terça-feira, 30 de outubro de 2018

História da Filosofia Moderna II Antropologia e filosofia em Kant


Disciplina do programa de pós-graduação em filosofia, primeiro semestre de 2019
Unicamp

HF698 - História da Filosofia Moderna II

Antropologia e filosofia em Kant

Professor: Daniel Omar Perez
Data e horário: sexta-feira de 19 a 23 horas
Serão aceitos alunos especiais
As aulas serão expositivas com tempo para debate de questões
A disciplina será avaliada por um trabalho final apresentado pelo estudante

Ementa:
O objetivo deste curso é mostrar que a noção de homem, apresentada por Kant em Opus Postumum, reflexões e lições de antropologia, funciona como operador de regras lógico-semânticas de juízos cognitivos, práticos e reflexivos e, ao mesmo tempo designa o objeto de aplicação de juízos práticos.
Para alcançar esse objetivo, (1) mostraremos que a tarefa da filosofia transcendental se pauta pela pergunta como são possíveis os juízos sintéticos a priori? Essa pergunta se desdobra no âmbito cognitivo e prático como também nas modalidades do juízo reflexionante; (2) demonstraremos que as três perguntas kantianas (o que eu posso saber? O que eu devo fazer? O que está me permitido esperar?) são sistematicamente articuladas pela pergunta pela possibilidade dos juízos; (3) mostraremos que (1) e (2) conduzem à pergunta o que é o homem?; (4) demonstraremos que a tentativa de resposta a essa quarta pergunta se apresenta nas reflexões e lições de antropologia bem como em Opus Postumum; (5) a tentativa de resposta apresenta como resultado dois aspectos do homem: 5.1. como operador de regas (lógico-semânticas) para formular juízos e 5.2. como objeto de aplicação dos juízos práticos.

Programa:
  1. O projeto crítico de Kant na primeira crítica: linguagem, formulação de problemas e natureza humana
  2. A pergunta pelas proposições sintéticas como fio condutor do projeto crítico
  3. O lugar do ser humano no projeto crítico
  4. Os estudos sobre a natureza humana e a antropologia em Kant
  5. Os últimos pensamentos de Kant sobre o ser humano e a auto-posição

Bibliografia:

BRANDT, R. & STARK, W. Einleitung. IN Kants Gesammelte Schriften. Berlin: W. de Gruyter, 1997.
BRANDT, R. Kritischer Kommentar zu Kant´s Anthropologie in Pragmatischer Hinsicht. Hamburg, 1999.
FOUCAULT, M. Una lectura de Kant, introducción a la antropología en sentido pragmático. Buenos Aires: Siglo XXI, 2009.
FRIERSON, P. Character and evil in Kant’s Moral Anthropology. Journal of History of Philosophy; oct.; 44, 4; pp 623-634, 2006.
_____________ The moral importance of Politeness in Kant’s Anthropology. Kantian Review, vol 9, pp. 105-27, 2005.
_____________ Freedom and anthropology in Kant’s moral philosophy (freedom). New York, Cambridge University Press, 2003.
FÖRSTER, E. Kant‘s Final Synthesis: An Essay on the Opus postumum. 2000
HEIDEGGER, M. Kant y el problema de la metafísica. México: FCE, 1986.
KANT, Immanuel, Crítica da Faculdade do Juízo. (tradução de Valério Rohden e Antônio Marques). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.
________________Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1994.
________________ Gesammelte Schriften. Berlim: Edição Akademie, 1966.
________________Lógica. (tradução de Guido Antônio de Almeida). Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1992.
LOUDEN, R. Kant’s Impure Ethics. New York: Oxford University Press, 2000.
PEREZ, D. O. Kant e o problema da significação Curitiba: Editora Champagnat, 2008.
_________  La responsabilidad no-recíproca y desigual. Una interpretación kantiana.. In: Dorando Michelini; Wolfgang Kuhlmann; Alberto Damiani. (Org.). Ética del discurso y globalización. Corresponsabilidad solidaria en un mundo global intercultural.. 1ed.Rio Cuarto: Ediciones del Icala, 2008 b, v. 1, p. 49-59.
_________ A loucura como questão semântica: uma interpretação kantiana. Trans/Form/Ação (UNESP. Marília. Impresso), v. 32, p. 95-117, 2009.
_________ A antropologia pragmática como parte da razão prática em sentido kantiano. Manuscrito (UNICAMP), v. 32, p. 357-397, 2009 b.
_________  El cuerpo y la ley: de la idea de humanidad kantiana a la ética del deseo en Lacan. Revista de Filosofia : Aurora (PUCPR. Impresso), v. 21, p. 481-501, 2009.
_________  O Sexo e a Lei em Kant e a Ética do Desejo em Lacan.. Adverbum (Campinas), v. 4, p. 104-112, 2009 c.
_________  Kant : a lei moral. In: Anor Sganzerla; Ericson Falabretti; Francisco Bocca. (Org.). Ética em movimento: contribuições dos grandes mestres da filosofia. 1ed.São Paulo: Paulus, 2009 d, v. 1, p. 147-154.
_________ A lei, a filosofia, a psicanálise.. In: Leyserée Adriane Fritsch Xavier. (Org.). Kant a Freud: o imperativo categórico e o superego.. 1ed.Curitiba: Juruá, 2009 f, v. 1, p. 11-14.
_________  . Ética y Antropologia o el kantismo de Maliandi. In: Michelini, Dorando, J. ; Hesse, Reinhard; Wester, Jutta.. (Org.). Ética del Discurso. La pragmática trascendental y sus implicancias prácticas.. 1ed.Rio Cuarto: Ediciones del Icala., 2009, v. 1, p. 107-115.
_________ A proposição fundamental da antropologia pragmática e o conceito de cidadão do mundo em Kant. Coleção CLE, v. 57, p. 313-333, 2010.
_________ O significado de natureza humana em Kant. Kant e-Prints (Online), v. 5, p. 75-87, 2010b.
_________  El ódio al vecino o: se puede amar al prójimo? Un diálogo con los conceptos de responsabilidad y solidaridad de Dorando Michelini.. In: Anibal Fornari; Carlos Perez Zavala; Jutta Westter. (Org.). La razón en tiempos difíciles.. 1ed.Rio Cuarto - Argentina: Universidad Católica de Santa Fe - Ediciones del Icala, 2010 c, v. 1, p. 29-36.
_________  Acerca de la afirmación kantiana de que el ser humano no es un animal racional y mucho menos alguien en quién se pueda confiar. In: Dorando Michelini, Andrés Crelier, Gustavo Salermo. (Org.). Ética del discurso. Aportes a la ética, la política y la semiótica.. 1ed.Rio Cuarto, Argentina: Ediciones del Icala - Alexander von Homboldt Stiftung., 2010 d, v. 1, p. 74-81.
_________  O significado da natureza humana em Kant. In: Leonel Ribeiro dos Santos; Ubirajara Rancan de Azevedo Marques; Gregorio Piaia; Marco Sgarbi; Ricardo Pozzo. (Org.). Que é o homem? Antropologia, estética e teleologia em Kant.. 1ed.Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2011, v. 1, p. 207-218.
_________   A natureza humana em Kant. In: Claudinei Luiz Chitolina; José Aparecido Pereira; José Francisco de Assis Dias; Leomar antonio Montagna; Rodrigo Hayasi Pinto. (Org.). A natureza da mente. 1ed.Maringá: Editora Humanitas Vivens, 2011 b, v. 1, p. 97-115.
_________  Foucault como kantiano: acerca de um pensamento do homem desde sua própria finitude. Revista de Filosofia: Aurora (PUCPR. Impresso), v. 24, p. 217, 2012.
_________  Kant, o antropólogo pragmático.. In: Anor Sganzerla; Antonio José Romera Valverde, Ericson Falabreti. (Org.). Natureza Humana em movimento.. 1ed.São Paulo: Paulus, 2012, v. 1, p. 127-144.
________  A relação entre a Teoria do Juízo e natureza humana em Kant. Educação e Filosofia (UFU. Impresso), v. 27, p. 233-258, 2013.
_________  História e teleologia na filosofia kantiana. Resposta às críticas de Ricardo Terra contra a ?Escola semântica de Campinas?. Studia Kantiana (Rio de Janeiro), v. 16, p. 144-159, 2014.
__________  Idealismo Transcendental e Realismo Empírico: uma Interpretação Semântica do Problema da Cognoscibilidade dos Objetos Externos. Estudos Kantianos, v. 2, p. 29-40, 2014.
__________  Ontology, metaphysics and criticism as Transcendental Semantics as of Kant. Revista de Filosofia: Aurora (PUCPR. Impresso), v. 28, p. 459, 2016.
___________  A identificação, o sujeito e a realidade. Uma abordagem entre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacaniana. Sofia, v. 6, p. 162-210, 2016.
PEREZ, D. O. (Org.) ;  Rauscher, Frederick (Org.). Kant in Brazil. 1. ed. Rochester: University of Rochester Press, 2012. 368p .
ZAMMITO J. H. Kant, Herder, and the Birth of Anthropology. Chicago: Univ. of Chicago Press, 2002.

sábado, 13 de outubro de 2018

Por que nos identificamos?



Abertura: Por que nos identificamos?



Por que nos consideramos iguais a uns e diferentes de outros? Porque nos apaixonamos por determinadas pessoas, coisas ou ideias? Como decidimos nossas escolhas, nossos gostos? Por que demonstramos determinados sentimentos e não outros? O que faz ser o que consideramos que somos? Por que nos reconhecemos a partir de um nome e de uma história individual, familiar ou grupal, de gênero, política ou étnica? Por que respondemos individual ou coletivamente com um sentimento de pertencimento ou, do contrário, de estranheza?
A identificação aparece como aquilo que nos constitui tanto individual quanto coletivamente, como “aquilo que se cristaliza numa identidade”, como vai nos dizer Jaques Lacan na abertura de seu penúltimo seminário.

No interior da problemática identitária, este livro é o resultado de um trabalho de investigação com Psicanálise na clínica, na filosofia, a política, a formação de grupo, as questões de gênero, e a economia. Desde a crítica da identidade elaborada na filosofia moderna a partir de O Seminário IX de Lacan, A Identificação, articulamos um dispositivo conceitual que nos permite reformular a pergunta por aquilo que sou ou que somos já não desde uma essência, substância ou função lógica e sim desde a diferença.




Trata-se de oferecer uma crítica à formula tradicional de entender a individualidade e o grupo, e propor um dispositivo que possa ser usado para acolher diferentes experiencias de subjetivação. Examinar os processos de identificação nos permite compreender a forma em que nos relacionamos com nós mesmos, com os outros, com os ideais e com os objetos.




sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Por que nos identificamos?


Abertura: Por que nos identificamos?



Por que nos consideramos iguais a uns e diferentes de outros? Porque nos apaixonamos por determinadas pessoas, coisas ou ideias? Como decidimos nossas escolhas, nossos gostos? Por que demonstramos determinados sentimentos e não outros? O que faz ser o que consideramos que somos? Por que nos reconhecemos a partir de um nome e de uma história individual, familiar ou grupal, de gênero, política ou étnica? Por que respondemos individual ou coletivamente com um sentimento de pertencimento ou, do contrário, de estranheza?
A identificação aparece como aquilo que nos constitui tanto individual quanto coletivamente, como “aquilo que se cristaliza numa identidade”, como vai nos dizer Jaques Lacan na abertura de seu penúltimo seminário.
No interior da problemática identitária, este livro é o resultado de um trabalho de investigação com Psicanálise na clínica, na filosofia, a política, a formação de grupo, as questões de gênero, e a economia. Desde a crítica da identidade elaborada na filosofia moderna a partir de O Seminário IX de Lacan, A Identificação, articulamos um dispositivo conceitual que nos permite reformular a pergunta por aquilo que sou ou que somos já não desde uma essência, substância ou função lógica e sim desde a diferença.
Trata-se de oferecer uma crítica à formula tradicional de entender a individualidade e o grupo, e propor um dispositivo que possa ser usado para acolher diferentes experiencias de subjetivação. Examinar os processos de identificação nos permite compreender a forma em que nos relacionamos com nós mesmos, com os outros, com os ideais e com os objetos.

Por que nos identificamos?


SUMÁRIO
ABERTURA: Por que nos Identificamos?..............................9
CAPÍTULO I
IDENTIFICAÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA........................11
Daniel Omar Perez
CAPÍTULO II
TOPOLOGIA E IDENTIFICAÇÃO..........................59
Pedro Henrique Affonso
CAPÍTULO III
LÓGICA IDENTITÁRIA E ECONOMIA CAPITALISTA ..............77
Daniel Pereira da Silva
CAPÍTULO IV
IDENTIFICAÇÃO E MODOS DE NEGAÇÃO
NO ‘DISCURSO DO MÉRITO’ ..................................91
Alexandre St Starnino
CAPÍTULO V
A IDENTIFICAÇÃO E A CATEGORIA GÊNERO.....................109
Alex Barreiro
CAPÍTULO VI
O LÍDER NA LÓGICA DAS IDENTIDADES COLETIVAS.......123
Willian Mac-Cormick Maron 

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

GT CRITICISMO E SEMÂNTICA
Coordenador: Prof. Dr. Daniel Omar Perez

24/10 – QUARTA-FEIRA
Manhã
Ubirajara Rancan de Azevedo Marques (UNESP/Marília)
Patrícia Kauark-Leite (UFMG)
Aguinaldo Pavão (UEL)
Julio Cesar Ramos Esteves (UENF)

tarde
Tiago Fonseca Falkenbach (UFPR)
Alexandre Hahn (UnB)
Daniel Omar Perez (UNICAMP)
Agostinho de Freitas Meirelles (UFPA)


25/10 – QUINTA-FEIRA
Manhã
Jorge Vanderlei Costa da Conceição (UNICAMP)
Isabella Holanda (UnB)
Maria Carolina Mendonça de Resende (UFMG)
Luhan Galvão Alves (UNICAMP)

Tarde
Marcos José Alves Lisboa (UNICAMP)
José Henrique Alexandre De Azevedo (UNICAMP)
Emanuel Lanzini Stobbe (UNICAMP)

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Antropologia e filosofia em Kant


Disciplina do programa de pós-graduação em filosofia, primeiro semestre de 2019
Unicamp

HF698 - História da Filosofia Moderna II

Antropologia e filosofia em Kant

Professor: Daniel Omar Perez
Data e horário: sexta-feira de 19 a 23 horas
Serão aceitos alunos especiais
As aulas serão expositivas com tempo para debate de questões
A disciplina será avaliada por um trabalho final apresentado pelo estudante

Ementa:
O objetivo deste curso é mostrar que a noção de homem, apresentada por Kant em Opus Postumum, reflexões e lições de antropologia, funciona como operador de regras lógico-semânticas de juízos cognitivos, práticos e reflexivos e, ao mesmo tempo designa o objeto de aplicação de juízos práticos.
Para alcançar esse objetivo, (1) mostraremos que a tarefa da filosofia transcendental se pauta pela pergunta como são possíveis os juízos sintéticos a priori? Essa pergunta se desdobra no âmbito cognitivo e prático como também nas modalidades do juízo reflexionante; (2) demonstraremos que as três perguntas kantianas (o que eu posso saber? O que eu devo fazer? O que está me permitido esperar?) são sistematicamente articuladas pela pergunta pela possibilidade dos juízos; (3) mostraremos que (1) e (2) conduzem à pergunta o que é o homem?; (4) demonstraremos que a tentativa de resposta a essa quarta pergunta se apresenta nas reflexões e lições de antropologia bem como em Opus Postumum; (5) a tentativa de resposta apresenta como resultado dois aspectos do homem: 5.1. como operador de regas (lógico-semânticas) para formular juízos e 5.2. como objeto de aplicação dos juízos práticos.

Programa:
  1. O projeto crítico de Kant na primeira crítica: linguagem, formulação de problemas e natureza humana
  2. A pergunta pelas proposições sintéticas como fio condutor do projeto crítico
  3. O lugar do ser humano no projeto crítico
  4. Os estudos sobre a natureza humana e a antropologia em Kant
  5. Os últimos pensamentos de Kant sobre o ser humano e a auto-posição

Bibliografia:

BRANDT, R. & STARK, W. Einleitung. IN Kants Gesammelte Schriften. Berlin: W. de Gruyter, 1997.
BRANDT, R. Kritischer Kommentar zu Kant´s Anthropologie in Pragmatischer Hinsicht. Hamburg, 1999.
FOUCAULT, M. Una lectura de Kant, introducción a la antropología en sentido pragmático. Buenos Aires: Siglo XXI, 2009.
FRIERSON, P. Character and evil in Kant’s Moral Anthropology. Journal of History of Philosophy; oct.; 44, 4; pp 623-634, 2006.
_____________ The moral importance of Politeness in Kant’s Anthropology. Kantian Review, vol 9, pp. 105-27, 2005.
_____________ Freedom and anthropology in Kant’s moral philosophy (freedom). New York, Cambridge University Press, 2003.
FÖRSTER, E. Kant‘s Final Synthesis: An Essay on the Opus postumum. 2000
HEIDEGGER, M. Kant y el problema de la metafísica. México: FCE, 1986.
KANT, Immanuel, Crítica da Faculdade do Juízo. (tradução de Valério Rohden e Antônio Marques). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.
________________Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1994.
________________ Gesammelte Schriften. Berlim: Edição Akademie, 1966.
________________Lógica. (tradução de Guido Antônio de Almeida). Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1992.
LOUDEN, R. Kant’s Impure Ethics. New York: Oxford University Press, 2000.
PEREZ, D. O. Kant e o problema da significação Curitiba: Editora Champagnat, 2008.
_________  La responsabilidad no-recíproca y desigual. Una interpretación kantiana.. In: Dorando Michelini; Wolfgang Kuhlmann; Alberto Damiani. (Org.). Ética del discurso y globalización. Corresponsabilidad solidaria en un mundo global intercultural.. 1ed.Rio Cuarto: Ediciones del Icala, 2008 b, v. 1, p. 49-59.
_________ A loucura como questão semântica: uma interpretação kantiana. Trans/Form/Ação (UNESP. Marília. Impresso), v. 32, p. 95-117, 2009.
_________ A antropologia pragmática como parte da razão prática em sentido kantiano. Manuscrito (UNICAMP), v. 32, p. 357-397, 2009 b.
_________  El cuerpo y la ley: de la idea de humanidad kantiana a la ética del deseo en Lacan. Revista de Filosofia : Aurora (PUCPR. Impresso), v. 21, p. 481-501, 2009.
_________  O Sexo e a Lei em Kant e a Ética do Desejo em Lacan.. Adverbum (Campinas), v. 4, p. 104-112, 2009 c.
_________  Kant : a lei moral. In: Anor Sganzerla; Ericson Falabretti; Francisco Bocca. (Org.). Ética em movimento: contribuições dos grandes mestres da filosofia. 1ed.São Paulo: Paulus, 2009 d, v. 1, p. 147-154.
_________ A lei, a filosofia, a psicanálise.. In: Leyserée Adriane Fritsch Xavier. (Org.). Kant a Freud: o imperativo categórico e o superego.. 1ed.Curitiba: Juruá, 2009 f, v. 1, p. 11-14.
_________  . Ética y Antropologia o el kantismo de Maliandi. In: Michelini, Dorando, J. ; Hesse, Reinhard; Wester, Jutta.. (Org.). Ética del Discurso. La pragmática trascendental y sus implicancias prácticas.. 1ed.Rio Cuarto: Ediciones del Icala., 2009, v. 1, p. 107-115.
_________ A proposição fundamental da antropologia pragmática e o conceito de cidadão do mundo em Kant. Coleção CLE, v. 57, p. 313-333, 2010.
_________ O significado de natureza humana em Kant. Kant e-Prints (Online), v. 5, p. 75-87, 2010b.
_________  El ódio al vecino o: se puede amar al prójimo? Un diálogo con los conceptos de responsabilidad y solidaridad de Dorando Michelini.. In: Anibal Fornari; Carlos Perez Zavala; Jutta Westter. (Org.). La razón en tiempos difíciles.. 1ed.Rio Cuarto - Argentina: Universidad Católica de Santa Fe - Ediciones del Icala, 2010 c, v. 1, p. 29-36.
_________  Acerca de la afirmación kantiana de que el ser humano no es un animal racional y mucho menos alguien en quién se pueda confiar. In: Dorando Michelini, Andrés Crelier, Gustavo Salermo. (Org.). Ética del discurso. Aportes a la ética, la política y la semiótica.. 1ed.Rio Cuarto, Argentina: Ediciones del Icala - Alexander von Homboldt Stiftung., 2010 d, v. 1, p. 74-81.
_________  O significado da natureza humana em Kant. In: Leonel Ribeiro dos Santos; Ubirajara Rancan de Azevedo Marques; Gregorio Piaia; Marco Sgarbi; Ricardo Pozzo. (Org.). Que é o homem? Antropologia, estética e teleologia em Kant.. 1ed.Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2011, v. 1, p. 207-218.
_________   A natureza humana em Kant. In: Claudinei Luiz Chitolina; José Aparecido Pereira; José Francisco de Assis Dias; Leomar antonio Montagna; Rodrigo Hayasi Pinto. (Org.). A natureza da mente. 1ed.Maringá: Editora Humanitas Vivens, 2011 b, v. 1, p. 97-115.
_________  Foucault como kantiano: acerca de um pensamento do homem desde sua própria finitude. Revista de Filosofia: Aurora (PUCPR. Impresso), v. 24, p. 217, 2012.
_________  Kant, o antropólogo pragmático.. In: Anor Sganzerla; Antonio José Romera Valverde, Ericson Falabreti. (Org.). Natureza Humana em movimento.. 1ed.São Paulo: Paulus, 2012, v. 1, p. 127-144.
________  A relação entre a Teoria do Juízo e natureza humana em Kant. Educação e Filosofia (UFU. Impresso), v. 27, p. 233-258, 2013.
_________  História e teleologia na filosofia kantiana. Resposta às críticas de Ricardo Terra contra a ?Escola semântica de Campinas?. Studia Kantiana (Rio de Janeiro), v. 16, p. 144-159, 2014.
__________  Idealismo Transcendental e Realismo Empírico: uma Interpretação Semântica do Problema da Cognoscibilidade dos Objetos Externos. Estudos Kantianos, v. 2, p. 29-40, 2014.
__________  Ontology, metaphysics and criticism as Transcendental Semantics as of Kant. Revista de Filosofia: Aurora (PUCPR. Impresso), v. 28, p. 459, 2016.
___________  A identificação, o sujeito e a realidade. Uma abordagem entre a filosofia kantiana e a psicanálise freudiano-lacaniana. Sofia, v. 6, p. 162-210, 2016.
PEREZ, D. O. (Org.) ;  Rauscher, Frederick (Org.). Kant in Brazil. 1. ed. Rochester: University of Rochester Press, 2012. 368p .
ZAMMITO J. H. Kant, Herder, and the Birth of Anthropology. Chicago: Univ. of Chicago Press, 2002.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Filosofia

Os Pensadores

Andrei Venturini MartinsBruna Della TorreDaniel Omar PerezEduardo WolfFernando Dias AndradeFranklin Leopoldo e SilvaJuvenal Savian FilhoLuiz Felipe Pondé e Mauricio Pagotto Marsola
Atenção: este curso é ministrado presencialmente na Casa do Saber (rua dr. Mario Ferraz, 414, São Paulo).
A filosofia não é uma linha do tempo rígida ou uma escavação arqueológica, em que o pensamento de filósofos do passado lá ficou, enterrado sob a poeira do tempo, ou superado pelas gerações posteriores. Esta edição de “Os Pensadores” (a 29ª desde a abertura da Casa do Saber, em 2004) coloca em diálogo dois filósofos de tempos distintos e que dialogaram, discordaram ou inovaram a partir do embate de ideias e de conceitos.

Introdutório e abrangente, o curso é porta de entrada obrigatória para quem deseja ter uma visão panorâmica da história da filosofia, de maneira acessível e rigorosa. Grandes professores sintetizam o que foi produzido ao longo de mais de 2 mil anos de filosofia. Importante ressaltar que a seleção de professores, cada um com sua didática particular, é uma amostra do que há de melhor na área de filosofia da Casa.


  • 1
    25/09 A filosofia antes de Sócrates, e Nietzsche: o pensamento dionisíaco
    Professor Eduardo Wolf

  • 2
    02/10 Sócrates e Foucault: conhece-te (e cuida-te) a ti mesmo
    Professor Mauricio Pagotto Marsola

  • 3
    09/10 Platão e Hannah Arendt: a política está na prática
    Professora Bruna Della Torre

  • 4
    16/10 Aristóteles e Hegel: a dialética e a lógica
    Professor (a confirmar)

  • 5
    23/10 Heráclito e Heidegger: a "verdade do ser"
    Professor Oswaldo Giacoia Junior

  • 6
    30/10 Agostinho e Edith Stein: a vida interior e o sujeito
    Professor Juvenal Savian Filho

  • 7
    06/11 Hobbes e Bobbio: das liberdades e do poder
    Professor Renato Janine Ribeiro (a confirmar)

  • 8
    13/11 Descartes e Bergson: alma e corpo, mente e memória
    Professor Franklin Leopoldo e Silva

  • 9
    27/11 Espinosa e Sartre: livre-arbítrio e destino
    Professor Fernando Dias Andrade

  • 10
    04/12 Kant e Marx: a dignidade humana em questão
    Professor Daniel Omar Perez

  • 11
    12/12 Schopenhauer e Cioran: as dores do humano
    Professor Luiz Felipe Pondé
    *aula excepcionalmente ministrada em uma quarta-feira

  • 12
    18/12 Albert Camus e Pascal: o homem no mundo
    Professor Andrei Martins

As Paixões, os Sentimentos e os Afetos Entre a filosofia e a psicanálise

As Paixões, os Sentimentos e os Afetos

Entre a filosofia e a psicanálise
Daniel Omar Perez
Atenção: este curso é ministrado presencialmente na Casa do Saber (rua dr. Mario Ferraz, 414, São Paulo).


A filosofia e a psicanálise, em cada caso, revelam os indivíduos como efeitos da linguagem, do discurso e da razão, mas também como tomados, impulsionados ou inclinados por paixões, sentimentos e afetos. Quais são essas formas da sensibilidade que movimentam, que determinam nas escolhas, que obrigam a repetir condutas, que conduzem por caminhos que muitas vezes se resiste a percorrer? Estes encontros apresentam as paixões, os sentimentos e os afetos a partir dos estudos de Descartes, Kant e Lacan tentando dar conta daquilo que cada pessoa é para além (ou aquém) da razão e da fala.

  • 1
    05/12 Descartes e as paixões da alma da Princesa

  • 2
    12/12 Kant e os sentimentos do cidadão do mundo

  • 3
    19/12 Lacan, os afetos e a angustia como o único afeto que não engana

Lacan e a Lógica

Lacan e a Lógica

Os nós e a topologia
Daniel Omar Perez
Atenção: este curso é ministrado presencialmente na Casa do Saber (rua dr. Mario Ferraz, 414, São Paulo).


Os encontros apresentam, de modo introdutório, os elementos formais usados por Lacan em relação aos percursos de análise ou fragmentos de análise. Trata-se de transmitir de modo didático o ensino formal de Lacan, que reinventou a psicanálise a partir da retomada dos elementos freudianos, lidos com a apropriação de outros saberes. Com o auxílio de conceitos da linguística, da filosofia e da matemática, reformulou a clínica, propondo novas formas de entender o que é uma análise e um fim de análise.

  • 07/11 Lacan e a lógica significante. A direção de uma análise

  • 2
    14/11 Esquemas, grafos e matemas. A formalização de um percurso de análise

  • 3
    21/11 Topologia e enodamentos. O final de uma análise.

O Amor e Seus Mitos

O Amor e Seus Mitos

Uma leitura psicanalítica
 Daniel Omar Perez
Atenção: este curso é ministrado presencialmente na Casa do Saber (rua dr. Mario Ferraz, 414, São Paulo). 


Por que o amor dói? Por que a experiência amorosa pode ser vivida como um desvario, como um ato de loucura? O que cada um é capaz de fazer por amor? Uma guerra? Ferir? Matar? Medeia foi a que matou os filhos para se vingar do amado; Antígona a que desafiou as leis temporais para enterrar o corpo do irmão, perecendo por isso; Helena, a bela, foi a raptada por Páris, o que causou a guerra de Troia. Três mulheres e três formas de amar serão abordadas no curso, com o auxílio de elementos da filosofia e da psicanálise. Os encontros visam abordar, desde a psicanálise de Freud e de Lacan, uma série de casos literários que se mostram como paradigmas de situações amorosas da vida cotidiana. O objetivo é refletir sobre o que acontece em situações extremas de paixão e desejo.

  • 03/10 Morrer por amor: Antígona e seus irmãos

  • 2
    10/10 Matar por amor: Medeia entre o marido e seus filhos

  • 3
    17/10 A guerra por amor: Helena entre o amante e o marido. Romeu e Julieta entre o ódio e a morte.

Lacan: o Reinventar da Psicanálise O retorno a Freud

Lacan: o Reinventar da Psicanálise O retorno a Freud

com Daniel Omar Perez

Atenção: este curso é ministrado presencialmente na Casa do Saber (rua dr. Mario Ferraz, 414, São Paulo).

1 12/09 Introdução à vida e obra de Jacques Lacan: escritos e seminários

2 19/09 O retorno a Freud pela via da fala e da linguagem: inconsciente e significante. O que é uma psicanálise? Entrada em análise.

3 26/09 A clínica do Real: Real, simbólico e imaginário. Inibição, sintoma e angustia. Fim de análise

Freud inventou a psicanálise em seu encontro com a histeria, compreendida como um conjunto de sintomas que não era provocado por uma causa biológica nem era uma atitude tomada voluntariamente. A histeria se torna, então, objeto de tratamento pela via da palavra sob um dispositivo clínico sustentado na noção de inconsciente. Os comportamentos, escolhas e gostos podem ser pensados como determinados inconscientemente. Lacan retoma a invenção freudiana e articula com elementos da linguística, da etnologia e da filosofia fundando uma nova clínica dos fenômenos psíquicos inconscientes. Os encontros têm como objeto apresentar de modo introdutório os fundamentos da teoria e da clínica lacaniana.

sábado, 14 de julho de 2018

Kant na filosofia contemporânea africana.


Kant na filosofia contemporânea africana.
Unicamp, filosofia
Na segunda-feira 17 de setembro e na terça-feira 18 de 14 horas a 17 horas minicurso na sala de congregação da pós-graduação do IFCH:

Reler Kant. O dialogo crítico com o universalismo epistemológico, ético e político de Kant na filosofia contemporânea africana.

Na quarta-feira 19 de setembro de 14 horas a 15.30 Conferência com debate na sala de tese da pós-graduação do IFCH:
Projetando o futuro. Crítica, violência e progresso na filosofia de Kant, Foucault e Mbembe.
Prof.a. Dra
Marita Rainsborough
Coordena: Daniel Omar Perez

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vivemos uma epidemia de autismo? Pesquisas, experiências e desafios

Vivemos uma epidemia de autismo? Pesquisas, experiências e desafios

EMENTA: Desde a década de 1940, quando onze crianças desafiaram o psiquiatra Leo Kanner, não se adequando às classificações até então conhecidas, o enigma diante do autismo se mantém. Atualmente, segundo dados do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o autismo atinge uma em cada 68 crianças. Apesar da divergência e diversidade nas pesquisas sobre o tema, há um consenso acerca da complexidade etiológica do autismo e da necessidade de tratamento precoce e inserção escolar. A multiplicidade nas formas de sua apresentação clínica, desde quadros severos com estereotipias e ausência de fala até altas habilidades, também suscita discussões acadêmicas. A crescente publicação de livros autobiográficos de autistas adultos, assim como de pais de autistas, indica que os protagonistas e suas famílias cada vez mais participam desse debate. Diante dessa perspectiva, o presente Fórum objetiva problematizar o aumento significativo de diagnósticos de autismo, discutir as atuais pesquisas sobre o tema, assim como analisar as repercussões familiares, sociais e escolares.
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LOCAL: Auditório do Centro de Convenções da UNICAMP
DATA: 14/08/2018

ORGANIZAÇÃO: Kelly Cristina Brandão da Silva (FCM/UNICAMP) e Daniel Omar Perez (IFCH/UNICAMP)

COMISSÃO DE APOIO: Kelly Macedo Alcântara (mestranda – FCM/UNICAMP) e Marina Pereira Leite (mestranda – FCM/UNICAMP)

PROGRAMAÇÃO

8h30: Credenciamento
9h: Abertura
9h15 às 10h: Conferência I “Detecção precoce de sofrimento psíquico X epidemia diagnóstica de autismo” Julieta Jerusalinsky: Psicanalista. Membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA), do Centro Lydia Coriat (Porto Alegre) e docente da COGEAE-PUC/SP Mediação: Kelly Cristina Brandão da Silva (FCM/UNICAMP)

10h às 10h30: Coffee-break

10h30 às 12h: Mesa-redonda I – “O que os sujeitos autistas nos ensinam?” - Marina Bialer: Psicóloga. Doutora pela Université Paris Diderot e pós-doutora pelo Instituto de Psicologia da USP - Lígia Maria de Godoy Carvalho: Terapeuta ocupacional; sócia proprietária da Clínica Ludens (Campinas/SP)
Mediação: Lauro Baldini (IEL/UNICAMP)

12h às 14h: Almoço

14h às 15h: Conferência II “Autismos e espectros em perseguição. A experiência infantil em perigo de extinção”
- Esteban Levin: Psicomotricista. Diretor da Escuela de Formación em Clínica Psicomotriz y Problemas de la Infancia (Buenos Aires/Argentina).
Mediação: Daniel Omar Perez (IFCH/UNICAMP)

15h às 15h30: Coffee-break

15h30 às 16h30: Mesa-redonda II – “Experiências institucionais no campo do autismo”
- Cláudia Dubard: Terapeuta ocupacional; diretora do Instituto Ser – Clínica e Escola (Campinas/SP)
- Antônio Moreira de Lima Jr.: Psiquiatra da APAE de Várzea Paulista; psicanalista e associado da Tykhè Associação de Psicanálise. Mediação: Ana Paula Rigon Francischetti Garcia (FENF/UNICAMP)

16h30 às 17h: Espetáculo artístico inclusivo "Quixote de La Mancha" (Instituto Ser)