terça-feira, 15 de setembro de 2026

Leituras fantásticas

Sempre gostei de ler literatura fantástica. Jorge Luis Borges, Julio Cortazar, Gabriel Garcia Marques ocupavam minhas tarde da adolescência, quando estava no laboratório de química da escola esperando os experimentos funcionarem. Entre um relatório e outro sentava do lado da mesa de trabalho e lia. O arbitrariamente chamado realismo fantástico talvez tenha algo em comum: o fantástico é incluído no cotidiano. A diferença da literatura fantástica de Lovecraft, onde monstros são disrruptivos e apagam a clara diferença entre a loucura, o sonho, a vigília, a alucinação ou a realidade, o realismo fantástico continua o relato como se não houvesse qualquer fronteira. No Castelo de Otranto, na literatura gótica, aparecem fantasmas e espíritos. O fantástico são as assombrações, o passado que retorna.

Mas, nos últimos tempos, estou mais interessado pela ficção científica. O fantástico que não aparece naturalmente em formas de espíritos e assombrações, nem na forma de monstros das profundezas, nem em inesperados no meio da vida cotidiana. Fico lendo o insólito que se produz em um laboratório. Mary Shelley com Frankenstein talvez seja a primeira escritora de ficção científica, mesmo considerada parte da literatura gótica. O médico e o monstro, de Robert L. Stevenson, também da literatura gótica, nos conta um estranho caso produzido em laboratório. Em 1799, Goya escrevia "Os sonhos da razão produzem monstros". Provavelmente essa frase abre os jogos da ficção científica.


Agora estou lendo Isaac Asimov. Li A Fundação, primeiro livro da trilogia, depois vem A Fundação e o Império e depois A Segunda Fundação. Mas fui para As cavernas de aço, a primeira da tetralogia sobre robôs. Hoje chega pela Amazon Eu robô.

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