sábado, 12 de dezembro de 2015

Fragmento do início do livro "Kant e os sentimentos de uma filosofia prática"

ABERTURA: da ontologia às condições de possibilidade

O percurso até chegar à questão
Quando escrevi Kant e o problema da significação (2008) procurei mostrar que a partir do trabalho crítico de Kant já não podemos sustentar uma ontologia como ciência do ser enquanto ser e seus atributos fundamentais ou uma metafísica como ciência do suprassensível e que o labor do filósofo consiste em perguntar pelas condições de possibilidade das proposições abrindo campos semânticos em cada caso segundo o tipo proposicional (cognitivo, prático ou reflexivo) e assim poder dar conta de experiências desde um lugar de enunciação marcado pela finitude.
Na sequência, quando escrevi Ontologia sem espelhos (2015), em colaboração com meus colegas Bocca e Bocchi, a ideia foi mostrar o fracasso de uma teoria última sobre uma realidade última a partir da polêmica de Descartes a Kant sobre a prova da realidade dos objetos externos e a necessidade de recorrer a uma ficção originária. Para isso utilizamos os textos de Jorge Luis Borges e Sigmund Freud. Sem citar, aquele trabalho retomava o espectro de Hans Vaihinger (2011) em A filosofia do como se onde a marca ficcional da realidade não pode ser senão originária do ponto de vista estrutural. Esses dois livros me conduziram a pensar que a ontologia não poderia ser mais fundamental ou primeira senão apenas transformada em teoria dos objetos e campos de sentido desses objetos e a metafísica devia ser substituída kantianamente por uma investigação acerca das condições de possibilidade.
Dito por outras palavras se trata de avançar numa teoria de domínios ou campos semânticos enquanto condições de possibilidade de objetos, sujeitos e problemas. Assim, as diferentes experiências, incluídas as do conhecer, do agir e do contemplar com todos seus elementos não poderiam se entender senão dentro de diferentes campos de sentido. Isto supõe que o conhecer, o agir ou o contemplar não seria possível senão a partir de algum tipo de determinação ou reflexão específica que deve ser explicitada.
Em O inconsciente: onde mora o desejo (2012), a ideia da produção do livro foi mostrar que a elaboração freudiana de o Inconsciente se pautava pela abertura de uma nova causalidade, isto é, um novo campo de sentido. Assim, uma ação poderia ser pensada (1) desde o ponto de vista da causalidade natural dos corpos, numa experiência cognitiva, (2) desde o ponto de vista da causalidade livre consciente de um sujeito, numa experiência prática, ou (3) desde a determinação psíquica inconsciente, numa experiência de desejo e recalque. Deste modo, o doutor Freud não só acolheria sintomas somáticos (causalidade natural) e ações volitivas (causalidade livre consciente) senão também casos de histeria e neurose obsessiva introduzindo um novo registro de determinação (psíquica inconsciente).

Aquilo que estava em jogo no percurso do nosso trabalho era (1) uma crítica a um realismo ontológico do ser enquanto ser enunciado desde o absoluto (lugar impossível de ser ocupado e ao mesmo tempo pressuposto como lugar de enunciação do realista) e (2) a proposta de uma tarefa filosófica como indagação das condições de possibilidade (em sentido transcendental) de uma experiência. Formulação esta que só pode ser feita desde um lugar de enunciação finito e, portanto, até certo ponto determinado. Assim, deixamos a filosofia do absoluto para aqueles que conseguem demonstrar a possibilidade de falar desde um não-lugar de enunciação ou se autorizam a pensar desde uma mente divina.

Os sentimentos de uma filosofia prática

Durante este verão 2015-2016 terminarei de revisar o livro "Kant e os sentimentos de uma filosofia prática"


Nesse trabalho propomos expor alguns elementos que permitam avançar nas condições de possibilidade das diferentes experiências práticas, isto é, da experiência ética, de direito, do evento histórico, da experiência da loucura, da ação política e do reconhecimento de mim mesmo como alguém  que age como membro de uma comunidade. Assim, o livro se concentra em problemas, questões e conceitos pertencentes ao domínio prático e está dividido em cinco partes: ética, direito, história, política e antropologia. 
Cada uma das partes contém, à maneira de ensaios, textos que buscam apresentar os elementos específicos que respondem à pergunta geral: Como é possível uma experiência prática? Por sua vez reduzida à indagação do significado dos conceitos ou à pergunta pelas condições de possibilidade de formulação, justificação, validação ou realização de proposições em cada caso.
Nesse sentido, serão tratados os seguintes tópicos específicos: a determinação prática diferente da determinação cognitiva; o sentimento moral diferente de outro tipo de sentimentos ou inclinações; a diferença entre norma e obrigações como regras de prescrição sobre si mesmo, a diferença entre a história sem sujeito do propósito da natureza e o sujeito da história; a relação entre o direito e a ação política, a loucura e a linguagem; o lugar do filósofo na universidade; a possibilidade de uma natureza humana não meramente fisiológica; a relação entre natureza humana e teoria do juízo.

No final do livro o leitor encontrará um Epílogo que retoma e encerra os resultados desta pesquisa. 






O Sumário muito provavelmente seja o seguinte:


Agradecimentos
Siglas
Advertência

ABERTURA: da ontologia às condições de possibilidade
O percurso até chegar à questão
A questão
A questão explicitada: Como são possíveis os problemas morais?
Um percurso prévio para chegar à questão: do problema da metafísica à problemática da significação
À procura da metafísica objetiva
A metafísica e o significado dos conceitos
A ilusão da razão e a etapa crítica
Da metafísica como problema à problemática da significação
A metafísica e a teoria da significação
Da problemática da significação os campos semânticos
O agora e a divisão do livro
A ÉTICA: os sentimentos e os princípios
A ética e os sentimentos
A origem mítica da lei de Freud e Hobbes e as condições de possibilidade da moral em Kant: gênese ou estrutura.
A questão do sujeito da ética entre Foucault e Kant
Ética formal e antropologia pragmática
A HISTÓRIA: o sentido, o entusiasmo e o sujeito
Os significados da história em Kant
Dois modelos semânticos para uma teoria da história.
Rousseau, Kant e a hipótese da história
O DIREITO: a relação com o outro
A hospitalidade de Kant em debate com Derrida e Levinas.
Justiça e direito: Kant, Derrida e Levinas
A responsabilidade não recíproca e desigual. Uma interpretação kantiana
A POLÍTICA: um conflito
Religião, política e medicina em Kant: O conflito das proposições
ANTROPOLOGIA: a natureza humana
A antropologia pragmática como parte da ração prática
O significado do conceito de natureza humana
A loucura entre a fisiologia e a análise dos conceitos
O homem não é um ser racional
O debate com a história natural
Juízo e natureza humana

EPÍLOGO


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

KANTHROPOLOGY

The 2016 CRMEP graduate conference, a reading group and public lecture series on Immanuel Kant's anthropological writings and their legacy

KEY DATES

November 2015 - May 2016: Reading group
1 February 2016: Deadline for conference abstracts
19-20th May 2016: Graduate conference


  • Critical ‘race’ theory and the Critical Philosophy of ‘race’
  • The place of anthropology in Kant's critical project
  • Anthropology, psychology and Foucault
  • The troubled legacy of Enlightenment philosophy with respect to its racial, colonial and gendered biases
  • Kant and Human Rights Discourse
  • Ontology contra anthropology
  • The empirical subject vs. the transcendental subject
  • Ideology and History in Kant
  • The idea of the 'canon' in Modern European Philosophy
  • Anti-humanism and/or Post-humanism.
  • Existential anthropology and/or relational humanism.
  • The philosophical elucidation of the struggle against everyday; ableism, racism, classism and sexism.
  • A discussion of Kant’s allusion to what we would now call a 'performative subject' in his statement from the anthropology 'the more civilized human beings are, the more they are actors.'

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

XIII Congresso de Filosofia Contemporânea da PUCPR. Homenagem a Zeljko Loparic

Dia 16/11/2015 (2ª feira) 
09h horas 
Abertura do evento 
Recepção dos participantes 
Auditório Tristão de Ataíde
09h30min às 11h30min 
Conferência: 
Prof. Dr. Zeljko Loparic (UNICAMP - PUCPR)
Título: Filosofia na chave antropológica. 
Auditório Tristão de Ataíde
13h15min às 15h15min 
Mesas de Comunicações – Apresentação de trabalhos de pesquisadores 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
15h15min às 19h15min 
Mini-curso: Apreender a filosofia e apreender a filosofar
Ementa: Aprender a filosofia e aprender a filosofar. O curso parte da diferença kantiana entre aprender a filosofia e aprender a filosofar como impulso para discutir o ensino da filosofia no Brasil, incluindo com isso as perspectivas do ensino superior e ensino médio. Reconstrói as raízes históricas, analisa as perspectivas filosóficas (Hegel e filosofia contemporânea) e confronta a questão do ensino. 
Professores responsáveis:
Prof. Ericson Falabretti
Prof. Paulo Cesar Carbonari
Prof. Jelson de Oliveira
Prof. Eduardo Ribeiro da Fonseca 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
19h45min 
Conferências 
Prof.ª Dr.ª Patricia Kauark Leite (UFMG) 
Título: Sobre a relevância da semântica transcendental
Prof. Dr. Robert Hanna (Colorado University/PUCPR) 
Titulo: Kant, Natural Piety and the limits of Science
Auditório Tristão de Ataíde: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
17/11/2015 (3ª feira)
09h às 11h30min 
Conferências 
Prof. Dr. Federico Ferraguto (PUCPR)
Sobre a teoria das pulsões in Fichte e Husserl
Prof. Dr. Alessandro Bertinetto (Univerisitá di Udine) 
Título: Soggettivitá e improvvisazione
Auditório Maria Montessori: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
13h15min às 15h15min 
Mesas de Comunicações 
Apresentação de trabalhos de 
pesquisadores 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
15h30min às 19h30min 
Mini-curso: Apreender a filosofia e apreender a filosofar
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR 
19h45min 
Conferências: 
Prof. Dr. André Duarte (UFPR) 
Título: Figuras contemporâneas da relação entre vida e política: a sexualidade entre captura e resistência.
Alexandre Franco de Sá (PUCPR – Coimbra)
Autonomia e niilismo na identidade do sujeito moderno 
Auditório Maria Montessori: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
18/11/2015 (4ª feira)
09h às11h30min 
Conferência: 
Prof. Dr. Marco Casanova (UERJ) 
Título: Existência e historicidade: circularidade hermenêutica e circularidade fenomenológica
Prof. Dr. Davide Scarso
Título: Merleau-Ponty e Feud: notas sobre a universalidade do complexo edipiano.
Auditório Tristão de Ataíde: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
13h30min às 15h30min 
Mesas de Comunicações - Apresentação de 
Trabalhos de pesquisadores 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR 
15h30min às 19h30min 
Mini-curso: Apreender a filosofia e apreender a filosofar 
Escola de Educação e Humanidades da PUCPR 
19h45min
Conferências: 
Prof. Dr. Francisco Bocca (PUCPR)
Título: A definir
Prof. Dr. Daniel Omar Perez (UNICAMP)
Título: A interpretação semântica de Kant e o problema da natureza humana
Auditório Tristão de Ataíde: Escola de Educação e Humanidades da PUCPR
19/11/2015 ( 5ª feira) 
09h30min às 11h30min 
Conferência: 
Guy-Felix Duportail (Paris I – Sorbonne).
Título: Du Cercle Au Nœud: Sur La Topologie Du Mouvement Obscur De L’existence.
Auditório Tristão de Ataíde: Escola de Educação e Humanidades

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

VIII Encontro Internacional da Sociedade de Psicanálise e Filosofia/VIII Meeting of the International Society of Psychoanalysis and Philosophy 23 a 27 de novembro de 2015

23 to 27 november 2015 Universidade de São Paulo (23-24 november)
Universidade Federal de Minas Gerais (25-27 november)

23 TH NOVEMBER (Philosophy Department/UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)

CONFERENCES ROOM 14 AUDITORIUM

9:00 - 10:30 Guillaume Silbertin-Blanc (Univ. Toulouse): “Psychanalyse, différences anthropologiques et formes politiques: pour introduire la différence intensive”debate with: Nelson da Silva Jr. (USP).

10:30 - 12:00 Jelica Sumic (Slovenian Academy): “The unconscious is politics”; debate with: Daniel Perez (Unicamp).


http://www.sipp-ispp.org/#/185

REVISTA KANT e-PRINTS


Kant e-Prints é uma revista de periodicidade quadrimestral destinada a veicular produções teóricas sobre a filosofia de Kant, constituída pela Seção Campinas da Sociedade Kant Brasileira (SKB) e vinculada ao Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Como tal, não distingue linhas de pensamento, tampouco opções metodológicas e doutrinárias, estabelecendo como critérios de avaliação, o ineditismo, o estrito cumprimento de critérios, regras e orientações determinadas na política de Submissões, além do impacto e da relevância da produção para as pesquisas e discussões sobre Kant na atualidade. A revista Kant e-Prints publica artigos, ensaios, estudos, resenhas e traduções, em língua portuguesa, italiana, inglesa, francesa, espanhola e alemã, procurando promover, assim, o intercâmbio e a internacionalização de pesquisas feitas no Brasil e no exterior, com o objetivo central de divulgar e fomentar a pesquisa científica sobre a filosofia kantiana, assim como ressaltar a importância e a atualidade de seu pensamento nos debates filosóficos contemporâneos.
Em números específicos, com prévio aviso à comunidade filosófica, a revista Kant e-prints estará aberta à publicação de artigos e ensaios ligados a temas específicos, seja da própria filosofia de Kant seja das tradições filosóficas influenciadas por ela.



Ciclo Imigrantes: as novas “classes perigosas”?

 Ciclo Imigrantes: as novas “classes perigosas”? que será realizado em janeiro no Centro de Pesquisa e Formação. Qualquer dúvida estou à disposição.

18/01 – Projeto eugenista de imigração na década de 40
Fábio Koiffman

19/01 – Políticas migratórias no Brasil
Deisy Ventura

20/01 – Cotidiano de imigrantes na metrópole
Marcio Farias
Rosana Baeninger

21/01 – Recepção, acolhimento e integração de imigrantes nos centros urbanos
Daniel Omar Perez
Patrícia Tavarez

22/01 – Discurso da mídia brasileira sobre imigração
Mohammed ElHajj


| Centro de Pesquisa e Formação
Rua Dr.Plínio Barreto, 285 4º andar - Bela Vista


Filosofia na Unicamp: “A lei e o desejo: as condições de possibilidade da experiência ética. De Kant a Lacan”.

 XVII Encontro de Pesquisa na Graduação em Filosofia da Unicamp

conferência de encerramento

Resumo: Existe um esforço explícito em Freud e em Lacan por elevar a psicanálise no estatuto de um saber científico. Certamente, Freud mostrou que a psicanálise era uma novidade que vinha a destronar o lugar de reinado do sujeito da consciência. Lacan não é omisso no debate e a insistência com a cientificidade da psicanálise aparece na forma de uma aproximação com a lógica e a matemática. Se na primeira tentativa se buscava uma ciência da natureza, na segunda se procura uma formalização (sob o modo das formulas, matemas e grafos). Entretanto, do mesmo modo que os epistemólogos do início do século XX denunciavam a forma e os critérios não-científicos da psicanálise qualquer matemático dirá hoje que aquilo que aparece nos seminários e escritos de Lacan nada tem a ver com o que eles entendem por formalização. Todos terão razão. A psicanálise não podia ser uma ciência da natureza como não pode ser um modo da matemática. Entretanto, entre Freud e Lacan há uma diferença que está além da escolha do modelo de cientificidade malsucedida. Uma psicanálise se compreende como uma ética, como experiência ética da relação do sujeito com o próprio desejo e com as barreiras que separam um do outro. Aqui teremos então três pontos de trabalho. Um é sobre o desejo do analista, sobre o desejo de curar do analista. Os outros dois pontos dizem respeito às noções de sublimação e sadismo. Neste sentido, o que fica é a articulação significante no simbólico e no imaginário por meio do mecanismo da sublimação, de colocar alguma coisa como Coisa, de ficar no prazer, para além da lei, para aquém do gozo.

https://www.facebook.com/events/1507249869573089/

Kant na UFMG 3 e 4 de dezembro de 2015



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Política a partir do desamparo

Para aqueles que trabalham em filosofia política, uma sugestão conceitual:
O Hilflosigkeit -- o desamparo -- Freud em Mal-estar:
"Não existe uma regra de ouro que se aplique a todos: todo homem tem de descobrir por si mesmo de que modo específico ele pode ser salvo (do desamparo). Todos os tipos de diferentes fatores operarão a fim de dirigir sua escolha. É uma questão de quanta satisfação real ele pode esperar obter do mundo externo, de até onde é levado para tornar-se independente dele e, finalmente, de quanta força sente à sua disposição para alterar o mundo, a fim de adaptá-lo a seus desejos".
A partir daqui pensar os modos do político e da ação política.

sábado, 5 de setembro de 2015

Kant and the Metaphors of Reason
Patricia Kauark-Leite Giorgia Cecchinato Virginia de Araujo Figueiredo Margit Ruffing Alice Serra (eds.)
2015 GEORG OLMS VERLAG HILDESHEIM · ZÜRICH · NEW YORK
EUROPAEA MEMORIA Studien und Texte zur Geschichte der europäischen Ideen
Begründet und herausgegeben von / Directeurs-Fondateurs
Jean Ecole, Robert Theis Herausgegeben von / Directeurs
Jean-Christophe Goddard, Wolfgang H. Schrader †, Günter Zöller
Reihe I: Studien Band 113
Contents
Introduction .............................................................................................................. 1
Patricia Kauark-Leite/Giorgia Cecchinato/Virginia de Araujo Figueiredo/Alice Serra
PART I: METAPHORS OF THEORETICAL REASON
Kant and the Cognitive Function of Imagination ................................................ 11
Guido Antônio de Almeida
Aeternitas, Necessitas Phaenomenon : O Esquema da Categoria de Necessidade-Contingência..... 27
Mario Caimi
“Stem” and “Source” as Metaphors of the Transcendental Doctrine of Elements ............... 41
João Carlos Brum Torres
Abgrund: Métaphores de l’Inconditionné en Immanuel Kant ............................ 59
Ferdinando Luigi Marcolungo
Kant’s Metaphor by Analogy between Ontology and Transcendental Philosophy ............. 71
Gualtiero Lorini
Standing in front of the Ocean: Kant and the Dangers of Knowledge .............. 87
Davide Poge
A Razão Crítica e suas Metáforas ....................................................................... 107
Joãosinho Beckenkamp
Die Vernunft und die parteiischen Richter ........................................................ 121
María Jesús Vázquez Lobeiras
What Exactly Does the Court of Justice as Kant’s Metaphor of Reason Mean? ................... 137
Jean-Christophe Merle
L’idéalisme réfugié: la réfutation de 1781 et le scepticisme ontologique ......... 147
Pedro Costa Rego
The Awakening from the Dogmatic Slumber and the Great Light from 69 in Kant............. 161
Orlando Bruno Linhares
L’élaboration et l’évaluation d’hypothèses d’après la philosophie critique de Kant ................. 177
Fábio Tenório de Carvalho
PART II: METAPHORS OF PRACTICAL REASON
Kants „Stimme der Vernunft“ – Analyse einer unauffälligen Metapher ........ 195
Margit Ruffing
Kant on Moral Self-Determination and Self-Knowledge in 1787 ..................... 205
Heiner F. Klemme
Moraltheologie und Cosmologischer Beweis. Hinweise und Überlegungen zu einer übersehenen Reflexion von Immanuel Kant ........................................ 227
Werner Stark
Passions as Cancerous Sores for Pure Practical Reason ................................... 243
Maria Borges
Liebe macht die Welt schön. Menschenliebe als Analogon des ästhetischen Schönen in Kants
Metaphysik der Sitten ............................................................. 253
Giorgia Cecchinato
The Poetics of Moral Selfhood: On Believing and Hoping As-If .................... 263
Paulo Jesus
On the Analogy between Organic Nature and (Practical) Reason: towards a Bio- and Ecological Ethics in Kant’s Critique of Teleological Judgment”............................................ 277
Natalia Lerussi
The Concept of Right in Kant and the Metaphor of the Wooden Head .......... 287
Milene Consenso Tonetto
PART III: METAPHORS OF POLITICAL PHILOSOPHY
Mechanism or Organism: Kant on the Symbolic Representation of the Body Politic ............. 303
Günter Zöller
Kant and the Night-Watchman State.................................................................. 321
Andrea Faggion
On Kant’s Characterization of the Academic Conflict between the Faculties as a
Political Dispute: Metaphorical or Literal Sense? ............... 331
Ileana P. Beade
PART IV: METAPHORS OF THE POWER OF JUDGMENT
From Metaphor to the Principle of Taste in Kant’s Philosophy ...................... 349
Leonel Ribeiro dos Santos
Imaginari Aude ou dos Limites da Metáfora Jurídica em Questõesde Gosto .................... 377
Virginia de Araujo Figueiredo
Kant: the Beautiful Alliance between Imagination and Reason ....................... 397
Jacinto Rivera de Rosales
Die Natur als Kunst und die Kunst als Natur in Kants dritter Kritik ............. 415
Silvia del Luján Di Sanza
Die pragmatische Dimension des Geschmacks im aufgeklärten Bildungsprogramm der Anthropologie Kants ................................................... 429
Manuel Sánchez Rodríguez

PART V: METAPHORS OF THE ANTROPOLOGY, GEOGRAPHY AND HISTORY
The Possibility of an Anthropological Study of Human Nature in Kant ......... 445
Daniel Omar Perez
Instinct and Reason. Animal Metaphors in Kant’s Practical Philosophy ....... 455
Nuria Sánchez Madrid
Kants „Geographie“ erforschen – und Neuland gewinnen ............................... 471
Robert B. Louden
The Use of Metaphor in Kant’s Philosophy of History ..................................... 497
Joel Thiago Klein


PART VI: POST-KANTIAN PERSPECTIVES
Affektion, Selbstaffektion, Heteroaffektion: Modulationen eines quasi-Begriffs bei Kant und Husserl ................................................................... 515
Alice Mara Serra
Grenze und Überschreitung: Michel Foucaults Kantrezeption im Spiegel der philosophischen Metaphern ........................................................ 531
Marita Rainsborough
La Metafora, la Libertà: Kant, Derrida e il Tono della Filosofia ..................... 547
Tommaso Tuppini
Redefining the Curvature of the Arc: Transcendental Aspects of Quantum Rationality............... 561
Patrícia Kauark Leite


Index of Names ..................................................................................................... 579
Index of Subjects ................................................................................................... 589
About the Authors ................................................................................................ 597
List of Abbreviations of Kant’s Work ............................................................ 605