terça-feira, 25 de junho de 2019

Atividades do segundo semestre de 2019 na UNICAMP

Atividades do segundo semestre de 2019 na UNICAMP
HF955 - Seminário de Orientação em Filosofia da Psicologia e da Psicanálise I
segunda-feira 14 horas
Professor: Daniel Omar Perez
A disciplina será ministrada no IFCH (algumas das aulas serão realizadas dentro da biblioteca em função do uso do material bibliográfico)
Programa: O seminário visa abordar os conceitos de Identidade e Identificação em Freud e Lacan em relação com a noção de Fantasia e Fantasma. Abordaremos os textos de Freud Psicologia das massas e análise do eu, Uma criança é espancada e Moises e a religião monoteísta, os textos de Lacan O seminário 9 e O seminário 14. Buscaremos reconstruir a teoria de Freud e de Lacan de uma constituição do sujeito a partir dos processos de identificação que se articulam em relação com a Fantasia no primeiro autor e com o Fantasma no segundo. Os estudantes apresentarão os resultados das suas pesquisas.
HF944 - Seminário de Orientação em História da Filosofia Moderna
segunda-feira 16 horas
Professor: Daniel Omar Perez
A disciplina será ministrada no IFCH (algumas das aulas serão realizadas dentro da biblioteca em função do uso do material bibliográfico)
Programa: O seminário visa trabalhar as noções de identidade, Eu e Sujeito na crítica da razão pura de I. Kant. Abordaremos diferentes interpretações, a saber, Martin Heidegger, Wolfram Horgrebe, Slavoj Zizek, Patricia Kitcher, Robert Hanna e Zeljko Loparic.
Disciplina de graduação
Terça-feira 19.00 horas FUNDAMENTOS DA pisicanálise
Título: Moises e seu povo, o egípcio e o judeu: entre o estranho e o familiar, o diverso e o incomum.
Resumo: O Moises de Freud é um estudo psicanalítico de uma história bíblica que busca refletir sobre a origem do monoteísmo, da unidade de um povo e da emergência de um líder. A história de Moises em geral e a leitura freudiana em particular têm sido objeto de desdobramentos e críticas em vários aspectos. A disciplina visa apresentar uma análise do texto que coloque de manifesto dois aspectos: um metodológico e outro categorial. Pretendemos abordar o procedimento metodológico da psicanálise com relação a eventos históricos, políticos e culturais, isto é, problematizar a possibilidade de usar a psicanálise para pensar não só um caso clínico, senão também o próprio dispositivo conceitual que nos possibilita acolher um fenômeno como é o caso da unidade de um povo, de uma coletividade, de uma comunidade. Assim sendo, buscaremos mostrar que, para dar conta da unidade do povo judeu, Freud deve exibir duas operações: 1. A unidade como uma produção feita a partir da diversidade; 2. O estranho como condição do familiar e do comum. Finalmente, com esse dispositivo conceitual, abordaremos apenas como exemplos as problematizações sobre a comunidade realizadas por Kant, Blanchot, Barthes, Agamben, Nancy e Espósito.
Programa:
Introdução: questões epistemológicas e metodológicas.
1. Conhecimento e etnia: a psicanálise é uma ciência judia?
2. Conhecimento e demarcação epistemológica: a psicanálise é uma ciência?
3. Conhecimento e prática clínica: a psicanálise é uma?
4. Conhecimento e metapsicologia: a psicanálise
Primeira parte: Moises
1. Os textos socioculturais de Freud: Totem, Mal-estar, O futuro, As massas, Moises.
2. A estrutura e os elementos de Moises de Freud e da leitura da Bíblia.
3. O que os pesquisadores afirmam do Moises de Freud?
4. Exame da questão do líder em Freud
5. Exame da questão do Deus em Freud
6. Exame da questão do Povo em Freud
Segunda parte: A comunidade
1. Pensar a vida em comum antes de Freud: Kant (A religião nos limites da simples razão) entre o dogmatismo estatutário e a fé racional.
2. Pensar a vida em comum depois de Freud: Blanchot (La comunidad inconfesable), Barthes (Como vivir juntos), Nancy (A comunidade inoperada), Agamben (A comunidade que vem) e Espósito (Comunitas. Origen y destino de la comunidade ) a partir do incomum.
Metodologia: aulas expositivas.
Forma de avaliação: trabalho final sobre um ponto específico do programa.
Horário da disciplina: terça-feira de 19 a 23
Horário de atendimento: terça-feira de 9 a 12 na sala B45 com horário marcado.
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Calendário:
Agosto
6 Apresentação do programa e introdução
13 Vladimir Pinheiro Safatle e Érico Andrade (visitantes) apresentação dos seus livros "Dar corpo ao impossível" e "Sobre Losers" .
20 Edmilson Paschoal (visitante) sobre Nietzsche, o niilismo, a sociedade gregária e o Über-Mensch
27 Alessandra Martins Parente (visitante) sobre Moises de Freud
Setembro
3 Conhecimento e etnia: a psicanálise é uma ciência judia? Conhecimento e demarcação epistemológica: a psicanálise é uma ciência?
10 Conhecimento e prática clínica: a psicanálise é uma? Conhecimento e metapsicologia: a psicanálise.
17 Os textos socioculturais de Freud: Totem, Mal-estar, O futuro, As massas, Moises.
24 A estrutura e os elementos de Moises de Freud e da leitura da Bíblia. O que os pesquisadores afirmam do Moises de Freud?
Outubro
1 Exame da questão do líder em Freud
8 Atividades na Europa (não haverá aulas)
15 Atividades na Europa (não haverá aulas)
22 Exame da questão do Deus em Freud
29 Exame da questão do povo em Freud
Novembro
5 Pensar a vida em comum antes de Freud: Kant (A religião nos limites da simples razão) entre o dogmatismo estatutário e a fé racional.
12 Pensar a vida em comum depois de Freud: Blanchot (La comunidad inconfesable), Barthes (Como vivir juntos), Nancy (A comunidade inoperada), Agamben (A comunidade que vem) e Espósito (Comunitas. Origen y destino de la comunidade ) a partir do incomum. Parte I
19 Pensar a vida em comum depois de Freud: Blanchot (La comunidad inconfesable), Barthes (Como vivir juntos), Nancy (A comunidade inoperada), Agamben (A comunidade que vem) e Espósito (Comunitas. Origen y destino de la comunidade ) a partir do incomum. Parte II
26 Entrega de trabalhos
Atividades de extensão:
1. Filosofia com diagnóstico de autismo com Rodrigo Castilho
2. Corujão. Filosofia com a comunidade com Lola Sayuri
3. Psicanálise e espaço público com Lauro Baldini
Orientações de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado
Atividades do CEMODECOM (CENTRO FAUSTO CASTILHO DE ESTUDOS DE FILOSOFIA MODERNA E CONTEMPORÂNEA)
Atividades da Revista de Estudos Kantianos Kant e-prints

domingo, 23 de junho de 2019

Filosofia na Unicamp a partir de 6 de agosto


HG726 A Tópicos Especiais de Filosofia Geral X

Título: Fundamentos da psicanálise
Moises e seu povo, o egípcio e o judeu: entre o estranho e o familiar, o diverso e o incomum.
Resumo: O Moises de Freud é um estudo psicanalítico de uma história bíblica que busca refletir sobre a origem do monoteísmo, da unidade de um povo e da emergência de um líder. A história de Moises em geral e a leitura freudiana em particular têm sido objeto de desdobramentos e críticas em vários aspectos.
A disciplina visa apresentar uma análise do texto que coloque de manifesto dois aspectos: um metodológico e outro categorial. Pretendemos abordar o procedimento metodológico da psicanálise com relação a eventos históricos, políticos e culturais, isto é, problematizar a possibilidade de usar a psicanálise para pensar não só um caso clínico, senão também o próprio dispositivo conceitual que nos possibilita acolher um fenômeno como é o caso da unidade de um povo, de uma coletividade, de uma comunidade, uma etnia ou um grupo qualquer e articular uma unidade identitária.
Assim sendo, buscaremos mostrar que, para dar conta da unidade do povo judeu, Freud deve exibir duas operações: 1. A unidade como uma produção feita a partir da diversidade; 2. O estranho como condição do familiar e do comum.
Finalmente, com esse dispositivo conceitual, abordaremos apenas como exemplos as problematizações sobre a comunidade realizadas por Kant, Blanchot, Barthes, Agamben, Nancy e Espósito

Calendário
1. 6/8 Apresentação da disciplina: Moises e seu povo, o egípcio e o judeu: entre o estranho e o familiar, o diverso e o incomum.
2. 13/8 Introdução ao problema da vida em comum. Participação do Professor Érico Andrade com a apresentação do seu livro “SOBRE LOSERS: fracasso, impotência e afetos no capitalismo contemporâneo”.
3. 20/8 “Introdução à questão do sujeito a partir de Nietzsche” com a participação do Professor Antônio Edmilson Paschoal
4. 27/8 “O corpo da ausência em Moisés e Arão de Schoenberg: uma leitura freudiana” com a participação da Professora Alessandra Alessandra Martins Parente
5. 3/9 Introdução: questões epistemológicas e metodológicas. Conhecimento e etnia: a psicanálise é uma ciência judia? Conhecimento e demarcação epistemológica: a psicanálise é uma ciência? Conhecimento e prática clínica: a psicanálise é uma? Conhecimento e metapsicologia: a psicanálise.
6. 10/9 Os textos socioculturais de Freud: Totem, Mal-estar, O futuro, As massas, Moises. Com a participação do Professor Alexandre St Starnino.
7. 17/9 A estrutura e os elementos de Moises de Freud. O que os pesquisadores afirmam do Moises de Freud? Com a participação do Professor Alexandre St Starnino
8. 24/9 A estrutura e os elementos de Moises de Freud e a Biblia
9. 1/10 Exame da questão do líder, do Deus e do Povo no Moises em Freud
10. 22/10 Exame da questão do líder, do Deus e do Povo no Moises em Freud
11. 29/10 Exame da questão do líder, do Deus e do Povo no Moises em Freud
12. 5/11 Pensar a vida em comum antes de Freud: Kant entre o dogmatismo estatutário e a fé racional.
13. 12/11 Pensar a vida em comum depois de Freud: Blanchot, Barthes, Nancy, Agamben e Espósito a partir do incomum.
14. 19/11 Pensar a vida em comum depois de Freud: Blanchot, Barthes, Nancy, Agamben e Espósito a partir do incomum.
15. 26/11 Entrega de trabalho final


sexta-feira, 21 de junho de 2019

Centro Fausto Castilho de Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea- CEMODECON.


Centro Fausto Castilho de Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea- CEMODECON.
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas- IFCH
Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP
Rua Cora Coralina, 100 Cidade Universitária Zeferino Vaz,
Barão Geraldo, Campinas - São Paulo - Brasil - CEP 13083-896


CEMODECOM Centro Fausto Castilho de Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea
Centro Fausto Castilho de Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (CEMODECON) promove por todos os modos a seu alcance a investigação acadêmica em Filosofia Moderna e Contemporânea. 
Nesse propósito esforça-se em tecer, na Unicamp e fora dela, uma relação mais estreita entre o estudo e o ensino da graduação e da pós-graduação, reservando especial interesse às propostas destinadas a obter melhor articulação entre os programas nos dois níveis de escolaridade.
​Incentiva o estudante a dedicar-se o mais cedo possível à pesquisa pessoal ou em grupo. Organiza seminários para a apresentação e discussão de comunicações sobre trabalhos em elaboração, de modo que o investigador encontre no Centro um foro hábil ao acompanhamento do próprio trabalho. Procura estabelecer relações de intercâmbio e cooperação com entidades congêneres e com estudiosos(as) do País e do exterior pela permuta de publicações e pela promoção de encontros, reuniões, colóquios, conferências, mesas redondas, cursos de extensão, debates e congressos sobre temas de caráter geral ou especial, em Filosofia Moderna e Contemporânea. ​
Além disso, o Centro é responsável pela publicação da Revista "Modernos e Contemporâneos" do IFCH-Unicamp e colabora com a Coleção Fausto Castilho de Filosofia da Editora Unicamp. ​
O Centro também procura resgatar a memória e história do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, realizando entrevistas e divulgando arquivos relacionados à formação da Universidade Estadual de Campinas. ​
Por fim, o Centro reúne Grupos de Pesquisa distintos que, em parceria, pensam e executam suas atividades.  
Diretor Geral:
Luiz Benedicto Lacerda Orlandi (UNICAMP).​
Diretores adjuntos:
Enéias Forlin (UNICAMP) e Alexandre Guimarães Tadeu de Soares (UFU).​
Secretário:
Daniel Omar Perez (UNICAMP).​
Secretário Adjunto:
Hélio Ázara de Oliveira (UFCG).



Diretor Geral:
Luiz Benedicto Lacerda Orlandi (UNICAMP).
Diretores adjuntos:
Enéias Forlin (UNICAMP) e Alexandre Guimarães Tadeu de Soares (UFU).
Secretário:
Daniel Omar Perez (UNICAMP).
Secretário Adjunto:
Hélio Ázara de Oliveira (UFCG).
Conselho Científico:
Arley Ramos Moreno (UNICAMP), Cristiano Novaes de Rezende (UFG), Fátima Regina Rodrigues Évora (UNICAMP), Franklin Leopoldo e Silva (USP), Alcides Hector Rodriguez Benoit (UNICAMP), João Carlos Kfouri Quartim de Moraes (UNICAMP), Luiz Roberto Monzani (UNICAMP), Marcos César Seneda (UFU), Marcos Lutz Müller (UNICAMP), Oswaldo Giacoia Junior (UNICAMP) e Zeljko Loparic (UNICAMP).
Secretaria executiva:
Jessica Kellen Rodrigues (UNICAMP) e Rodrigo Castilho de Almeida (UNICAMP).
Revista:
Antônio Florentino Neto (UNICAMP), Fabien Pascal Lins (UNICAMP), Hélio Ázara de Oliveira (UFCG), Henrique Azevedo (UNICAMP), Luiz Carlos Santos da Silva (UFU), Maisa Martorano Suarez Pardo (UNICAMP) e Marcos César Seneda (UFU).
Regimento:
Alexandre Guimarães Tadeu de Soares (UFU), Antônio Florentino Neto (UNICAMP) e Daniel Omar Perez (UNICAMP).
Eventos:
Emerson Oliveira (UNICAMP), Mateus Masiero (UNICAMP), Paola Sayuri Ishiyama Prado (UNICAMP) e Vinícius Leardini Gonzaga (UNICAMP).
Arquivos:
Guilherme Ivo (UNICAMP), Reginaldo Lima (UNICAMP), Rodrigo Castilho de Almeida (UNICAMP) e Samia Souen (UNICAMP).
Grupos de pesquisa:
Alexandre Starnino (UNICAMP), Daniel P. da Silva (UNICAMP), Jessica K. Rodrigues (UNICAMP), Luciene Maria Torino (UFU), Luiz Carlos (UFU) e Reginaldo Lima (UNICAMP). 
Administração do website:
Fabien Pascal Lins (UNICAMP)
Guilherme Ivo (UNICAMP)

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Curso de introdução à psicanálise na UNICAMP

INTRODUÇÃO A TEORIA E CLÍNICA PSICANALÍTICA

- INTRODUZIR OS CONCEITOS PRIORITÁRIOS DA PSICANÁLISE LACANIANA: RECALQUE, LINGUAGEM, SIGNIFICANTE, INCONSCIENTE ESTRUTURADO COMO LINGUAGEM E SUBVERSÃO DO SUJEITO. - APRESENTAR ASPECTOS TEÓRICO-CLÍNICOS DA CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA POR MEIO DOS CONCEITOS DE ALIENAÇÃO E SEPARAÇÃO; ESTÁDIO DO ESPELHO E TEMPO LÓGICO. - APRESENTAR OS QUATRO DISCURSOS DE LACAN E O MÉTODO DA CONSTRUÇÃO DE CASO CLÍNICO EM SAÚDE MENTAL. - ABORDAR AS TOPOLOGIAS, MATEMAS E OS REGISTROS IMAGINÁRIO, SIMBÓLICO E REAL; APRESENTAR A NOÇÃO DE SINTOMA E SINTHOMA NA CLÍNICA LACANIANA.


Unidade: FACULDADE DE ENFERMAGEM.
Ementa: Esse curso se propõe a fundamentar, a partir da perspectiva da psicanálise lacaniana: A questão do recalque e a questão da linguagem. A criança e a entrada na linguagem. A dimensão do significante. Os três tempos do Édipo. O inconsciente estruturado como uma linguagem. Aspectos teórico-clínicos acerca da constituição psíquica, sobretudo os conceitos de alienação e separação e estádio do espelho. Psicanálise e Saúde Mental, contribuição da clínica na apreensão operacional dos serviços, a partir da organização dos quatro discursos de Lacan. A construção de caso clínico em saúde mental como operador clínico da prática feita por muitos. Abordagem dos matemas, das fórmulas e das noções de Imaginário, Simbólico e Real. Topologia, Teoria dos nós e a noção de laço. O sintoma e o Sinthoma na clínica lacaniana..
Pré-requisito: NÍVEL MÉDIO COMPLETO.
Tipo do curso: CURSO DE EXTENSÃO.
Público-alvo: Profissionais da área e estudantes de graduação com interesse na temática proposta..
Professor(a) responsável: VANESSA PELLEGRINO TOLEDO
Professor(es) do curso: ANA PAULA RIGON FRANCISCHETTI GARCIA , DANIEL OMAR PEREZ , KELLY CRISTINA BRANDAO DA SILVA , LAURO JOSE SIQUEIRA BALDINI.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Os problemas fundamentais da filosofia

Os problemas fundamentais da filosofia
A história da filosofia está constituída num esquecimento fundamental, e daí surgem todos seus equívocos e arbitrariedades metafísicas. Esse esquecimento milenar é o esquecimento dos bebês e as crianças, dos modos de vida dos povos originários que não se dedicaram às conquistas e os genocídios do outro. Os problemas da filosofia deveriam ser retomados desde os bebês, as crianças, os povos originários nômades ou sedentários que optaram por morar no mundo e não apenas pela sua exploração e conquista. Não estou sendo ingenuo e negando que vivemos numa época de luta pelo poder e pelo gozo sem limites. Isso é o urgente, mas o anterior é o importante. A tarefa do pensar é nos dois sentidos.

Por que as pessoas falam?

Por que as pessoas falam, mas algumas não? Não me refiro à mudez, ou a qualquer problema anato-fisiológico,mas ao ato de não falar e não como consequência de uma decisão volitiva, mas a algo não é nem estritamente orgânico nem estritamente da ordem da vontade.
Por que algumas pessoas podem sustentar o olhar e a postura e outras não? Não me refiro à vergonha nem à submissão diante do outro, mas a um modo de evitar o contato e a posição de sujeito diante do outro.
Por que algumas pessoas encontram no Outro uma garantia de estabilidade e regularidade onde habitar, mesmo no conflito, e outras pessoas encontram no Outro Real uma ameça Real que só pode ter como resposta a agressividade, a reclusão ou a somatização?
Por que algumas pessoas lidam com um corpo como próprio a duras penas mas com alguma possibilidade de reconhecimento e outros não encontram seu limite, exercem a automutilação ou o próprio abandono?
Será que temos que pensar isso apenas como situações a serem modificadas e trabalhadas para poder incluir esses sujeitos na ordem social estabelecida ou precisamos modificar a própria ordem social? Não estou pensando na ilusão de uma sociedade sem excluídos onde todos vivam harmonicamente, onde o leão se deite no mesmo gramado com a gazela num domingo de piquenique. Estou pensando em um modo de viver em comum união menos estreita enquanto aos seus padrões disciplinares em função da manutenção da produção e do consumo, uma comunidade capaz de ser menos mercantilista onde não predomine a troca como a forma privilegiada de relacionamento.
Será que é possível acompanhar o sofrimento do outro e ao mesmo tempo dar lugar à diferença que não cabe no espelho narcisista do nosso próprio ideal do eu?
Certamente, nos tempos de ódio, ressentimento e rompimento de laços sociais como os que vivemos essas perguntas são verdadeiramente idiotas. A clara resposta a curto prazo é decididamente NÃO. Mas não será justamente por isso que devemos pensar agora na possibilidade de transformação radical? Não estou querendo negar o urgente da ação política em favor do importante daquilo que pode ser feito.
Estou querendo chamar a atenção para o fato de não perder de vista aqueles problemas radicais que são importantes, mas que ficam adiados na necessidade de atender o urgente.
Talvez esse seja o momento para pensar radicalmente o importante sem descuidar aquilo que é urgente.
Disse o poeta:
la medicina escasa la mas insuficiente
es, la de remediar la mente,
y la locura, pasa risueña cuando engaña
o al odio, de la propia entraña
Silvio Rodriguez, poeta cubano

quarta-feira, 5 de junho de 2019


kant e o problema da significação

Como é possível o conhecimento nas ciências físico-matemáticas? Como é possível o conhecimento moral? Como é possível o julgamento estético? Como é possível afirmar a finalidade de um objeto, de um sistema ou até mesmo da natureza ou da humanidade? Essas são as perguntas fundamentais com as quais Kant se deparou no decorrer da sua obra filosófica e também foi a partir daí que desenhou seu sistema. Kant e o problema da significação apresenta uma interpretação sistemática da filosofia transcendental. Do problema da significação dos conceitos no período pré-crítico à indagação das condições de possibilidade das proposições sintéticas na etapa crítica o sistema da filosofia transcendental se constrói como análise lógico-semântico. Nesse percurso a questão da metafísica e do que é propriamente filosofar se articula com os enredos biográficos e os embaraços conceituais do filósofo de Königsberg. Por momentos o livro é um romance que revela um Kant em situações de indecisão, tentativas fracassadas e reinicios de projetos.


O Inconsciente. Onde mora o desejo

O inconsciente pode ser considerado o texto mais importante da chamada Metapsicologia freudiana. Foi elaborado por Freud para dar conta de sintomas que, não tendo causa física, também não eram produtos da consciência e, mesmo assim, se apresentavam como efeitos passíves de reconhecimento na clínica. Insiste em ser mais do que um conceito hoje em dia. Aparece como voz da linguagem popular, como ferramenta da clínica, como categoria de pensamento, como problema, como palavra sem sentido, como objeto de estudo, como tema de exame e até como elemento a ser decorado para avaliações universitárias.







Ontologia sem espelhos

O que é a realidade? Como uma pergunta desse tipo é possível?
O objetivo deste livro é nos prepararmos para a interrogação acerca da realidade. Por isso, antes de responder e avançar positivamente preferi­mos nos deter e apontar para a própria pergunta. Assim sendo, ensaiamos a busca de alguns elementos das condições de possibilidade da sua formula­ção. Para alcançarmos o nosso objetivo desenvolvemos a apresentação do resultado da pesquisa em três abordagens e uma conclusão.
Num primeiro enfoque do problema a tarefa se coloca na relação li­teratura-filosofia. A questão acerca do real aparece no plano da narrativa e do jogo da argumentação, isto é, da linguagem. Para isso usamos as ideias de Jorge Luis Borges e suas especulações sobre a realidade tanto nas fic­ções literárias quanto em relação à própria escrita filosófica. Numa segunda perspectiva o assunto é colocado em relação a quem pergunta e seu objeto. Por isso achamos pertinente usar alguns conceitos e dispositivos teóricos da filosofia moderna e suas objeções, especialmente em Descartes, Berkeley, Locke e Kant. No terceiro momento, indicamos o ponto no horizonte onde o fracasso das pressuposições anteriormente reveladas impulsiona a tentativa de uma nova formulação da pergunta pela realidade. O recurso da psicanáli­se se apresenta como a possibilidade de marcar o fim de uma época e abertura de uma nova pauta de trabalho. Ao final nos interrogamos o que é a realidade enquanto pergunta. Como uma pergunta desse tipo é possível?


Por Que Nos Identificamos?

Por que nos consideramos iguais a uns e diferentes de outros? Porque nos apaixonamos por determinadas pessoas, coisas ou ideias? Como decidimos nossas escolhas, nossos gostos? Por que nos reconhecemos a partir de um nome e de uma história individual, familiar ou grupal, de gênero, política ou étnica? Desde a crítica da identidade elaborada na filosofia moderna a partir de O Seminário IX de Lacan, A Identificação, articulamos um dispositivo conceitual que nos permite reformular a pergunta por aquilo que sou ou que somos já não desde uma essência, substância ou função lógica e sim desde a diferença.



A Eficacia Da Cura Em Psicanalise

Antonio Godino Cabas, Daniel Omar Perez, Edna Maria Romano Wallbach, Francisco Verardi Bocca, Gilberto Rudeck da Fonseca, João Perci Schiavon, Jorge Sesarino, Maria Angélica Carrera e Nadja Nara Barbosa Pinheiro se interrogam sobre a cura e oferecem dez trabalhos que lhe permitem ao leitor ter uma compreensão bastante abrangente do que seria uma psicanálise. O que seria um tratamento psicanalítico? O que trata uma psicanálise? Qual é a sua finalidade? Quando começa um tratamento psicanalítico? Quando termina? Quais são suas etapas ou momentos ou tempos? Qual é a duração de uma análise? Só há uma ou mais de uma análise? Todos podem fazer análise? O que faz um analista? As perguntas acima listadas são inquietação de leigos e iniciados e não têm data de validade nem prescrição definitiva. A tentativa de resposta para essas questões requer um cuidado ético-epistemológico para além de uma mera descrição de procedimentos e metodologias. A psicanálise como um trabalho com as palavras engendrou orientações convergentes e divergentes em diferentes aspectos, criou várias gerações de analistas que desenvolveram tratamentos gerais ou abordagens específicas. Algumas dessas práticas foram abandonadas, outras aprofundadas. Muitas tiveram uma eficácia duradoura, várias não passaram de ensaios. Um conjunto das práticas contemporâneas que refletem parte desse percurso se encontra expressado neste livro.





Kant in Brazil



Filosofia



Kant no Brasil



Filósofos e terapeutas



Ontologie sans miroirs



Kant pré-crítico



Ensaios de ética e política



Ensaios de filosofia moderna e contemporânea