quinta-feira, 26 de abril de 2018

Como viver juntos? Sobre a noção de comunidade a partir de Kant, Sade e Freud: a lei, a perversão e o desejo.


Disciplina 2º período de 2018: Tópicos especiais de filosofia HG 081
Professor: Daniel Omar Perez

Tema: Como viver juntos? Sobre a noção de comunidade a partir de Kant, Sade e Freud: a lei, a perversão e o desejo.

Ementa: O objetivo deste programa de trabalho consiste em analisar as noções de comunidade ou análogas que referem à possibilidade de viver juntos a partir da obra de autores como Kant, Sade e Freud. Kant propõe uma comunidade a partir da lei, Sade tematiza a relação com os outros a partir de um conceito de natureza que se esgota no próprio usufruto, Freud propõe pensar os coletivos e a sociedade a partir do desejo. O intuito dessa análise visa refletir sobre a possibilidade de estabelecer um laço social (conceito de Lacan) que permita a vida em comum e o reconhecimento da diferença. Isto é, trata-se de passar do autoerotismo à relação com o outro na sua diferença.

Programa:
1.      A formulação do problema: como passar do gozo sem laço (Lacan em seus seminários da década de 1970) para uma ética do desejo e do reconhecimento da diferença? Como viver juntos? (Pergunta de Roland Barthes no seu seminário do Colégio da França)
2.      A questão de uma comunidade ética entre a lei e o desejo: Lacan conta a história em O Seminário 7.
3.      Uma comunidade ética da lei sobre o desejo: Kant imperativo e natureza humana
3.1.O bem viver
3.2.O temor a Deus
3.3.A perfeição
3.4.O bem comum
3.5.O mal radical: os três graus de maldade.
4.      Sade: o avesso de Kant entre a lei e o desejo
4.1.Sade e o sadismo
4.2.Masoch e o masoquismo
4.3.A interpretação deleuziana de Sade e de Masoch
4.4.A interpretação freudiano-lacaniana de sadomasoquismo
4.5.O cinismo antigo e o contemporâneo
4.6.O quinto discurso de Lacan: o discurso capitalista
4.7.O gozo sem laço: a interpretação de Collete Soler
5.      Freud: o retorno do recalcado e o desejo
5.1. A moral como repressão
5.2. A ordem social como renuncia
5.3. A interpretação de Lacan sobre a lei do desejo
5.4. O ato analítico como ato ético e feminino
6.      Observações finais:
6.1.O laço social e os corpos em desamparo, o problema do medo, do pânico e do ódio na sociedade. A noção de Hilflosigkeit em Freud.


Bibliografia:

Agamben, G. (2013) O homem sem conteúdo. Belo Horizonte: Autêntica.
___________ (2016) O tempo que resta. Belo Horizonte: Autêntica.
___________  (2017) O uso dos corpos. Belo Horizonte: Autêntica.
___________ (2015) Meios sem fim. Notas sobre a política. Belo Horizonte: Autêntica..
Barthes, R (2003) Como vivir juntos? Buenos Aires: Siglo XXI.
Copjec, J. (2006) Imaginemos que la mujer no existe. Ética y sublimación. Buenos Aires: FCE.
Costa Pereira, M.E. (2008) Pânico e desemparo. São Paulo: Editora Escuta.
Derrida, J. (2002) O animal que logo sou. São Paulo Editora da Unesp.
Freud, S. (1914) Introducción al narcisismo. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica.
_______. (1915) El Inconsciente. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica. (2012) Unbewusste. IN Freud, S. Das Ich und das Es. Metapsychologische Schriften. Frankfurt am Main: Fischer.
_______. (1915b) Los instintos y sus destinos. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 11. Buenos Aires: Hyspamerica. (2012) Triebe und Triebschicksale. IN Freud, S. Das Ich und das Es. Metapsychologische Schriften. Frankfurt am Main: Fischer.
_______. (1921) Psicologia de las masas y análisis del Yo. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 14. Buenos Aires: Hyspamerica. (2010) Massenpsychologie und Ich-Analyse. Hamburg: Nilkol Verlagsgesellschaft.
_______. (1932-1933) Nuevas Lecciones introductorias al Psicoanálisis. . IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 18. Buenos Aires: Hyspamerica. (2010) Vorlesungen zur Einführung in die Psychoanalyse. Hamburg: Nikol Verlagsgesellschaft.
________ (1939) Moises y a religion monoteísta. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 19. Buenos Aires: Hyspamerica.
________ (1912-13) Totem y tabú. IN Freud, S. (1988) Obras completas. Vol 9. Buenos Aires: Hyspamerica.
Kant,I. Kant’s Gesammelte Schriften. Berlin: Walter de Gruyter & Co, 1902-.
Lacan, J. (1998) Escritos. RJ: Jorge Zahar Editor.
______. (2001) Outros Escritos. RJ: Jorge Zahar Editor.
______. (1955-1956) Psychoses http://staferla.free.fr/ Tradução para o português: O Seminário Psicoses. Livro 3. (1997) Rio de Janeiro: Zahar Editores.
______. (1959-1960) L´Ethique. http://staferla.free.fr/ Tradução para o português: O Seminário A ética da psicanálise. Livro 7. (1997) Rio de Janeiro: Zahar Editores.
______. (1973-1974) Mais ainda. Livro 20. (1985) Rio de Janeiro: Zahar Editores.
______ (1975-1976) O Sinthoma. Livro 23 . (2007) Rio de Janeiro: Zahar Editores.
Nancy, J.L (2014) Um sujeto? Adrogue: Ediciones la Cebra.
Perez, D.O. (2014) Ontologia sem espelhos. Curitiba: Editora CRV.
_________ (2012) O Inconsciente. Onde mora o desejo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
_________  La responsabilidad no-recíproca y desigual. Una interpretación kantiana.. In: Dorando Michelini; Wolfgang Kuhlmann; Alberto Damiani. (Org.). Ética del discurso y globalización. Corresponsabilidad solidaria en un mundo global intercultural.. 1ed.Rio Cuarto: Ediciones del Icala, 2008 b, v. 1, p. 49-59.
_________ A loucura como questão semântica: uma interpretação kantiana. Trans/Form/Ação (UNESP. Marília. Impresso), v. 32, p. 95-117, 2009.
_________ A antropologia pragmática como parte da razão prática em sentido kantiano. Manuscrito (UNICAMP), v. 32, p. 357-397, 2009 b.
_________  El cuerpo y la ley: de la idea de humanidad kantiana a la ética del deseo en Lacan. Revista de Filosofia : Aurora (PUCPR. Impresso), v. 21, p. 481-501, 2009.
_________  O Sexo e a Lei em Kant e a Ética do Desejo em Lacan.. Adverbum (Campinas), v. 4, p. 104-112, 2009 c.
_________  Kant : a lei moral. In: Anor Sganzerla; Ericson Falabretti; Francisco Bocca. (Org.). Ética em movimento: contribuições dos grandes mestres da filosofia. 1ed.São Paulo: Paulus, 2009 d, v. 1, p. 147-154.
_________ A lei, a filosofia, a psicanálise.. In: Leyserée Adriane Fritsch Xavier. (Org.). Kant a Freud: o imperativo categórico e o superego.. 1ed.Curitiba: Juruá, 2009 f, v. 1, p. 11-14.
_________  . Ética y Antropologia o el kantismo de Maliandi. In: Michelini, Dorando, J. ; Hesse, Reinhard; Wester, Jutta.. (Org.). Ética del Discurso. La pragmática trascendental y sus implicancias prácticas.. 1ed.Rio Cuarto: Ediciones del Icala., 2009, v. 1, p. 107-115.
_________ A proposição fundamental da antropologia pragmática e o conceito de cidadão do mundo em Kant. Coleção CLE, v. 57, p. 313-333, 2010.
_________ O significado de natureza humana em Kant. Kant e-Prints (Online), v. 5, p. 75-87, 2010b.
_________  El ódio al vecino o: se puede amar al prójimo? Un diálogo con los conceptos de responsabilidad y solidaridad de Dorando Michelini.. In: Anibal Fornari; Carlos Perez Zavala; Jutta Westter. (Org.). La razón en tiempos difíciles.. 1ed.Rio Cuarto - Argentina: Universidad Católica de Santa Fe - Ediciones del Icala, 2010 c, v. 1, p. 29-36.
_________  Acerca de la afirmación kantiana de que el ser humano no es un animal racional y mucho menos alguien en quién se pueda confiar. In: Dorando Michelini, Andrés Crelier, Gustavo Salermo. (Org.). Ética del discurso. Aportes a la ética, la política y la semiótica.. 1ed.Rio Cuarto, Argentina: Ediciones del Icala - Alexander von Homboldt Stiftung., 2010 d, v. 1, p. 74-81.
_________  O significado da natureza humana em Kant. In: Leonel Ribeiro dos Santos; Ubirajara Rancan de Azevedo Marques; Gregorio Piaia; Marco Sgarbi; Ricardo Pozzo. (Org.). Que é o homem? Antropologia, estética e teleologia em Kant.. 1ed.Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2011, v. 1, p. 207-218.
_________   A natureza humana em Kant. In: Claudinei Luiz Chitolina; José Aparecido Pereira; José Francisco de Assis Dias; Leomar antonio Montagna; Rodrigo Hayasi Pinto. (Org.). A natureza da mente. 1ed.Maringá: Editora Humanitas Vivens, 2011 b, v. 1, p. 97-115.
_________  Foucault como kantiano: acerca de um pensamento do homem desde sua própria finitude. Revista de Filosofia: Aurora (PUCPR. Impresso), v. 24, p. 217, 2012.
_________  Kant, o antropólogo pragmático.. In: Anor Sganzerla; Antonio José Romera Valverde, Ericson Falabreti. (Org.). Natureza Humana em movimento.. 1ed.São Paulo: Paulus, 2012, v. 1, p. 127-144.
________  A relação entre a Teoria do Juízo e natureza humana em Kant. Educação e Filosofia (UFU. Impresso), v. 27, p. 233-258, 2013.
_________  História e teleologia na filosofia kantiana. Resposta às críticas de Ricardo Terra contra a ?Escola semântica de Campinas?. Studia Kantiana (Rio de Janeiro), v. 16, p. 144-159, 2014.
__________  Idealismo Transcendental e Realismo Empírico: uma Interpretação Semântica do Problema da Cognoscibilidade dos Objetos Externos. Estudos Kantianos, v. 2, p. 29-40, 2014.
___________  A identificação, o sujeito e a realidade. Uma abordagem entre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacaniana. Sofia, v. 6, p. 162-210, 2016.
Sade
Soler, C. (2016) O que faz laço? São Paulo: Editora Escuta
Stoller, R. (2014) Perversão. A forma erótico do ódio. São Paulo: Hedra.
Zizek, S. (2003) Las metástases del goce. Seis ensayos sobre la mujer y la causalidade. Buenos Aires: Paidós.
_______ (2006) Porque no saben lo que hacen. El goce como un factor político. Buenos Aires: Paidos.

Metodologia: aulas expositivas e debate com os estudantes

Avaliação: Um trabalho final a combinar os critérios com os estudantes matriculados

Data e horário: quintas-feiras de 19 a 23 horas de agosto a novembro de 2018.

Consulta: sextas-feiras de 15 a 19 horas

Serão aceitos alunos especiais.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Recomendações de leituras


Trabalhos publicados em 2015-2016-2017.

Artigos

1 LOS LÍMITES DE LA PSICOLOGÍA COMO CIENCIA Y LA POSIBILIDAD DE SU USO EN LA ANTROPOLOGÍA EN KANT Studia Kantiana 2017

2 O lugar da natureza humana em Kant, 2017 Natureza Humana (Online) 2017

3 A identificação, o sujeito e a realidade. Uma abordagem entre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacaniana REVISTA SOFIA - VERSÃO ELETRÔNICA 2016

4 Ontology, metaphysics and criticism as Transcendental Semantics as of Kant Clique para acessar o artigo REVISTA DE FILOSOFIA: AURORA (PUCPR. IMPRESSO) 2016

5 Semântica, natureza humana e objetos externos. Divergência entre semântica transcendental e semântica cognitiva KANT E-PRINTS (ONLINE) 2016

Capítulos de livros

1 O esquecimento da tragédia e a psicanálise como experiência ética Capítulo de livro publicado 2017

2 Ontologia, metafísica e crítica como semântica transcendental desde Kant. Capítulo de livro publicado 2017

3 Do líder, as identificações e as coletividades Capítulo de livro publicado 2016

4 O cínico e a política Capítulo de livro publicado 2016
5 A clínica na psicose: proposta Fontana Capítulo de livro publicado 2015

6 The Possybility of an Anthropological Study of Human Nature in Kant Capítulo de livro publicado 2015


Livros, traduções e Artigos e capítulos de livros enviados para Publicação em 2017 - 2018 


1. Sem Perdão. A lógica do perdão e da culpa, do esquecimento e da lembrança a partir de Freud (Brasilia) 

2. A função da apercepção transcendental na dedução das categorias do entendimento (Curitiba) 

3. Lacan contra a ontologia (São Paulo) 

4. O Projeto Antropológico De Kant (Florianópolis) 

5. As condições de possibilidade da experiência de hospitalidade (Fortaleza) 

6. O populismo, a massa e a afetividade 

7. Livro "Kant e os sentimentos de uma filosofia prática" 

8. Tradução, estudo introdutório e notas das "Reflexões de antropologia" do volume XV das obras completas de Immanuel Kant a ser publicada em 3 volumes.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Vídeos de filosofia, psicanálise e ética

O que é a realidade?




A psicanálise cura?



Sobre a razão pura e os problemas do conhecimento




Sobre a razão prática e os problemas da moralidade




Sobre os direitos animais


Sobre a antropologia pragmática



Kant, a significação dos conceitos e a metafísica em três vídeos


vídeo I



Vídeo II



Vídeo III




Por que nos identificamos? em seis vídeos

Vídeo I


Vídeo II




Vídeo III


Vídeo IV


Vídeo V


Vídeo VI



A desubstancialização do sujeito, de Descartes à psicanálise

http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/watch_video.php?v=BK88DBOO466A





Sobre identificações coletivas 








Lacan contra a ontologia

 http://cameraweb.ccuec.unicamp.br/watch_video.php?v=XU9X5AWUXKGD


Lacan, imaginário, simbólico e Real ( por acaso)



Direitos Animais!



Direitos dos Animais! Assistam
#CafécomConversa #DireitosdosAnimais
"Ainda hoje aqui na página um bate-papo que trocou a "polarização" pela "controvérsia" em um tema de extrema importância para a comunidade científica e toda a sociedade.
Prazer em participar desse bate-papo!" 
(texto do Prof Wagner Fávaro Juliana Mattoso com o qual concordo em cada letra)
jornalista Luiza Bragion.
#CafécomConversa
#Unicamp 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O amor em psicanálise como condição para a constituição do sujeito e a atividade da filosofia

O amor em psicanálise como condição para a constituição do sujeito e a atividade da filosofia

Toda segunda-feira de 2018, a partir de 26 fevereiro até junho inclusive, de 19 a 23 horas no IFCH da Unicamp
Disciplina de graduação em filosofia

Tema: O amor em psicanálise como condição para a constituição do sujeito e a atividade da filosofia

Ementa: A disciplina tem como objetivo indagar os elementos que fazem possível a constituição do sujeito do inconsciente (da enunciação) e a emergência da atividade filosófica. Para tal fim, abordaremos a questão do amor em psicanálise e com essas ferramentas iremos a abordar cada caso.
Nossa hipótese é que: a partir dele (do amor, entendido desde Freud e de Lacan) o sujeito e filosofia são possíveis. Nesse sentido trabalharemos um conjunto de textos que nos permitirão destacar cada um dos elementos com o intuito de organizar um dispositivo conceitual capaz de provar nossa hipótese e alcançar nosso objetivo.
O método de trabalho sobre a questão será análogo ao de Kant na sua disciplina de Antropologia desde um ponto de vista pragmático. Pretendemos estar realizando uma continuação daquele trabalho.
Programa:
Definições de filosofia, sujeito e amor na história da filosofia e na literatura que nos permitirão demarcar o horizonte de trabalho. A apresentação do horizonte de trabalho. Amor sensual, amor filial, amor de amigo, o amor universal, o amor a Deus, o amor à Pátria. A filosofia teorética, prática e a filosofia como práxis e filosofia de vida
Exposição do objetivo, método e possíveis resultados do trabalho
O amor de Freud: Narciso e seu espelho. Quem é o objeto do nosso amor? Quem é aquele que pode nos amar? Como o amor começa e como o amor acaba? É possível amar a mais de uma pessoa?
O dom de amar segundo Lacan e a possibilidade do sujeito e da atividade filosófica
O amor do banquete: completude e ágalma (os mitos e o amor de transferência; mestre e discípulo) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 8)
O amor de Alcibíades e Sócrates (o amigo e a política) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 8)
O amor de mãe em Medeia (as interpretações de Passollini e Lars von Trier)
O amor sacro e mundano da Salomé (da Biblia a Wilde e Strauss)
O amor de irmã da Antígona (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 7 e 15)
O amor de Helena (entre dois amores, amor e traição I)
O amor de tango (o amor na gloria e no ocaso; o drama da vida e a traição; a mãe e os amigos)
O amor na amizade. Séneca e marco Aurelio
O amor da família italiana (a família na república, no Império e nas cenas do cinema americano, de Paul Veyne a Francis Ford Coppola)
O amor do Deus dos judeus e dos cristãos (o fruto do jardim, babel, a destruição das cidades ímpias, Jô e as apostas, o Apocalipse)
O amor de Jesus (o universal e a carne ou a pregação e Maria Madalena; o pai, o povo e a cruz; Jesus carrega a cruz por amor a um povo que o apedreja;
O amor de Agostinho (confissões autobiográficas, Monica –a mãe- e a salvação, o amor homossexual e a dúvida do pecado entre a carne e a alma)
O amor de Heloisa e Abelardo (a liberdade da mulher e a insegurança do homem)
O amor entre os homens dos árabes (a poesia homo afetiva do século IX; o amor romântico e erótico dos homens)
O amor cortês (cavaleiros e princesas num mundo sempre imaginário)
O matrimónio por amor ( a igreja e a função da família)
O amor de Santa Teresa de Ávila e de San Juan de la Cruz (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 20)
A maldição de Malinche (amor e traição II)
O amor de Descartes e a princesa triste (as paixões da alma, o eu e a filosofia)
O amor de Kant (a distância e o sexo)
O amor de Arendt e Heidegger (a filosofia, a universidade e o racismo)
O amor de Simone e Sarte (liberdade individual e compromisso político)
O amor de Perón e Evita (a política, a pátria e o povo)
O amor segundo Hitchcock (a mãe e a psicose) (alguns elementos da leitura de Lacan em O Seminário 3)
O amor segundo Woody Allen (a tradição judaica na cidade cosmopolita)
O amor segundo Clint Eastwood (a tradição republicana ou como manter valores em épocas de decadência)
Epílogo do amor
Metodologia: aulas expositivas e debate sobre o conteúdo
Avaliação: Trabalho final escrito avaliado com critérios acordados em sala de aula
Consulta: Toda segunda-feira de 16.00 h a 19.00 h na sala 45 B

Filosofia e psicanálise: sobre contradição, negação e oposição a partir de Kant e suas implicações em Lacan e Laclau

Filosofia e psicanálise: sobre contradição, negação e oposição a partir de Kant e suas implicações em Lacan e Laclau

todas as Terças-feiras do primeiro semestre de 2018 de 19 a 23 horas na Unicamp A PARTIR DE 27 DE FEVEREIRO

Filosofia e psicanálise: sobre contradição, negação e oposição a partir de Kant e suas implicações em Lacan e Laclau
Disciplina de pós-graduação em filosofia para o primeiro semestre de 2018 na Unicamp.



Filosofia e psicanálise: sobre contradição, negação e oposição a partir de Kant e suas implicações em Lacan e Laclau
O curso visa abordar as noções de contradição, negação e oposição em Kant com o intuito de acompanhar o percurso do uso desses elementos até a psicanálise lacaniana e a teoria política de Laclau. A elucidação desses elementos lógicos é fundamental para elaborar o dispositivo conceitual que nos permite entender a constituição do sujeito e das identificações coletivas
1. "As magnitudes negativas na filosofia", "Lógica" e "Crítica da razão pura" de I. Kant.
1.1. A diferença entre oposição lógica e oposição real
1.2. Causa e identidade
1.3. Realidade, negação, limitação e contradição
1.4. As quatro formas do conceito de Nada
2. "Ciência da lógica" e "Fenomenologia do espírito" de G. Hegel
2.1. A crítica de Hegel a Kant: acerca de negação e contradição
3. "Interpretação dos sonhos" e "A negação" de S. Freud
3.1 Negação, determinação e sobredeterminação
4. "Sobre a contradição" e "Sobre o tratamento correto das contradições no interior do povo" de Mao Tse-tung.
4.1. Contradição fundamental e contradição secundária
5. "Contradição e sobredeterminação" de L. Althusser
6. "Introdução ao comentário de Jean Hyppolite sobre a Verneining de Freud" e "Resposta ao comentário de Jean Hyppolite sobre a Verneining de Freud" de J.Lacan
7. "Antagonismo, subjetividade e política" de E.Laclau
Bibliografia Básica:
Althusser, L. "Contradicción y sobredeterminación" IN "La revolución teórica de Marx". México: Siglo XXI, 1985.
Freud, S. "La negación" IN Freud Obras Completas, vol. 16. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Versão em alemão na obra completa on-line http://freud-online.de/Texte/PDF/freud_werke_bd14.pdf

_______ "La interpretación de los sueños" IN Freud Obras Completas, vol 3. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988.
_______ "Die Traumdeutung" Hamburg: Nikol, 2010.
Hegel, G "Phänomenologie des Geistes." Paderborn: Voltmedia.
_______ "Ciencia de la lógica." Trad Rodolfo Mondolfo. Buenos Aires: Las cuarenta, 2013. Versão em alemão file:///C:/Users/Usuario/Documents/3%20BIBLIOTECA/Wissenschaft%20der%20Logik%20-%20Erster%20Teil.pdf
Kant, I. "Kant’s Gesammelte Schriften." Berlin: Walter de Gruyter & Co, 1902-.
Lacan, J. "Escritos." Rio de Janeiro: Zahar Ed., 1998. Versão em francês http://staferla.free.fr/

Laclau, E. "Los fundamentos retóricos de la sociedad" Buenos Aires: FCE, 2014.
Mao Tse-tung "Cinco Tesis filosóficas" IN Obras Escogidas de Mao Tse-tung. Ediciones em lenguas extranjeras Pekin, 1968.

O Contingente A Priori de Kripke e o Sintético A Priori de Kant

O Contingente A Priori de Kripke e o Sintético A Priori de Kant

HF951-A – SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO EM FILOSOFIA DA LINGUAGEM E DO CONHECIMENTO


PROF. DANIEL OMAR PEREZ 
1º SEMESTRE 2018 TODA SEXTA A PARTIR DE 2 DE MARÇO 13.00 HORAS

O Contingente A Priori de Kripke e o Sintético A Priori de Kant


O propósito deste seminário é estudar a polêmica em torno da hipótese de Kripke (1980) de que há verdades contingentes a priori, bem como verdades necessárias a posteriori, bem como realizer uma comparação com a teoria kantiana dos juízos sintéticos a priori. No caso de Kripke, sua hipótese depende de algumas teses mais fundamentais sobre a existência de dois mecanismos de referência na linguagem natural, a saber, referência direta (através de termos singulares genuínos ou que apresentam rigidez de jure, como Kripke a chama), e referência indireta (ou através de descrições definidas, rígidas ou não rígidas). Kripke apresenta alguns exemplos de um e de outro tipo de verdade que se tornaram célebres, e se tornaram objeto de intensa polêmica na filosofia da linguagem e epistemologia. (Em Kaplan (1989) encontramos exemplos análogos que surgem do emprego de termos indexicais.) Estudaremos as críticas de Donnellan (1977), Salmon (1986, 1987), Soames (2003, 2005), Evans (1979) e Hawthorn and Manley (2012) aos casos de contingente a priori. Veremos as defesas parciais propostas por Jeshion (2000, 2001), Williamson (1986) e Ruffino (2007, 2013). Por fim, será explorada a possibilidade de uma solução via teorias de atos de fala e enunciados performativos. No caso de Kant procuraremos apresentar sua teoria da existência em O único fundamento possível para uma demonstração da existência de Deus, os modos de doação de sentido dos distintos tipos de conceitos (empíricos, do entendimento e da razão) e os critérios para decidir a validade das proposições sintéticas na Crítica da razão pura e Prolegômenos a toda metafísica futura. Para nos aproximar da questão proposta por Kripke (1) abordaremos as proposições que contem o conceito de matéria nos Princípios metafísicos da ciência da natureza; (2) as proposições de direito em Metafísica dos costumes.


BIBLIOGRAFIA Daniel Omar. (Org.). (2005) Kant no Brasil. 1ed.São Paulo: Editora Escuta, v. 1, p. 273- 313. Donnellan, K. (1977). “The Contingent A Priori and Rigid Designators”. Midwest Studies in Philosophy II, pp. 12-27.
Donnellan, K. (1983 ). “Kripke and Putnam on natural kind terms”. In S. Ginet and S. Shoemaker (eds.), Knowledge and Mind: Philosophical Essays, Oxford, Oxford University Press, pp. 84-104. Evans, G. (1979). “Reference and Contingency”, The Monist 62, pp. 161-89. Kant, I. (1901-) Kant´s gesammelte Schriften. Berlin: Walter de Gruyter & Co. ________. (2000) A semântica transcendental de Kant. Campinas: CLE. ________. (2005) O problema fundamental da semântica jurídica de Kant. In: Perez, ________ (2008) Kant e o problema da significação. Curitiba: Champagnat. _________ (2016) Ontology, metaphysics and criticism as Transcendental Semantics as of Kant. Revista de Filosofia Aurora, v.28, n.44. Hawthorne, J., e Manley, D. (2012). The Reference Book. Oxford: Oxford University Press. (Chapter II.) Hintikka, J. (1962). “Cogito ergo Sum: Inference or Performance?” in Sesonske, A. and Fleming, N. (eds.). Meta-Meditations: Studies in Descartes. Belmont, CA.: Wadsworth Publishing Co, pp. 50-76. Jeshion, R. (2000). “Ways of Taking a Meter”. Philosophical Studies 99: 297–318. Jeshion, R. (2001). “Donnellan on Neptune”. Philosophy and Phenomenological Research LXIII, N. 1, pp. 111-135. Kaplan, D. (1989). “Demonstratives. An Essay on the Semantics, Logic, Metaphysics and Epistemology of Demonstratives and Other Indexicals” in Almog, J., Perry, J., Wettstein, H. (eds.), Themes From Kaplan. New York: Oxford University Press. Kripke, S. (1980). Naming and Necessity. Cambridge: Harvard University Press. Ruffino, M. (2007). “The Contingent A Priori and De Re Knowledge”, in Penco, C., Vignolo, M., Ottonelli, V, Amoretti, C. (eds.), Proceedings of the 4th Latin Meeting in Analytic Philosophy. Genova: CEUR Workshop Proceedings, pp. 45-58. Ruffino, M. (2013). “O Contingente A Priori”. Em Branquinho, J. e Santos, R. (Eds.), Compêndio em Linha de Problemas de Filosofia Analítica. Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Salmon, N. (1986). Frege’s Puzzle. Atascadero, CA: Ridgeview Publishing Co., pp. 140-2. Salmon, N. (1987) “How to Measure the Standard Meter”, Proceedings of the Aristotelian Society 88, pp. 193-217. Soames, S. (2003). Philosophical Analysis in the Tweentieth Century, Vol. 2. The Age of Meaning. Princeton: Princeton University Press, pp. 372-422. Soames, S. (2005). Reference and Description. Princeton: Princeton University Press, pp. 54-68.  Wiliamson, T. (1986). “The Contingent A Priori: Has It Anything to Do with Indexicals?”, Analysis, Vol. 46, No. 3 (Jun., 1986), pp. 113-117

Filosofia com famílias sob o diagnóstico de autismo

Filosofia com famílias sob o diagnóstico de autismo

Projeto de extensão na Unicamp
registrado no SAE no sistema BAS

REUNIÃO TODA SEGUNDA-FEIRA 16.00 HORAS NAS MESAS DO PRÉDIO DA PÓS-GRADUAÇÃO DO ifch DA UNICAMP

Filosofia com famílias sob o diagnóstico de autismo
(se procuram estudantes interessados no trabalho)


Trata-se de desenvolver um trabalho de transmissão e produção de filosofia com crianças, adolescentes e adultos com diagnóstico de autismo e suas famílias.

O autismo é definido a partir de problemas cognitivos, de comunicação e de sociabilidade. De acordo com a nova formulação da Associação Americana de Psiquiatria DSM-V, no espectro do trastorno de autismo se observam os problemas de comunicação social e os déficits e os comportamentos fixos ou repetitivos. Isto gera dificuldades no processo de socialização e de cognição. 



Entendemos que o trabalho com elementos da filosofia em atividades alternativas de ensino e entretenimento pode contribuir para que as pessoas com diagnóstico de autismo e suas famílias encontrem modos de lidar com problemas cotidianos como 
(1) outorgar sentido e significação a palavras, enunciados e situações, 
(2) resolver com autonomia relativa problemas da vida cotidiana.
Para alcançar algum resultado o grupo: 
(1) estabelecerá reuniões de estudo e pesquisa para (a) compreender teoricamente o espectro do autismo, (b) tomar conhecimento de experiências de ensino (c) tomar conhecimento de acompanhamento com pessoas diagnosticadas de autismo, (d) propor formas de trabalho em ensino e entretenimento com conteúdos de temas de filosofia com pessoas diagnosticadas de autismo; 
(2) realizará as atividades em combinação com as famílias; 
(3) avaliará os resultados para deixar registro da experiência e para melhorar as novas propostas.
OBJETIVOS
1) formar alunos capazes de trabalhar filosofia com pessoas com diagnóstico de autismo
2) transmitir e produzir filosofia com as famílias sob o diagnóstico de autismo
3) contribuir com filosofia na resolução de problemas cotidianos das pessoas diagnosticadas de autismo
4)registrar e comunicar a experiência de filosofia com diagnóstico de autismo.

domingo, 14 de janeiro de 2018

O Amor e Seus Mitos na casa do saber em São Paulo

O Amor e Seus Mitos

Medeia, Antígona e Helena de Troia

Medeia foi a que matou os filhos para se vingar do amado; Antígona a que desafiou as leis temporais para enterrar o corpo do irmão, perecendo por isso; Helena, a bela, foi a raptada por Páris, o que causou a guerra de Troia. Três mulheres e três formas de amar serão abordadas no curso, com o auxílio de elementos da filosofia e da psicanálise. Os encontros fazem uma reflexão sobre os impasses do amor com relação aos filhos, aos irmãos, ao marido e ao amante, questionando acerca da possibilidade do amor como ato feminino.

http://casadosaber.com.br/sp/professores/daniel-omar-perez.html

  • 1
    08/02 O amor de mãe em Medeia: as interpretações de Passollini e Lars von Trier

  • 2
    05/02 O amor de irmã da Antígona: alguns elementos da leitura de Lacan nos seminários 7 e 15

  • 3
    19/02 O amor de Helena: entre dois amores, amor e traição