 november)
Universidade Federal de Minas Gerais (25-27 november)

23 TH NOVEMBER (Philosophy Department/UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)

CONFERENCES ROOM 14 AUDITORIUM

9:00 - 10:30 Guillaume Silbertin-Blanc (Univ. Toulouse): “Psychanalyse, différences anthropologiques et formes politiques: pour introduire la différence intensive”debate with: Nelson da Silva Jr. (USP).

10:30 - 12:00 Jelica Sumic (Slovenian Academy): “The unconscious is politics”; debate with: Daniel Perez (Unicamp).


http://www.sipp-ispp.org/#/185

REVISTA KANT e-PRINTS


Kant e-Prints é uma revista de periodicidade quadrimestral destinada a veicular produções teóricas sobre a filosofia de Kant, constituída pela Seção Campinas da Sociedade Kant Brasileira (SKB) e vinculada ao Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Como tal, não distingue linhas de pensamento, tampouco opções metodológicas e doutrinárias, estabelecendo como critérios de avaliação, o ineditismo, o estrito cumprimento de critérios, regras e orientações determinadas na política de Submissões, além do impacto e da relevância da produção para as pesquisas e discussões sobre Kant na atualidade. A revista Kant e-Prints publica artigos, ensaios, estudos, resenhas e traduções, em língua portuguesa, italiana, inglesa, francesa, espanhola e alemã, procurando promover, assim, o intercâmbio e a internacionalização de pesquisas feitas no Brasil e no exterior, com o objetivo central de divulgar e fomentar a pesquisa científica sobre a filosofia kantiana, assim como ressaltar a importância e a atualidade de seu pensamento nos debates filosóficos contemporâneos.
Em números específicos, com prévio aviso à comunidade filosófica, a revista Kant e-prints estará aberta à publicação de artigos e ensaios ligados a temas específicos, seja da própria filosofia de Kant seja das tradições filosóficas influenciadas por ela.



Ciclo Imigrantes: as novas “classes perigosas”?

 Ciclo Imigrantes: as novas “classes perigosas”? que será realizado em janeiro no Centro de Pesquisa e Formação. Qualquer dúvida estou à disposição.

18/01 – Projeto eugenista de imigração na década de 40
Fábio Koiffman

19/01 – Políticas migratórias no Brasil
Deisy Ventura

20/01 – Cotidiano de imigrantes na metrópole
Marcio Farias
Rosana Baeninger

21/01 – Recepção, acolhimento e integração de imigrantes nos centros urbanos
Daniel Omar Perez
Patrícia Tavarez

22/01 – Discurso da mídia brasileira sobre imigração
Mohammed ElHajj


| Centro de Pesquisa e Formação
Rua Dr.Plínio Barreto, 285 4º andar - Bela Vista


Filosofia na Unicamp: “A lei e o desejo: as condições de possibilidade da experiência ética. De Kant a Lacan”.

 XVII Encontro de Pesquisa na Graduação em Filosofia da Unicamp

conferência de encerramento

Resumo: Existe um esforço explícito em Freud e em Lacan por elevar a psicanálise no estatuto de um saber científico. Certamente, Freud mostrou que a psicanálise era uma novidade que vinha a destronar o lugar de reinado do sujeito da consciência. Lacan não é omisso no debate e a insistência com a cientificidade da psicanálise aparece na forma de uma aproximação com a lógica e a matemática. Se na primeira tentativa se buscava uma ciência da natureza, na segunda se procura uma formalização (sob o modo das formulas, matemas e grafos). Entretanto, do mesmo modo que os epistemólogos do início do século XX denunciavam a forma e os critérios não-científicos da psicanálise qualquer matemático dirá hoje que aquilo que aparece nos seminários e escritos de Lacan nada tem a ver com o que eles entendem por formalização. Todos terão razão. A psicanálise não podia ser uma ciência da natureza como não pode ser um modo da matemática. Entretanto, entre Freud e Lacan há uma diferença que está além da escolha do modelo de cientificidade malsucedida. Uma psicanálise se compreende como uma ética, como experiência ética da relação do sujeito com o próprio desejo e com as barreiras que separam um do outro. Aqui teremos então três pontos de trabalho. Um é sobre o desejo do analista, sobre o desejo de curar do analista. Os outros dois pontos dizem respeito às noções de sublimação e sadismo. Neste sentido, o que fica é a articulação significante no simbólico e no imaginário por meio do mecanismo da sublimação, de colocar alguma coisa como Coisa, de ficar no prazer, para além da lei, para aquém do gozo.

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