"Agora qualquer um vai para a universidade". Já ouvi essa frase com o tom do despreço. Talvez esse tom seja o resultado da impossibilidade, até agora, de se considerar e considerar os outros como membros da mesma comunidade. O despreço contra o pobre revela o sentimento de exclusão que funda, mem muitos casos, a constituição da propria identidade. Em muitos casos eu só posso ser eu mesmo se posso sentir que tem alguem inferior a mim.
A matéria Era lavador de carros e hoje estou concluindo o doutorado na Alemanha
http://obrasilqueconquistamos.com.br/era-lavador-de-carros-e-hoje-estou-concluindo-o-doutorado-na-alemanha/
domingo, 5 de abril de 2015
O sujeito coletivo da história e os jogos olímpicos
O Filme "Fest der Völker" (1938) de Leni Riefenstahl não é apenas um documentário sobre os jogos olímpicos de 1936. O maior legado dessa obra é contribuir com a criação de um povo como sujeito de uma ação política. As primeiras imagens apresentam ruínas, colunas gregas, construções de centenas de anos e estatuas. Um mundo parece se abrir a partir delas, o céu, a paisagem da terra e do homem. Imediatamente pensei em "A origem da obra de arte" de Martin Heidegger.
Riefenstahl mostra a beleza dos corpos nus de homens e mulheres atléticas e a chama, sempre incandescente do fogo olímpico. A simbologia da tocha olímpica que passa de um lugar a outro, de um tempo a outro sendo transmitido de um homem ao outro dá a imagem de uma continuidade do tempo histórico. Tudo se passa como se desde aqueles antepassados gregos até a Alemanha de 1936 houvesse uma continuidade necessária e ao mesmo tempo consequência da determinação da vontade. Tudo se passa como se o destino inexorável e a determinação da vontade humana foram confluir para a realização da história.
Todos os povos da Terra são apresentados no campo dos jogos olímpicos. Cada um Marcha com seus trajes e suas características. Todos parecem contribuir com precisão de atores à festa do povo anfitrião. As imagens de Riefenstahl da abertura dos jogos mostram que realmente se trata de uma festa popular.
Nos jogos começam a aparecer os atletas estadunidenses e o relator por momentos menciona a cor da pele deles, o curioso é que não faz isso com nenhum dos outros competidores. É que esses "negros" disputam o favoritismo do anfitrião.
O ano seguinte dos jogos olímpicos, seria lembrado como o início da segunda guerra mundial. O Partido Nacional-socialista estava no poder desde 1933, havia quatro anos, e toda a mobilização dos setores populares da Alemanha foi direcionada como máquina de guerra em 1939. Aquele povo mobilizado era direcionado para o futuro a partir de uma tarefa presente que retomava um passado. A "festa do povo" de 1936 nas disputas dos jogos olímpicos se transformaria na tragedia jamais vista na Europa nos campos de batalha: 80 milhões de mortos. A mobilização popular que retomaria a dignidade do povo alemão no inicio da década de 1930 se realiza na "festa" dos jogos olímpicos de 1938 e tem seu ocaso na derrota de 1945. A mobilização popular foi direcionada com afetos e sentimentos que acompanharam ideais. Mas seriamos ingênuos se pensássemos que se tratou de uma direção externa, alheia à própria mobilização. Aquilo que colocava em ato a mobilização foi sua própria guia.
Os intelectuais europeus que comparam essa experiência com as mobilizações populares em Latino-América perdem de vista os elementos fundamentais: o tipo de afeto e sentimento, as ideias que se propõem e a história que se reivindica.
Riefenstahl mostra a beleza dos corpos nus de homens e mulheres atléticas e a chama, sempre incandescente do fogo olímpico. A simbologia da tocha olímpica que passa de um lugar a outro, de um tempo a outro sendo transmitido de um homem ao outro dá a imagem de uma continuidade do tempo histórico. Tudo se passa como se desde aqueles antepassados gregos até a Alemanha de 1936 houvesse uma continuidade necessária e ao mesmo tempo consequência da determinação da vontade. Tudo se passa como se o destino inexorável e a determinação da vontade humana foram confluir para a realização da história.
(filme completo legendado)
Nos jogos começam a aparecer os atletas estadunidenses e o relator por momentos menciona a cor da pele deles, o curioso é que não faz isso com nenhum dos outros competidores. É que esses "negros" disputam o favoritismo do anfitrião.
O ano seguinte dos jogos olímpicos, seria lembrado como o início da segunda guerra mundial. O Partido Nacional-socialista estava no poder desde 1933, havia quatro anos, e toda a mobilização dos setores populares da Alemanha foi direcionada como máquina de guerra em 1939. Aquele povo mobilizado era direcionado para o futuro a partir de uma tarefa presente que retomava um passado. A "festa do povo" de 1936 nas disputas dos jogos olímpicos se transformaria na tragedia jamais vista na Europa nos campos de batalha: 80 milhões de mortos. A mobilização popular que retomaria a dignidade do povo alemão no inicio da década de 1930 se realiza na "festa" dos jogos olímpicos de 1938 e tem seu ocaso na derrota de 1945. A mobilização popular foi direcionada com afetos e sentimentos que acompanharam ideais. Mas seriamos ingênuos se pensássemos que se tratou de uma direção externa, alheia à própria mobilização. Aquilo que colocava em ato a mobilização foi sua própria guia.
Os intelectuais europeus que comparam essa experiência com as mobilizações populares em Latino-América perdem de vista os elementos fundamentais: o tipo de afeto e sentimento, as ideias que se propõem e a história que se reivindica.
Sujeitos coletivos da ação política.
Desde as passeatas de junho-julho de 2013 que começaram com uma reclamação contra o aumento das passagens dos ônibus voltou no Brasil o debate sobre a importância da participação e da reclamação de grandes coletivos.
Nas eleições para presidente em 2014 tivemos também uma grande movilização popular que polarizou o país entre os dois principais candidatos.
Agora, no início de 2015 já assistimos ou participamos de algum tipo de movilização popular.
Milhares de pessoas se convocam por várias vias para mostrar seus sentimentos e expressar suass reclamações. Em torno de um conjunto de sentimentos e reclamações compartilhados se congregam em praças, avenidas e ruas, levantam bandeiras, pintam cartazes, compõem cantos e gritam palavras de ordem.
Os movimentos populares historicamente produzem câmbios fundamentais. O Brasil tem duas situações emblemáticas: 1. a marcha das familias em 1964 que deu apoio a um golpe militar que quebraria a ordem institucional democrática, 2. as diretas já no final daquela ditadura, quase 20 anos mais tarde, dando apoio à democracia por vir.
Entre uma movilização popular e outra há uma absoluta oposição política, uma era a favor de quebrar a democracia, a outra era pelo aprofundamento da prática democrática. Embora em ambos os casos tenhamos um fenômeno de massas o direcionamento é o oposto.
A diferença está em todos os elementos que compõem o vínculo entre as pessoa.
Assistir "O triunfo da vontade" pode nos ajudar a ver essa diferença.
(filme completo legendado)
O filme-documentário mostra uma estética, uma ordem e um discurso muito peculiar que levará a ter 80 milhões de mortos nos campos de batalha e 8 milhões nos campos de extermínio.
Não é suficiente com que seja popular ou massivo para ser algo positivo, é preciso que a estética e o discurso dessa massa não seja nem a estética nem o discurso do ódio e da eliminação do outro.
domingo, 29 de março de 2015
Revista de Estudos Kantianos Kant e-prints. Brasil (Centro de Lógica e Epistemologia - Unicamp)
A Revista de Estudos Kantianos Kant e-prints disponibiliza todos os seus textos publicados on-line.
http://www.cle.unicamp.br/kant-e-prints/index_arquivos/Page400.htm
http://www.cle.unicamp.br/kant-e-prints/index_arquivos/Page400.htm
domingo, 22 de março de 2015
Contradição, Oposição e Antagonismo segundo Ernesto Laclau
Aula do professor Ernesto Laclau apresentando "Contradição, Oposição e Antagonismo" desde Kant e Hegel até a interpretação de Lacan.
https://vimeo.com/14832210
Material para o nosso curso sobre a constituição do Sujeito a partir das relações de identificação.
Forum de pensamento contemporâneo na Argentina
Durante 3 dias do mês de março se reuniram uma série de intelectuais latinoamericanos e alguns estadounidenses e europeus como Chomsky e Vattimo na Argentina para debater política e pensamento.
Aqui estão os vídeos do encontro.
O link envia a videos de cada conferência.
https://www.youtube.com/channel/UCdMfEHeDq74KW2OZWLzATkA
Os links abaixo I, II e III são de cada momento.
Aqui estão os vídeos do encontro.
O link envia a videos de cada conferência.
https://www.youtube.com/channel/UCdMfEHeDq74KW2OZWLzATkA
Os links abaixo I, II e III são de cada momento.
O amor, o espanto e a política.
Os grupos políticos se organizam a partir de demandas comuns e identificações com signos comuns. Esses grupos identitários, mesmo momentâneos, são sustentados por relações afetivas entre os membros. As demandas, os signos e os afetos comuns fecham o grupo e excluem àqueles que não são reconhecidos dentro dessa esfera. O outro é o adversário, o inimigo ou o diferente.
Porém, a lógica da identificação pode ser iniciada não com a demanda mas com o afeto em relação ao excluído: o ódio ao outro que não sou eu.
Jorge Luis Borges escreveu: "não nos une o amor mas o espanto".
Poderíamos pensar como funciona a política organizada desde o ódio. Minha hipótese é que ou não avança para além de uma queixa ou um ato de violência, não entanto, quando avança só conduz à destruição própria e alheia.
Porém, a lógica da identificação pode ser iniciada não com a demanda mas com o afeto em relação ao excluído: o ódio ao outro que não sou eu.
Jorge Luis Borges escreveu: "não nos une o amor mas o espanto".
Poderíamos pensar como funciona a política organizada desde o ódio. Minha hipótese é que ou não avança para além de uma queixa ou um ato de violência, não entanto, quando avança só conduz à destruição própria e alheia.
sábado, 21 de março de 2015
Disciplina História da Filosofia Moderna e Contemporânea II da segunda-feira na Unicamp
Leitura para as seguintes aulas sobre o Sujeito e a História em Kant: O Conflito das faculdades em português e em alemão e um artigo para acompanhar as fontes.
http://www.lusosofia.net/textos/kant_immanuel_conflito_das_faculdades.pdf
https://www.academia.edu/5718027/Os_significados_da_hist%C3%B3ria_em_Kant
http://www.korpora.org/kant/verzeichnisse-gesamt.html
http://www.lusosofia.net/textos/kant_immanuel_conflito_das_faculdades.pdf
https://www.academia.edu/5718027/Os_significados_da_hist%C3%B3ria_em_Kant
http://www.korpora.org/kant/verzeichnisse-gesamt.html
Disciplina de ética na Unicamp para esta segunda-feira 23 de março
Para aqueles que gostam de ouvir a leitura de livros, aqui está o texto completo em castelhano da Fundamentação da metafísica dos costumes, também tem um pdf em português e outro em alemão para fazer a leitura do texto.
http://ir.nmu.org.ua/bitstream/handle/123456789/117931/4e00ceb254ad929e6fdf92a2a0af4ff9.pdf?sequence=1
http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_kant_metafisica_costumes.pdf
http://ir.nmu.org.ua/bitstream/handle/123456789/117931/4e00ceb254ad929e6fdf92a2a0af4ff9.pdf?sequence=1
http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_kant_metafisica_costumes.pdf
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas Interpretações semânticas de Kant
XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas
Interpretações semânticas de Kant
e Encontro do Grupo de Trabalho da ANPOF
"Semântica e criticismo"
Data e hora: da totalidade das apresentações e reuniões do Colóquio e do Encontro, de 24 a 28 de agosto de 2015 das 8.00 hs. às 20.00 hs.
Local: Unicamp / IFCH
Coordenador do evento
Daniel Omar Perez (Unicamp)
O colóquio terá várias apresentações individuais, os debates estarão focados nos seguintes temas:
1. as interpretações semânticas de Kant
2. a possibilidade ou não de um labor filosófico sem ontologia
3. o funcionamento do juízo e o significado dos conceitos kantianos
4. a relação entre filosofia prática e antropologia
6. o papel do Estado
Chamada
de trabalhos:
Para
os interessados em geral (não membros do GT e da Seção Campinas)
Data
limite para apresentação de trabalhos para o colóquio: 30 de abril de 2015.
Os
trabalhos devem ser enviados na íntegra, em arquivo pdf contendo os seguintes
elementos:
Nome
do pesquisador e instituição; título do trabalho; resumo entre 5 e 15 linhas; 5
palavras chave; texto integral do trabalho a ser apresentado.
Os
trabalhos serão avaliados e os aceitos serão publicados em lista até 13 de maio
de 2015.
Os
critérios de avaliação são: 1. Pertinência do trabalho com relação aos estudos
kantianos; 2. Relevância científica; 3. Objetivo, método e resultado definidos
e explícitos.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas Interpretações semânticas de Kant
XVII Colóquio Kant da SKB-Seção
Campinas
Interpretações semânticas de Kant
e Encontro do Grupo
de Trabalho da ANPOF
"Semântica e criticismo"
Data e hora: da totalidade das
apresentações e reuniões do Colóquio e do Encontro, de 24 a 28 de
agosto de 2015 das 8.00 hs. às 20.00 hs.
Local: Unicamp / IFCH
Coordenador do evento
Daniel
Omar Perez (Unicamp)
Comissão Organizadora:
Alexandre
Hahn (UNB)
José
Oscar de Almeida Marques (UNICAMP)
Daniel
Omar Perez (UNICAMP)
Zeljko
Loparic (UNICAMP)
Comissão Científica:
Alexandre Hahn (UNB)
Daniel Omar Perez (UNICAMP)
Fábio
Scherer (UEL)
Ileana Paola Beade (UNR
–Argentina)
João
Carlos Brum Torres (CNPq)
José
Oscar de Almeida Marques (UNICAMP)
Juan
Adolfo Bonaccini (UFPe)
Julio
Cesar Ramos Esteves (UENF)
Natalia Lerussi (UBA-
Argentina)
Patrícia
Maria Kauark Leite (UFMG)
Robert Hannah (University of Colorado - USA)
Stephan
Zimmermann (Bonn Universität - Deutschland)
Tommasso
Tuppini (Itália)
Ubirajara Rancan Azevedo Marques (UNESP - CNPq)
Zeljko
Loparic (UNICAMP)
Fundamentação e justificativa:
História:
A
Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira e o Grupo Criticismo e Semântica
realizam anualmente o Colóquio Kant da UNICAMP, já em sua décima sétima edição
a ser concretizada em 2015. O primeiro Colóquio Kant da UNICAMP foi realizado
em 1999, com o tema De que trata a
Crítica da razão prática. O segundo, em 2000, tratou dos Problemas abertos da terceira Crítica.
Os Problemas da filosofia prática de Kant
se constituíram, em 2001, no objeto do III Colóquio. Em 2002, Metafísica dos costumes e antropologia moral
foi o tema do quarto evento. O tema escolhido para o V Colóquio Kant, em 2003,
foi A teoria kantiana dos juízos
históricos. Em 2004, foi realizado o sexto evento com o tema Psicologia e antropologia em Kant
(Colóquio internacional comemorativo do bicentenário da morte de Kant). Em
2005. Criticismo e Semântica foi o
tema do VII Colóquio. Em 2006, Adoutrina
kantiana da religião tornou-se o tema em debate. A reunião de 2007 trouxe
ao centro da discussão um foco comum para o qual tendem as investigações
kantianas. O Colóquio discutiu: Acerca da
Natureza Humana em Kant. Em 2008, o X Colóquio Kant tratou dos Problemas semânticos na filosofia de Kant.
No ano de 2009, o tema foi a inesgotável primeira Crítica e o título: 1781, Kant diante dos problemas da razão
teórica. Em 2010, discutimos o tema Direito
e Política. Em 2011, nosso Colóquio teve por tema "Kant e a Ciência de seu Tempo" e,
em 2012, "Justiça e Liberdade".
Em 2013, no XV colóquio o tema foi Intuições
sem conceitos são cegas. No final de 2014 se realizou o XVI colóquio sob o
título História em Kant: debate entre a interpretação histórico
crítico-sistemática e a escola semântica.
Participantes dos eventos
durante os 15 anos de colóquios:
Diferentes
colegas de diferentes universidades do Brasil, América latina, Estados Unidos e
Europa tem participado ativamente nos eventos. Isso possibilitou a oportunidade
de um intercâmbio frutífero entre colegas e instituições.
Promoção de atividades
Além
dos Colóquios Kant, a Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira vem
promovendo também jornadas e workshops, seminários, cursos e disciplinas
regulares, bem como pesquisas no nível de graduação, mestrado, doutorado e
pós-doutorado a fim de promover o debate sobre questões mais pontuais, que não
podem ser devidamente aprofundadas nos Colóquios, de temática pouco mais ampla.
A seção Campinas da Sociedade Kant
Brasileira também edita desde 2002 a revista Kant e-prints hospedada no
Centro de Lógica e Epistemologia da UNICAMP.
Programa de trabalho:
segunda-feira 24 de agosto de 2015
8.00 hs. Abertura dos trabalhos:
A semântica de Kant: analítica e
ontologia
1.
Daniel Omar Perez (Unicamp – CNPq): As
interpretações de Kant e a semântica
2.
Zeljko Loparic (Unicamp): A interpretação
semântica de Kant, a filosofia analítica e a fenomenologia
3.
Robert Hanna (University of Colorado): A interpretação semântica de Kant e a
filosofia analítica
4.
Roberto Horácio Sá Pereira (UFRJ): Objeto e objetividade em Kant
14.00 hs. Início das apresentações dos
membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e semântica”
Analítica e
Ontologia
5.
Patricia Kauark (UFMG): Criticismo e semântica sem ontologia: a visão anti-realista
de Niels Bohr da mecânica quântica.
6.
Juan Bonnaccini (UFPE – CNPq): Analítica
e ontologia. sobre a teoria kantiana dos objetos
7. Tiago Fonseca (UFPR): 'A Defesa Kantiana do Princípio de
Causalidade'
18.00 hs Reunião do GT
(Grupo de Trabalho) da ANPOF
"Semântica e criticismo" para planejamento de atividades
terça-feira 25 de agosto de 2015
8.00 hs. Continuação das apresentações dos
membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e semântica”
Analítica e
funcionamento da razão
1. Setephan Zimmermann
(Bonn University – Alemanha) Kant on
language
2.
Olavo Pimenta (UFU): “Características, operações e tarefas da faculdade da
imaginação nos domínios teórico e estético do idealismo
transcendental”.
imaginação nos domínios teórico e estético do idealismo
transcendental”.
3. Ubirajara Rancan Azevedo
Marques (UNESP - CNPq) : “Aquisição
originária”: conceito-síntese em perspectiva especulativa.
4. Natalia Lerussi (UBA – Argentina) Teleología e historia en El conflicto de las facultades de Kant.
14.00 hs. Continuação
das apresentações dos membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e
semântica”
Estado e Liberdade
5.
Julio Cesar Esteves (UENF – CNPq): Kant e o Problema da Moral Luck
6. Ileana Beade (UNR – Argentina) Ética y derecho
en La metafísica de las costumbres. Acerca de la caracterización kantiana del
«principio universal del derecho» como postulado
7. Andrea Faggion (UEL): Kant e o libertarianismo
8.
Aguinaldo Pavão (UEL): Obrigação moral e obrigação política
18.00 hs Reunião da
Revista Kant e-prints para planejamento de atividades
quarta-feira 26 de agosto de 2015
8.00 hs Apresentação de trabalhos
Consequências do
criticismo
1. Olivier Feron (PUC-PR):
"O
estatuto do realismo no postkantismo"
2.
Nicolas Garrera (PUC-PR): “A crítica da fenomenologia de Husserl a
Kant”
3. Suze
Piza (Fundação Getúlio Vargas): Acontecimento
como signo em Kant e Foucault
4. Fabio Scherer (UEL) Do método kantiano de descoberta e prova
do a priori, conforme Friedrich
Lange
14.00 hs. Apresentação de trabalhos
Analítica e
funcionamento da razão
5.
Alexandre Hahnn (UNB) A crítica kantiana à psicologia racional como ciência
6. Martin
Arias (Conicet – Argentina): La función
regulativa de la razón teórica en la primera crítica.
7. Tommaso
Tuppini (Itália) The Dark
Enlightenment: Nick Land contra Kant
18.00 hs Reunião da
SKB-Seção Campinas para planejamento de atividades e escolha das
autoridades
quinta-feira 27 de agosto de 2015
8.00 hs Inicio das apresentações
Antropologia e filosofia prática
1.
André Renato de Oliveira (doutorando Unicamp): A psicologia na antropologia de Kant
2.
Luís Gustavo das Mercês Muniz (doutorando Unicamp): A prudência na filosofia moral de Kant
3.
Luhan Galvão Alves (mestrando Unicamp): O
conceito de insociável sociabilidade em Kant
4.
Henrique Azevedo (doutorando Unicamp): Conceito
de filosofia cosmopolita em Kant
14.00 hs Início das apresentações
Ontologia, analítica e funcionamento da razão
5.
Wagner Barbosa de Barros (mestrando Unicamp): O conceito de filosofia transcendental na passagem da primeira para a
segunda crítica de Kant
6.
Claudio Sehnem (doutorando Unicamp): A
imaginação em Kant
7.
Luiz Portela (doutorando Unicamp): Ontologia
em Kant
8.
Fabiano Queiroz da Silva (doutorando Unicamp): Do antropólogo pragmático de Kant ao
antropólogo pragmático na modernidade líquida de Bauman
sexta-feira 28 de agosto de 2015
8.00
hs Inicio das apresentações
Comunicações
a serem avaliadas pela comissão científica
14.00
hs Apresentação de comunicações
Comunicações
a serem avaliadas pela comissão científica
Chamada
de trabalhos:
Para
os interessados em geral (não membros do GT e da Seção Campinas)
Data
limite para apresentação de trabalhos para o colóquio: 30 de abril de 2015.
Os
trabalhos devem ser enviados na íntegra, em arquivo pdf contendo os seguintes
elementos:
Nome
do pesquisador e instituição; título do trabalho; resumo entre 5 e 15 linhas; 5
palavras chave; texto integral do trabalho a ser apresentado.
Os
trabalhos serão avaliados e os aceitos serão publicados em lista até 13 de maio
de 2015.
Os
critérios de avaliação são: 1. Pertinência do trabalho com relação aos estudos
kantianos; 2. Relevância científica; 3. Objetivo, método e resultado definidos
e explícitos.
domingo, 7 de dezembro de 2014
sujeito, identidade e identificação
terças-feiras de psicanálise na Unicamp 2015
terças-feiras de psicanálise na Unicamp 2015
HF161-A – HISTÓRIA EPISTEMOLÓGICA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISEPROF.
DANIEL OMAR PEREZ1º SEMESTRE/2015
TÍTULO: “A constituição do sujeito a partir das relações de identificação. Uma abordagementre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacanaina”
RESUMO:A partir de uma crítica à noção de identidade individual do sujeito desde elementos dafilosofia moderna e da psicanálise freudiano-lacaniana estabeleceremos como objetivo aelaboração de uma lógica da identificação que permita dar conta da constituição do sujeito esua relação com a verdade. A identidade pessoal, as relações amorosas e os projetos políticosserão os fenômenos a serem acolhidos desde a lógica da identificação. A meta é fornecerelementos que nos permitam pensar a possibilidade da emergência de novas identificaçõesindividuais e sociais, bem como a ação política.
1. O problema da identidade do sujeito a partir de Descartes e Kant: uma apresentação a partirde Freud e de Lacan
2. O problema da identidade e da identificação em Freud
3. A interpretação de Lacan sobre a identidade e a identificação em Freud.
Sujeito e história
segundas-feiras de Kant na Unicamp 2015
HF698-B – HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA IIPROF. DANIEL OMAR PEREZ1º SEMESTRE/2015
TÍTULO: História e sujeito em Kant.
PROGRAMA:O curso visa abordar a questão do tempo em relação com os eventos históricos bem como o sujeito vinculado a eles. Para tal fim, primeiramente reconheceremos de modo introdutório as noções de tempo e sujeito na filosofia crítica de Kant fazendo a distinção correspondente entre âmbito teórico e âmbito prático, nomeadamente na Crítica da razão pura e na Crítica da razão prática. Em segundo lugar, para avançarmos sobre as noções de tempo e sujeito no âmbito prático trabalharemos fragmentos dos textos O começo conjectural da história dahumanidade, Religião nos limites da simples razão, À paz perpétua, O conflito das faculdades e Antropologia em sentido pragmático. Destacaremos o aparecimento do tempo histórico vinculado à teleologia e do signo da história como rememorativo-demonstrativo-prognostico,bem como a distinção entre sujeito individual e sujeito coletivo, o surgimento do conceito de raça, povo, espécie e gênero. Esses conceitos de tempo e de sujeitos nos permitem repensar oproblema da história. Procuraremos refletir sobre o alcance e o limite do modo kantiano de formular o problema em contraponto com as críticas nietzscheanas.
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