Livro Kant e o problema da significação.
https://pt.scribd.com/doc/262051794/Kant-e-o-Problema-Da-Significacao
quinta-feira, 16 de abril de 2015
XVII Colóquio Kant da SKB-Seção Campinas Interpretações semânticas de Kant e Encontro do Grupo de Trabalho da ANPOF "Semântica e criticismo", de 24 a 28 de agosto de 2015
XVII Colóquio Kant da SKB-Seção
Campinas
Interpretações semânticas de Kant
e Encontro do Grupo
de Trabalho da ANPOF
"Semântica e criticismo"
Data e hora: da totalidade das
apresentações e reuniões do Colóquio e do Encontro, de 24 a 28 de
agosto de 2015 das 8.00 hs. às 20.00 hs.
Local: Unicamp / IFCH
Coordenador do evento
Daniel
Omar Perez (Unicamp)
Comissão Organizadora:
- Alexandre Hahn (UNB)
- Andrea Luisa Bucchile Faggion (UEL)
- José Oscar de Almeida Marques (UNICAMP)
- Daniel Omar Perez (UNICAMP)
- Zeljko Loparic (UNICAMP)
Comissão Científica:
- Aguinaldo Antônio Cavalheiro Pavão (UEL)
- Alexandre
Hahn (UNB)
- Andrea
Luisa Bucchile Faggion (UEL)
- Daniel
Omar Perez (UNICAMP)
- Fábio Scherer (UEL)
- Ileana
Paola Beade (UNR –Argentina)
- João Carlos Brum Torres (CNPq)
- José Oscar de Almeida Marques (UNICAMP)
- Juan Adolfo Bonaccini (UFPe)
- Natalia
Lerussi (UBA- Argentina)
- Patrícia Maria Kauark Leite (UFMG)
- Robert Hanna (University of Colorado -
USA)
- Tommasso Tuppini (Itália)
- Ubirajara Rancan Azevedo Marques (UNESP -
CNPq)
- Zeljko Loparic (UNICAMP)
Fundamentação e justificativa:
História:
A
Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira e o Grupo Criticismo e Semântica
realizam anualmente o Colóquio Kant da UNICAMP, já em sua décima sétima edição
a ser concretizada em 2015. O primeiro Colóquio Kant da UNICAMP foi realizado
em 1999, com o tema De que trata a
Crítica da razão prática. O segundo, em 2000, tratou dos Problemas abertos da terceira Crítica.
Os Problemas da filosofia prática de Kant
se constituíram, em 2001, no objeto do III Colóquio. Em 2002, Metafísica dos costumes e antropologia moral
foi o tema do quarto evento. O tema escolhido para o V Colóquio Kant, em 2003,
foi A teoria kantiana dos juízos históricos.
Em 2004, foi realizado o sexto evento com o tema Psicologia e antropologia em Kant (Colóquio internacional
comemorativo do bicentenário da morte de Kant). Em 2005. Criticismo e Semântica foi o tema do VII Colóquio. Em 2006, Adoutrina kantiana da religião tornou-se
o tema em debate. A reunião de 2007 trouxe ao centro da discussão um foco comum
para o qual tendem as investigações kantianas. O Colóquio discutiu: Acerca da Natureza Humana em Kant. Em
2008, o X Colóquio Kant tratou dos Problemas
semânticos na filosofia de Kant. No ano de 2009, o tema foi a inesgotável
primeira Crítica e o título: 1781, Kant
diante dos problemas da razão teórica. Em 2010, discutimos o tema Direito e Política. Em 2011, nosso
Colóquio teve por tema "Kant e a
Ciência de seu Tempo" e, em 2012, "Justiça e Liberdade". Em 2013, no XV colóquio o tema foi Intuições sem conceitos são cegas. No
final de 2014 se realizou o XVI colóquio sob o título História em Kant:
debate entre a interpretação histórico crítico-sistemática e a escola semântica.
Participantes dos eventos
durante os 15 anos de colóquios:
Diferentes
colegas de diferentes universidades do Brasil, América latina, Estados Unidos e
Europa tem participado ativamente nos eventos. Isso possibilitou a oportunidade
de um intercâmbio frutífero entre colegas e instituições.
Promoção de atividades
Além
dos Colóquios Kant, a Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira vem
promovendo também jornadas e workshops, seminários, cursos e disciplinas
regulares, bem como pesquisas no nível de graduação, mestrado, doutorado e
pós-doutorado a fim de promover o debate sobre questões mais pontuais, que não
podem ser devidamente aprofundadas nos Colóquios, de temática pouco mais ampla.
A seção Campinas da Sociedade Kant
Brasileira também edita desde 2002 a revista Kant e-prints hospedada no
Centro de Lógica e Epistemologia da UNICAMP.
Programa de trabalho:
segunda-feira 24 de agosto de 2015
13.00 hs. Abertura dos trabalhos:
A semântica de Kant: analítica e ontologia
1.
Daniel Omar Perez (Unicamp – CNPq): As
interpretações de Kant e a semântica
2.
Zeljko Loparic (Unicamp): A interpretação
semântica de Kant, a filosofia analítica e a fenomenologia
4. Roberto Horácio Sá
Pereira (UFRJ): Objeto e objetividade em
Kant
5. Tiago Fonseca (UFPR): 'A
Defesa Kantiana do Princípio de Causalidade'
6.
Juan Bonnaccini (UFPE – CNPq): Analítica e ontologia. Sobre a teoria
kantiana dos objetos
Mesa de debate sobre ontologia e quântica
7. Patricia Kauark
(UFMG): Criticismo e semântica
sem ontologia: a visão anti-realista de Niels Bohr da mecânica quântica.
8. Decio Krause
(UFSC):
9. Maria Luisa Dalla Chiara e 10. Roberto Giuntini: The Two-Slit Experiment, Quantum Logic And
Quantum Computational Logics
terça-feira 25 de agosto de 2015
8.00 hs.
Analítica e funcionamento da razão
11. Setephan Zimmermann (Bonn University – Alemanha) Kant on “Categories of Freedom”
12.
Olavo Pimenta (UFU): “Características,
operações e tarefas da faculdade da
imaginação nos domínios teórico e estético do idealismo
transcendental”.
imaginação nos domínios teórico e estético do idealismo
transcendental”.
13. Ubirajara Rancan Azevedo Marques (UNESP - CNPq) : Expressões
kantianas e idiossincrasias próprias.
14. Natalia
Lerussi (UBA – Argentina) Teleología e historia
en El conflicto de las
facultades de Kant.
15. Martin Arias (Conicet –
Argentina): La función regulativa de la
razón teórica en la primera crítica.
Razão
prática: Estado e Liberdade
16.
Julio Cesar Esteves (UENF – CNPq): Kant e
o Problema da Moral Luck
17. Ileana Beade (UNR – Argentina) La caracterización
kantiana del «principio universal del derecho» como postulado.Consideraciones en torno a una posible derivación del derecho a partir de la
ética.
18. Andrea
Faggion (UEL): Kant e o libertarianismo
19.
Aguinaldo Pavão (UEL): Obrigação moral e
obrigação política
20.
Alexandre Hahnn (UNB) A crítica kantiana
à psicologia racional como ciência
19.00 hs Reunião da
Revista Kant e-prints para planejamento de atividades
20.00 hs Reunião do GT
(Grupo de Trabalho) da ANPOF
"Semântica e criticismo" para planejamento de atividades
quarta-feira 26 de agosto de 2015
8.00 hs
Consequências do criticismo
22.
Nicolas Garrera (PUC-PR): “A crítica da
fenomenologia de Husserl a Kant”
23. Suze
Piza (Fundação Getúlio Vargas): Acontecimento
como signo em Kant e Foucault
24. Fabio
Scherer (UEL) Do método
kantiano de descoberta e prova do a
priori, conforme Friedrich Lange
25. Tommaso Tuppini (Università
di Verona - Itália) La Metafora, la
Libertà: Kant, Derrida e il Tono della Filosofia
12.00 hs Reunião da
SKB-Seção Campinas para planejamento de atividades e escolha das
autoridades
quinta-feira 27 de agosto de 2015
8.00 hs Inicio das apresentações de
comunicações já avaliadas pela comissão científica
1.
André Renato de Oliveira (doutorando Unicamp): A psicologia na antropologia de Kant
2.
Luís Gustavo das Mercês Muniz (doutorando Unicamp): A prudência na filosofia moral de Kant
3.
Luhan Galvão Alves (mestrando Unicamp): O
conceito de insociável sociabilidade em Kant
4.
Henrique Azevedo (doutorando Unicamp): Conceito
de filosofia cosmopolita em Kant
5.
Carlos André Duque Acosta (doutorado Unicamp) O distinção kantiana entre contradição, oposição antagonismo e conflito
em Kant
6.
Luiz Cesar Yanzer Portela (doutorando Unicamp): Ontologia em Kant
7.
Fabiano Queiroz da Silva (doutorando Unicamp): Do antropólogo pragmático de Kant ao antropólogo pragmático na modernidade
líquida de Bauman
8.
Claudio Sehnem (doutorando Unicamp): A
imaginação em Kant
Comunicações
a serem avaliadas pela comissão científica
sexta-feira 28 de agosto de 2015
8.00
hs Inicio das apresentações
Comunicações
a serem avaliadas pela comissão científica
Chamada
de trabalhos:
Para
os interessados em geral (não membros do GT e da Seção Campinas)
Data
limite para apresentação de trabalhos para o colóquio: 30 de junho de 2015.
Os
trabalhos devem ser enviados na íntegra, em arquivo pdf contendo os seguintes
elementos:
Nome
do pesquisador e instituição; título do trabalho; resumo entre 5 e 15 linhas; 5
palavras chave; texto integral do trabalho a ser apresentado.
Os
trabalhos serão avaliados e os aceitos serão publicados em lista até 13 de maio
de 2015.
Os
critérios de avaliação são: 1. Pertinência do trabalho com relação aos estudos
kantianos; 2. Relevância científica; 3. Objetivo, método e resultado definidos
e explícitos.
As
palestras a serem apresentadas são de membros do Grupo de Trabalho da ANPOF e
de colegas brasileiros e estrangeiros que trabalham os temas do colóquio e têm
estabelecido um diálogo com membros do GT.
domingo, 12 de abril de 2015
O desamparo e a identificação: o desejo de Salomé
A história bíblica de Salomé (em Mateus 14, Marcos 6, Lucas 9) foi levada ao teatro por Oscar Wilde e transformada em ópera por R. Strauss. Salomé, uma moça bela e sensual fica apaixonada por João o Batista que a rejeita e ao mesmo tempo se vê objeto das insinuações do seu padrasto. Diante da rejeição Salomé procura seduzir numa dança ao segundo esposo da sua mãe e em troca desse espectáculo pede a cabeça de João. Herodes concede o pedido. O desejo de Salomé vai do amor sensual à morte. O que está no fundo dessa passagem é o desamparo. O pai morreu, o padrasto a deseja sexualmente e o homem do qual se apaixona a rejeita. Sem laços que a sustentem entra no jogo das objetivações. Objetivasse ela para tornar os outros também objetos. A figura do desamparo se transforma em desejo de morte.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Ontologia e semântica. "Tem algo lá fora?" Como posso afirmar uma realidade fora de mim?
O problema da extistência dos objetos externos talvez possa ser considerado um dos problemas fundamentais da filosofia, e quiça também o que perpassa toda a história do pensamento do qual somos herdeiros. Uma forma anterior desse problema pode estar na formulação da pergunta: por que há algo e não nada? Esse é o tema do que chamamos ontologia ou metafísica generalis.
Desde os antigos até hoje a pergunta é reiterada:
1. por que ha algo e não nada?
2. como posso afirmar a existência de objetos fora de mim?
Com relação a isso Kant escreveu na segunda edição da "Crítica da Razão Pura" uma "Refutação ao idealismo". Segundo Guido de Almeida (138, 2005) "essa interpolação parece se explicar pelo desejo de Kant de realçar o lado realista da sua doutrina, a fim de se defender dos críticos que assimilavam o idealismo transcendental a uma nova forma do subjetivismo e do ceticismo".
A posição do cético seria a de exigir uma prova da existência do mundo externo e seria escandaloso para uma filosofia que afirma o conhecimento não ter uma prova anteriro. Perante esse pedido filósofos como Heidegger em "Ser e Tempo" parágrafo 43 consideram que o verdadeiro escândalo da filosofia não é não ter a prova mas exigir uma prova da existência do mundo externo. O Ser-aí já está no mundo quando faz essa pergunta. Por outro lado, G. E. Moore, em seu texto "A prova do mundo externo" considera o problema desde o ponto de vista das expressões na linguagem e sua relação com algo percebido. Sem entrar no mérito das duas propostas anteriores, que marcará o rumo de fenomenólogos e analíticos, vamos nos demorar em algumas considerações anteriores feitas a partir de Kant.
A questão que Kant assume não é se existe isto ou aquilo específico, mas se existe algo em geral. O problema de se existe isso ou aquilo específico pode ser um problema empírico, pode ser reducido a um equívoco circunstancial ou um problema reservado ao médico ou ao psicólogo. Ma s o problema de se existe algo em geral é problema da filosofia. Porém, essa existência de algo em geral é abordada não sem uma determinação específica. trata-se de saber se posso afirmar a existência de algo em geral na experiência cognitiva. Esse é o ponto de diferença entre a metafísica tradicional e a tarefa da filosofia entendida por Kant. A pergunta acerca de se há algo e não nada passa para a questão da existência do mundo externo, e essa questão é enunciada no interior de um campo de sentido.
No link que segue tem um artigo que ensaia uma interpretação semãntica da refutação ao idealismo com relação à questão dos objetos externos
https://www.academia.edu/8359400/Idealismo_Transcendental_e_Realismo_Emp%C3%ADrico_uma_Interpreta%C3%A7%C3%A3o_Sem%C3%A2ntica_do_Problema_da_Cognoscibilidade_dos_Objetos_Externos
Almeida, G. (2005) Kant e o escandalo da filosofia. IN PEREZ, D. O. "Kant no Brasil". São Paulo: Editora Escuta, pp. 137-166.
Desde os antigos até hoje a pergunta é reiterada:
1. por que ha algo e não nada?
2. como posso afirmar a existência de objetos fora de mim?
Com relação a isso Kant escreveu na segunda edição da "Crítica da Razão Pura" uma "Refutação ao idealismo". Segundo Guido de Almeida (138, 2005) "essa interpolação parece se explicar pelo desejo de Kant de realçar o lado realista da sua doutrina, a fim de se defender dos críticos que assimilavam o idealismo transcendental a uma nova forma do subjetivismo e do ceticismo".
A posição do cético seria a de exigir uma prova da existência do mundo externo e seria escandaloso para uma filosofia que afirma o conhecimento não ter uma prova anteriro. Perante esse pedido filósofos como Heidegger em "Ser e Tempo" parágrafo 43 consideram que o verdadeiro escândalo da filosofia não é não ter a prova mas exigir uma prova da existência do mundo externo. O Ser-aí já está no mundo quando faz essa pergunta. Por outro lado, G. E. Moore, em seu texto "A prova do mundo externo" considera o problema desde o ponto de vista das expressões na linguagem e sua relação com algo percebido. Sem entrar no mérito das duas propostas anteriores, que marcará o rumo de fenomenólogos e analíticos, vamos nos demorar em algumas considerações anteriores feitas a partir de Kant.
A questão que Kant assume não é se existe isto ou aquilo específico, mas se existe algo em geral. O problema de se existe isso ou aquilo específico pode ser um problema empírico, pode ser reducido a um equívoco circunstancial ou um problema reservado ao médico ou ao psicólogo. Ma s o problema de se existe algo em geral é problema da filosofia. Porém, essa existência de algo em geral é abordada não sem uma determinação específica. trata-se de saber se posso afirmar a existência de algo em geral na experiência cognitiva. Esse é o ponto de diferença entre a metafísica tradicional e a tarefa da filosofia entendida por Kant. A pergunta acerca de se há algo e não nada passa para a questão da existência do mundo externo, e essa questão é enunciada no interior de um campo de sentido.
No link que segue tem um artigo que ensaia uma interpretação semãntica da refutação ao idealismo com relação à questão dos objetos externos
https://www.academia.edu/8359400/Idealismo_Transcendental_e_Realismo_Emp%C3%ADrico_uma_Interpreta%C3%A7%C3%A3o_Sem%C3%A2ntica_do_Problema_da_Cognoscibilidade_dos_Objetos_Externos
Almeida, G. (2005) Kant e o escandalo da filosofia. IN PEREZ, D. O. "Kant no Brasil". São Paulo: Editora Escuta, pp. 137-166.
Antropologia e psicologia
Reunião Científica do Grupo de Pesquisa Psicanálise e Desenvolvimento
Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo;
Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo;
Prédio
G, Auditório Carolina Bori, 22/04/2015, das
09:00 as 12h00
(entrada livre)
Organização: Prof. Dr. Leopoldo Fulgencio
Conferência:
A Antropologia Pragmática.
Uma investigação
sobre a natureza humana
a partir da
filosofia transcendental de Immanuel Kant
Prof. Dr. Daniel Omar Perez (UNICAMP, Departamento de Filosofia)
Comentador: Prof. Dr. Nelson da Silva (IPUSP)
· Esta Reunião
Científica será transmitida ao vivo pela internet, no endereço
Resumo da conferência: A filosofia transcendental de Kant foi elaborada a partir de uma crítica à metafísica e à ontologia tradicional. Essa crítica se articula na tentativa de dar resposta às seguintes perguntas: 1. O que posso saber? 2. O que devo fazer? 3. O que é permitido esperar? As três perguntas comduzem a uma quarta: O que é o homem? A formulação de respostas a estas perguntas levou Kant a uma nova concepção de antropologia e de natureza humana. De acordo com ele, a antropologia pragmática não procura saber o que a natureza fez do homem, mas o que o homem faz, pode e deve fazer de si mesmo. Nesta conferência buca-se apresentar a concepção kantiana de natureza humana e de antropologia, bem como a relação destas com a tarefa da filosofia como crítica.
Daniel Omar Perez é professor doutor em filosofia na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), pesquisador PQ 1D no CNPQ com "A antropologia e o juízo prático. O ser humano como executor de operações judicativas na virtude, no direito, na história e na pedagogia de Kant". Também desenvolve um projeto sobre A constituição do sujeito a partir das relações de identificação; uma abordagem entre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacanaina. Em 2012 realizou um estágio de pós-doutorado na Bonn Universität (ALEMANHA) onde desenvolveu parte do projeto sobre antropologia em Kant e avançou na tradução das "Reflexões de Antropologia" de Kant (trabalho iniciado com Valerio Rohden em 2008). No ano de 2007 realizou outro estágio de pós-doutorado na Michigan State University (EEUU) com o apoio da Capes onde trabalhou na antropologia pragmática de Kant e na organização do livro "Kant in Brazil" com Frederick Rauscher. Publicou artigos de filosofia e psicanálise em revistas especializadas e livros, tais como Kant e o problema da significação (Editora Champagnat, 2008), O inconsciente, onde mora o desejo (Record, 2012), Ontologia sem espelhos (CVR, 2014), dentre outros.
Leopoldo
Fulgencio é professor
do Instituto de Psicologia da USP, Departamento de Psicologia da Aprendizagem,
do Desenvolvimento e da Personalidade; bolsista Produtividade CNPq; autor de Freud na Filosofia Brasileira (ESCUTA,
2004), O Método Especulativo em Freud
(EDUC, 2008), e “Winnicott rejection of the basic concepts of Freud’s
metapsychology” (artigo selecionado para compor o anuário do International Journal of Psychoanalysis
de 2007), dentre outros trabalhos publicados.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Ontologia sem espelhos já tem uma segunda edição.
O livro "Ontologia sem espelhos" tem segunda edição, com correções.
Aqui tem uma versão anteriro para quem quiser ter uma idea do conteúdo.
https://www.academia.edu/11856121/Ontologia_sem_espelhos
Aqui tem uma versão anteriro para quem quiser ter uma idea do conteúdo.
https://www.academia.edu/11856121/Ontologia_sem_espelhos
Política: Chomsky sobre a política internacional e a ação política na América Latina
Noam Chomsky ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky ) neste início de ano participou do Forum "Emancipação e Igualdade" em Buenos Aires. Falou sobre política internacional de EUA em relação com América Latina, direitos humanos, mídia e liberdade de imprensa. O linguísta e filósofo do MIT descreveu e explicou os fenômenos e os motivos pelos quais se violam os direitos humanos e os acordos internacionais em função de políticas imperiais.
Chomsky defende posições de políticas de autgestão e denuncia a sociedade entre o grande capital e os Estados em mãos de governos que optam por políticas de concentração de riqueza em poucas mãos. Em alguns momentos o filósofo analisa eventos e mostra como as transformações políticas dependem dos atores sociais. Perante situações postas um agente político referido à comunidade deve assumir um papel ativo. Desse modo se decide o rumo dos acontecimentos.
video 1
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Chomsky defende posições de políticas de autgestão e denuncia a sociedade entre o grande capital e os Estados em mãos de governos que optam por políticas de concentração de riqueza em poucas mãos. Em alguns momentos o filósofo analisa eventos e mostra como as transformações políticas dependem dos atores sociais. Perante situações postas um agente político referido à comunidade deve assumir um papel ativo. Desse modo se decide o rumo dos acontecimentos.
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domingo, 5 de abril de 2015
universidade para qualquer um
"Agora qualquer um vai para a universidade". Já ouvi essa frase com o tom do despreço. Talvez esse tom seja o resultado da impossibilidade, até agora, de se considerar e considerar os outros como membros da mesma comunidade. O despreço contra o pobre revela o sentimento de exclusão que funda, mem muitos casos, a constituição da propria identidade. Em muitos casos eu só posso ser eu mesmo se posso sentir que tem alguem inferior a mim.
A matéria Era lavador de carros e hoje estou concluindo o doutorado na Alemanha
http://obrasilqueconquistamos.com.br/era-lavador-de-carros-e-hoje-estou-concluindo-o-doutorado-na-alemanha/
A matéria Era lavador de carros e hoje estou concluindo o doutorado na Alemanha
http://obrasilqueconquistamos.com.br/era-lavador-de-carros-e-hoje-estou-concluindo-o-doutorado-na-alemanha/
O sujeito coletivo da história e os jogos olímpicos
O Filme "Fest der Völker" (1938) de Leni Riefenstahl não é apenas um documentário sobre os jogos olímpicos de 1936. O maior legado dessa obra é contribuir com a criação de um povo como sujeito de uma ação política. As primeiras imagens apresentam ruínas, colunas gregas, construções de centenas de anos e estatuas. Um mundo parece se abrir a partir delas, o céu, a paisagem da terra e do homem. Imediatamente pensei em "A origem da obra de arte" de Martin Heidegger.
Riefenstahl mostra a beleza dos corpos nus de homens e mulheres atléticas e a chama, sempre incandescente do fogo olímpico. A simbologia da tocha olímpica que passa de um lugar a outro, de um tempo a outro sendo transmitido de um homem ao outro dá a imagem de uma continuidade do tempo histórico. Tudo se passa como se desde aqueles antepassados gregos até a Alemanha de 1936 houvesse uma continuidade necessária e ao mesmo tempo consequência da determinação da vontade. Tudo se passa como se o destino inexorável e a determinação da vontade humana foram confluir para a realização da história.
Todos os povos da Terra são apresentados no campo dos jogos olímpicos. Cada um Marcha com seus trajes e suas características. Todos parecem contribuir com precisão de atores à festa do povo anfitrião. As imagens de Riefenstahl da abertura dos jogos mostram que realmente se trata de uma festa popular.
Nos jogos começam a aparecer os atletas estadunidenses e o relator por momentos menciona a cor da pele deles, o curioso é que não faz isso com nenhum dos outros competidores. É que esses "negros" disputam o favoritismo do anfitrião.
O ano seguinte dos jogos olímpicos, seria lembrado como o início da segunda guerra mundial. O Partido Nacional-socialista estava no poder desde 1933, havia quatro anos, e toda a mobilização dos setores populares da Alemanha foi direcionada como máquina de guerra em 1939. Aquele povo mobilizado era direcionado para o futuro a partir de uma tarefa presente que retomava um passado. A "festa do povo" de 1936 nas disputas dos jogos olímpicos se transformaria na tragedia jamais vista na Europa nos campos de batalha: 80 milhões de mortos. A mobilização popular que retomaria a dignidade do povo alemão no inicio da década de 1930 se realiza na "festa" dos jogos olímpicos de 1938 e tem seu ocaso na derrota de 1945. A mobilização popular foi direcionada com afetos e sentimentos que acompanharam ideais. Mas seriamos ingênuos se pensássemos que se tratou de uma direção externa, alheia à própria mobilização. Aquilo que colocava em ato a mobilização foi sua própria guia.
Os intelectuais europeus que comparam essa experiência com as mobilizações populares em Latino-América perdem de vista os elementos fundamentais: o tipo de afeto e sentimento, as ideias que se propõem e a história que se reivindica.
Riefenstahl mostra a beleza dos corpos nus de homens e mulheres atléticas e a chama, sempre incandescente do fogo olímpico. A simbologia da tocha olímpica que passa de um lugar a outro, de um tempo a outro sendo transmitido de um homem ao outro dá a imagem de uma continuidade do tempo histórico. Tudo se passa como se desde aqueles antepassados gregos até a Alemanha de 1936 houvesse uma continuidade necessária e ao mesmo tempo consequência da determinação da vontade. Tudo se passa como se o destino inexorável e a determinação da vontade humana foram confluir para a realização da história.
(filme completo legendado)
Nos jogos começam a aparecer os atletas estadunidenses e o relator por momentos menciona a cor da pele deles, o curioso é que não faz isso com nenhum dos outros competidores. É que esses "negros" disputam o favoritismo do anfitrião.
O ano seguinte dos jogos olímpicos, seria lembrado como o início da segunda guerra mundial. O Partido Nacional-socialista estava no poder desde 1933, havia quatro anos, e toda a mobilização dos setores populares da Alemanha foi direcionada como máquina de guerra em 1939. Aquele povo mobilizado era direcionado para o futuro a partir de uma tarefa presente que retomava um passado. A "festa do povo" de 1936 nas disputas dos jogos olímpicos se transformaria na tragedia jamais vista na Europa nos campos de batalha: 80 milhões de mortos. A mobilização popular que retomaria a dignidade do povo alemão no inicio da década de 1930 se realiza na "festa" dos jogos olímpicos de 1938 e tem seu ocaso na derrota de 1945. A mobilização popular foi direcionada com afetos e sentimentos que acompanharam ideais. Mas seriamos ingênuos se pensássemos que se tratou de uma direção externa, alheia à própria mobilização. Aquilo que colocava em ato a mobilização foi sua própria guia.
Os intelectuais europeus que comparam essa experiência com as mobilizações populares em Latino-América perdem de vista os elementos fundamentais: o tipo de afeto e sentimento, as ideias que se propõem e a história que se reivindica.
Sujeitos coletivos da ação política.
Desde as passeatas de junho-julho de 2013 que começaram com uma reclamação contra o aumento das passagens dos ônibus voltou no Brasil o debate sobre a importância da participação e da reclamação de grandes coletivos.
Nas eleições para presidente em 2014 tivemos também uma grande movilização popular que polarizou o país entre os dois principais candidatos.
Agora, no início de 2015 já assistimos ou participamos de algum tipo de movilização popular.
Milhares de pessoas se convocam por várias vias para mostrar seus sentimentos e expressar suass reclamações. Em torno de um conjunto de sentimentos e reclamações compartilhados se congregam em praças, avenidas e ruas, levantam bandeiras, pintam cartazes, compõem cantos e gritam palavras de ordem.
Os movimentos populares historicamente produzem câmbios fundamentais. O Brasil tem duas situações emblemáticas: 1. a marcha das familias em 1964 que deu apoio a um golpe militar que quebraria a ordem institucional democrática, 2. as diretas já no final daquela ditadura, quase 20 anos mais tarde, dando apoio à democracia por vir.
Entre uma movilização popular e outra há uma absoluta oposição política, uma era a favor de quebrar a democracia, a outra era pelo aprofundamento da prática democrática. Embora em ambos os casos tenhamos um fenômeno de massas o direcionamento é o oposto.
A diferença está em todos os elementos que compõem o vínculo entre as pessoa.
Assistir "O triunfo da vontade" pode nos ajudar a ver essa diferença.
(filme completo legendado)
O filme-documentário mostra uma estética, uma ordem e um discurso muito peculiar que levará a ter 80 milhões de mortos nos campos de batalha e 8 milhões nos campos de extermínio.
Não é suficiente com que seja popular ou massivo para ser algo positivo, é preciso que a estética e o discurso dessa massa não seja nem a estética nem o discurso do ódio e da eliminação do outro.
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