quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Filosofia sem ontologia

A larga banda de fenomenologias (ou pelo menos um recorte delas), desde Husserl até Jean Luc Marion, compartilha com a filosofia analítica (também em sentido largo, muito largo mesmo) desde Carnap até Kripke, a raiz kantiana num ponto decisivo: fazer filosofia sem ontologia fundamental.
Quando escrevi "Kant e o probema da significação" mostrei que é possível pensar campos semânticos onde as categorias não fossem predicados ontológicos e sim regras de determinação dos objetos. Desta forma, sujeito e objeto só aparecem e fazem sentido dentro daqueles campos.
Quando escrevi "Ontologia sem espelhos" com meus colegas a ideia era mostrar o fracasso de uma teoria última sobre uma realidade última.
A ontologia não pode ser mais fundamental senão apenas regional, derivada de dominios ou campos semânticos. A tarefa da filosofia é se perguntar pelas condições de possibilidade. O único modo possível de conservar a palavra "ontologia" é a partir de um significado análogo ao usado em computação.



A análise das condições de possibilidade de um enunciado se resolve a partir da análise dos ingredientes, das regras lógico-semânticas e da construção do executor das regras logico-semânticas, isso me oferece o dominio no qual certas proposições podem fazer sentido e certos objetos podem vir a aparecer. Dai podemos falar de uma teoria dos objetos e de algo como um sujeito de uma experiência cognitiva, ética, estética etc em cada caso. Não se postula uma realidade última ou uma ontologia fundamental ou qualquer ciência do ser. Trata-se de dominios de objetos e de experiências em relação com esses objetos. Quando vc muda o quadro categorial, muda o tipo de objeto. Assim, como as categorias da física clássica produzem um tipo de objeto com Newton, mas quando vc muda as categorias na mecânica quântica muda também o tipo de objeto. Entre um e outro não há uma ontologia fundamental

filosofia da Unicamp no lugar 42 do mundo



Departamento de filosofia da Unicamp no número 42 do ranking mundial da QS World University Rankings by Subject 2014 - Philosophy


O departamento de filosofiia


Chamada de artigos de estudos kantianos

Prezados colegas, estou organizando o  número da Revista Kant e-prints correspondente a 

Série 2, v. 9, n. 2, jul.-dez., 2014

Os interessados em enviar trabalhos podem encaminhar seus arquivos por este mesmo endereço eletrônico. 

danielomarperez@hotmail.com

Visite a página da revista:


Daniel Omar Perez

XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas Interpretações semânticas de Kant

XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas 
Interpretações semânticas de Kant
e Encontro do Grupo de Trabalho da ANPOF
 "Semântica e criticismo",

Data e hora: encontro do GT 24 e 25 de agosto de 2015 das 9.00 hs. às 19.00 hs. 
Data e hora: : da totalidade das apresentações do Colóquio, de 24 a 28 de agosto de 2015 das 8.00 hs. às 19.00 hs. 
Local: Unicamp / IFCH

Coordenador do evento

Daniel Omar Perez (Unicamp)


Comissão Organizadora:

Ricardo Machado Santos


Comissão Científica:

Robert Hannah (University of Colorado - USA)
Stephan Zimmermann (Bonn Universität - Deutschland)
Zeljko Loparic (Unicamp)


Fundamentação e justificativa:

História:
A Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira e o Grupo Criticismo e Semântica realizam anualmente o Colóquio Kant da UNICAMP, já em sua décima sétima edição a ser concretizada em 2015. O primeiro Colóquio Kant da UNICAMP foi realizado em 1999, com o tema De que trata a Crítica da razão prática. O segundo, em 2000, tratou dos Problemas abertos da terceira Crítica. Os Problemas da filosofia prática de Kant se constituíram, em 2001, no objeto do III Colóquio. Em 2002, Metafísica dos costumes e antropologia moral foi o tema do quarto evento. O tema escolhido para o V Colóquio Kant, em 2003, foi A teoria kantiana dos juízos históricos. Em 2004, foi realizado o sexto evento com o tema Psicologia e antropologia em Kant (Colóquio internacional comemorativo do bicentenário da morte de Kant). Em 2005. Criticismo e Semântica foi o tema do VII Colóquio. Em 2006, Adoutrina kantiana da religião tornou-se o tema em debate. A reunião de 2007 trouxe ao centro da discussão um foco comum para o qual tendem as investigações kantianas. O Colóquio discutiu: Acerca da Natureza Humana em Kant. Em 2008, o X Colóquio Kant tratou dos Problemas semânticos na filosofia de Kant. No ano de 2009, o tema foi a inesgotável primeira Crítica e o título: 1781, Kant diante dos problemas da razão teórica. Em 2010, discutimos o tema Direito e Política. Em 2011, nosso Colóquio teve por tema "Kant e a Ciência de seu Tempo" e, em 2012, "Justiça e Liberdade". Em 2013, no XV colóquio o tema foi Intuições sem conceitos são cegas. No final de 2014 se realizará o XVI colóquio sob o título História em Kant: debate entre a interpretação histórico crítico-sistemática e a escola semântica.

Participantes dos eventos durante os 15 anos de colóquios:
Diferentes colegas de diferentes universidades do Brasil, América latina, Estados Unidos e Europa tem participado ativamente nos eventos. Isso possibilitou a oportunidade de um intercâmbio frutífero entre colegas e instituições.

Financiamentos:
Os primeiros Colóquios Kant foram financiados pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unicamp. Com o crescimento do evento, as edições de 2006 a 2010 e 2012 receberam também apoio da CAPES (processos PAEP n. 0008/06-0, 0690/06-6, 0817/07-4, 0066/09-5, 733/2010-01 e 3219/2012-81 respectivamente) e as edições de 2006 a 2012 receberam ainda apoio da FAPESP (processos n. 05/60814-5, 06/61000-4, 07/58739-0, 09/50539-8, 10/50160-6, 2011/50527-0 e 2012/04384-5 respectivamente). Em 2011, excepcionalmente, não foi solicitado apoio da CAPES. 

Promoção de atividades
Além dos Colóquios Kant, a Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira vem promovendo também jornadas e workshops, seminários, cursos e disciplinas regulares, bem como pesquisas no nível de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado a fim de promover o debate sobre questões mais pontuais, que não podem ser devidamente aprofundadas nos Colóquios, de temática pouco mais ampla. A seção Campinas da Sociedade Kant Brasileira também edita desde 2002 a revista Kant e-prints hospedada no Centro de Lógica e Epistemologia da UNICAMP.


Programa de trabalho:

segunda-feira 24 de agosto de 2015

8.00 hs. Abertura dos trabalhos
8.30 hs. Apresentação de comunicações

13.00 hs. Início das apresentações dos membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e semântica”


terça-feira 25 de agosto de 2015

8.30 hs. Continuação das apresentações dos membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e semântica”


14.30 hs. Continuação das apresentações dos membros do Grupo de Trabalho da Anpof “Criticismo e semântica”
  

quarta-feira 26 de agosto de 2015

8.30 hs Apresentação de comunicações

14.30 hs Apresentação de comunicações

quinta-feira 27 de agosto de 2015

8.30 hs Inicio das apresentações


14.30 hs Início das apresentações


sexta-feira 28 de agosto de 2015

8.30 hs Inicio das apresentações


14.30 hs Apresentação de comunicações


Chamada de trabalhos: 
Para os interessados em geral (não membros do GT)
Data limite para apresentação de trabalhos para o colóquio: 30 de abril de 2015.
Os trabalhos devem ser enviados na íntegra, em arquivo pdf contendo os seguintes elementos:
Nome do pesquisador e instituição; título do trabalho; resumo entre 5 e 15 linhas; 5 palavras chave; texto integral do trabalho a ser apresentado.
Os trabalhos serão avaliados e os aceitos serão publicados em lista até 13 de maio de 2015.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Colóquio Kant 2015

XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas 
Interpretações semânticas de Kant
Encontro do Grupo de Trabalho da ANPOF "Semântica e criticismo", 


Data e hora: encontro do GT 24 e 25 de agosto de 2015 das 9.00 hs. às 19.00 hs. 
Data e hora: da totalidade das apresentações do Colóquio, de 24 a 28 de agosto de 2015 das 9.00 hs. às 19.00 hs. 

Local: Unicamp / IFCH

Data limite para apresentação de trabalhos para o colóquio: 30 de abril de 2015.
Os trabalhos devem ser enviados na íntegra, em arquivo pdf contendo os seguintes elementos:
Nome do pesquisador e instituição; título do trabalho; resumo entre 5 e 15 linhas; 5 palavras chave; texto integral do trabalho a ser apresentado.
Os trabalhos serão avaliados e os aceitos serão publicados em lista até 13 de maio de 2015.

visite a página da seção campinas de SKB

http://www.kant.org.br/

Essa é a página da Seção Campinas da Sociedade Kant Brasileira, na Unicamp.

XVI COLÓQUIO KANT SKB-Seção Campinas

História em Kant: debate entre a interpretação histórico crítico-sistemática e a escola semântica.

Desde 1999 a Seção Campinas da Sociedade Kant Brasileira realiza colóquios, reuniões de trabalho, jornadas, seminários e promove o desenvolvimento de pesquisas de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Em 2014 debateremos o tema da História em Kant e suas interpretações a partir de diferentes perspectivas. Especialmente abordaremos a interpretação crítico histórico-sistemática e a interpretação semântica.

Os links abaixo apresentam parte do debate já realizado

http://www.sociedadekant.org/studiakantiana/index.php/sk/article/view/110

http://www.sociedadekant.org/studiakantiana/index.php/sk/article/view/168



Data e hora: sábado 13 de dezembro de 2014. Das 9.30 hs às 12.30 hs. e das 14.00 hs. às 17.00 hs
Local: Sociedade Winnicott. Endereço: Rua João Ramalho, 146 - Perdizes. Telefone: (11) 3676.0635

danielomarperez@hotmail.com


CHAMADA PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS KANT



XVI Colóquio Kant SKB-Seção Campinas

História em Kant: debate entre a interpretação histórico crítico-sistemática e a escola semântica.
Data e hora: sábado 13 de dezembro de 2014. Das 9.30 hs às 12.30 hs. e das 14.00 hs. às 17.00 hs
Local: Sociedade Winnicott. Endereço: Rua João Ramalho, 146 - Perdizes. Telefone: (11) 3676.0635


Comissão Organizadora
Zeljko Loparic
Daniel Omar Perez
Ricardo Machado Santos
Andrea Faggion


terça-feira, 16 de setembro de 2014

A história, a lógica dos acontecimentos e o sujeito da ação

O problema da História em Kant não é apenas um problema interno aos estudos do kantismo, trata-se de entender as condições de possibilidade de pensar a história, sua lógica, seu sentido e a possibilidade ou não do sujeito da ação.
Aqui vai o percurso de um debate sobre o tema:
Artigo sobre os significados da História em Kant
https://www.academia.edu/8349039/Os_significados_da_historia_em_Kant


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ontologia sem espelhos. Ensaio sobre a realidade.

A pergunta pela Realidade

O que é a realidade? Como uma pergunta desse tipo é possível?
O objetivo deste livro é nos prepararmos para a interrogação acerca da realidade. Por isso, antes de responder e avançar positivamente preferi­mos nos deter e apontar para a própria pergunta. Assim sendo, ensaiamos a busca de alguns elementos das condições de possibilidade da sua formula­ção. Para alcançarmos o nosso objetivo desenvolvemos a apresentação do resultado da pesquisa em três abordagens e uma conclusão.
Num primeiro enfoque do problema a tarefa se coloca na relação li­teratura-filosofia. A questão acerca do real aparece no plano da narrativa e do jogo da argumentação, isto é, da linguagem. Para isso usamos as ideias de Jorge Luis Borges e suas especulações sobre a realidade tanto nas fic­ções literárias quanto em relação à própria escrita filosófica. Numa segunda perspectiva o assunto é colocado em relação a quem pergunta e seu objeto. Por isso achamos pertinente usar alguns conceitos e dispositivos teóricos da filosofia moderna e suas objeções, especialmente em Descartes, Berkeley, Locke e Kant. No terceiro momento, indicamos o ponto no horizonte onde o fracasso das pressuposições anteriormente reveladas impulsiona a tentativa de uma nova formulação da pergunta pela realidade. O recurso da psicanáli­se se apresenta como a possibilidade de marcar o fim de uma época e abertura de uma nova pauta de trabalho. Ao final nos interrogamos o que é a realidade enquanto pergunta. Como uma pergunta desse tipo é possível?
Nosso trabalho revela que a pergunta pela realidade supõe uma lingua­gem (isto é, um conjunto de conceitos, regras e argumentações) e um sujeito (desde onde se enuncia o interrogante). Linguagem articulada em conceitos e argumentos e Sujeito da enunciação se conformam num dispositivo teórico que possibilita a pergunta e a eventual resposta.
Na avaliação da articulação conceitual que os filósofos nos propõem des­cobrimos dois elementos fundamentais: uma ficção originária e a pressupo­sição de interior/exterior. O recurso da ficção originária é geralmente algum tipo de postulado, axioma ou conceito que ordena todos os outros num dispo­sitivo. A pressuposição de interior/exterior conforma o plano tomado como inquestionável. A partir dele é possível localizar sujeito e objeto, realidade e imaginação, percepção e alucinação e todas as relações de oposição ordena­das no dispositivo. Freud se defrontou com a fragilidade de algumas ficções originárias e propôs outras. Da mesma forma colocou em questão a geometria da superfície na qual se formula a pergunta e a tentativa de resposta sobre a realidade. Na avaliação do sujeito que enuncia a pergunta observamos que este se constrói em relação com o espaço que se supõe e as ficções conceituais que se propõem. Nesse sentido, Freud se vê forçado a repensar não só os conceitos e as relações de determinação causal, mas também a identidade do sujeito e o estatuto da relação interior/exterior.
Sem indagarmos o dispositivo teórico que permite a pergunta e a res­posta qualquer avanço em ontologia se revela arbitrário. Por isso, antes de responder à pergunta o que é a realidade? devemos observar suas condições de possibilidade: que tipo de ficções usamos para ordenar o campo concei­tual, que tipo de relações de determinação causal fazemos funcionar entre os eventos, como pensamos a espacialidade e o tempo onde se localizam os elementos da nossa questão e qual é o lugar do sujeito da enunciação da pergunta e da resposta.

O que é ontologia?

A ontologia é uma disciplina filosófica que pode ser definida como a ciência do ser. Abordar filosoficamente aquilo que é implica responder à pergunta: porque há algo e não nada? Quando se responde ao porquê desse algo se define o algo como algo determinado em geral. Esse algo determina­do em geral é o que chamamos de realidade. O modo em que concebemosa determinação desse algo em geral se faz desde um lugar. Damos o nome de sujeito a este lugar desde onde perguntamos pela determinação em geral desse algo e estabelecemos o modo em que se concebe. Assim, podemos dizer que alguém enquanto sujeito com alguma linguagem se pergunta: o que é a realidade?

O último livro: Lançamento 2014: "ONTOLOGIA SEM ESPELHOS. um ensaio sobre a realidade".