terça-feira, 7 de setembro de 2021

Reflexões de antropologia de Immanuel Kant



Apresentação da Coleção História e Epistemologia da Ciência

A História e Epistemologia da Ciência é uma área de pesquisa fundamental para compreender (1) as múltiplas origens da teoria e da prática científica e clínica, (2) as condições de cientificidade das diferentes teorias, (3) as lógicas e as metodologias das práticas de investigação científica e clínica, (4) os fundamentos dos dispositivos teóricos e clínicos, (5) o estatuto do objeto e do sujeito nas diferentes teorias científicas, (6) os critérios de eficácia e prova da teoria e da prática da investigação e da clínica, (7) a relação entre a singularidade do caso e o dispositivo teórico, (8) a relação entre os diferentes saberes, práticas e discursos artísticos, científicos e políticos, (9) a apropriação de termos, fórmulas, esquemas de um saber em relação com outros. Em função disso, a coleção História e Epistemologia da Ciência (HEC) propõe duas séries de publicações que fornecem material para o estudo e a pesquisa: (1) Biblioteca de clássicos; (2) Estudos Epistemológicos para uma História e Epistemologia da Ciência

Uma série complementará a outra com o fim de, por um lado, não perder de vista a história das teorias e das práticas científicas e clínicas e, por outro lado, poder reformular problemas epistemológicos diretamente ligados à teoria e à prática investigativa e clínica.

 

Série Biblioteca de Clássicos

Biblioteca de clássicos para uma História e Epistemologia da Ciência oferecerá traduções de textos clássicos que contribuam à pesquisa e compreensão das múltiplas origens da ciência contemporânea, sua invenção, suas variantes históricas e perspectivas, a história dos conceitos e noções usados em diferentes saberes e a possibilidade de um diálogo com os precedentes que permita a atualização dos problemas e das técnicas de trabalho investigativo e clínico.

 

Série Estudos Epistemológicos

Estudos Epistemológicos oferecerá textos que abordem cientificidade, lógicas, metodologia, estatuto do objeto e do sujeito, eficácia e prova, relação e apropriação recíproca das diferentes teorias, discursos e práticas. Com isto, pretendemos contribuir ao estudo, pesquisa e debate bem como ao favorecimento de novas formas de pensar as condições de possibilidade da teoria da investigação científica e da prática clínica.



 

Manuscritos achados numa biblioteca

As seguintes páginas têm como conteúdo a tradução de frases, pequenos textos ou fragmentos escritos por Kant em cadernos, folhas soltas e margens de livros de trabalho. O pesquisador e professor de Königsberg anotava alguns pensamentos avulsos por motivos bem diversos. Às vezes se tratava de um aforismo ao acaso, outras vezes era uma ajuda-memória que mais tarde utilizaria em suas aulas ou nos textos a serem publicados. Ensaios, tentativas, interrogantes que se colocava para si ou simplesmente destaques de pensamentos já elaborados. Esse é o material de trabalho que o Kant não deixou para nós em publicações, mas guardou em suas gavetas ou deixou sobre a escrivaninha antes de partir. Agora, com curiosidade insolente, entendemos que é hora de abrir aquelas anotações e ver o que Kant pensava no que se demorava ou duvidava enquanto preparava suas aulas e seus livros e artigos.

Esta é a primeira vez que as reflexões de antropologia de Kant são traduzidas sistematicamente para qualquer língua. As reflexões podem ser entendidas como o material bruto de um filósofo sistemático que recolhe pensamentos enquanto trabalha na argumentação. O propósito é fornecer um instrumento que possibilite abrir outras perspectivas de interpretação e estudo.

Este volume faz parte de uma série de três que apresentam o total das reflexões de Antropologia da didática antropológica estabelecidas por Adickes em 1915.



Canal de You tube

 


https://www.youtube.com/playlist?list=PLtQTl0gs8aWxjCXfJvKgIPMaXY5GfGqRH

Seminário do Instituto Langage

 






Podcast de filosofia e psicanálise

 

Por onde começar a ler Freud? Quais são os textos iniciais para entender a psicanálise? Neste episódio Daniel Omar Perez procura transmitir a sua experiência de leitura da obra que desvenda os enigmas do inconsciente. Daniel Omar Perez apresenta o ESPEcast para contribuir com o debate, a polêmica e a indagação dos fenômenos que constituem as condições, os resultados e a história da psicanálise, desde seu surgimento até suas formas de prática clínica, tanto quanto as filosofias e as outras ciências que contribuem para seu pensamento. Este podcast busca indagar sobre questões cotidianas da vida psíquica e promover discussões, com profissionais da área e de áreas vizinhas, sobre algumas das interpretações acerca da formação psíquica, cultural e social do ser humano. Siga-nos nas redes sociais : INSTAGRAM : https://www.instagram.com/espe.cast/ FACEBOOK : ESPEcast - Página inicial | Facebook SPOTIFY : https://open.spotify.com/show/5LMtmFs... Grupo de Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/IclRUSbiR5w... Inscreva-se no canal e ative as notificações! Créditos : Edição e captação : Emilia Ferrari Produção : Instituto Espe & Daniel Perez Música : Bad Ideas - Silent Film Dark by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 license. https://creativecommons.org/licenses/... http://incompetech.com/music/royalty-... http://incompetech.com/




Podcast de filosofia e psicanálise

Uma das perguntas mais recorrentes quando se trata da transmissão psicanalítica é "como se forma um analista?". Neste episódio Daniel Omar Perez convida Alexandre Simões para relatar sua trajetória e relação com a psicanálise. Daniel Omar Perez apresenta o ESPEcast para contribuir com o debate, a polêmica e a indagação dos fenômenos que constituem as condições, os resultados e a história da psicanálise, desde seu surgimento até suas formas de prática clínica, tanto quanto as filosofias e as outras ciências que contribuem para seu pensamento. Este podcast busca indagar sobre questões cotidianas da vida psíquica e promover discussões, com profissionais da área e de áreas vizinhas, sobre algumas das interpretações acerca da formação psíquica, cultural e social do ser humano. Siga-nos nas redes sociais : INSTAGRAM : https://www.instagram.com/espe.cast/ FACEBOOK : ESPEcast - Página inicial | Facebook SPOTIFY : https://open.spotify.com/show/5LMtmFs... Grupo de Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/IclRUSbiR5w... Inscreva-se no canal e ative as notificações! Créditos :Edição e captação : Emilia Ferrari Produção : Instituto Espe & Daniel Perez
Música : Bad Ideas - Silent Film Dark by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 license. https://creativecommons.org/licenses/... http://incompetech.com/music/royalty-... http://incompetech.com/





 

Podcast de filosofia e psicanálise

 A psicanálise surgiu no final do século XIX com Freud. Além dele, muitos outros médicos, filósofos, psicólogos e pensadores contribuíram para a construção desse modo de tratamento dos conflitos psíquicos. Neste episódio Daniel Omar Perez fala sobre o processo histórico e analítico que permitiu produzir o dispositivo teórico e clínico da psicanálise.

Daniel Omar Perez apresenta o ESPEcast para contribuir com o debate, a polêmica e a indagação dos fenômenos que constituem as condições, os resultados e a história da psicanálise, desde seu surgimento até suas formas de prática clínica, tanto quanto as filosofias e as outras ciências que contribuem para seu pensamento. Este podcast busca indagar sobre questões cotidianas da vida psíquica e promover discussões, com profissionais da área e de áreas vizinhas, sobre algumas das interpretações acerca da formação psíquica, cultural e social do ser humano. Siga-nos nas redes sociais : INSTAGRAM : https://www.instagram.com/espe.cast/ FACEBOOK : ESPEcast - Página inicial | Facebook SPOTIFY : https://open.spotify.com/show/5LMtmFs... Grupo de Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/IclRUSbiR5w... Inscreva-se no canal e ative as notificações!



Podcast de filosofia e psicanálise

 

Dia 17/agosto às 18h, no nosso canal do YouTube, Daniel Perez e Alexandre Startino irão recebê-la/o para conversar um pouco e entrar no clima desse novo projeto!




Podcast de Filosofia e Psicanálise

 Especast

Podcast “PSICANÁLISE E FILOSOFIA”: vídeos de filosofia e psicanálise teóricos e clínicos com textos individuais ou conversas com convidados.

Toda terça-feira, 18.00 horas um novo episódio

 

1.       A origem da psicanálise

2.       A formação do analista Simões

3.       Os textos de Freud

4.       Por onde começar a ler Lacan

5.       A transmissão em psicanálise. Leandro dos Santos.

6.       O que é psi I

7.       O que é psi II

8.       O que é psi IIII

9.       Os caminhos da formação psicanalítica nos últimos 40 anos. Dulce Gaio.

10.   Autobiografias da vida moderna

11.   O nome próprio (Ana Josefina Ferrari)

12.   Identificação I

13.   Identificação II

14.   Sobre a fantasia (Alexandre Starnino)

15.   Agiste em conformidade com teu desejo

16.   A coisa freudiana

https://www.youtube.com/channel/UCT34odJrDorPEoKZCF6997Q





quinta-feira, 8 de julho de 2021

Para Entender Lacan

Para Entender Lacan 
De antes de Freud ao fim da análise 
 Professor Daniel Omar Perez 
Duração 8 encontros 

O curso faz uma introdução ao pensamento de Jacques Lacan no momento que marca os 120 anos de seu nascimento e os 40 anos de sua morte. Lacan foi um dos maiores intelectuais do último século, com propostas que transformaram para sempre as maneiras de entender a nós mesmos e nossas interações com o mundo e com as outras pessoas. Os encontros apresentam o contexto histórico, conceitos e como a teoria e a clínica psicanalítica conversaram entre si, transformaram nosso entendimento sobre nós mesmos e nossas relações, e como essas mudanças transformaram de volta as ideias. Talvez seja dessa riqueza e complexidade que surge um Lacan mítico, considerado por muitos como alguém que beira o incompreensível, mas que pode ajudar a compreender nossa condição humana se houver a coragem de encarar suas provocações e suportar a forma como ela abala nossas estruturas. 

 Encontro 1 | A natureza humana e a psicologia dos modernos médicos europeus dos séculos 18 e 19. Os loucos, os degenerados, os inadaptados | segunda-feira, 12 de julho, das 18h às 19h30 Esta aula apresenta os primeiros movimentos da organização da psicologia como um saber formado a partir da medicina nos séculos 18 e 19. Partindo de iluministas como Immanuel Kant e Philippe Pinel, o encontro trata da mudança de perspectiva que passou, de um lado, a classificar e nomear transtornos mentais e, de outro, a segregar a loucura da vida comum por meio de instituições. Qual a lógica que operava naquele contexto e como isso afetou a história que viria dali em diante? Conceitos fundamentais: 1. A natureza humana dos filósofos modernos 2. A natureza humana da história natural 3. Medicina como ciência natural e psicologia como ciência da alma 4. Antropologia fisiológica e pragmática 5. A loucura e os excluídos do sistema 6. As ciências humanas e as políticas públicas Leituras recomendadas: Foucault, M. “La vida de los hombres infames”. La Plata: Editorial Altamira, 1996. __________ “História da Loucura”. São Paulo: Perspectiva, 2004 __________ “Los anormales”. FCE: Buenos Aires, 2000. Perez, D.O. “A loucura como questão semântica: uma interpretação kantiana”. IN Perez, D.O. Sentimentos em conflito. Acerca do que fazemos, podemos e devemos fazer de nós mesmos. Campinas: Editora PHI, 2019. __________ “ A antropologia pragmática como parte da razão prática”. IN Perez, D.O. Sentimentos em conflito. Acerca do que fazemos, podemos e devemos fazer de nós mesmos. Campinas: Editora PHI, 2019. __________ “O debate com a história natural”. IN Perez, D.O. Sentimentos em conflito. Acerca do que fazemos, podemos e devemos fazer de nós mesmos. Campinas: Editora PHI, 2019. 

 Encontro 2 | As loucas de Salpêtrière. Os conflitos psíquicos tratados pelo doutor Freud: histeria, angústia, paranóia e melancolia | segunda-feira, 19 de julho, das 18h às 19h30 A partir da segunda metade do século 19 o hospital parisiense Pitié-Salpêtrière havia passado de prisão para um centro de estudos neuropsiquiátricos sob a direção de Jean-Martin Charcot, mentor de Freud na neurologia. O encontro apresenta este contexto, em que as aulas de Charcot com as mulheres classificadas como histéricas serviram de base para o desenvolvimento das teorias psicanalíticas de Freud e o surgimento de uma clínica psicanalítica ainda mais autônoma da psiquiatria e da neurologia. Conceitos fundamentais: 1. Melancolia 2. Histeria 3. Charcot 4. O jovem Freud: pesquisas e tentativas preliminares 5. O doutor Freud: a histeria e a hipótese do inconsciente 6. A psicanálise de Freud Leituras recomendadas: Burton, R. “Anatomia da melancolia”. Vol. I, II, III e IV. Curitiba: Editora da UFPr, 2017. Didi-Huberman, G. “Invenção da histeria. Charcot e a iconografia fotográfica da Salpêtrière”. Rio de Janeiro: Contraponto, 2015. Dunker, Chr. “Uma biografia da depressão”. São Paulo: Planeta, 2021. Freud, S. “Charcot”. IN Freud, S. Obras completas vol 1. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. _________ “Estudios sobre la histeria”. IN Freud, S. Obras completas vol 1. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Freud, S. “Los Orígenes del psicoanálisis”. IN Freud, S. Obras completas vol 20. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Henry, M. “Genealogia da psicanálise, o começo”. Curitiba: Editora UFPr, 2009. Ramos, G.A. “Histeria e psicanálise depois de Freud”. Campinas: Editora da Unicamp, 2008. Maurano, D. “Histeria. O princípio de tudo”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. Nasio, J.D. “A histeria. Teoria e clínica psicanalítica” Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1991. Starobinsky, J. “A tinta da melancolia. Uma história cultural da tristeza”. São Paulo: Companhia da Letras, 2016. 

 Encontro 3 | As psicanálises durante e depois de Freud, as crianças e a política na psicanálise: Winnicott, Klein, Reich, Fromm. As clínicas públicas | segunda-feira, 26 de julho, das 18h às 19h30 O desenvolvimento da psicanálise, como todo conhecimento, viu surgir também as ramificações que, com frequência, deram origem a novas interpretações de seus conceitos e teorias originais. O encontro trata de nomes como Donald Winnicott e Melanie Klein, que trabalharam a psique infantil – e conceitos que serão apresentados, como o de “posição esquizo-paranóide" -, além das implicações políticas e sociais da psicanálise com A Psicologia de Massas do Fascismo, de Wilhelm Reich, e a junção entre a psicanálise e a teoria crítica da Escola de Frankfurt nos trabalhos de Erich Fromm. Conceitos fundamentais: 1. Lições introdutórias da psicanálise 2. História do movimento psicanalítico 3. Freud e seus discípulos 4. A psicanálise da segunda geração 5. A psicanálise e a política Leituras recomendadas: Adorno, Th.”Ensaios sobre psicologia social e psicanálise”. São Paulo: Editora da Unesp, 2015. Freud, S. “Historia del movimento psicoanalítico”. IN Freud, S. Obras completas vol 10. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Freud, S. “Lecciones introductorias al psicoanálisis”. IN Freud, S. Obras completas vol 12. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Freud, S. “Esquema del psicoanálisis”. IN Freud, S. Obras completas vol 15. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Freud, S. “Autobiografia”. IN Freud, S. Obras completas vol 15. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Freud, S. “Nuevas lecciones introductorias al psicoanálisis”. IN Freud, S. Obras completas vol 18. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Freud, S. “Compendio del psicoanálisis”. IN Freud, S. Obras completas vol 19. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Fromm, E. “El miedo a la libertad”. Buenos Aires: Paidós, 1993. Reich, W. “Psicologia das massas do Fascismo”. São Paulo: Martins Fontes, 2001. Roazen, P. “Freud e seus discípulos”. São Paulo: Editora Cultrix, 1974. 

 Encontro 4 | O retorno de Lacan a Freud: as psicoses e as novas clínicas. O tempo de uma análise e seu resultado | segunda-feira, 2 de agosto, das 18h às 19h30 Uma das máximas de Lacan é “precisamos retornar a Freud”. A partir da desconfiança de Freud em relação às falas das histéricas, surge a tese que, entre outras, fundou a psicanálise: de que todo discurso é uma representação de outro discurso. Neste sentido, Lacan propôs não uma releitura de Freud, mas um retorno aos fundamentos éticos da psicanálise – o desejo como eixo determinante do sujeito e do real. A aula apresentará questões como a interpretação de Lacan sobre o inconsciente, pulsão e a relação entre desejo e objeto Conceitos fundamentais: 1. O retorno de Lacan a Freud 2. A ética da psicanálise: Kant com Sade 3. Identificação e des-identificação 4. Desejo, falta e falo como significante da falta 5. A pulsão e os objetos parciais 6. O Outro e objeto pequeno (a) Leituras recomendadas: Lacan, J. “A coisa freudiana ou Sentido do retorno a Freud em psicanálise”. IN Lacan, J. “Escritos”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. Lacan, J. “A significação do falo”. IN Lacan, J. “Escritos”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. Lacan, J. “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. IN Lacan, J. “Escritos”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. Lacan, J. “O Seminario 10 A Angústia”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,2005. Perez, D. O. (org.) “A eficácia da cura em Psicanálise. Freud, Winnicott, Lacan”. Curitiba, CRV, 2009. Perez, D.O. & Starnino, A. (org.) “Por que nos identificamos?” Curitiba: CRV, 2018. Perez, D.O. “O inconsciente: onde mora o desejo”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. 

 Encontro 5 | A linguística, a filosofia e a teoria dos nós. Tentativas de abordar uma clínica do Real do sintoma | segunda-feira, 9 de agosto, das 18h às 19h30 Este encontro abordará as influências de Lacan fora da psicanálise – a filosofia de Hegel e Heidegger, a antropologia de Lévi-Strauss, além da linguística e da matemática. A partir dos conteúdos trabalhados na aula anterior, especialmente a noção de inconsciente, você entenderá essas referências para uma nova clínica, como ele interpretou as categorias de real, imaginário e simbólico e, por fim, a entrada em análise e a transferência. Conceitos fundamentais: 1. Lacan e a antropologia: Wallon e Levi-Strauss 2. Lacan e a filosofia: Hegel, Heidegger, Kierkegaard, Kant, Platão, 3. O inconsciente 4. R, S e I 5. A transferência 6. O percurso de uma análise Leituras recomendadas: Lacan, J. “O Seminário 7. A ética da psicanálise”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997. Lacan, J. “O Seminário 8. A transferência”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. Lacan, J. “O Seminário 10. A Angústia”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005. Lacan, J. “O Seminário 11. Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. Lacan, J. “Nomes-do-pai”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005. 

 Encontro 6 | As clínicas lacanianas depois da morte de Lacan e as análises sobre um novo mundo | segunda-feira, 16 de agosto, das 18h às 19h30 A aula apresenta o legado de Lacan e a influência de seu pensamento nas ideias que orientaram a psicanálise a partir dele. Mais do que um encontro sobre a herança de pensamentos, a aula trata das abordagens e reflexões da psicanálise (e suas intersecções com outras áreas) a respeito das mudanças que transformaram o mundo e como elas ainda nos afetam, desde nossa condição humana ao fim dos pensamentos maniqueístas Conceitos fundamentais: 1. As formalizações da psicanálise em Freud 2. As formalizações da psicanálise em Lacan 3. Esquema ótico 4. Esquemas R, L, Z 5. Matemas 6. Grafo do desejo 7. Topologia Leituras recomendadas: Freud, S. “Obras completas vol 1”. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. _______ “El Yo y el Ello”. IN Freud, S. Obras completas vol 15. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988. Darmon, M. “Ensayos acerca de la topologia lacaniana”. Buenos Aires: Letra viva, 2008. 

 Encontro 7 | O discurso capitalista (dos cinco discursos de Lacan) e os sintomas contemporâneos de rompimento de laço social e esgotamento | segunda-feira, 23 de agosto, das 18h às 19h30 Este encontro apresenta mais alguns conceitos centrais para pensar a lógica do ambiente social: a relação mestre-amo, o matema de sujeito, significantes e objeto, a transição da mais-valia para o mais-de-gozar e como tudo isso ajuda a representar e compreender os valores e ideais de nossa cultura - e a desinserção social daqueles quem não os atendem. Conceitos fundamentais: 1. Os quatro discursos 2. O discurso do capitalista 3. O desejo perverso 4. O laço social Leituras recomendadas: Lacan, J. “O Seminário 17. O avesso da psicanálise”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992. Lacan, J. “Televisão”. IN Lacan, J. “Outros Escritos”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. 

 Encontro 8 | O que move nossos desejos (e como nossos desejos nos movem). É possível um final de análise hoje? | segunda-feira, 30 de agosto, das 18h às 19h30 A aula trata dos conceitos de imaginário, simbólico e real para resgatar as ideias de Lacan acerca do luto, melancolia, angústia, pânico, cansaço crônico, isolamento, morte e a reconstituição do circuito de descargas pulsionais. Ainda serão tratadas a concepção de Lacan a respeito do supereu e o retorno do narcisismo. Conceitos fundamentais: 1. Luto e melancolia 2. Desamparo 3. Pânico, angustia e fobia 4. Rompimento de laço social 5. Narcisismo 6. Circuitos pulsionais Leituras recomendadas: Costa Pereira, M.E. “Pânico e Desamparo”. São Paulo: Editora escuta, 2008. Soler, C. “O que faz laço?” São Paulo: Editora escuta, 2016. 


 Daniel Omar Perez é professor do Departamento de Filosofia na Unicamp. Doutor e mestre em filosofia pela Unicamp, com pesquisas de pós-doutorado na Universidade de Bonn (Alemanha) e na Michigan State University (EUA). É psicanalista e autor, entre outros, de O pêndulo de Epicuro (CRV, 2019), Sentimentos em conflito (Editora PHI, 2019), Ontologia sem espelhos. Ensaio sobre a realidade (CRV, 2014 publicado também na França pela Editora Harmattan) e O Inconsciente: onde mora o desejo (Civilização Brasileira, 2012).

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Disciplina: HG912 A Filosofia Geral III. Unicamp, segundo semestre de 2021

Disciplina: HG912 A Filosofia Geral III. 

Unicamp, segundo semestre de 2021 

 Professor: Daniel Omar Perez 

Datas: 1. 4 de agosto; 2. 11 de agosto; 3. 18 de agosto; 4. 25 de agosto; 5. 1 de setembro; 6. 8 de setembro; 7. 15 de setembro; 8. 22 de setembro; 9. 29 de setembro; 10. 6 de outubro; 11. 13 de outubro; 12. 20 de outubro; 13. 27 de outubro; 14. 3 de novembro; 15. 10 de novembro. 

Horário: quarta-feira a partir de 9 horas da manhã 

 Tema: O que é um objeto? 

 Resumo: O trabalho desta disciplina visa apresentar alguns elementos sobre a reflexão acerca do que é um objeto numa ciência empírica específica, a saber, a psicanálise. Para tal fim abordaremos as teorias dos seguintes autores: Kant, Freud e Lacan. A escolha destes pensadores se funda em que tanto em Freud quanto em Lacan (referentes destacados da psicanálise) a teoria do objeto é construída, em vários dos seus aspectos, a partir de uma leitura peculiar da teoria do objeto proposta por Kant na primeira crítica. Assim sendo, examinaremos os próprios textos kantianos referidos por Freud e por Lacan como também diferentes modalidades de objetos em Kant que não foram mencionados por estes com o objetivo de mostrar a amplitude da reflexão sobre o objeto na filosofia transcendental. Em um segundo momento, abordaremos o objeto na teoria e na clínica psicanalítica de Freud e Lacan. 

 Programa: Aula 1: 4 de agosto 1. Introdução ao problema do objeto na filosofia e na psicanálise. O que é um objeto? Quais são suas condições de possibilidade? As origens kantianas da psicanálise. Diálogo entre os textos de Freud e Lacan com Kant. Qual é o estatuto do objeto na teoria e na clínica psicanalítica? Bibliografia Básica e outros materiais Kant, I. (1994). Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gubelkian. (Estética transcendental e Analítica dos conceitos) Freud, S. (1988). Tres ensayos para una teoria sexual. Em S. Freud, Obras completas. Vol. 6. (pp. 1169-1237). Buenos Aires: Hyspamerica. Lacan, J. (2005). O Seminário 10 A angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=stmWxykaRkg&list=PLtQTl0gs8aWxjCXfJvKgIPMaXY5GfGqRH&index=16&t=10s b. https://www.youtube.com/watch?v=K-KYYEj6mB0&t=6s c. https://www.youtube.com/watch?v=xtqgHfal7Oc d. https://www.youtube.com/watch?v=T5ncjWOuAOM&t=150s e. https://www.youtube.com/watch?v=6ziCchikwag&t=66s f. https://www.youtube.com/watch?v=8gGE5smU1L4&t=1203s 

 Aula 2: 11 de agosto 2. Objeto da experiência cognitiva em Kant. 2.1. Leitura de fragmentos da estética transcendental e da analítica transcendental da crítica da razão pura de Kant. 2.2. Etwas, Gegenstand, Objekt, Anschauung, Erscheinung, Bibliografia Básica e outros materiais Kant, I. (1994). Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gubelkian. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=NrF_7izUYss b. https://www.youtube.com/watch?v=MPUadXiksKU 

 Aula 3: 18 de agosto 3. Objeto da experiência moral em Kant. 3.1. Leitura de fragmentos da fundamentação da metafísica dos costumes e da crítica da razão prática de Kant. 3.2. O bem e o mal como objeto. Bibliografia Básica e outros materiais Kant, I. (2002). Crítica da razão prática. São Paulo: Martins Fontes. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=qa5_ZN03sNE 

 Aula 4: 25 de agosto 4. Objeto da experiência estética em Kant. 4.1. Leitura de fragmentos da crítica da capacidade de julgar do belo e do sublime. 4.2. A obra de arte, o belo, o feio, o monstruoso, o horroroso, o sublime. Bibliografia Básica e outros materiais Kant, I. (2010). Crítica da faculdade do juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=nQeRGx9yp6w b. https://www.youtube.com/watch?v=OmbZkHoY_Ws 

 Aula 5: 1 de setembro 5. Evento histórico em Kant. 5.1. Leitura de fragmentos do segundo ensaio de conflito das faculdades de Kant. 5.2. Os signos da história Bibliografia Básica e outros materiais Kant, I. (1993). O conflito das faculdades. Lisboa: Edições 70. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=J38oyBlF5sQ&t=14s b. https://www.youtube.com/watch?v=-9r0OKGryF4 c. https://www.youtube.com/watch?v=dBHPCLlcpyY 

 Aula 6: 8 de setembro 5.3. A realidade e a existência do objeto em Kant e a tese de Kant sobre o ser em Heidegger. Bibliografia Básica e outros materiais Kant, I. (1994). Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gubelkian. Heidegger, M. (1999) A tese de Kant sobre o ser. IN Heidegger, M. (1999) Os Pensadores, Heidegger. Pp. 219, 248. SP: Editora Nova Cultural. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=wqSjt-aMtfs&t=7s b. https://www.youtube.com/watch?v=NDeE3NB3XBI&t=2s c. https://www.youtube.com/watch?v=DPKMbZKD33k d. https://www.youtube.com/watch?v=HFQIDuRYd44 e. https://www.youtube.com/watch?v=OIv3GxO4T9w 

 Aula 7: 15 de setembro 6. Objeto em Freud. 6.1. Leitura de fragmentos de três ensaios para uma teoria sexual, sobre um tipo especial de escolha de objeto no homem, fetichismo de Freud. Bibliografia Básica e outros materiais Freud, S. (1988). Tres ensayos para una teoria sexual. Em S. Freud, Obras completas. Vol. 6. (pp. 1169-1237). Buenos Aires: Hyspamerica. Freud, S. (2016). Fetichismo. Em S. Freud, Obras incompletas de Sigmund Freud (pp. 315-325). Belo Horizonte: Autêntica. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=WIVD6KaHTV4&t=2s b. https://www.youtube.com/watch?v=A_BX2QiGBUY&t=2880s c. https://www.youtube.com/watch?v=T993p0PE3vQ&t=20s d. https://www.youtube.com/watch?v=wqSqYPgK_f8&t=52s e. https://www.youtube.com/watch?v=0KHAMjUdmFw&t=22s f. https://www.youtube.com/watch?v=KLaDMl7rz28&t=32s g. https://www.youtube.com/watch?v=7JabKzJZXZ0&t=314s h. https://www.youtube.com/watch?v=FbXHtAyEKNU&t=29s i. https://www.youtube.com/watch?v=IBISqHY-9pY j. https://www.youtube.com/watch?v=YQUAccdOa5c 

 Aula 8: 22 de setembro 6.2. Objeto da pulsão 6.3. Objeto de amor 6.4. Fetiche Bibliografia Básica e outros materiais Freud, S. (1988). Tres ensayos para una teoria sexual. Em S. Freud, Obras completas. Vol. 6. (pp. 1169-1237). Buenos Aires: Hyspamerica. Freud, S. (2016). Fetichismo. Em S. Freud, Obras incompletas de Sigmund Freud (pp. 315-325). Belo Horizonte: Autêntica. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=pcEpGHnWp2o b. https://www.youtube.com/watch?v=KH_B8GI9SHA c. https://www.youtube.com/watch?v=hK4VujGjAdo&t=2s d. https://www.youtube.com/watch?v=6JXmcfYZDBs&t=13s e. https://www.youtube.com/watch?v=rQw4DLNWtTQ&t=18s 

 Aula 9: 29 de setembro 7. Àgalma em Lacan. 7.1. Leitura de fragmentos de o seminário 8, a transferência de Lacan. 7.2. Amor e desejo Bibliografia Básica e outros materiais Lacan, J. (1992). O Seminário 8 A transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=UJmDNECfxZ8&t=42s b. https://www.youtube.com/watch?v=S-QtbFaZjmw&t=126s c. https://www.youtube.com/watch?v=l3mDvQrA7us d. https://www.youtube.com/watch?v=n5B8Mcv35BA e. https://www.youtube.com/watch?v=yfHPPrXZjBU&t=2s f. https://www.youtube.com/watch?v=KH_B8GI9SHA&t=20s g. https://www.youtube.com/watch?v=FFWc2KmQltw h. https://www.youtube.com/watch?v=CAC6yGfaHK4 i. https://www.youtube.com/watch?v=gzn0OxmbZXY&t=4s j. https://www.youtube.com/watch?v=VsVbKFbSGM4&t=10s 

 Aula 10: 6 de outubro 7.3. Objeto (a) em Lacan. Bibliografia Básica e outros materiais Lacan, J. (1992). O Seminário 8 A transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Lacan, J. (2005). O Seminário 10 A angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=NVvbgA8dLwg b. https://www.youtube.com/watch?v=xulSd_ceA7U 

 Aula 11: 13 de outubro 7.4. Leitura de fragmentos de o seminário 10, a angústia de Lacan Bibliografia Básica e outros materiais Lacan, J. (2005). O Seminário 10 A angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=RPjOjNM0pAE&t=3089s b. https://www.youtube.com/watch?v=VjGGl4EREAo c. https://www.youtube.com/watch?v=nyj_RIkm590 d. https://www.youtube.com/watch?v=hhCuWPng5XM&t=306s e. https://www.youtube.com/watch?v=rbDCl4gtfcw 

 Aula 12: 20 de outubro; 7.5. Resto e causa do desejo Bibliografia Básica e outros materiais Lacan, J. (2005). O Seminário 10 A angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Vídeos a. https://www.youtube.com/watch?v=5N_ZCNv7wZc b. https://www.youtube.com/watch?v=nWIJOQEl-ZU c. https://www.youtube.com/watch?v=b1Oa3B75uHw 

 Aula 13: 27 de outubro; 8. Considerações sobre o objeto da ciência em Kant (professor Luhan) Bibliografia Básica e outros materiais Kant, I. (1994). Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gubelkian. 

 Aula 14: 3 de novembro 9. Considerações sobre o objeto na fantasia em Lacan (professor Alexandre) Bibliografia Básica e outros materiais Lacan, J. (2005). O Seminário 10 A angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 

 Aula 15: 10 de novembro. 10. Considerações sobre o corpo feminino em psicanálise (professora Graziele) Bibliografia Básica e outros materiais Freud, S. (1988). Tres ensayos para una teoria sexual. Em S. Freud, Obras completas. Vol. 6. (pp. 1169-1237). Buenos Aires: Hyspamerica. 

 Metodologia: A disciplina será expositiva com debates em sala a partir das demandas d@s estudantes. Aprovação: A aprovação da disciplina será com a apresentação de um trabalho final no último dia de aulas sobre um tema específico a ser combinado entre o/a estudante e o professor. 

Consulta: com horário marcado a combinar de acordo com a demanda d@s estudant@s. 


 Bibliografia Freud, S. (1988). Tres ensayos para una teoria sexual. Em S. Freud, Obras completas. Vol. 6. (pp. 1169-1237). Buenos Aires: Hyspamerica. Freud, S. (2016). Fetichismo. Em S. Freud, Obras incompletas de Sigmund Freud (pp. 315-325). Belo Horizonte: Autêntica. Kant, I. (1993). O conflito das faculdades. Lisboa: Edições 70. Kant, I. (1994). Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gubelkian. Kant, I. (2002). Crítica da razão prática. São Paulo: Martins Fontes. Kant, I. (2010). Crítica da faculdade do juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária. Lacan, J. (1992). O Seminário 8 A transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Lacan, J. (1998). Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Lacan, J. (2005). O Seminário 10 A angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Bibliografia complementar: Bibliografia Loparic, Z. (2005). A semântica Transcendental de Kant. Campinas: Coleção CLE. Nancy, J.-L. (2003). Corpus. Madrid: Arena Libros. Perez, D. O. (2008). Kant e o problema da significação. Curitiba: Champagnat. Perez, D. O. (2019). Sentimentos em conflito. Acerca do que fazemos, podemos e devemos fazer de nós mesmos. Campinas: PHI. Rabinovich, D. (2009). O conceito de objeto na teoria psicanalítica. Rio de Janeiro: Cia de Freud. VVAA. (1989). O objeto em psicanálise. Campinas: Papirus. Outras indicações bibliográficas serão indicadas no decorrer da disciplina.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

o que é um objeto?

Disciplina: HG912 A Filosofia Geral III. Unicamp, segundo semestre de 2021 Professor: Daniel Omar Perez Datas: 1. 4 de agosto; 2. 11 de agosto; 3. 18 de agosto; 4. 25 de agosto; 5. 1 de setembro; 6. 8 de setembro; 7. 15 de setembro; 8. 22 de setembro; 9. 29 de setembro; 10. 6 de outubro; 11. 13 de outubro; 12. 20 de outubro; 13. 27 de outubro; 14. 3 de novembro; 15. 10 de novembro. Horário: quarta-feira a partir de 9 horas da manhã Tema: O que é um objeto? Resumo: O trabalho desta disciplina visa apresentar alguns elementos sobre a reflexão acerca do que é um objeto numa ciência empírica específica, a saber, a psicanálise. Para tal fim abordaremos as teorias dos seguintes autores: Kant, Freud e Lacan. A escolha destes pensadores se funda em que tanto em Freud quanto em Lacan (referentes destacados da psicanálise) a teoria do objeto é construída, em vários dos seus aspectos, a partir de uma leitura peculiar da teoria do objeto proposta por Kant na primeira crítica. Assim sendo, examinaremos os próprios textos kantianos referidos por Freud e por Lacan como também diferentes modalidades de objetos em Kant que não foram mencionados por estes com o objetivo de mostrar a amplitude da reflexão sobre o objeto na filosofia transcendental. Em um segundo momento, abordaremos o objeto na teoria e na clínica psicanalítica de Freud e Lacan. Programa: 1. Introdução ao problema do objeto na filosofia e na psicanálise. O que é um objeto? Quais são suas condições de possibilidade? As origens kantianas da psicanálise. Diálogo entre os textos de Freud e Lacan com Kant. Qual é o estatuto do objeto na teoria e na clínica psicanalítica? 2. Objeto da experiência cognitiva em Kant. 2.1. Leitura de fragmentos da estética transcendental e da analítica transcendental da crítica da razão pura de Kant. 2.2. Etwas, Gegenstand, Objekt, Anschauung, Erscheinung, 3. Objeto da experiência moral em Kant. 3.1. Leitura de fragmentos da fundamentação da metafísica dos costumes e da crítica da razão prática de Kant. 3.2. O bem e o mal como objeto. 4. Objeto da experiência estética em Kant. 4.1. Leitura de fragmentos da crítica da capacidade de julgar do belo e do sublime. 4.2. A obra de arte, o belo, o feio, o monstruoso, o horroroso, o sublime. 5. Evento histórico em Kant. 5.1. Leitura de fragmentos do segundo ensaio de conflito das faculdades de Kant. 5.2. Os signos da história 5.3. A realidade e a existência do objeto em Kant e a tese de Kant sobre o ser em Heidegger. 6. Objeto em Freud. 6.1. Leitura de fragmentos de três ensaios para uma teoria sexual, sobre um tipo especial de escolha de objeto no homem, fetichismo de Freud. 6.2. Objeto da pulsão 6.3. Objeto de amor 6.4. Fetiche 7. Àgalma em Lacan. 7.1. Leitura de fragmentos de o seminário 8, a transferência de Lacan. 7.2. Amor e desejo 8. Objeto (a) em Lacan. 8.1. Leitura de fragmentos de o seminário 10, a angústia de Lacan 8.2. Resto e causa do desejo 9. Considerações finais sobre o objeto. Metodologia: A disciplina será expositiva com debates em sala a partir das demandas d@s estudantes. Aprovação: A aprovação da disciplina será com a apresentação de um trabalho final no último dia de aulas sobre um tema específico a ser combinado entre o/a estudante e o professor. Consulta: com horário marcado a combinar de acordo com a demanda d@s estudant@s. Bibliografia Freud, S. (1988). Tres ensayos para una teoria sexual. Em S. Freud, Obras completas. Vol. 6. (pp. 1169-1237). Buenos Aires: Hyspamerica. Freud, S. (2016). Fetichismo. Em S. Freud, Obras incompletas de Sigmund Freud (pp. 315-325). Belo Horizonte: Autêntica. Kant, I. (1993). O conflito das faculdades. Lisboa: Edições 70. Kant, I. (1994). Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gubelkian. Kant, I. (2002). Crítica da razão pura. São Paulo: Martins Fontes. Kant, I. (2010). Crítica da faculdade do juízo. Rio de Janeiro: Forense Universitária. Lacan, J. (1992). O Seminário 8 A transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Lacan, J. (1998). Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Lacan, J. (2005). O Seminário 10 A angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Bibliografia complementar: Bibliografia Loparic, Z. (2005). A semântica Transcendental de Kant. Campinas: Coleção CLE. Nancy, J.-L. (2003). Corpus. Madrid: Arena Libros. Perez, D. O. (2008). Kant e o problema da significação. Curitiba: Champagnat. Perez, D. O. (2019). Sentimentos em conflito. Acerca do que fazemos, podemos e devemos fazer de nós mesmos. Campinas: PHI. Rabinovich, D. (2009). O conceito de objeto na teoria psicanalítica. Rio de Janeiro: Cia de Freud. VVAA. (1989). O objeto em psicanálise. Campinas: Papirus.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Reflexões de Antropologia de Kant

 

Manuscritos achados numa biblioteca

As seguintes páginas têm como conteúdo a tradução de frases, pequenos textos ou fragmentos escritos por Kant em cadernos, folhas soltas e margens de livros de trabalho. O pesquisador e professor de Königsberg anotava alguns pensamentos avulsos por motivos bem diversos. Às vezes se tratava de um aforismo ao acaso, outras vezes era uma ajuda-memória que mais tarde utilizaria em suas aulas ou nos textos a serem publicados. Ensaios, tentativas, interrogantes que se colocava para si ou simplesmente destaques de pensamentos já elaborados. Esse é o material de trabalho que o Kant não deixou para nós em publicações, mas guardou em suas gavetas ou deixou sobre a escrivaninha antes de partir. Agora, com curiosidade insolente, entendemos que é hora de abrir aquelas anotações e ver o que Kant pensava no que se demorava ou duvidava enquanto preparava suas aulas e seus livros e artigos.

Esta é a primeira vez que as reflexões de antropologia de Kant são traduzidas sistematicamente para qualquer língua. As reflexões podem ser entendidas como o material bruto de um filósofo sistemático que recolhe pensamentos enquanto trabalha na argumentação. O propósito é fornecer um instrumento que possibilite abrir outras perspectivas de interpretação e estudo.

Este volume faz parte de uma série de três que apresentam o total das reflexões de Antropologia da didática antropológica estabelecidas por Adickes em 1915.



 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

HF089 - Tópicos Especiais de Filosofia da Epistemologia da Psic. e da Psicanálise I

 Aulas de filosofia na Unicamp  a partir de 16 de março


HF089 - Tópicos Especiais de Filosofia da Epistemologia da Psic. e da Psicanálise I

O Objeto da Angústia na psicanálise de Jaques Lacan

 

Dia e hora da disciplina: terça-feira de 19.00 a 23.00 horas

 

Professor: Daniel Omar Perez

 

Ementa: O objetivo desta disciplina é apresentar uma análise da noção de angustia e seu objeto na psicanálise de Jacques Lacan. Para isso abordaremos os textos de Kierkegaard Sobre o conceito de angústia, de Heidegger Que é metafísica?, de Freud Inibição, sintoma e angustia, e de Lacan O Seminário 10. Examinaremos o afeto da angústia e a relação com seu objeto a partir da interpretação de Lacan que possibilitará a reformulação do conceito de objeto em psicanálise. O exame sobre a angustia nos permitirá não só entender um afeto fundamental do ser humano para a clínica psicanalítica senão também o estatuto do conceito de objeto da teoria e da prática psicanalítica. Verificaremos uma estreita relação entre a proposta de Kierkegaard onde se entende a angustia como “a realidade da possibilidade enquanto possibilidade para a possibilidade” e a proposta de Lacan onde “a angústia não é sem objeto” e este objeto indica o objeto pequeno (a) causa do desejo. Assim, podermos observar que a angústia é condição para o desejo.

 

Programa:

  1. O pecado, angustia e a liberdade em Kierkeggard
  2. O nada e a angústia em Heidegger
  3. A castração e a angústia em Freud
  4. O gozo, o desejo e a angústia em Lacan
  5. O objeto (a) causa do desejo e a relação com a angústia em Lacan

 

Bibliografia:

 

Freud, S. Duelo y melancolia. Vol 11 Obra completa. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988.

_______ Inibición, síntoma y angustia. Vol 16 Obra completa. Buenos Aires: Hyspamerica, 1988.

_______ Das Ich und das Es. Frankfurt am Main: Fischer Taschenbuch Verlag, 2009.

_______ Das grosse Sigmund Freud Lesebuch. Frankfurt am Main: Fischer Taschenbuch Verlag, 2009.

_______ Hemmung, Symptom und Angst. Hamburg: Nikol, 2010.

*Harari, R O seminário A Angustia de Lacan. Uma introdução. Porto Alegre: Artes e ofícios, 1997.

Heidegger, M. Que es metafísica? Y otros ensayos. Buenos Aires: siglo veinte, 1983.

___________ Os conceitos fundamentais da metafísica. Mundo, Finitude, Solidão. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.

__________ Ser e Tempo. Trad. Fausto Castilho, edição bilíngue. Campinas: Editora Unicamp / Editora Vozes

Kierkergaard, S. Obras do amor. Petrópolis: Editora Vozes, 2013.

____________ O conceito de angustia. Petrópolis: Editora Vozes, 2017.

Lacan, J. O Seminário A angustia, libro 10. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.

Texto tipografado em frãnces http://staferla.free.fr/S10/S10.htm

Miller & all. Versiones de la Angustia. Buenos Aires: Grama, 2008.

*Paschoal, A. E. Nietzsche e o ressentimento. São Paulo: Humanitas, 2014.

Perez, D. O. O Inconsciente. Onde mora o desejo. Rio de Janeiro. Record, 2012.

*__________ Sentimentos em conflito. Campinas: PHI, 2019.

*Ramos, G. Angustia e sociedade na obra de Sigmund Freud. Campinas: Editora Unicamp, 2003.

Safatle, V. O circuito dos afetos. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

*Safouan, M. Angustia-Sintoma-Inibição. Campinas: Papirus, 1989.

*Soller, C. Los afectos lacanianos. Buenos Aires LetraViva, 2016

________ O que faz laço? São Paulo: Escuta, 2011.

________ Adventos do Real. Da angústia ao sintoma. São Paulo: Aller, 2018.

________ Seminário de leitura de texto. Ano 2006-2007. A angústia de Jacques Lacan. São Paulo: Editora Escuta, 2012.

________ Declinações da Angústia. São Paulo: Editora Escuta, 2012.

 

 

Modo de exposição da disciplina: aulas expositivas com debate entre os participantes.

Horário de atendimento para consulta: terça-feira de 14 a 16 horas com agenda.

Avaliação: trabalho final escrito individual sobre um dos elementos abordados no curso

Tipo de Aprovação: Aprovação por Conceito e Frequência

Percentual Mínimo de Frequência: 75

Precisa-se sala de aula no IFCH