domingo, 5 de abril de 2015

universidade para qualquer um

"Agora qualquer um vai para a universidade". Já ouvi essa frase com o tom do despreço. Talvez esse tom seja o resultado da impossibilidade, até agora, de se considerar e considerar os outros como membros da mesma comunidade. O despreço contra o pobre revela o sentimento de exclusão que funda, mem muitos casos, a constituição da propria identidade. Em muitos casos eu só posso ser eu mesmo se posso sentir que tem alguem inferior a mim.

A matéria Era lavador de carros e hoje estou concluindo o doutorado na Alemanha


http://obrasilqueconquistamos.com.br/era-lavador-de-carros-e-hoje-estou-concluindo-o-doutorado-na-alemanha/

O sujeito coletivo da história e os jogos olímpicos

O Filme "Fest der Völker" (1938) de Leni Riefenstahl não é apenas um documentário sobre os jogos olímpicos de 1936. O maior legado dessa obra é contribuir com a criação de um povo como sujeito de uma ação política. As primeiras imagens apresentam ruínas, colunas gregas, construções de centenas de anos e estatuas. Um mundo parece se abrir a partir delas, o céu, a paisagem da terra e do homem. Imediatamente pensei em "A origem da obra de arte" de Martin Heidegger.

Riefenstahl mostra a beleza dos corpos nus de homens e mulheres atléticas e a chama, sempre incandescente do fogo olímpico. A simbologia da tocha olímpica que passa de um lugar a outro, de um tempo a outro sendo transmitido de um homem ao outro dá a imagem de uma continuidade do tempo histórico. Tudo se passa como se desde aqueles antepassados gregos até a Alemanha de 1936 houvesse uma continuidade necessária e ao mesmo tempo consequência da determinação da vontade. Tudo se passa como se o destino inexorável e a determinação da vontade humana foram confluir para a realização da história.

 
(filme completo legendado)

Todos os povos da Terra são apresentados no campo dos jogos olímpicos. Cada um Marcha com seus trajes e suas características. Todos parecem contribuir com precisão de atores à festa do povo anfitrião. As imagens de Riefenstahl da abertura dos jogos mostram que realmente se trata de uma festa popular.
Nos jogos começam a aparecer os atletas estadunidenses e o relator por momentos menciona a cor da pele deles, o curioso é que não faz isso com nenhum dos outros competidores. É que esses "negros" disputam o favoritismo do anfitrião.


O ano seguinte dos jogos olímpicos, seria lembrado como o início da segunda guerra mundial. O Partido Nacional-socialista estava no poder desde 1933, havia quatro anos, e toda a mobilização dos setores populares da Alemanha foi direcionada como máquina de guerra em 1939. Aquele povo mobilizado era direcionado para o futuro a partir de uma tarefa presente que retomava um passado. A "festa do povo" de 1936 nas disputas dos jogos olímpicos se transformaria na tragedia jamais vista na Europa nos campos de batalha: 80 milhões de mortos. A mobilização popular que retomaria a dignidade do povo alemão no inicio da década de 1930 se realiza na "festa" dos jogos olímpicos de 1938 e tem seu ocaso na derrota de 1945. A mobilização popular foi direcionada com afetos e sentimentos que acompanharam ideais. Mas seriamos ingênuos se pensássemos que se tratou de uma direção externa, alheia à própria mobilização. Aquilo que colocava em ato a mobilização foi sua própria guia.

Os intelectuais europeus que comparam essa experiência com as mobilizações populares em Latino-América perdem de vista os elementos fundamentais: o tipo de afeto e sentimento, as ideias que se propõem e a história que se reivindica.



Sujeitos coletivos da ação política.


Desde as passeatas de junho-julho de 2013 que começaram com uma reclamação contra o aumento das passagens dos ônibus voltou no Brasil o debate sobre a importância da participação e da reclamação de grandes coletivos.
Nas eleições para presidente em 2014 tivemos também uma grande movilização popular que polarizou o país entre os dois principais candidatos.
Agora, no início de 2015 já assistimos ou participamos de algum tipo de movilização popular.
Milhares de pessoas se convocam por várias vias para mostrar seus sentimentos e  expressar suass reclamações. Em torno de um conjunto de sentimentos e reclamações compartilhados se congregam em praças, avenidas e ruas, levantam bandeiras, pintam cartazes, compõem cantos e gritam palavras de ordem.
Os movimentos populares historicamente produzem câmbios fundamentais. O Brasil tem duas situações emblemáticas: 1. a marcha das familias em 1964 que deu apoio a um golpe militar que quebraria a ordem institucional democrática, 2. as diretas já no final daquela ditadura, quase 20 anos mais tarde, dando apoio à democracia por vir.
Entre uma movilização popular e outra há uma absoluta oposição política, uma era a favor de quebrar a democracia, a outra era pelo aprofundamento da prática democrática. Embora em ambos os casos tenhamos um fenômeno de massas o direcionamento é o oposto.
A diferença está em todos os elementos que compõem o vínculo entre as pessoa.
Assistir "O triunfo da vontade" pode nos ajudar a ver essa diferença.

(filme completo legendado)

O filme-documentário mostra uma estética, uma ordem e um discurso muito peculiar que levará a ter 80 milhões de mortos nos campos de batalha e 8 milhões nos campos de extermínio.

Não é suficiente com que seja popular ou massivo para ser algo positivo, é preciso que a estética e o discurso dessa massa não seja nem a estética nem o discurso do ódio e da eliminação do outro.

domingo, 22 de março de 2015

Contradição, Oposição e Antagonismo segundo Ernesto Laclau


Aula do professor Ernesto Laclau apresentando "Contradição, Oposição e Antagonismo" desde Kant e Hegel até a interpretação de Lacan.

https://vimeo.com/14832210

Material para o nosso curso sobre a constituição do Sujeito a partir das relações de identificação.


Forum de pensamento contemporâneo na Argentina

Durante 3 dias do mês de março se reuniram uma série de intelectuais latinoamericanos e alguns estadounidenses e europeus como Chomsky e Vattimo na Argentina para debater política e pensamento.
Aqui estão os vídeos do encontro.

O link envia a videos de cada conferência.
https://www.youtube.com/channel/UCdMfEHeDq74KW2OZWLzATkA

Os links abaixo I, II e III são de cada momento.









O amor, o espanto e a política.

Os grupos políticos se organizam a partir de demandas comuns e identificações com signos comuns. Esses grupos identitários, mesmo momentâneos, são sustentados por relações afetivas entre os membros. As demandas, os signos e os afetos comuns fecham o grupo e excluem àqueles que não são reconhecidos dentro dessa esfera. O outro é o adversário, o inimigo ou o diferente.
Porém, a lógica da identificação pode ser iniciada não com a demanda mas com o afeto em relação ao excluído: o ódio ao outro que não sou eu.
Jorge Luis Borges escreveu: "não nos une o amor mas o espanto".
Poderíamos pensar como funciona a política organizada desde o ódio. Minha hipótese é que ou não avança para além de uma queixa ou um ato de violência, não entanto, quando avança só conduz à destruição própria e alheia.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas Interpretações semânticas de Kant

XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas 
Interpretações semânticas de Kant
e Encontro do Grupo de Trabalho da ANPOF
 "Semântica e criticismo"

Data e hora: da totalidade das apresentações e reuniões do Colóquio e do Encontro, de 24 a 28 de agosto de 2015 das 8.00 hs. às 20.00 hs. 
Local: Unicamp / IFCH

Coordenador do evento

Daniel Omar Perez (Unicamp)

O colóquio terá várias apresentações individuais, os debates estarão focados nos seguintes temas: 
1. as interpretações semânticas de Kant
2. a possibilidade ou não de um labor filosófico sem ontologia
3. o funcionamento do juízo e o significado dos conceitos kantianos
4. a relação entre filosofia prática e antropologia
6. o papel do Estado

Chamada de trabalhos: 
Para os interessados em geral (não membros do GT e da Seção Campinas)
Data limite para apresentação de trabalhos para o colóquio: 30 de abril de 2015.
Os trabalhos devem ser enviados na íntegra, em arquivo pdf contendo os seguintes elementos:
Nome do pesquisador e instituição; título do trabalho; resumo entre 5 e 15 linhas; 5 palavras chave; texto integral do trabalho a ser apresentado.
Os trabalhos serão avaliados e os aceitos serão publicados em lista até 13 de maio de 2015.
Os critérios de avaliação são: 1. Pertinência do trabalho com relação aos estudos kantianos; 2. Relevância científica; 3. Objetivo, método e resultado definidos e explícitos.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas Interpretações semânticas de Kant

XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas 
Interpretações semânticas de Kant
e Encontro do Grupo de Trabalho da ANPOF
 "Semântica e criticismo"

Data e hora: da totalidade das apresentações e reuniões do Colóquio e do Encontro, de 24 a 28 de agosto de 2015 das 8.00 hs. às 20.00 hs. 
Local: Unicamp / IFCH

Coordenador do evento

Daniel Omar Perez (Unicamp)


Comissão Organizadora:

Zeljko Loparic (UNICAMP)


Comissão Científica:

Ileana Paola Beade (UNR –Argentina)
Natalia Lerussi (UBA- Argentina)
Robert Hannah (University of Colorado - USA)
Stephan Zimmermann (Bonn Universität - Deutschland)
Tommasso Tuppini  (Itália)
Ubirajara Rancan Azevedo Marques (UNESP - CNPq)
Zeljko Loparic (UNICAMP)



Fundamentação e justificativa:

História:
A Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira e o Grupo Criticismo e Semântica realizam anualmente o Colóquio Kant da UNICAMP, já em sua décima sétima edição a ser concretizada em 2015. O primeiro Colóquio Kant da UNICAMP foi realizado em 1999, com o tema De que trata a Crítica da razão prática. O segundo, em 2000, tratou dos Problemas abertos da terceira Crítica. Os Problemas da filosofia prática de Kant se constituíram, em 2001, no objeto do III Colóquio. Em 2002, Metafísica dos costumes e antropologia moral foi o tema do quarto evento. O tema escolhido para o V Colóquio Kant, em 2003, foi A teoria kantiana dos juízos históricos. Em 2004, foi realizado o sexto evento com o tema Psicologia e antropologia em Kant (Colóquio internacional comemorativo do bicentenário da morte de Kant). Em 2005. Criticismo e Semântica foi o tema do VII Colóquio. Em 2006, Adoutrina kantiana da religião tornou-se o tema em debate. A reunião de 2007 trouxe ao centro da discussão um foco comum para o qual tendem as investigações kantianas. O Colóquio discutiu: Acerca da Natureza Humana em Kant. Em 2008, o X Colóquio Kant tratou dos Problemas semânticos na filosofia de Kant. No ano de 2009, o tema foi a inesgotável primeira Crítica e o título: 1781, Kant diante dos problemas da razão teórica. Em 2010, discutimos o tema Direito e Política. Em 2011, nosso Colóquio teve por tema "Kant e a Ciência de seu Tempo" e, em 2012, "Justiça e Liberdade". Em 2013, no XV colóquio o tema foi Intuições sem conceitos são cegas. No final de 2014 se realizou o XVI colóquio sob o título História em Kant: debate entre a interpretação histórico crítico-sistemática e a escola semântica.

Participantes dos eventos durante os 15 anos de colóquios:
Diferentes colegas de diferentes universidades do Brasil, América latina, Estados Unidos e Europa tem participado ativamente nos eventos. Isso possibilitou a oportunidade de um intercâmbio frutífero entre colegas e instituições.
Promoção de atividades
Além dos Colóquios Kant, a Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira vem promovendo também jornadas e workshops, seminários, cursos e disciplinas regulares, bem como pesquisas no nível de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado a fim de promover o debate sobre questões mais pontuais, que não podem ser devidamente aprofundadas nos Colóquios, de temática pouco mais ampla. A seção Campinas da Sociedade Kant Brasileira também edita desde 2002 a revista Kant e-prints hospedada no Centro de Lógica e Epistemologia da UNICAMP.




Programa de trabalho:

segunda-feira 24 de agosto de 2015

8.00 hs. Abertura dos trabalhos:
A semântica de Kant: analítica e ontologia
1. Daniel Omar Perez (Unicamp – CNPq): As interpretações de Kant e a semântica
2. Zeljko Loparic (Unicamp): A interpretação semântica de Kant, a filosofia analítica e a fenomenologia
3. Robert Hanna (University of Colorado): A interpretação semântica de Kant e a filosofia analítica
4. Roberto Horácio Sá Pereira (UFRJ): Objeto e objetividade em Kant

14.00 hs. Início das apresentações dos membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e semântica”
Analítica e Ontologia
5. Patricia Kauark (UFMG): Criticismo e semântica sem ontologia: a visão anti-realista de Niels Bohr da mecânica quântica. 
6. Juan Bonnaccini (UFPE – CNPq): Analítica e ontologia. sobre a teoria kantiana dos objetos
7. Tiago Fonseca (UFPR): 'A Defesa Kantiana do Princípio de Causalidade'

18.00 hs Reunião do GT (Grupo de Trabalho) da ANPOF  "Semântica e criticismo" para planejamento de atividades


terça-feira 25 de agosto de 2015

8.00 hs. Continuação das apresentações dos membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e semântica”
Analítica e funcionamento da razão
1. Setephan Zimmermann (Bonn University – Alemanha) Kant on language
2. Olavo Pimenta (UFU): “Características, operações e tarefas da faculdade da
imaginação nos domínios teórico e estético do idealismo
transcendental”.
3. Ubirajara Rancan Azevedo Marques (UNESP - CNPq) : “Aquisição originária”: conceito-síntese em perspectiva especulativa.
4. Natalia Lerussi (UBA – Argentina) Teleología e historia en El conflicto de las facultades de Kant.

14.00 hs. Continuação das apresentações dos membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e semântica”
Estado e Liberdade
5. Julio Cesar Esteves (UENF – CNPq): Kant e o Problema da Moral Luck
6. Ileana Beade (UNR – Argentina) Ética y derecho en La metafísica de las costumbres. Acerca de la caracterización kantiana del «principio universal del derecho» como postulado
7. Andrea Faggion (UEL): Kant e o libertarianismo
8. Aguinaldo Pavão (UEL): Obrigação moral e obrigação política

18.00 hs Reunião da Revista Kant e-prints para planejamento de atividades



quarta-feira 26 de agosto de 2015

8.00 hs Apresentação de trabalhos
Consequências do criticismo
1. Olivier Feron (PUC-PR): "O estatuto do realismo no postkantismo"
2. Nicolas Garrera (PUC-PR): “A crítica da fenomenologia de Husserl a Kant”
3. Suze Piza (Fundação Getúlio Vargas): Acontecimento como signo em Kant e Foucault
4. Fabio Scherer (UEL) Do método kantiano de descoberta e prova do a priori, conforme Friedrich Lange

14.00 hs. Apresentação de trabalhos
Analítica e funcionamento da razão
5. Alexandre Hahnn (UNB) A crítica kantiana à psicologia racional como ciência
6. Martin Arias (Conicet – Argentina): La función regulativa de la razón teórica en la primera crítica.
7. Tommaso Tuppini (Itália) The Dark Enlightenment: Nick Land contra Kant

18.00 hs Reunião da SKB-Seção Campinas para planejamento de atividades e escolha das autoridades



quinta-feira 27 de agosto de 2015

8.00 hs Inicio das apresentações
Antropologia e filosofia prática
1. André Renato de Oliveira (doutorando Unicamp): A psicologia na antropologia de Kant
2. Luís Gustavo das Mercês Muniz (doutorando Unicamp): A prudência na filosofia moral de Kant
3. Luhan Galvão Alves (mestrando Unicamp): O conceito de insociável sociabilidade em Kant
4. Henrique Azevedo (doutorando Unicamp): Conceito de filosofia cosmopolita em Kant

14.00 hs Início das apresentações
Ontologia, analítica e funcionamento da razão
5. Wagner Barbosa de Barros (mestrando Unicamp): O conceito de filosofia transcendental na passagem da primeira para a segunda crítica de Kant
6. Claudio Sehnem (doutorando Unicamp): A imaginação em Kant
7. Luiz Portela (doutorando Unicamp): Ontologia em Kant
8. Fabiano Queiroz da Silva (doutorando Unicamp): Do antropólogo pragmático de Kant ao antropólogo pragmático na modernidade líquida de Bauman


sexta-feira 28 de agosto de 2015

8.00 hs Inicio das apresentações
Comunicações a serem avaliadas pela comissão científica

14.00 hs Apresentação de comunicações
Comunicações a serem avaliadas pela comissão científica


Chamada de trabalhos: 
Para os interessados em geral (não membros do GT e da Seção Campinas)
Data limite para apresentação de trabalhos para o colóquio: 30 de abril de 2015.
Os trabalhos devem ser enviados na íntegra, em arquivo pdf contendo os seguintes elementos:
Nome do pesquisador e instituição; título do trabalho; resumo entre 5 e 15 linhas; 5 palavras chave; texto integral do trabalho a ser apresentado.
Os trabalhos serão avaliados e os aceitos serão publicados em lista até 13 de maio de 2015.
Os critérios de avaliação são: 1. Pertinência do trabalho com relação aos estudos kantianos; 2. Relevância científica; 3. Objetivo, método e resultado definidos e explícitos.


domingo, 7 de dezembro de 2014

sujeito, identidade e identificação

terças-feiras de psicanálise na Unicamp 2015

terças-feiras de psicanálise na Unicamp 2015

HF161-A – HISTÓRIA EPISTEMOLÓGICA DA PSICOLOGIA E DA PSICANÁLISEPROF.

DANIEL OMAR PEREZ1º SEMESTRE/2015

TÍTULO: “A constituição do sujeito a partir das relações de identificação. Uma abordagementre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacanaina”

RESUMO:A partir de uma crítica à noção de identidade individual do sujeito desde elementos dafilosofia moderna e da psicanálise freudiano-lacaniana estabeleceremos como objetivo aelaboração de uma lógica da identificação que permita dar conta da constituição do sujeito esua relação com a verdade. A identidade pessoal, as relações amorosas e os projetos políticosserão os fenômenos a serem acolhidos desde a lógica da identificação. A meta é fornecerelementos que nos permitam pensar a possibilidade da emergência de novas identificaçõesindividuais e sociais, bem como a ação política.
1. O problema da identidade do sujeito a partir de Descartes e Kant: uma apresentação a partirde Freud e de Lacan
2. O problema da identidade e da identificação em Freud
3. A interpretação de Lacan sobre a identidade e a identificação em Freud.



Sujeito e história

segundas-feiras de Kant na Unicamp 2015


HF698-B – HISTÓRIA DA FILOSOFIA MODERNA IIPROF. DANIEL OMAR PEREZ1º SEMESTRE/2015


TÍTULO: História e sujeito em Kant.


PROGRAMA:O curso visa abordar a questão do tempo em relação com os eventos históricos bem como o sujeito vinculado a eles. Para tal fim, primeiramente reconheceremos de modo introdutório as noções de tempo e sujeito na filosofia crítica de Kant fazendo a distinção correspondente entre âmbito teórico e âmbito prático, nomeadamente na Crítica da razão pura e na Crítica da razão prática. Em segundo lugar, para avançarmos sobre as noções de tempo e sujeito no âmbito prático trabalharemos fragmentos dos textos O começo conjectural da história dahumanidade, Religião nos limites da simples razão, À paz perpétua, O conflito das faculdades e Antropologia em sentido pragmático. Destacaremos o aparecimento do tempo histórico vinculado à teleologia e do signo da história como rememorativo-demonstrativo-prognostico,bem como a distinção entre sujeito individual e sujeito coletivo, o surgimento do conceito de raça, povo, espécie e gênero. Esses conceitos de tempo e de sujeitos nos permitem repensar oproblema da história. Procuraremos refletir sobre o alcance e o limite do modo kantiano de formular o problema em contraponto com as críticas nietzscheanas.